sábado, 19 de dezembro de 2009

HISTÓRIA - SEGUNDA FASE (1971 a 1973)

Voltou as atividades em 1971, começando uma nova fase. Filiado à Liga e a Federação, disputou vários campeonatos. Neste ano a equipe “juventina”, disputou a final da Taça Prefeitura e Torneio da Amizade e também a final do Campeonato Citadino, onde foi derrotado pelo Paladino. Em 1971, tinha como técnico Paulo Araújo. Em 1972, foi campeão do Torneio Início da Liga, ganhando o último jogo do Paladino por 1 a 0, gol de Carlinhos aos 24’ do 1º tempo, tendo Molita como técnico. O jogador do “verde-rubro”, Jorge Luiz Tomaz foi eleito o melhor atleta do torneio. Neste período excurcionou várias vezes para a Argentina, onde disputou jogos de futebol de campo e de salão, com o Huracán de Monte Carlo e Olímpia e Ex-Alunos de Oberá, com jogos de ida e volta, obtendo grandes vitórias, frente a estes clubes. Neste ano também disputou o Campeonato Estadual. Em 1973, dividiu o título do Torneio do CMD, com o Prenda. A seguir nomearemos alguns atletas que vestiram as cores do Juventus, neste período: Newton e Geraldo Rosa (goleiros), Adaltro, Beltrame, De Conti, Osmar, José Adolfo, Nunes, Ademir, Rui, Alemão, Adail, Manuel, Carlinhos, Argemiro, Júlio César, Milton, Chiquinho, Bigolin, Celso, Rigo, Rauber, Fenner, Peres, Nestor, Cabinho, Sphor, Santino, Porto Alegre, Pires, Chico, Luiz, Scala, Paulo, Edemar, Paulo Feriado, Arante, Jorginho, Kiminski, Jorge Luiz, Paulinho e Dinho. No período de 1971 a 1973 foram presidentes: Arno Fredrich, filho de ex-presidente Elíbio Fredrich, e que hoje residente em território do Paraguai e é proprietário de uma indústria de massas; e Adil Albrecht, hoje residente na cidade de Caxias do Sul. Com o surgimento da ASRE – Associação Santa-rosense de Esportes, o Juventus licenciou-se neste mesmo ano. Para a ASRE, o Juventus forneceu os seguintes atletas: De Conti, Milton, Adelar e Carlinhos, sendo Adil Albrecht, o primeiro presidente do novo clube. A partir de 1973 o clube ficou desativado até o final de 1978.

“DECISÃO DA TAÇA PREFEITURA INICIA DOMINGO COM JU-PAL.”

Com esta manchete na página esportiva, o Jornal A SERRA, do dia 21 de fevereiro de 1971, descreve o seguinte: “Domingo próximo, dia 28, terá início as disputas do supercampeonato que decidirá o título de campeão da Taça Prefeitura Municipal do ano passado que terminou empatado com três clubes em primeiro lugar: Paladino, Aliança e Juventus.

Terça feira na reunião da Liga foi elaborado o carnê dos jogos, os quais ficarão assim distribuídos: Dia 28 – Juventus x Paladino. Dia 7 de março – Aliança x Juventus e dia 21 de março Paladino x Aliança, no clássico citadino que valerá também pelo torneio internacional de Santa Rosa-Oberá, pois dia 14 de março estarão em nossa cidade o campeão e vice daquela cidade argentina.

O mando de jogo para cada partida será sorteado na reunião da Liga, terça feira.”

O Jornal A SERRA, no dia 07 de março destaca o seguinte:

Aliança fora do torneio”

“TAÇA PREFEITURA DECIDE HOJE: PALADINO X JUVENTUS”

O texto da página está assim descrito: “ Na tarde de hoje no Estádio Municipal serão iniciados os jogos decisivos da Taça Prefeitura Municipal de 1970 que deveria Ter três candidatos, mas em virtude da desistência do Aliança, apenas o Paladino e Juventus disputarão o troféu, em duas partidas, a de hoje e a do dia 21, que valerá também pelo Torneio Amizade.

