terça-feira, 20 de setembro de 2011

Aniversário

E. C. FARROUPILHA DO LAJEADO REGINALDO


Clube onde o goleiro Cláudio André Taffarel fez as primeiras defesas, completa 45 anos de atividades esportivas e sociais.



Com o objetivo de praticar o futebol como meio de recreação, lazer e convivência coletiva, em 20 de setembro de 1966, um grupo de pessoas, reunidas na comunidade do Lajeado Reginaldo, em Santa Rosa-RS., funda o Esporte Clube Farroupilha.

Como a fundação ocorreu na data comemorativa ao maior feito histórico gaúcho, a Revolução Farroupilha, o nome , é claro, e não poderia ser outro, homenagear o marco histórico.


A primeira diretoria foi composto por Egon Aloísio Sulzbach - Presidente fundador; Tesoureiro, Aldino Kuyven; Secretário, Hilário Miguel Schorr. O primeiro técnico foi Irineu Allebrandt.
Os primeiros jogos, até 1970, foram disputados num campo de propriedade de Carlos Guilherme Kuyven, que também buscava com sua camioneta os atletas no Bairro Cruzeiro.
A partir desta data, até 1977, as partidas eram jogadas no campo de propriedade de Albino Reckziegel. A partir de então, os jogos foram transferidos para o novo campo, situado ao lado da comunidade católica, onde permanece até hoje.


O primeiro uniforme foi costurado pela mãe do atleta Miltom Allebrandt. A camisa era da cor azul com gola e punho branco e o calção da cor preta.



A maior rivalidade nos anos 60 a 80, era os clássicos arduamente disputados contra as equipes do Expresso Toda Hora e o Cruzeiro do Sul, ambos do Bairro Cruzeiro.

Segundo o presidente, o Professor Armin Jahn, o clube se orgulha muito de dois atletas (ambos goleiros) que vestiram o uniforme rubro-negro: em 1984, Claudio André Taffarel, tetracampeão mundial de futebol pela seleção brasileira, começou fazendo suas primeiras defesas no gol do EC Farroupilha; o outro, é Danilo Krüger (anos 90), este da seleção brasileira de futsal. Ainda relata Armin, que Danilo, deixava sua residência na Avenida Inhacorá, e pedalando sua bicicleta, atravessava a cidade, percorrendo um trajeto só de ida de 10 quilometros, só para jogar no Farroupilha, sem nada receber.

Além deles, outros atletas profissionais do Oriental FC de Tres de Maio, vestiram a camiseta do Farroupilha.



Desde a sua fundação, o EC Farroupilha nunca interrompeu suas atividades sociais e esportivas. Participou de todos os campeonatos municipais, sempre com brilhante destaque.
Mesmo com o êxodo rural, com a população diminuida, onde as familias, em busca de melhores condições de vida, deixaram a comunidade e se transferiam para os centros urbanos e até outros estados, o clube sempre se manteve vivo, disputando campeonatos nas categorias, mirins, aspirantes, titulares e veteranos, com várias conquistas.

A maior conquista do clube foi o Campeonato da Liga de Cruzeiro em 1984, quando sagrou-se campeão. A estrela acima do distintivo é para homenagear o grande feito. Em 2010, sagrou-se Campeão Municipal Categoria Mirim.


O EC Farroupilha possui uma boa estrutura para a prática do futebol em sua sede, com um belo gramado, vestiários, sanitários e copa.


No ano 2000, o clube adquiriu uma Kombi, inscrito nas laterais, o nome do EC Farroupilha, que transportava os atletas para os jogos, fazendo sua história. Hoje está em descanso.

O Presidente de Honra é o Senhor Adolar Nicolau Abbeg. O Professor Armin Jahn, que foi goleiro e 1966, logo após a fundação, é o atual e abnegado presidente. Junto a ele, somam-se outros desportistas, amantes do futebol e que mantém vivo o Farroupilha: Luiz Alfredo G. Dias (Chico Dias), como Vice-presidente; Jeferson Dias, Tesoureiro; Fábio Dawies, 2º Tesoureiro; Secretário; George Henrique Peroty, Diretor Esportivo. No Conselho Fiscal, estão atuantes: Everton Dias, Valdir Carvalho, Pedro da Rosa, Rogerio Coutinho, Marcelo Santos e José Mateus Maicá. Diretor de Patrimônio: Cláudio Airton Schmorantz.



