terça-feira, 8 de março de 2011

Fatos & Fotos Antigas do Juventus - Parte IV

FATOS & FOTOS ANTIGAS DO JUVENTUS - PARTE IV

Histórias enviadas por J. J. Araujo

10 . JOÃO RIGON

Importante figura da sociedade santa-rosense, tinha como um de seus hobbys ser radio amador.

Para as transmissões externas da Rádio Sulina, contávamos com linhas para os clubes sociais da cidade, Cultural e Concórdia e para o palco do Cine Odeon.

Quando era difícil estender fios, via poste, servia-nos com o seu” potente” transmissor.

Por ocasião da inauguração do Estádio Carlos Denardin, no jogo seleção local versus Grêmio, o narrador da rádio Gaúcha, Sérgio Morais, teve de pedir para que a potência fosse diminuída, pois, pela propagação do som, sua emissora não estava conseguindo conectar com Porto Alegre e a transmissão, não poderia ser realizada ou seria prejudicada.

9 . ANFIBIO

Em determinada época o regimento local, que então se chamava 1º Regimento de Cavalaria Motorizada, recebeu paras uso da tropa, um carro anfíbio que foi distribuído ao Esquadrão de Comando e Serviços.

Permanecia na garagem da subunidade, a espera da próxima manobra.

Lá pelas tantas, veio uma chuva daquelas, de encher o pessegueiro. Com a enchente do rio, o campo de futebol ficou alagado.

Resolveram fazer o teste no anfíbio. Nos primeiros momentos, beleza... . Depois, o carro apagou e ficou ao sabor das “ondas”.

Por pouco, os bravos soldados, não tiveram de ser socorridos pelos bombeiros....

7 . FAMILIA CODINOTTI

Quando me de dei por gente, já não estava em Santa Rosa o jogador “Alma de Gato”, que, graças a seu enorme futebol, fora, ainda bem, para Cruz Alta, jogar pelo Nacional. Atleta dos mais disputados, somente jogou nessa cidade e, também, pelo Guarany. Não saia de. C.Alta por ser funcionário da previdência social. Um dos seus irmãos –Jayme – seguiu-lhe os passos e, também, ainda jovem se bandeou para Cruz Alta. Jogou, também em Porto Alegre, no Nacional ou Cruzeiro, ou, em ambos.Aqui só ficou um, tão bom quanto, Wilson Codinotti, que, por ser militar, sempre preferiu ficar na terrinha

6 - O BOLO

No Paladino havia um lateral direito – soldado da Brigada Militar - que certo dia resolveu mudar de camiseta, indo estrear no Juventus justamente contra o seu ex-time. No decorrer do jogo houve uma briga entre Charles e Jayme. Formou-se o bolo. No entrevero Jayme foi atingido por um soco do lado direito da face, desferido justamente por seu novo colega de clube..

Assistiu à partida até o fim, no mundo da lua, sem lembrar-se nem de seu resultado. Foi para casa, tomou chimarrão e ao iniciar o banho, por efeito da água, é que acordou totalmente. Já desperto pensou: como deve ser dura a vida de um lutador de boxe! E “conserve sempre as velhas amizades”.


5 . O CARRO DO CARLINHOS

O jogador do Juventus, Carlos Oliveira – Carlinhos – ganhou certa feita, de seu pai Major Santos Oliveira, um carrinho VANGUARD, penso que fosse irmão do automóvel AUSTIN, que, acreditem, existiu, pelo inicio da década de 50.

Embora pequeno para os padrões da época, acomodava apertadamente, sete pessoas, contando o motorista,,quatro atrás e três, na frente,quase o time todo, pois o banco dianteiro também era inteiriço.

Esnobávamos, pois, como pouca gente tinha “auto” na época éramos carregados para treinos de carro, enquanto a maioria fazia o longo trajeto, cidade-campo do pessegueiro, a pé!



4 . RENASCIMENTO

(Prof. Paulo Zenni Araujo-foto abaixo)


Um dos fatos que motivou e renascimento do Juventus, foi a intenção do Dr.Adil Antonio Albrecht, (apaixonado por futebol). Tomou-se conhecimento que a Federação Gaúcha, estava criando um campeonato estadual de juvenis. Conversamos sobre o assunto e ele resolveu levar a idéia para outro amigo. Como professor no Co

légio Dom Bosco, sabia do potencial de uma série de alunos, de muito boa qualidade e, com a idade exigida e, poderíamos a partir daí, fazer

renascer o Juventus. Uma ótima base existia. Conversamos com a direção do colégio que concordou conosco.