As duas equipes estiveram preparando-se durante a semana, visando dar mais condições a seus atletas. O Professor Paulo Araújo treinador do Juventus, não poderá contar com alguns de seus principais valores, que deixaram Santa Rosa, mas para seus lugares existem outros que farão para firmarem-se na equipe periquita. Caiera, preparador do campeão da temporada passada, também não poderá contar com Miguel e Banana que também deixaram nossa cidade, mas não está preocupado, pois tem outros valores a altura daqueles.

A partida tem seu início marcado para as 16:15 horas e será arbitrada por Heitor Teixeira, árbitro revelação do certame varzeano.”

Em 1969, ficou estabelecido em reunião entre o Conselho Municipal de Desporto de Santa Rosa e a Liga de Clubes de Oberá – Missiones (Argentina), que fosse disputada a Taça da Amizade, tendo como participantes os campeões e vice-campeões das duas cidades. Neste mesmo ano foi disputada a 1ª edição. O mesmo certame se repetiu em 1971, com a presença de Paladino e Aliança de Santa Rosa e Ex-Alunos e Olímpia de Oberá. Com a desistência do Aliança, por estar em crise, foi convidado o 3º colocado do citadino, o Juventus. Embora não conseguimos apurar os resultados, temos o carnê dos jogos disputados pela equipe juventina neste torneio:

Dia 13/03/71 Santa Rosa Juventus x Olímpia de Oberá

Dia 21/03/71 Santa Rosa Paladino x Juventus

Dia 28/03/71 Oberá Ex-Alunos x Juventus

Dia 03/04/71 Oberá Olímpia x Juventus

O mesmo jornal A SERRA, em 06 de junho de 1971, relata a seguinte notícia:

“PALADINO, BI-CAMPEÃO CITADINO”.

Ao derrotar, Domingo último, no próprio estádio da municipalidade, ao Juventus, o Paladino conquistou o título de Campeão Citadino pela segunda vez consecutiva.

A partida que foi presenciada por um pequeno público, foi amplamente dominada pelo onze colorado, que mercê da maior categoria de seus atletas e melhor preparo físico, na etapa complementar deu-se ao luxo de “passear” em campo, isto apesar de contar apenas com dez jogadores, durante 70 minutos da partida. O escore foi inaugurado por Gordo, aos 13 m. numa bela jogada dele e Talvani. Bino, aparando um rebote, fuzilou a meta de Geraldo de fora da área, aos 21 m.

Com este resultado e somando-se o da partida anterior (1 x 0) o Paladino conquistou os quatro pontos que disputou, habilitando-se para representar Santa Rosa no certame estadual de amadores.

O Paladino com Nelvides; Polaco, Gacia, Pato e Júlio César; Bino e José Adolfo; Formiga, Gordo (Udo) Jorginho (Neri) e Talvani.

O Juventus com Geraldo; Osmar, Adaltro, Beltrame e De Conti; Ademir e Rui (Alemão); Milton, Adail (Manoel), Carlinhos e Nunes. A partida teve a arbitragem de Ervino Berg, que expulsou Polaco aos 22 m. da 1ª etapa.

São campeões também: Luizinho, Argemiro, Cruz e Valter, além do técnico A. Ribas.”

“JUVENTUS GOSTOU DA ARGENTINA”

Com esta manchete da página esportiva do Jornal NOROESTE, do dia 13 de janeiro achou um bom mercado de 1972, destaca: “O Juventus A.C., equipe tradicional de nossa cidade, quer nos parecer

Após o encerramento do certame citadino, poucas foram as apresentações do mesmo em nossa cidade.

As diminutas assistências, e rendas consequentemente fracas, fazem com que os clubes locais deixem nosso meio para jogar noutros.

Este é o caso do Juventus, que vem se apresentando com certa freqüência na Argentina onde tem realizado boas exibições e com resultados financeiros satisfatórios.

Assim sendo, sua diretoria vem de acertar mais um compromisso para o dia 23, em Oberá, diante de uma equipe daquela localidade ou mais precisamente o conjunto dos Ex-Alunos.”

Os próximos três textos com as manchetes do Jornal NOROESTE, do dia 20 de janeiro de 1972, Quinta-feira, página 10. Os textos relatam o seguinte:

“JUVENTUS IRA A ARGENTINA SABADO PRÓXIMO”

“O conhecido esquadrão juventino de nossa cidade, que já tem galgado enorme simpatia também entre os irmãos argentinos, deverá se deslocar Sábado vindouro, pela manhã, rumo a Oberá – Argentina. Lá, em embate amistoso, enfrentará na mesma noite, a tradicional e conhecida equipe dos Ex-Alunos de Oberá, que possui excelentes valores jovens e que atualmente está em boa fase futebolística, segundo informações de pessoas que vieram da vizinha cidade argentina na semana última.”