O clube mantém parceria com o Restaurante Papparela(Sávio) e como patrocinadores: Pollo Automotiva, Revisa Auto Center, Auto Elétrica do Chico, Granja Renascer, Agafarma, Marmoaria Siveira, Cia do Pão, Posto do Nenê, Miguel Auto Som, Ervateira Rei Verde, Central Motos, Merca Peças, Select Sirch, Clínica Dra. Maria Antônia, Nutrifarma, Advocacia Cruzeiro, M. A. Botoli e Escritório Palmeira.
Colaboradores especiais: Marcos José Reckziegel, Luiz Azevedo Coutinho, Eloir Natalício Pretto, Denir Frosi, Renato Dias, Nildo José de Barros, Odair Pretto, Neimar Hamerschmidt, Marcos Knorst e Douglas Calixto.

No dia 23 de outubro o EC Farroupilha estará fazendo uma grande festa na sua sede no Lajeado Reginaldo, com um almoço comemorativo e onde serão disputados jogos nas diversas categorias do clube.

Milton Harvey Schwerz, jogou pelo Farroupilha, e relata sua passagem, quando esteve por lá: "Joguei pelo clube, 2 anos, não lembro bem, pois quando vim para Giruá, em abril de 1976, eu jogava lá. Mesmo trabalhando aqui, joguei ainda muitas partidas no campo do Reckziegel, depois como veterano no atual recinto de jogos. Joguei um amistoso especial, não lembro o ano, fui convidado para jogar no campo do Kuyven, contra o 1° de Maio, campeão santa-rosense na época. Ganhamos de 7x2. Jogavam lá os tios do Cláudio, Léo e Ade Taffarel. Estive com a macaca naquela tarde, pois fiz 5 gols, 3 com o pé direito e 2 com o esquerdo. Lembro do falecido Dani e do Benedito Piekala, vieram me cumprimentar pelo feito. No dia 1º de maio de 1996, jogando pelos veteranos, rebentei o menisco interno do joelho direito no atual gramado, era pelo citadino de veteranos, 2ª rodada. Era o goleador com 3 gols nesses 2 jogos. Já que tem almoço e jogos no dia 23.10, meu irmão também jogou lá, tentarei levá-lo nessa data, a fim de rever os amigos."

domingo, 18 de setembro de 2011

ASTROS DA TERRA



JARBAS TONEL (II)


(Depoimento de Plínio Tonel, a respeito de seu irmão JARBAS TONEL)
O Jarbas nasceu no dia 25 de abril de 1944, batendo bola. Com a família Tonel, morou um primo de sua mãe que tinha sido expedicionário na Itália e chamava-se Pedro Lucas..
Jogara um tempão no São José de Porto Alegre. Doente por futebol. Como o Jarbas fosse seu xará, pois o seu nome todo é PEDRO Jarbas Tonel, por desfrutar do carinho de seu primo, este, comprou calção, campiona, bola de couro e tudo mais, para os primeiros passos do atleta. Passavam batendo bola. Atavam um barbante na bola e este num pé de laranja. Jarbas tinha de bater na bola, alterando os pés direito e esquerdo - sem deixar o barbante se estender por completo, e com voz forte fazia a contagem do placar. Cada esticada era um gol contra. Assim nasceu o craque.

Em 1961 e 1962 jogou pelo Aliança. Em 1963 no Juventude de Cruzeiro, à época de sua fundação. No inicio de 1965, foi para o Cruzeiro de Porto Alegre, levado por um cruzeirista que era gerente do Banco Industrial de Santa Rosa. Foi com uma condição: jogar e estudar.
Morava na concentração do clube com outros jogadores que não tinham o mesmo interesse. Desistiu do estudo.
No auge de sua carreira, no segundo semestre de 1965 quando num Internacional e Cruzeiro, marcou os 2 gols da vitória de 2x1.
Logo em seguida o Internacional mostrou interesse por ele.

Tendo ouvido a notícia, pela Guaíba, mandei-me para Porto Alegre. Logo na chegada tive de ir ao centro, na Livraria do Globo. Caminhando pela Rua da Praia, ouvi alguém chamando pelo nome do irmão. Vi um senhor na porta de uma loja que o estava chamando. Mostrou-o ao Jarbas e ele falou:

Bah! Plínio: é o Artur Dallegrave.
Perguntei se era verdadeira a noticia, que lhe foi confirmada quando Dalegrave que falou: - resolvam as contas com o Cruzeiro agora e de tarde podes te mudar para os Eucaliptos.