O Juventus estava ressurgindo. O Dr. Adil, saiu a campo buscando adeptos, o que não foi difícil. Graças a imagem positiva deixada pelo Juventus do passado, o time amadureceu rapidamente. Usando as dependências do campo do Colégio, fomos formando uma equipe,capaz de disputar, com certa qualidade a competição.A adesã

o acontecia de maneira empolgante. Nosso primeiro teste, foi num jogo-treino contra


o time principal do Paladino. Perdíamos por três a zero no primeiro tempo. Viramos no segundo tempo por quatro a três. Foi o ponta pé inicial para se pensar mais alto. Vários jogos se sucederam. Os resultados eram surpreendentes, graças a dispo

sição e entusiasmo de todos.

UM PASSO À FRENTE.

A empolgação era tanta que se pensou em disputar o Campeonato Estadual de adultos. Havia uma quase unanimidade que era possível. Primeiro passo, procurar os pais dos guris e conseguir autorização, pois era normada Federação, a concordância dos pais. Graças a credibilidade dos diretores junto `comunidade não houve qualquer impedimento. O campeonato iniciou e, num dos primeiro jogos, nos defrontamos em Santa Rosa, com o Aurora de Cerro Largo. Time formado por adultos em sua gra

nde maioria. Perdíamos o jogo por dois a zero, mas com uma atuação muito boa. No segundo tempo, empatamos e viramos o jogo, Um time de adultos, perder para uma gurizada, onde só jogava um atleta com 18 anos, os demais eram menores. Inconformados com a virada do Juventus formou-se um tumulto e, um atleta do Aurora partiu para a agressão. O Adaltro, encarou o agressor e, a confusão ficou estabelecida. Eu Prof. Paulo Araújo, responsável direto pelos guris tive que agir. Lembrei o prof. Ne

y, da cadeira de defesa pessoal da ESEF que sempre nos orientava,: - Se tiveres que enfrentar uma situação tumultuosa, procura manter a calma necessária, sem partir para a precipitação.Pensando assim, tive que agir na defesa da integridade da gurizada. Fui recebido por um agressor. Para sua surpresa, consegui pegar o seu braço e aplicar-lhe um balão. Foi cair no meio do seu grupo, nesta ação, alguns foram atingidos. Na sequencia, consegui dar uma voadora em mais um agressor. Estava acontecendo a intervenção da Brigada e tudo terminou por ai, O jogo terminou por ai.


Curiosidade: Sempre fui tido pelos alunos e atletas como um a pessoa tranqüila, de boa paz, incapaz de qualquer gesto de agressão porem, o momento exigiu de mim um atitude responsável a ponto de me impor esta ação.

Deste gesto, surgiu uma indignação dos alunos e atletas.

Professor, jamais poderíamos pensar que assistíramos do Sr. uma ação desta natureza, participando de briga generalizada com tanta eficiência. Aconteceu.

(Este fato foi escrito pelo Prof. Paulo Zenni Araujo e enviado ao blog por J. Jayme Araujo))


3. NO MUNDO DA LUA

No Paladino havia um lateral direito – soldado da Brigada Militar - que certo dia resolveu mudar de camiseta, indo estrear no Juventus justamente contra o seu ex-time. No decorrer do jogo houve uma briga entre Charles e Jayme. Formou-se o bolo. No entrevero Jayme foi atingido por um soco do lado direito da face, desferido justamente por seu novo colega de clube..

Assistiu à partida até o fim, no mundo da lua, sem lembrar-se nem de seu resultado. Foi para casa, tomou chimarrão e ao iniciar o banho, por efeito da água, é que acordou totalmente. Já desperto pensou: como deve ser dura a vida de um lutador de boxe! E “conserve sempre as velhas amizades”.


2 . OS GOLEIROS ROSA

No Juventude atuaram dois irmãos Rosa, respectivamente Adão e Geraldo.

Dizem os que os viram jogar que sempre tinham atuações destacadas. Teriam herdado as qualidades de goleiro, do pai de ambos. Quando do ultimo encontro de santarosenses em outubro do ano passado, Geraldo, desabafou:

: "Vejam eu não nasci em Santa Rosa, mas, me considero santarosense. Fazem 32 anos que saí de Santa Rosa e já alguns anos estou morando em João Pessoa na Paraíba, diariamente quando vou para internet a primeira atitude é abrir a página do Noroeste para saber "coisas" da minha Santa Rosa para depois ir para outra página de outro jornal."


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1 . Vale recordar o ano de 1957, quando do 6º aniversário do Juventus. Lá se vão 54 anos. O que o Jornal A SERRA publicou na época sobre a festa de aniversário.

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