“JUVENTUS E GAÚCHO IGUALAM O MARCADOR: 1 X 1”

A equipe juventina deslocou-se Domingo último até a vizinha cidade de Tucunduva, afim de enfrentar amistosamente o poderoso esquadrão do Gaúcho F.C. daquela localidade.

Após o desenrolar dos noventa minutos de peleja, as duas equipes deixaram o marcador igualado em um gol, sendo que o tento juventino foi assinalado pelo jogador José Adolfo. O Juventus está alicerçando-se como uma das mais homogenias equipes de nosso futebol, galgando inclusive enorme simpatia e conquistando, a cada dia que passa mais torcedor e admiradores, graças a direção e à vontade dos jovens atletas, destacando-se o bom trabalho do treinador Molita, que através de sua experiência por campos brasileiros e estrangeiros vem desenvolvendo ótimos resultados.

EQUIPE

Não conseguimos apurar a escalação do time tucunduvense, mas o Juventus esteve em campo com a seguinte equipe: Ademir; Osmar, Argemiro e Júlio César; José Adolfo e Milton; Chiquinho, Bigolin (Celso), Rigo (Rauber) e Nunes.”

“ATLETAS DO PALADINO EVADEM PARA O JUVENTUS A . C.”

“Tem-se notícias de que muitos atletas do Paladino estão deixando o seu clube preferindo a equipe do Juventus. Entre eles podemos citar José Adolfo, Bino e Argemiro, que já estão trocando de time”.

Com a manchete:

“ALIANÇA DOBROU O JUVENTUS NO INÍCIO DO RETURNO”

a edição do dia 22 de junho de 1972, página 10, do Jornal NOROESTE , era noticiado o seguinte texto: “ Domingo à tarde tivemos a efetivação da rodada 1ª da etapa final do campeonato da cidade, quando jogaram no municipal as representações do E C Aliança e o Juventus A. C. Os tricolores realizando a melhor exibição da temporada conseguiram uma vitória sensacional diante do Juventus pelo marcador de quatro tentos a um.

Realmente foram mais efetivas durante o transcorrer do jogo os tricolores mostrando uma tática altamente ofensiva e contando com um adversário em tarde altamente negra.

Os tentos do jogo nasceram um na etapa inicial e os restantes na final, com uma grande revolta do clube juventino, pois o tento inicial nasceu após um flagrante toque com a mão do dianteiro tricolor para marcar.

Entretanto os tricolores reagiram e levaram de vencida os juventinos por um placar que não deixaria dúvidas: quatro tentos a um.

Os aliancistas foram realmente mais efetivos nos minutos finais da Segunda fase quando realizaram contra ataques fulminantes e estabelecendo a vitória.

Mancel, em duas oportunidades foi o artilheiro da tarde, com duas conquistas, tendo dirigido o embate João A. Alves com trabalho regular.

Com este resultado o Aliança passou a liderar por pontos ganhos o certame, estando isolado na dianteira.

A Próxima Rodada

Domingo, no Estádio Municipal, será desdobrada a Segunda rodada do returno, quando jogarão Paladino e Juventus.

Só a vitória interessa ao Juventus, com um empate estará alijado da competição.

O Paladino por seu turno, necessita vencer para disputar no próximo Domingo, o título diante do Aliança.”

Jornal NOROESTE, do dia 02 de março de 1972.

“ JUVENTUS VAI DISPUTAR O CERTAME CITADINO DE OBERÁ? ”

“Com a ocupação do Estádio Municipal pelos clubes varzeanos que presentemente disputam os jogos finais da Copa Cidade de Santa Rosa, o Juventus, visando uma preparação mais apurada para o próximo certame, está fazendo jogos em campos do vizinho país”.

Nossa interrogação em destaque, além de ilustrar a reportagem, constitui a resultante de uma interrogação bem concebida, bem santa-rosense, bem nossa mesmo, futebol local, para ser visto, para Ter a necessária compensação, em afirmação, tende ser feita fora do Municipal, dentro de outras praças de esportes que não esteja localizada dentro do perímetro de nossa cidade.

