segunda-feira, julho 10, 2017

Futebol Amador

SOCIEDADE ESPORTIVA CRUZEIRO

Bairro Sulina




Nascido em 21 de abril de 1976, por um grupo de desportistas descontentes que saíram do Juventude. A reunião de fundação ocorreu na residência de Arlindo Schallenberger, onde tudo ficou definido para a criação do novo clube.

Como eram poucas as pessoas no inicio, começou a jogar com apenas uma formação, tendo como local dos jogos, o campo do Colégio Salesiano Dom Bosco. Quando, de uma segunda formação, tomou-se uma amplitude maior, agora então com jogos pela região noroeste do estado. Mais tarde, surgiram as formações dos quadros de veteranos e mirins. O primeiro jogo foi disputado na localidade de Ponte Santo Cristo.

Sem sede ainda, as reuniões eram realizadas nas casas dos próprios jogadores. A primeira sede foi uma casa alugada  de propriedade de Otto Zerbin, pai de Arlindo Zerbin, advogado e presidente do Cruzeiro por 16 anos seguidos.




Na nova sede, todas as sextas feiras, eram realizados bingos, como forma de manter o clube em ação e arrecadar dinheiro para se manter e construir a futura sede própria.

O primeiro campo utilizado pelo Cruzeiro para a disputa de seus jogos situava-se na estrada que liga Santa Rosa a Guarani das Missões, a um distancia aproximada de seis quilômetros da cidade em terras de propriedade da família Raiter. Mais tarde o Cruzeiro adquiriu um terreno, onde está a sede atual, localizada no Bairro Sulina. A nova sede foi pago a custo de muitas promoções sociais, com a colaboração de muitas pessoas amigas ligadas ao clube, além é claro, dos atletas e dirigentes e familiares.


Estádio do Cruzeiro do Bairro Sulina


Para a construção do estádio, a comunidade do bairro em que o clube está inserido, ajudava de várias formas. O saudoso desportista Luiz Alberto Aurélio, foi um grande batalhador, assim como Luiz Fernando Dresch, que foi vice-presidente durante os 16 anos de mandato do advogado Arlindo Zerbin.     

Um fato importante e que deve ser registrado, foi quando o Cruzeiro rifou seu próprio terreno para arrecadar fundos para construir sua sede. O fato teve tanta repercussão que o  clube arrecadou cinco vezes mais que o valor do terreno, o suficiente para iniciar a obra da sede e estádio.

Campo e estrutura de vestiários, copa e instalações para promoções sociais. 

O Cruzeiro é um modelo de clube, que de forma solidária,  nasceu, cresceu, construiu sua sede e seu estádio e se manteve vivo, pela força  pelos moradores do seu bairro.

O clube se orgulha de ter tido em seu plantel o atleta Argélico Fucks, conhecido no mundo do futebol por Argel, que atuou em vários clubes brasileiros e no exterior e hoje é treinador de futebol com atividade  em vários clubes do Brasil.

O Cruzeiro não só jogou amistosamente pela região, mas também disputou campeonatos municipais de Santa Rosa. Assim, logrou êxito em 1994/1995 como campeão municipal na categoria veterano; em 1996, campeão municipal na categoria mirim e no ano 2000, campeão municipal na categoria aspirante.                         




                                                      
Na categoria principal, chegou a final de duas competições organizadas no município. A primeira em  2004. Como no ano  não houve disputa do Campeonato Municipal, outra competição, não oficial,  foi organizada, denominada Campeonato da Amizade, que teve como jogo final Cruzeiro e Santos da Vila Santos. O Cruzeiro não foi feliz e acabou como vice-campeão. Em 1998, novamente o Cruzeiro chega a uma disputa final, agora, conta o Ferroviário. Novamente não logrou êxito ficando novamente com vice campeonato.
A bela estrutura da sede e estádio do clube, está  localizada entre o bairro Sulina e o centro da cidade, próxima  ao rio Pessegueirinho.   Embora, não participando de jogos oficiais pelo municipal, cede seu estádio para outras agremiações  lá realizarem seus jogos pelo campeonato. 


