quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Fatos & Fotos Antigas Parte VIII

PARTE VIII

1 . QUEM NÃO É DO PALADINO É CONTRA O PALADINO


Houve um cidadão em Santa Rosa, vamos tratá-lo por seu Zifa, que em determinada oportunidade inventou o refrão "QUEM NÃO É DO PALADINO É CONTRA O PALADINO."

A origem teria sido num jogo entre Oriental de Três de Maio e o seu clube, na cidade vizinha.

Conta-se que, segundo o seu entender, nesse amistoso, o juiz estaria atuando, tendenciosamente, prejudicando o seu time. Como na época os campos não eram fechados, ficando o publico separado dos atletas apenas pelos corrimões, adentrou o gramado e dirigiu-se ao juiz, ostensivamente, dando o brado:

– Quem não é do Paladino é contra o Paladino!

O juiz, logicamente, providenciou para que fosse retirado de campo.

Entretanto o refrão ecoou pela cidade, consagrando-se junto aos torcedores.

Mais uma...

O nosso personagem, não sendo da terra, tinha por habito assar um churrasquinho, nos domingos. Conta um neto seu que sempre o ajudava nessa lida, ter perguntado uma vez: - Vovô! Quanto tempo leva para que o churrasco esteja pronto?

A oque o avô respondeu, já sorvendo uma caipirinha:

–Quando eu terminar toda a Invencível (cachaça fabricada na cidade).

Dizo neto que o avô se passava do ponto, às vezes, deixando a carne queimar, ia dormir não participando do almoço!



2 . NEY SILVA



De 1951 a 1960 veio trabalhar em Santa Rosa, como integrante dos quadros da Policia Civil, cuja Delegacia ficava nos fundos da Prefeitura Municipal, junto à Avenida RioBranco, um cidadão, muito distinto, jovem, que tinha o nome de Ney Silva.

Constava, mas não se sabia ao certo, que jogara no Esportivo de Bento Gonçalves.

Estreou, como ponta esquerda no Paladino e revelou-se um dos jogadores mais completos que a cidade já vira.

Foi transferido para Pelotas e lá atuou, na mesma posição, pelo Farroupilha, integrando o time que conseguiu ser vice-campeão estadual, em 1959, formando num ataque dos mais efetivos do futebol gaúcho.


3 . REFUGIADOPOLÍTICO




Como o Kolecza nos revelou, tivemos em Santa Rosa, um refugiado político, que jogou, com destaque no Paladino. Seu nome ALBERTOSAMANIEGO. Conhecido pela alcunha de Paraguaio. Apareceu em Santa Rosa na década de 40, foragido.

Havia-se envolvido numa encrenca política, cabeluda. Num golpe de estado sob as ordens de ALFREDO STROSSNER, amigo de infância na cidade de Encarnacion e foi seu Tenente na Guerra do Chaco (contra a Bolívia).

Quando Strossner tomou o poder em 1955, mandou chamá-lo e deu-lhe o posto de Primeiro Sargento.

Coma família se foi para lá, mas deu-se mal.

A disciplina era rigorosa demais para quem já gostava de uns tragos a mais.

Voltou para os pinceis e broxas, em Santa Rosa.


4 . O ZAGUEIRO DO MENGÃO

Quando o Cap. Teté esteve como treinador do Nacional Futebol Clube da Chácara das Camélias, em Porto Alegre, foi providenciada a vinda de vários jogadores do Flamengo, dentre esses CLAUDIO que acompanhou craques que depois foram destaque no Inter, como Florindo, Luizinho e Bodinho.

Atuou no Nacional – o ferrinho – transferiu-se para Santa Maria e integrou o Interzinho.

Tempos epois, já como funcionário dos Correios e Telégrafos, foi-lhe arrumada colocação em Santa Rosa, para jogar no Paladino, o que fez com muito destaque.

Era um jogador alto, delgado, excelente zagueiro, tendo igual desempenho como centro avante, graças a sua habilidade e altura.