O problema é que um dos diretores emprestou um dinheiro para o Clube e ficou com o passe do Jarbas, por um valor muito acima do que o Inter estava propondo pagar. Falei com o tal diretor e não consegui redução no valor. Não deu negocio
Logo em seguida houve uma convocação de uma seleção gaúcha para representar o Brasil no Sul-americano. O Jarbas foi convocado.
Era final de ano e tinha o tal torneio da morte contra o Rio Grande, para ver quem ficaria na divisão especial
O presidente da Federação Gaúcha de Futebol, Senhor Rubens Hoffmeister (cruzeirista fanático), o desconvocou para que reforças o Cruzeiro. Na verdade não sei ate que ponto o Cruzeiro foi bom para o Jarbas.
Em 1967, foi para o América, levado pelo Otto Gloria que estivera em Porto Alegre como técnico do Grêmio. Em 1968 e 1969 esteve o Sport Clube Recife. Andou jogando também no Valeriodoce de Itabira-MG. Em 1969 retornou para Santo Ângelo, jogou pouco tempo na AESA.


Fez parte de um grupo de amigos que tinha um time de futebol de salão: Depois das Seis. Participavam o Deputado .Adroaldo Loureiro, Dr.Ferreira e outros médicos.

Num jogo treino fez um golaço de sem pulo e em meio à comemoração veio falecer de um ataque cardíaco, apesar de toda assistência médica na hora.
* Em sua cidade – Santa Rosa - Jarbas jogou no EC Aliança, na ASRE (profissional), Dínamo FC (profissionalizado mais tarde) , EC Real Madrid, GE Sepé Tiarajú e Juventude FC do Bairro Cruzeiro (amadores).


Acima, o time do Cruzeiro em 1967. Uma formação importante da história estrelada. O goleiro Silveira havia jogado no Internacional; o lateral Eraldo jogou no América-RJ; Pio atuou de 1966 a 1972 no Cruzeiro e depois brilhou no Londrina-PR; Alfredo Mostarda foi Bicampeão Brasileiro pelo Palmeiras e disputou a Copa do Mundo de 1974 pela Seleção Brasileira; Laerte é irmão do Laerte que jogou na excursão à Europa e é tio de Jair e Marcelo Prates; Cacildo também jogou no Internacional; Heraldo Bezerra foi vendido em 1968 para o Newel's Old Boys da Argentina  e depois brilhou no Atletico de Madrid sendo campeão Espanhol e Campeão Mundial Interclubes em 1974 além de ter jogado na Seleção da Espanha; Birinha se destacou no Brasil de Pelotas; Jarbas Tonel também jogou com sucesso no América-RJ, Náutico e Sport Recife. 
Colaboração de Raul Meneguini

Depoimento de Milton H. Schwerz 
 
Ele foi transferido ao Esporte Clube Cruzeiro de Porto Alegre em 1964. Eu bem sei disso, pois acompanhava muito o futebol. Lembro que ele era reserva no Cruzeiro, apenas mais um no Clube. Em 1965, ficaram poucos jogadores do ano anterior e como o Jarbas sempre entrava bem nos jogos, ficou no plantel, mas o time era muito fraco, pois eu olhei vários jogos do Cruzeiro, inclusive o famoso 2x1, com dois gols dele. Quase me botaram arquibancada abaixo, pois eu vibrei muito com seus gols. Explicava que era conterrâneo e jogador dos juvenis de seu clube anterior. Lembro-me que o Cruzeiro ganhou um jogo apenas no campeonato; só empatava e perdia, tornando-se o lanterna da competição. Mas o lanterna tinha mordomia (gordura) na época. A FGF concedia nova oportunidade de se redimir, realizando dois jogos com o campeão da 2ª divisão, o Riograndense de Rio Grande.  Denominava-se de Torneio da Morte, quando o anilado empatou em 0x0 em seus domínios e perdeu de 1x0 fora de casa.

A seleção gaúcha, treinada pelo Capitão Carlos Froner, representou o Brasil na esquecida Taça H'oggins contra o Chile. Lembro-me, de um treinamento no campo do Força e Luz de Porto Alegre, o Jarbas deu um 'baile' no lateral Altemir, ex-Grêmio.
Em 1965 (segundo Raul Meneguini) ou 1966(Segundo Geraldo Rosa), o Cruzeiro veio realizar um amistoso ante o Juventude FC do Bairro Cruzeiro-Santa Rosa, e o placar foi de 4x0, com dois gols de Kosileck e o arqueiro do Juventude era o Gilberto Rosa (Beto). Tenho certeza de que o amistoso ocorreu num desses anos, pois Milton H. Schwerz jogava no Juventude, mas naquele período esteve estudando em POA e não participou do jogo.



quinta-feira, 15 de setembro de 2011

FATOS e FOTOS ANTIGAS - Parte IX


1 . JONAS



Na época de fazer o Ginásio, JONES JOS
É ARAUJO SCHMITZ, mais tarde médico muito bem quisto na cidade, ensaiava seus primeiros passos futebolísticos, no segundo time do Juventus.

