quinta-feira, 15 de setembro de 2011

FATOS e FOTOS ANTIGAS - Parte IX


1 . JONAS



Na época de fazer o Ginásio, JONES JOS
É ARAUJO SCHMITZ, mais tarde médico muito bem quisto na cidade, ensaiava seus primeiros passos futebolísticos, no segundo time do Juventus.

Atuava na ponta esquerda.

Era rápido, jogava pra frente e possuía um potente pé canhoto.

Coisa inexplicável, em três partidas seguidas, marcou, em cada uma, um gol olímpico.

Dizia: - se os defensores fazem de tudo para me parar ou me cobro deles fazendo essa modalidade de gol


2 – QUASE UMA TRAGÉDIA

Jogaram, Aliança e Bancários, no Estádio Carlos Denardin.

O Aliança foi o vencedor, por um gol de diferença marcado em lance duvidoso.

Um dos torcedores do Bancários, militar, que tinha ligações afetivas com uma bancária, junto ao alambrado, descontente com que ocorrera, passou a gritar impropérios contra o Aliança, seu treinador e jogadores..

O técnico do Aliança, Caieira, partiu em direção do ofensor.

Este retirou a arma do colder.

Caieira falou:

– Seu covarde, atire – batendo com as mãos no peito – se fores homem!

Os jogadores do Aliança que saiam do vestiário, ficaram postados à retaguarda do treinador, junto ao túnel.

Se o descontente atirasse, atletas, inclusive, poderiam ser atingidos.

Os defensores do Aliança, interpretaram o gesto de Caieira como demonstração de coragem na defesa própria e de seus pupilos (Raul Maneghini).


3 – CAIEIRA

Técnico Caieira

O Paladino teve, numa oportunidade, um treinador que era conhecido por CAIEIRA.

Além de treinar a equipe, exercia as funções de ecônomo na sede social, onde administrava o jogo carteado.

Um filho seu, tendo chegado à idade, iniciou os estudos primários.

Para ter idéia do grau de conhecimento de cada aluno, a Professora começou a sabatiná-los. Ao dirigir-se ao filho do técnico perguntou:

– Sabes contar até 10? Ao que ele respondeu – até mais que 10.

– Conta então.

– Um, dois, três, quatro, cinco, seis, sete, oito, nove, dez, valete, dama, rei e ás. – Como aprendeste?

No jogo de canastra que o pai cuida lá em casa!

Na condição de técnico do Paladino e como perfeito conhecedor de técnica e tática, Caieira, orientando seus jogadores, instruiu-os como deveriam fazer o primeiro ataque se a saída fosse do seu time.

O centro-médio lança para as pratibandas; Mulita centreia para o mosquedo e o Chaprin, entra, e chuta de reboleio!

Tradução: O centro médio lança para o setor direito do ataque; Mulita cruza para a área e o Charles chuta de sem pulo!

O Paladino explorava em sua sede pela década de 50-60, o jogo carteado e era dublê de treinador e ecônomo o CAIEIRA.

Certo dia estando todas as mesas com jogadores, num silencio sepulcral, alguém entrou na sala e bradou: - O Papa morreu!

Caieira que estava mais ao fundo, ao ouvir, entrou na sala, esbaforido, e perguntou? – O Tota? (amigo nosso como seus irmãos Dário e David).

Não, responderam. Foi o Papa.

Ainda Bem!

Que susto que vocês me deram!


4 – PEPÉ

Dois atletas, um do Paladino e, outro, do Juventus, um torcedor do Inter e outro do Grêmio, encontravam-se todas as tardes, por motivo de relacionamento familiar.

A flauta fazia parte dos encontros.

Um deles tinha um filhinho.

O outro servia o Exercito e como tal, tinha a obrigação de andar sempre fardado, sob risco de punição.

Este, numa partida de futebol contundiu-se e teve de usar gesso num dos membros inferiores. .

O pai do garotinho à aproximação do contundido, dizia ao seu filhinho, num sentido dúbio de perna de pau – lá vem o Pepé! A partir desse dia o menino, toda a vez que via um militar fardado, dizia ao seu pai – Olha o pepé pai que, para ele, passou a ser sinônimo de militar.


5 – CTG SEPÉ TIARAJÚ

O Departamento de Danças do CTG SEPÈ TIARAJU, graças aos esforços de seus integrantes e sob o comando firme do Patrão Dr. Walter Warth, fez sucesso na região. Convidado a se apresentar em vários localidades e, inclusive, em Posadas-Missiones, na Argentina.