5 . MARÇAL


No início dos anos 50, o Internacional de São Borja era dos clubes com maior destaque no interior do Estado. Atuava em seu gramado que levava o nome do eterno presidente Cel. Serafim Dorneles Vargas.
A linha média do time, famosa, era composta por Centurião, Marçal e Toco. O primeiro, com certeza e o segundo, talvez, Sargento do Exército.
Marçal, foi diagnosticado com tuberculose e assim, reformado, não mais podendo jogar sob os olhos de seu, duplamente, chefe. Veio para Santa Rosa e atuou, sem problemas, no Aliança, justamente na arrancada do seu Berta para a formação de um grande time.


6 . SEM FICHA NA FEDERAÇÃO


A família Araujo, sempre esteve envolvida com o Juventus.
Há um, CEOBIS JOSÉ ARAUJO, que, tendo vindo muito jovem, para estudar em Porto Alegre e por estar o Juventus licenciado não teve ocasião de nele atuar. O Alemão figurou, ao menos, como mascote.

Em Porto Alegre exibia-se no time do aterro, atual Parque Marinha do Brasil, onde, arrancando pela esquerda dizia: – lá vai Lumumba!
Jogou por vários times de futebol de salão, dos quais muito se orgulha.
Juntamente, com Beiço, Aramís e Neto dentre outros, diz ter feito parte da melhor equipe de Futsal nos anos 60.
Sendo oficial R/2 em estagio, atuou no Alvorada integrado por subalternos seus.

Mesmo não tendo “ficha” na Federação, conta, dentre suas façanhas no futebol: ter feito parte do Big Boys, time de férias dos estudantes da cidade, atuando inclusive no gol.
J ogavam por cervejas.
Tal ocorreu, por exemplo, em Panambi, onde foram recebidos pelo conterrâneo Ivar Ruzzarin.

7 . HOLOFOTES

A convite de Alceu Malman, então oficial distrital, foram disputar nos penaltis o resultado de uma competição, em Dr. Mauricio Cardoso. Diz que já havia anoitecido e os holofotes de dois fucas, serviram para clarear a goleira, a fim de possibilitar a decisão por penalidade máxima!
A historia é confirmada por Mauro Schneider que diz nela ter atuado e, inclusive cobrado penalti.

8 . GRÊMIO SANTO ANGELENSE E PALADINO

Em determinada época, veio para Santa Rosa, a fim de atender numa loja de móveis, Wilmar Miron, conhecido como Miron II atleta do Grêmio de Santo Ângelo, que começou a jogar no Paladino. Mais tarde, chegou Waldemar, o Miron III, - seu irmão - que era goleiro e, nessa posição, atuou, aqui.
A vinda deles aproximou os dois clubes, que passaram a disputar partidas memoráveis, lá cá. Numa melhor de três cada time ganhou uma, em casa.


9 . GRÊMIO SANTO ANGELENSE E PALADINO

Graças aos resultados de duas partidas, uma em Santa Rosa e outra em Santo Ângelo, espectivamente, Grêmio e Paladino, fariam em Santa Rosa, uma decisiva da melhor de três.
Dada à importância da decisão o Paladino resolveu, se concentrar, num Hotel da cidade.
Noly Joner, o ídolo do time, não teve uma atuação de acordo com suas aptidões.
Para justificar o ocorrido, espalhou-se que Noly, em ótima companhia, passara a noite, na suíte presidencial.

10 . COM LARANJINHA NA MÃO

Chegou a Santa Rosa, para comandar o destacamento da Brigada Militar, o Major HELIO CHAVES LOPES que mantinha vínculos com um estabelecimento de ensino de Soledade. Integrou-se ao Machado de Assis.
Foi programado em encontro entre as duas instituições, para disputas de algumas modalidades esportivas.
No segundo tempo do jogo de futebol, entrou substituindo alguém, pela ponta direita, um atleta do Juventus.
Na ocasião não havia alambrado, apenas corrimões. No setor da sua posição passava sua noiva, com uma garrafinha de laranjinha do Gaviraghi
Ao atleta alcançou o refrigerante.
Tendo a bola na sua frente o jogador, com a garrafinha na mão, mesmo assim, chutou em direção à meta e marcou o gol. Pode!!!



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