Não é de se dizer que temos um futebol que possa dar aulas lá fora, mas afinal de contas quem faz alguma coisa faz para alguém; como este alguém inexiste aqui, vamos fazer lá, esta é a teoria do presidente Arno, do Juventus, com sua diretoria e plantel.

Na Argentina há mercado, aqui não; há prestígio, aqui não; há compensação, aqui não; há motivação para o atleta, aqui não.

Se pudéssemos, entretanto, afirmar que estamos escrevendo uma inverdade, que bom seria.

Nada disso ocorre aqui, e o Juventus voltou a se apresentar uma vez mais nos gramados da Argentina.

A delegação deixou Santa Rosa na manhã de sábado, cumprindo duas exibições naquela cidade. A primeira teve lugar na noite do mesmo dia, na categoria de futebol de salão, vencendo o Juventus à equipe do Olímpia, pelo marcador de nove tentos a um. Foi efetivamente uma boa apresentação dos juventinos, que conseguiram dobrar a representação salonista dos portenhos pelo placar que não deixou qualquer dúvida.

A vingança dos craques do Olímpia se fez sentir Domingo e em futebol de campo.

Os verde-rubros de Santa Rosa, conseguiram realizar uma atuação convincente no primeiro tempo, porém na etapa derradeira, foram derrotados pelos vice-campeões de Oberá.

Na fase inicial os companheiros de Newton, largaram na frente, cederam o empate e chegaram ao final desta etapa com a vantagem de 2 a 1.

No segundo tempo, entretanto o conjunto do Olímpia reagiu, chegou a igualdade e quase ao final alcançou a vitória por três tentos a dois.

Formou o Juventus com: Newton; Ademir, Argemiro, Osmar e Júl;io César; Alemão, Fenner e Peres; Chiquinho, Carlinhos e Milton. O treinador juventino movimentou ainda Nestor, Celso e Cabinho.

A delegação retornou ainda na noite de Domingo, trazendo em sua bagagem uma vitória e uma derrota.”

Jornal NOROESTE do dia 09 de março de 1972 descreve o seguinte na página esportiva:

“JUVENTUS ESPERA SÁBADO OLÍMPIA DE OBERÁ”.

“O Juventus Atlético Clube deverá receber neste Sábado a visita do Olímpia de Oberá, com quem mantém estreitas relações e intercâmbio esportivo. Serão realizados jogos entre as duas associações”.

O clube verde-rubro já solicitou do CMD as duas praças esportivas, Estádio Municipal e Ginásio de Esportes, para disputas das modalidades de salão e campo.

Recorda-se que quando da visita do Juventus àquela cidade portenha, o clube de Santa Rosa venceu em futebol de salão, tendo sido derrotado em futebol de campo. Para Sábado, jogando em seus próprios domínios, espera os craques do clube de Arno Fredrich, vencer nas duas modalidades.”

“JUVENTUS, CAMPEÃO DA PRIMEIRA DISPUTA OFICIAL.”

Com esta manchete o Jornal NOROESTE de 25 de maio de 1972, comenta o seguinte:

O Juventus Atlético Clube, dobrando seus dois tradicionais e valorosos adversários, Paladino e Aliança, conseguiu arrebatar o primeiro título oficial da temporada, sagrando-se campeão do torneio início”.

O prélio de número um da tarde esportiva reuniu no municipal, tricolores e colorados (locais), tendo o conjunto rubro Paladino, levado de vencida ao Aliança pelo marcador de um tento a zero, conquista de Jorginho aos 18 minutos da Segunda etapa.

O espetáculo foi dos melhores, o Paladino venceu por contar com jogadores mais experientes em seu conjunto, pagando o Aliança, tributo pela jovialidade e inexperiência da grande maioria de seu plantel.

O embate, entretanto por reviver um dos maiores clássicos locais, valeu por si só e recomenda aos aficcionados dos dois conjuntos prestigiarem os próximos compromissos de ambos.

A direção do combate esteve a cargo de Ervino Berg, popular Pompéia, que realizou um trabalho muito bom.

O Juventus da seu primeiro passo em busca do título.