 Fonte: Sulina - Olhares que fazem história de Débora Rodrigues.
Fotos  do estádio créditos de Fernando Kronbauer
Fotos dos times créditos de Renato Scheffer

quarta-feira, julho 05, 2017

Futebol Amador

S. E. IPIRANGA F. C.
BAIRRO SULINA 




Fundado em 15 de novembro de 1946, mas registrado somente em 12 de novembro de 1947, criado com finalidade cultural, social e desportiva. Conforme registro em estatuto, são considerados sócios funadores: Natálio Aguiar, Onofre de Bairros, David Novaski, Marçal Kriger, Francisco Ocleis, Ativo Mello, Mauri José Pitrez, Alcindo Pinto, Luiz Braga e Auro Brum Pitrez, este ultimo ferroviário e os outros todos operários.
A Diretoria era assim constituída; presidente Teodomiro Paiva de Oliveira, tendo como vice Francisco Ocleis; 1º secretario Luiz Gonzaga de Oliveira e 2º secretário Adão Monteiro; tesoureiro Dorneles Rodrigues  e 2º tesoureiro  Marcelino Soriani. Conselho Fiscal: Rui Fabricio, Luiz Lenuzza Eggers, Itagiba Rodrigues e Atayde Aguirre.
O nome da nova associação foi sugestão em homenagem as Organizações Ypiranga(livraria e bazar) de propriedade de Adão Monteiro. A nova entidade surgiu para organizar bailes e festas na comunidade da então Vila Sulina, mas logo partiu também para o futebol.
Importantes pessoas se destacaram com seu trabalho ao Ipiranga, entre elas: João Felipe dos Santos, Valdemar Hoffmeister, Luiz Morgenstein, Cristovão Leopoldo Meinerz, Pedro Friederich, Danilo Knebel, Heitor Teixeira, Nerci Rufino da Costa, as famílias Marron e Jurach, entre tantos outros, anônimos ou não que deram sua contribuição voluntária para o crescimento da entidade.
Na área social, na década dos anos 1960 e 1970, os bailes de carnaval do Ipiranga estavam entre os melhores da cidade e o Rei Momo Adão Monteiro com sua Corte marcava presença. 
Uma estrutura na sede social mantém em atividade várias práticas sociais e desportivas entre os associados. 
No futebol, o Ipiranga foi, enquanto ativo um dos grandes esquadrões do futebol amador da cidade, com títulos municipais e um regional.
Um ano após a fundação já media embate com o Paladino FC, o  time da elite da cidade. Segundo o Jornal A Serra dois jogos foram realizados. O primeiro em 20/02/1947 prevaleceu a qualidade do adversário e derrota por 5 a 0.  Já em 25/12/1947, numa partida muito disputada  o Ipiranga, já mais qualificado, foi derrotado por 2 a 3. Vale salientar que o Paladino era então um dos grandes do futebol regional.
Na sua trajetória no futebol, o Ipiranga conquistou vários títulos. O primeiro em 1949 e em 1967 e 1984 mais dois títulos municipais, sendo que em 1983, sagrou-se campeão regional. Em 1986, perdeu o título na final disputada com o Grêmio Santarosense. Em 1984, o titulo veio para a Categoria de Aspirantes. No ano de 1967, foram campeões com o Ipiranga: João, Penicilina, Alcides Marrom, Pedro Turra, Laerte, Zé Gago, Didico, Canhoto, Cisco, Pisca, Valcir Marrom, Nicoletti, Edgar, Nerci e Leopoldo Jurach. O titulo veio ao abater o Serrano pelo placar de 3 a 2 e o Ipiranga apareceu como o "Leão da Várzea". Em 1984, para conquistar o título o Ipiranga venceu  a UBSS(formada por militares) com gols de João Moroni e Moreira e na segunda contenda nova vitoria, com gol de Zé Pedro.

A muitos anos com o futebol desativado, quando em atividade mandava  seus jogos no  campo na baixada, próximo ao rio Pessegueirinho,  ao lado do campo do rival Cruzeiro. A sede social hoje é administrada pela Associação de Moradores e em atividade está localizada em frente a Praça Germano Schmidt, no centro do Bairro Sulina.

Galeria de Fotos - Social

Adão Monteiro espécie de Patrono do Clube e Rei Momo da cidade.

Apresentação das Soberanas do Baile de Carnaval na sede social do Ipiranga.

Inauguração da cancha de bocha na sede do clube

Heitor Teixeira (centro) uma das grandes lideranças 

Uniforme da Ala Feminina do Ipiranga


GALERIA DE FOTOS - FUTEBOL





Grupo de Atletas dom a Ala Feminina do Ipiranga

Campeão de 1967

Campeão 1983/84





O campo onde o piranga mandava seus jogos hoje é ocupado por outra agremiação esportiva.