Atuava na ponta esquerda.

Era rápido, jogava pra frente e possuía um potente pé canhoto.

Coisa inexplicável, em três partidas seguidas, marcou, em cada uma, um gol olímpico.

Dizia: - se os defensores fazem de tudo para me parar ou me cobro deles fazendo essa modalidade de gol


2 – QUASE UMA TRAGÉDIA

Jogaram, Aliança e Bancários, no Estádio Carlos Denardin.

O Aliança foi o vencedor, por um gol de diferença marcado em lance duvidoso.

Um dos torcedores do Bancários, militar, que tinha ligações afetivas com uma bancária, junto ao alambrado, descontente com que ocorrera, passou a gritar impropérios contra o Aliança, seu treinador e jogadores..

O técnico do Aliança, Caieira, partiu em direção do ofensor.

Este retirou a arma do colder.

Caieira falou:

– Seu covarde, atire – batendo com as mãos no peito – se fores homem!

Os jogadores do Aliança que saiam do vestiário, ficaram postados à retaguarda do treinador, junto ao túnel.

Se o descontente atirasse, atletas, inclusive, poderiam ser atingidos.

Os defensores do Aliança, interpretaram o gesto de Caieira como demonstração de coragem na defesa própria e de seus pupilos (Raul Maneghini).


3 – CAIEIRA

Técnico Caieira

O Paladino teve, numa oportunidade, um treinador que era conhecido por CAIEIRA.

Além de treinar a equipe, exercia as funções de ecônomo na sede social, onde administrava o jogo carteado.

Um filho seu, tendo chegado à idade, iniciou os estudos primários.

Para ter idéia do grau de conhecimento de cada aluno, a Professora começou a sabatiná-los. Ao dirigir-se ao filho do técnico perguntou:

– Sabes contar até 10? Ao que ele respondeu – até mais que 10.

– Conta então.

– Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, valete, dama, rei e ás. – Como aprendeste?

No jogo de canastra que o pai cuida lá em casa!

Na condição de técnico do Paladino e como perfeito conhecedor de técnica e tática, Caieira, orientando seus jogadores, instruiu-os como deveriam fazer o primeiro ataque se a saída fosse do seu time.

O centro-médio lança para as pratibandas; Mulita centreia para o mosquedo e o Chaprin, entra, e chuta de reboleio!

Tradução: O centro médio lança para o setor direito do ataque; Mulita cruza para a área e o Charles chuta de sem pulo!

O Paladino explorava em sua sede pela década de 50-60, o jogo carteado e era dublê de treinador e ecônomo o CAIEIRA.

Certo dia estando todas as mesas com jogadores, num silencio sepulcral, alguém entrou na sala e bradou: - O Papa morreu!

Caieira que estava mais ao fundo, ao ouvir, entrou na sala, esbaforido, e perguntou? – O Tota? (amigo nosso como seus irmãos Dário e David).

Não, responderam. Foi o Papa.

Ainda Bem!

Que susto que vocês me deram!


4 – PEPÉ

Dois atletas, um do Paladino e, outro, do Juventus, um torcedor do Inter e outro do Grêmio, encontravam-se todas as tardes, por motivo de relacionamento familiar.

A flauta fazia parte dos encontros.

Um deles tinha um filhinho.

O outro servia o Exercito e como tal, tinha a obrigação de andar sempre fardado, sob risco de punição.

Este, numa partida de futebol contundiu-se e teve de usar gesso num dos membros inferiores. .

O pai do garotinho à aproximação do contundido, dizia ao seu filhinho, num sentido dúbio de perna de pau – lá vem o Pepé! A partir desse dia o menino, toda a vez que via um militar fardado, dizia ao seu pai – Olha o pepé pai que, para ele, passou a ser sinônimo de militar.


5 – CTG SEPÉ TIARAJÚ

O Departamento de Danças do CTG SEPÈ TIARAJU, graças aos esforços de seus integrantes e sob o comando firme do Patrão Dr. Walter Warth, fez sucesso na região. Convidado a se apresentar em vários localidades e, inclusive, em Posadas-Missiones, na Argentina.