No segundo prélio da tarde, o Juventus Atlético Clube, apareceu perante sua torcida para defrontar-se com o Aliança, segundo determinava o próprio carnê. Veio com uma equipe bem organizada, com bons elementos em suas fileiras e disposta a arrebatar o primeiro título oficial da temporada. Já aos primeiros minutos de ações tentaram os craques periquitos abrir a contagem em seu favor e foram em seu intento. Quando eram recém decorridos 4 minutos, Carlinhos, de uma situação criada na área adversária, conseguiu abrir a contagem.

Com este resultado a primeira etapa teve seu encerramento. Na derradeira, entretanto, os tricolores conseguiram a igualdade através de Mancel, quando eram transcorridos 10 minutos.

Três minutos após a representação das três cores Ter conseguido a igualdade, Jorge que viria a se constituir no craque da tarde, marcou o tento que deu a vitória aos juventinos.

O prélio foi controlado por Adil Bozzetto, com correto desempenho.

Juventus consegue o título de campeão

Para decidir o primeiro título da temporada, oficializado pela Liga local, entraram em campo Paladino e Juventus, para o clássico Ju-Pel. Ambos apresentavam possibilidades idênticas de conseguir o título, porém, o Juventus realizou um melhor desempenho, temperando melhor as ações e aproveitando positivamente a chance que surgiu, conseguiu derrotar ao seu grande adversário.

A partida teve toda a configuração de um clássico, apresentando os jogadores uma garra invejável.

Carlinhos comandante de ataque verde-rubro, que se constituiu no artilheiro da tarde, conseguiu aos 24 minutos do 1º tempo, anotar o único tento de sua equipe, o qual valeu a consagração dos pupilos de Arno Fredrich.

Com esta conquista, que teve no último prélio, a direção de João Argemiro Alves, o Juventus conseguiu o primeiro título oficial da temporada.

Foi considerado pela crônica e outros desportistas como craque da rodada, Jorge Thomaz, do Juventus, que recebeu como prêmio uma camisa, oferta da “Ïnvestil”.

Jornal NOROESTE do dia 13 de abril de 1972:

JUVENTUS VENCEU COM TODA LINHA NA ARGENTINA

O Juventus A.C. visitou no último fim de semana, uma vez mais a Argentina, apresentando-se nesta oportunidade em Monte Carlo, província de Missiones, a convite do Huracán daquela localidade.

O presidente Arno Fredrich, que pretende este ano, fazer de sua equipe a que mais vezes visitou o exterior, de todas as nacionais, acertou o confronto de sua associação para duas modalidades, as quais foram postas em prática.

O Juventus deixou Santa Rosa, no Sábado, com sua delegação composta de todos os integrantes de seu plantel, disposto a um triunfo consagrador, o que realmente se positivou.

Na primeira modalidade, futebol de salão, os juventinos conseguiram vencer ao conjunto do Huracán por oito tentos a dois, alinhando com Newton; Ademir, Osmar, Argemiro (Júlio César) e De Conti, depois Carlinhos: Carlinhos (4), Osmar, Júlio César, De Conti e Ademir, um cada.

Em futebol de campo, registrou-se nova vitória do Juventus, que mostrando um trabalho muito bem coordenado, levou de vencida o Huracán, por dois tentos a um.

Na primeira fase, o trabalho dos juventinos foi muito bom, quando conseguiram inclusive a abertura do placar através de Carlinhos, em tento de boa feitura. Os portenhos chegaram à igualdade ainda na etapa inicial, através de uma penalidade máxima. No segundo tempo o Juventus chegaria à vitória quando Adail marcou o tento decisivo da contenda.

O Juventus formou com Rosa (Newton); Ademir, Argemiro, Osmar e De Conti; José Adolfo e Milton; Celso (Sphor), Adail, Carlinhso e Santino (Porto Alegre). No transcorrer da segunda etapa o treinador alterou ainda sua defensiva colocando, Júlio César no posto de Ademir, que saiu contundido.

Jornal NOROESTE, dia 27 de abril de 1972.

“JUVENTUS E HURACAN DA ARGENTINA A PEDIDA DO FIM DE SEMANA.”

“Depois de ter visitado a República Argentina, numa série de oportunidades, o Juventus AC, através de seu presidente Arno Fredrich, resolveu trazer um conjunto portenho, oportunizando a que o torcedor santa-rosense pudesse assistir um esquadrão que serviu de “sparring” ao Juventus neste início de temporada.