Ipiranga Futsal

      Fonte: Sulina - Olhares que fazem história de Débora Rodrigues.
Fotos de Jadir Teixeira e Fernando Kronbauer

              

sábado, junho 24, 2017

FUTEBOL AMADOR

E. C. COLONIAL

Lajeado Bonito


Em pé da esquerda para a direita: Darci Rodrigues da Silva, Ivo Hilebrandt, Valdomiro da Silva Costa, Adilino Fontana, Lamar Arbelo, Eca, Toninho Fontana e Pedro da Silva Costa. Agachados: Ari Marafiga, Neri Tábile, Eve Kraus, Abrilino da Silva Costa, Eloi Schleimer, Darci da Silva Costa. (Fevereiro de 1976).

Para conhecer um pouco da história desse time, entrevistamos o desportista Abrilino da Silva Costa, filho de um dos fundadores do Colonial.
Conta que seu pai Pedro da Silva Costa, mais os tios e alguns vizinhos, na década dos anos 1950, reuniram-se para fundar o Colonial do Lajeado Bonito. A proposta era de os moradores da comunidade, principalmente os jovens, a pratica do futebol, como um meio de diversão nos finais de semana, onde as famílias reuniam-se para conversar e ao mesmo tempo divertir-se.

O Colonial durante sua existência, que foi até 1985, teve sua sede ou campo de jogo em três locais diferentes. Segundo Abrilino(foto ao lado), o primeiro campo foi no travessão que passava ao lado de um matrizeiro de suínos, na propriedade de Rui Magalhães; o segundo em terras de Andrino Goulart( hoje pertence a  Chiquino Sturm) e o terceiro, perto da minha casa, em terras de Darci Rodrigues da Silva.
Abrilino, disse que desde aos doze anos participou das atividades, como atleta, dirigente e treinador, relata que o Colonial nos bons tempos, embora nunca tenha participado de campeonatos municipais, sempre montava grandes times, segundo ele, verdadeiras seleções; alguns atletas que jogaram para nós, como o Lamar, seu irmão Caio, o Baitaca (que mais tarde foram do Dínamo), o Gringo, Serginho, Sapateiro, Evandir(conhecido como Alto União), entre ouros tantos que marcaram presença no Lajeado Bonito.
 “Jogamos partidas com grandes adversários do município e da região, como aqui em Santa Rosa, o Cruzeiro do Sul, o Prenda, o próprio Dínamo, times de Porto Mauá, Porto Biguá em Alecrim, Entre-Ijuís, naquele campo na beira do rio, assim foram muitos que não dá para relatar todos”, destaca Abrilino.
Depois de deixar o Colonial, Abrilino ainda, como jogador, atuou no Flor do Ipê, da comunidade do Lajeado Ipê, próxima do Lajeado Bonito, onde lá também foi atleta e treinador.
Além do Colonial e do Flor do Ipê, Abrilino vestiu também, como atleta, as camisas do Rio Negro do Lajeado Manchinha e da Associação Guia Lopes. Abrilino também, por 15 anos, depois de parar como atleta, trabalhou como árbitro, voluntariamente, em diversas comunidades da região.
Assim como tantos outros times de futebol do nosso interior, como surgiu, desapareceu, deixando um rastro de história no nosso futebol amador.


Amistoso em dezembro de 1975, no lajeado Bonito, frente ao Cruzeiro do Sul(Vila Pereira/Bairro Cruzeiro). Atletas  do Colonial, da esquerda para a direita, em pé: Chico Fontana, Ivo Hilebrandt, Valdomiro da Silva Costa, Lamar Arbelo, Eca, Toninho Fontana e Pedro da Silva Costa(dirigente). Agachados: Darci Rodrigues da Silva, Ari Marafiga, Neri Tábile, Eloi Schreiner, Abrilino da Silva Costa, Darci da Silva Costa e Eve Kraus.

Agradecemos a colaboração de Abrilino da Silva Costa para a elaboração desta matéria.
Fotos: Abrilino da Silva Costa.