Pelo acordo deveria integrar a comitiva uma equipe de futebol, o que foi feito. Nosso ataque era composto por Plínio, Mulita, Bozzeto, Alceu e Charles.

As acomodações para casais era em casas de famílias da cidade.

Um integrante dublê de dançarino e jogador, acompanhado da mulher foi acolhido na residência de um “matrimonio” como eles dizem, cujo homem era Juiz de Direito. A mulher do atleta-dançarino tem medo de cobra como o diabo da cruz.

Foi oferecido ao casal visitante um couro de uma cobra de cinco metros que, felizmente, ficou numa sala, isolada, para ser recolhida, na hora do regresso. Pode-se imaginar o constrangimento da mulher e seu pavor em receber o regalo.

Para sua felicidade, esqueceram-se de lhe fazer a entrega.


6 - XAVECO


Estando sua noiva lecionando em Santa Rosa e para exercer sua profissão de dentista, chegou â cidade, DEMETRIO BARCELOS XAVIER. Torcedor fervoroso do Internacional, afeiçoou-se ao Paladino e nele começou a treinar.

Para apurar o preparo físico montou uma sala com aparelhos para ginástica, junto ao seu consultório. Mesmo assim atuou, durante anos no segundo time e aí sempre permaneceu.

Dava tanta importância a seu desempenho que, nas noites de sábados, sob qualquer pretexto, saia de casa, ficando em regime de concentração.

Sua janta, nessas noites, era somente uma canja, para estar devidamente preparado para as preliminares dos domingos.


7 – CHICO QUEIROZ

Na qualidade de funcionário do Banco do Brasil, FRANCISCO BARBOSA DE QUEIROZ, residiu em Santa Rosa e aqui atou no Paladino.

Na juventude, estudando em Porto Alegre, jogou nas divisões de base do Internacional e, num jogo, pelo Cruzeiro.

Quando o GRÊMIO veio a Santa Rosa, graças ao Consul, Dr. Epitácio Jacques de Queiroz, diz ter integrado a seleção da cidade. Conta ter marcado o primeiro e único gol dela. Mas que, cutucou a onça com vara curta.

O Grêmio reagiu, foi amontoando gols, até parar nos 7 ou 8.


08 - OS VENDIDOS


No futebol de Santa Rosa era grande a rivalidade entre Juventus e Paladino e, depois, de ambos com o Aliança. Mesmo assim, houve atletas que atuaram por mais de um time. Ex.: Mauro Schneider, Ruy Graffunder, Brasilio e Cabeça, por ligações de parentesco. Carlinhos Hoffmann, Neco e Lauro Fenner, por escolha própria, Diomarte e Julio Pinto Silva, por motivos financeiros. Não podemos nos esquecer de Décio, Sabiá, Nique, Decinho e Alceu Mallmann, que, a peso de ouro, foram contratados pelo Aliança.

Eram os chamados, Melancias, Vira-casacas e até de Vendidos.

09 – JEFERSON COSTA

O Juventus teve por treinador em determinado tempo o Subtenente Schroeder. Viera da fronteira e tinha um filho adotivo de nome JEFERSON. Esta custou a treinar no Juventus e, quando o fez, comeu a bola.

Encantou a todos e conquistou, por seu desempenho, a escalação para a próxima partida.

O pai sabia o atleta que tinha em casa.

Foi uma tremenda decepção.

Tipo Whisky paraguaio.

Contentou-se de às vezes, ser escalado para atuar no segundo time!!!

10 – ELY, DANILO E JORGE

Napoleão Rodrigues da Silva foi dos laterais direitos mais longevos do Paladino.

Chegando a cidade nas funções de telegrafista, por merecimento, foi guindado à posição de Agente.

Defronte ao correio, na praça, havia um banco característico, onde se encontravam os galãs da cidade.

Numa das esquinas da praça, ficava uma casa de comércio do Sr. Augusto Matter.

Dentre as filhas deste comerciante havia uma, de nome Ely.

Na época o Vasco tinha uma grande intermediária composta por ELY, DANILO e JORGE.

Já arrastando as asas para a moça e para chamar a sua atenção, Napoleão bradava a plenos pulmões, HELY, DANILO E JORGE para que sua eleita o ouvisse.

Ouviu-o.

Formaram, desde então, uma nova intermediaria: Ciro, Eliane e Toni.

Vivem felizes, em Capão da Canoa, para onde se mudaram há 24 anos.

Napoleão Silva

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