A programação envolve grandes acontecimentos, e pretende a direção do Juventus, nesta oportunidade, mostrar de uma vez só, todos os seus departamentos.

Os portenhos deverão chegar em Santa Rosa na manhã de Sábado, jogando na noite do mesmo dia futebol de salão, no Ginásio Municipal de esportes, movimentando as três categorias existentes no conjunto locatário. Em futebol de salão teremos três embates, envolvendo os mirins, juvenis e adultos do Juventus diante do Huracán, de Monte Carlo.

Domingo, no Estádio Municipal, três partidas serão realizadas, desta feita em futebol de campo. Nos dois cotejos preliminares jogarão os mirins e juvenis do Juventus, cabendo aos efetivos no prélio de fundo disputarem a grande peleja diante do Huracán.

Além da atração do conjunto principal do Huracán, teremos cotejos de equipes mirins e juvenis, quando o público local poderá ver pela vez primeira nesta temporada, grande promessas de nosso futebol. O Juventus está com um plantel invejável e espera brindar o público esportivo com um excelente espetáculo, esperando contar com uma ótima torcida no municipal, Domingo.

Os ingressos para os jogos internacionais deste fim de semana na cidade, que terão a promoção do Juventus, já foram postos à venda esperando seus dirigentes que o público possa prestigiar, pois as despesas destas promoções são de grande vulto e merecem o prestígio dos bons desportistas locais.”

Na mesma edição do dia 27 de abril de 1972, o Jornal NOROESTE publica:

“JUVENTUS E BATACLAN DIVIDIRAM AS HONRAS NO MUNICIPAL.”

“Integrando a tarde esportiva prevista para Domingo, no municipal, a qual contaria com o cotejo válido pela divisão de profissionais, reunindo Grêmio e Elite, de Santo Ângelo, Juventus e Bataclan realizaram a peleja programada, já que o mais importante foi disputado mesmo em Santo Ângelo”.

Juventus e Bataclan protagonizaram uma boa tarde esportiva no reduto da municipalidade, dividindo as honras em três tentos. O cotejo agradou aos dirigentes das duas equipes, pois serviu para ambos tirarem suas conclusões, tendo em vista os futuros compromissos.

No primeiro tempo, o prélio terminou com a vitória parcial do Bataclan por dois tentos a um, chegando alcançar três a um no período derradeiro. Uma boa reação juventina foi protagonizada pelos seus jogadores, que em quatro minutos conseguiram anotação de dois tentos, que lhe valeram, no final, um bom empate.

O Juventus alinhou: Rosa (Newton); Argemiro, Pires, Osmar e De Conti; Peres e Chico; Luiz, Adail, Carlinhos e Milton – o treinador do Juventus movimentou ainda, Celso, Scala e Paulo. Marcaram para o Juventus, Carlinhos Chico e Pires.

O Bataclan formou: Zé; Eloir, Chamaco, Wilmar e Erico; Cipó, Neri e Angelino; Léo, Zé II e Leomar. O preparador técnico do bataclan movimentou ainda Cláudio e Pelé. Marcaram os tentos do novel conjunto, Cipó, Zé II em duas oportunidades.

A renda do conjunto não foi fornecida, mas admite-se que não tenha satisfeito a qualquer dos participantes.”

No dia 1º de junho de 1972, na página 10, o Jornal NOROESTE destaca a seguinte manchete, sobre um jogo entre Juventus e Aliança:

“TRICOLORES LARGAM NA FRENTE”.

“Perante um bom público que acorreu na tarde de Domingo ao municipal, tivemos a oficial abertura do certame da cidade da presente temporada, sendo Aliança e Juventus os encarregados da volta número um”.

O clássico a ser referido depois de um hiato de dois anos poderia contar com maior prestígio, porém, notou-se que aquela entusiasmada torcida, incentivando os bons lances, se fez presente dando o necessário colorido ao espetáculo.

O Juventus que vinha de uma excelente jornada, chegou a ser dado como o mais provável vencedor e tudo indicavam que realmente o seria, pois já aos três minutos de ações conseguia inaugurar o marcador depois de uma boa penetração pela extrema, quando Milton atirou certo e pôs em vantagem o conjunto rubro-verde.