sábado, junho 17, 2017

Por Onde Anda

                                      SERGIO WEREMCHUK

SERGIO WEREMCHUK, natural de Santa Rosa, RS, filho de Constante Weremchuk e de Agnes Weremchuk.
 Apelido  – Sequito e/ou Chiquito.
Casamento – Divorciado; do casamento 03(três) filhos: Marcelo; Daisy e Sheila; 06(seis) netos: Rafaela, Diego, Samuel, Eziquel, Eduardo e Felipe.
Grau de escolaridade – 3.º Grau completo (Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas)-
Como foi a infância (descrever, onde, quando). O que lembra com saudade.
Quando, com 12 anos de idade, do internato em Passo Fundo/RS, no Instituto Educacional (IE) Colégio Metodista; do serviço militar em Santa Maria, RS, no 3.º Batalhão de Carro de Combate- chegando a 3.º Sargento Furriel.
Vida esportiva (onde iniciou e em que clubes jogou – o que recorda desta fase.
Joguei no IE (Instituto Educacional) de Passo Fundo, RS; no Gaúcho F. C. de Passo Fundo, no início nos juvenis e no time principal em 1960 e 1961; encerrando no G. E. Sepé Tiarajú,  clube de futebol amador de Santa Rosa, RS,  treinado na época pelo professor João Lencina Toledo e tendo como presidente e jogador o Sr. Alceu Medeiros. 
Clube(s) pelo qual torce.   Grêmio Foot Ball Porto Alegrense.
Atividade atual – Aposentado e advogado (de processos remanescentes).
Mantem atividade relacionada com o esporte? Somente em Academias (musculação).
Já foi treinador, dirigente ou algo similar? Não
O que faz atualmente? Acompanho processos ainda pendentes da advocacia.   




Colaboração de Raul Meneguini

Clique nas fotos para ampliar.


quinta-feira, maio 11, 2017

Gauchão 2017

BETO CAMPOS: da casamata do Carlos Denardin, a campeão gaúcho.


No dia 24 de fevereiro 1964, nascia Gilberto Cirilo de Campos na cidade de São Borja. Como todo garoto, tinha o sonho de ser jogador de futebol. Em 1982 Gilberto,  ou melhor Beto Campos como era conhecido, começou a traçar sua trajetória no futebol, como centroavante. Entre os anos de 1982 a 1987, Beto atuou no São Borja até ser vendido para o Santa Cruz. Em 1988 a pedido do presidente do José Emílio Kruel do Dínamo, Beto foi cedido pelo Santa Cruz por empréstimo para o Dínamo de Santa Rosa para a disputa da segunda divisão. Em 1989 voltou para Santa Cruz e em 1990, retornou ao Dínamo para a disputa da segunda Divisão, após disputou o octogonal final da segunda divisão pelo São Luiz de Ijuí, onde conquistou o acesso. Em 1991 atuou pelo Novo Hamburgo, onde conquistou o acesso, e no mesmo ano também subiu com o Dínamo para a 1ª Divisão do Campeonato Gaúcho. Em 1992 atuou no Pelotas, 1993 no Ypiranga de Erechim, 1994 no Brasil de Farroupilha, 1995 no Esportivo onde conquistou mais um acesso.
De 1996 a 1998 atuou no Santo Ângelo (1996 conquistou o acesso com o Santo Ângelo), após foi pro Passo Fundo onde conquistou mais um acesso para a elite, em 1999 foi para o 15 de Campo Bom, 2000 no Guarani de Venâncio Aires,  2001 no São Luiz de Ijuí e logo em seguida foi para o Juventus onde encerrou sua carreira.
Como jogador, Beto foi o segundo maior artilheiro da história do Dínamo, com 34 gols em três temporadas, perdendo o posto somente para João Luís Pazze Marquez, com 43 gols, e ainda chegou a marca de 7 acessos para a elite do Campeonato Gaúcho pelas equipes em que atuou.
No ano de 2002, Beto iniciou a carreira de treinador frente a equipe Profissional do Juventus, em 2003 assumiu a equipe de Juniores quando disputou a final da Copa James Vidal, contra o Internacional, e ficou com o vice campeonato. Em 2004 e 2005 foi treinador do profissional do Juventus e Três Passos, em 2006 foi para o Santo Ângelo e Tupi, 2007 no  Avenida de Santa Cruz, e 2008 para o Juvenil da Ulbra e atuou como auxiliar técnico do Profissional, em 2009 treinou o Pelotas, 2010 e 2011 treinou o São Luiz de Ijuí, após a disputa da Série A do Gauchão, foi para o Avenida, onde foi Campeão da Divisão de Acesso. No  início de 2013 treinou o Cruzeiro de Porto Alegre, após foi para o Passo Fundo e São José, no ano de 2014 treinou o Caxias no Gauchão e na Série C do Brasileiro, 2015 no Passo Fundo  Seara – SC, 2016 retornou ao Caxias conquistando a Divisão de Acesso. Em 2017 assumiu o Novo Hamburgo equipe atual Campeão Gaúcho de Futebol.


Por Fernando Kronbauer
Foto Crédito Visão do Vale