Pelo acordo deveria integrar a comitiva uma equipe de futebol, o que foi feito. Nosso ataque era composto por Plínio, Mulita, Bozzeto, Alceu e Charles.

As acomodações para casais era em casas de famílias da cidade.

Um integrante dublê de dançarino e jogador, acompanhado da mulher foi acolhido na residência de um “matrimonio” como eles dizem, cujo homem era Juiz de Direito. A mulher do atleta-dançarino tem medo de cobra como o diabo da cruz.

Foi oferecido ao casal visitante um couro de uma cobra de cinco metros que, felizmente, ficou numa sala, isolada, para ser recolhida, na hora do regresso. Pode-se imaginar o constrangimento da mulher e seu pavor em receber o regalo.

Para sua felicidade, esqueceram-se de lhe fazer a entrega.


6 - XAVECO


Estando sua noiva lecionando em Santa Rosa e para exercer sua profissão de dentista, chegou â cidade, DEMETRIO BARCELOS XAVIER. Torcedor fervoroso do Internacional, afeiçoou-se ao Paladino e nele começou a treinar.

Para apurar o preparo físico montou uma sala com aparelhos para ginástica, junto ao seu consultório. Mesmo assim atuou, durante anos no segundo time e aí sempre permaneceu.

Dava tanta importância a seu desempenho que, nas noites de sábados, sob qualquer pretexto, saia de casa, ficando em regime de concentração.

Sua janta, nessas noites, era somente uma canja, para estar devidamente preparado para as preliminares dos domingos.


7 – CHICO QUEIROZ

Na qualidade de funcionário do Banco do Brasil, FRANCISCO BARBOSA DE QUEIROZ, residiu em Santa Rosa e aqui atou no Paladino.

Na juventude, estudando em Porto Alegre, jogou nas divisões de base do Internacional e, num jogo, pelo Cruzeiro.

Quando o GRÊMIO veio a Santa Rosa, graças ao Consul, Dr. Epitácio Jacques de Queiroz, diz ter integrado a seleção da cidade. Conta ter marcado o primeiro e único gol dela. Mas que, cutucou a onça com vara curta.

O Grêmio reagiu, foi amontoando gols, até parar nos 7 ou 8.


08 - OS VENDIDOS


No futebol de Santa Rosa era grande a rivalidade entre Juventus e Paladino e, depois, de ambos com o Aliança. Mesmo assim, houve atletas que atuaram por mais de um time. Ex.: Mauro Schneider, Ruy Graffunder, Brasilio e Cabeça, por ligações de parentesco. Carlinhos Hoffmann, Neco e Lauro Fenner, por escolha própria, Diomarte e Julio Pinto Silva, por motivos financeiros. Não podemos nos esquecer de Décio, Sabiá, Nique, Decinho e Alceu Mallmann, que, a peso de ouro, foram contratados pelo Aliança.

Eram os chamados, Melancias, Vira-casacas e até de Vendidos.

09 – JEFERSON COSTA

O Juventus teve por treinador em determinado tempo o Subtenente Schroeder. Viera da fronteira e tinha um filho adotivo de nome JEFERSON. Esta custou a treinar no Juventus e, quando o fez, comeu a bola.

Encantou a todos e conquistou, por seu desempenho, a escalação para a próxima partida.

O pai sabia o atleta que tinha em casa.

Foi uma tremenda decepção.

Tipo Whisky paraguaio.

Contentou-se de às vezes, ser escalado para atuar no segundo time!!!

10 – ELY, DANILO E JORGE

Napoleão Rodrigues da Silva foi dos laterais direitos mais longevos do Paladino.

Chegando a cidade nas funções de telegrafista, por merecimento, foi guindado à posição de Agente.

Defronte ao correio, na praça, havia um banco característico, onde se encontravam os galãs da cidade.

Numa das esquinas da praça, ficava uma casa de comércio do Sr. Augusto Matter.

Dentre as filhas deste comerciante havia uma, de nome Ely.

Na época o Vasco tinha uma grande intermediária composta por ELY, DANILO e JORGE.

Já arrastando as asas para a moça e para chamar a sua atenção, Napoleão bradava a plenos pulmões, HELY, DANILO E JORGE para que sua eleita o ouvisse.

Ouviu-o.

Formaram, desde então, uma nova intermediaria: Ciro, Eliane e Toni.

Vivem felizes, em Capão da Canoa, para onde se mudaram há 24 anos.

Napoleão Silva