Os tricolores, a partir desta desvantagem, passaram a manobrar com mais desprendimento, com mais desenvoltura, tentando a toda investida buscar a igualdade. Faziam de maneira correta, pelas pontas, onde os dois irmãos Taffarel eram peças valiosas. A extrema defensiva juventina se mantinha em alto padrão, até que num belo lance de cabeça, Zé conseguiu estabelecer a igualdade, emparelhando o clássico em tudo.

A partir deste lance, que aconteceu por volta dos 18 minutos, o jogo decaiu de produção, pois os dois ataques começaram a ser melhor vigiados pelas defensivas, e raras foram as situações de perigo criadas pelos dianteiros.

Os minutos foram se escoando, com algumas tentativas de melhorias, porém, em nada resultaram os trabalhos dos juventinos e tricolores para modificar o quadro geral das ações. A primeira etapa foi encerrada com um justo escore de um para o Aliança, um também para o Juventus.

Os derradeiros 45 minutos pertenceram aos tricolores em movimento no placar. O jogo em si teve um desenrolar não muito diferente do primeiro. De um lado tínhamos um Aliança atacando pelos flancos, mas jogando erradamente pelo não assessoramento dos dianteiros, dos homens de áreas com os ponteiros. O Juventus, por seu turno, afunilava todas as jogadas, liquidando já no nascimento, seu poderio ofensivo.

O extrema direita do Juventus, Jorge Luís, que foi no torneio início a maior expressão esportiva da tarde e que poderia se constituir uma vez mais na arma poderosa do clube de Arno Fredrich, esteve totalmente apático por estar mal servido por seus colegas, mas também por seu mau posicionamento. No Juventus a grande revelação foi Paulo Feriado, que realizou uma exibição de gala. Se tivesse ao seu lado José Adolfo, creiam, senhores, teríamos assistido uma das melhores duplas de meio de campo de Santa Rosa.

Com as falhas sucessivas do Juventus, os jovens atletas do Aliança foram criando situações e no transcorrer da segunda fase, o zagueiro Santo foi conferir um escanteio, conseguindo escorar de cabeça a cobrança e estabelecer a diferença de um em favor do Aliança, prêmio justo para o trabalho mais harmonioso do conjunto das três cores.

O Aliança que vem de uma longa parada, arrumou uma esquadra das melhores e com o passar dos jogos poderá ser a associação de renome de outras jornadas. Notou-se o que é realmente necessário em um elenco para que possa ser grande: garra, espírito de luta. E isto no Aliança apareceu com relativa sobra. Oxalá, o clube de Nilton Souza possa armar um bom onze e melhorar cada vez mais para que assim nosso associativo possa também crescer.

Em suma, a vitória do Aliança foi justa tendo o Juventus, entretanto, caído de pé, deixando o campo dando mostras de que numa próxima peleja pretende recuperar os dois pontos perdidos e disputar o título até o prélio final.

As duas equipes: Aliança venceu com Bola 7; Paulo, Santos, J. Pedro e Erico; Neri e Angelino; Ademar Tafarel, Telmo, Zé e Leomar Tafarel.

O Juventus perdeu com Rosa; Ademir, Osmar, Edemar e De Conti; Milton e Paulo Feriado; Arante, Carlinhos, Adail e Jorginho.

Juiz com trabalho normal: João Argemiro Alves.

Classificação: Após a realização da primeira rodada a classificação ficou assim:

1º lugar, Aliança e Paladino com zero pontos perdidos; 2º Juventus com dois pontos perdidos.”

Nesta reportagem o jornal ainda traz uma foto da equipe do Juventus, o qual não conseguimos reproduzir em virtude de já estar muito apagada e com pouca visibilidade, não conseguindo identificar os atletas.

“JUVENTUS DEU ADEUS DOMINGO AO CERTAME ESTADUAL”.

Com esta manchete na página esportiva o Jornal NOROESTE, do dia 29 de junho de 1972, Quinta-feira página 5, destaca o seguinte:

“Caindo diante do Paladino pelo escore mínimo, o Juventus Atlético Clube, cumprindo com a tradição de 21 anos, (não ser campeão) despediu-se do certame municipal, deixando que colorados e tricolores decidam a sorte do campeonato de 72”.

Os juventinos domingo, mais do que nunca, demonstraram que reuniam condições de serem campeões, porém a sorte outra vez lhes foi madrasta. Jogaram um excelente futebol, foram mais agressivos e contaram ainda com a colaboração de um bandeirinha, paladinense confesso, a anular o tento que poderia mudar a sorte do cotejo. Tudo isto, entretanto o futebol e o esquadrão de Arno Fredrich de tão boa campanha este ano, deverá aguardar para o próximo, para buscar quem sabe o seu primeiro título oficial.

O Paladino jogou e venceu por um a zero contando com: Vanderlei; Formiga, Udo, Pato e Polaco; Valtair e Nerci (Miro); Talvani, Jorginho, Perigoso e Zigui. O Juventus perdeu com: Newton; Ademir, Osmar, Kaminski e De Conti; Zé Adolfo e Chiquinho; Paulo, Carlinhos, Milton e Jorge Luiz.

A partida foi dirigida por Valentim Maschio com bom trabalho.

O único tento da partida foi consignado por Jorginho aos 18 minutos da etapa derradeira.

Com este contraste o Paladino chegou à condição de líder em pontos ganhos e perdidos ao lado do Aliança, e igualaram-se ambos para a sensacional disputa do Domingo à tarde no municipal pelo título máximo da temporada.”

No dia 23 de dezembro de 1972, página 5, do Jornal NOROESTE, destaca o seguinte, sobre o Juventus:

“JUVENTUS FEZ AS PAZES COM A VITÓRIA.”

O texto relata o seguinte: “A equipe do Juventus A C, se defrontou na tarde de Domingo no Estádio Municipal com a equipe do Grêmio Santa-rosense”.

O clube de Arno Fredrich que vinha passando por uma série de insucessos, foi feliz, desta feita conseguindo dobrar seu oponente pelo marcador de 5 a 1.

O forte calor reinante fez com que uma pequena parcela de torcedores se fizesse presente no reduto do confronto.

Os juventinos, com suas linhas melhor arrumadas conseguiram um placar tranqüilo a seu favor, contando com Chiquinho em tarde das melhores.

Na primeira etapa a equipe juventina, já lograva boa vantagem no marcador vencendo por dois a zero.

O Grêmio não apresentou alguns de seus valores como aconteceu também do lado juventino. Na fase complementar os companheiros de Osmar conseguiram mais três tentos e sofreram apenas um.

A jornada serviu para dar algum movimento aos dois plantéis, que não tinham outra programação em vista.

Chiquinho com três oportunidades e Paulinho em duas, marcaram os tentos do Juventus, que teve esta formação: De Conti; Jorge, Ademir, Osmar e Chico; José Adolfo e Pailinho; Chiquinho, Celso, Spohr e Dinho.

A partida foi dirigida pelo desportista José Reni, que apresentou um bom trabalho.”

‘PRENDA E JUVENTUS DIVIDIRAM A LIDERANÇA.

Com esta manchete na página esportiva o Jornal NOROESTE de 29 de março de 1973, destaca o seguinte conteúdo:

“Depois da realização de todos os confrontos esportivos, reunindo 12 entidades em sucessivos embates, que tiveram seu início às 9 horas e, depois de uma paralisação ao meio-dia, tiveram andamento à tarde”.

O jogo final reuniu o Juventus e o Prenda, equipes que realmente fizeram por merecer a condição de disputarem a última partida.

Houve empenho de todos os inscritos no torneio para alcançarem a partida final, pois havia uma premiação para o primeiro e segundo colocados.

Como no final do jogo o marcador era um tento para cada equipe, mas, com o adiantado da hora, já sem qualquer visibilidade para o prosseguimento do jogo que deveria apontar um vencedor pela cobrança de penalidades, o CMD ouve por bem determinar a não cobrança dos pênaltes, dividindo os prêmios, entre os dois finalistas.

2 comentários:

  1. Já havia comentado em outra oportunidade, mas insisto: Por que não há registros sobre a fase e/ou período da A.S.R.E, quando tinha na direção e/ou entre seus dirigentes Moacir Rigo, Valdemar Zeni e o Pizoni (Cruzeiro), não tenho certeza...

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    1. JORGE: ACESSE O LINK - http://juventussantarosa.blogspot.com.br/2011/01/asre.html

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