sábado, 28 de julho de 2012

Histórias do Futsal


JOGANDO   NA   ARGENTINA -  1967

Geová Muller

A Administração Municipal de Santa Rosa, sob o comando do Prefeito Arno Rodolpho Pilz promoveu, nos anos de 1967 e 1968, intercâmbio com a Província de Misiones, que faz divisa, pelo Rio Uruguai, com o Rio Grande do Sul, alcançando principalmente a cidade de Oberá, mas também com incursão dos brasileiros até a capital, cidade de Posadas.
Essa troca de conhecimentos deu-se nas áreas cultural, comercial e, logicamente, no esporte, com destaque para o futebol de salão, que no País vizinho tinha pouca aceitação e não era praticado com tanta frequência.
Além da proximidade geográfica, muitas famílias brasileiras foram responsáveis, nos anos 30 e seguintes, pelo povoamento daquelas terras, quando as florestas predominavam e a economia era representada basicamente pela extração de madeira, erva-mate e plantio de chá, exportado na quase totalidade para a Inglaterra.
A missão das autoridades de Santa Rosa foi a primeira a atravessar o Rio Uruguai e deslocar-se até Oberá, onde visitaram estabelecimentos comerciais, as principais indústrias e os órgãos de imprensa, onde divulgaram, além de aspectos de nossa economia,  a Festa Nacional da Soja, que até aquele ano já havia sido realizada uma edição.
Posteriormente o grupo de santa-rosenses viajou à capital da província, Posadas, onde houve reunião com as autoridades estaduais, com o mesmo objetivo.


Na foto acima, visita ao parque da Indústria Urrutia , produtora de chá preto, exportado para a Inglaterra. Presentes:  Prefeito de Santa Rosa, Arno R. Pilz, Diretor da Indústria, Prefeito de Oberá  e  Geová Müller  (repórter da Rádio Santa Rosa).


Visita aos estúdios da Rádio Oberá, LT 13, presentes : Paulo Heitor Fernandes (Secretário de Turismo de Santa Rosa), Liton Lanes Pilau (Diretor da Rádio Guaíra), Diretora da Rádio Oberá, Geová  Müller  (repórter da Rádio Santa Rosa) e locutores da Emissora.

Na área esportiva, o intercâmbio ocorreu no futebol e, principalmente, no futebol de salão, sendo a equipe de Santa Rosa  representada por estudantes filiados à União Santa-rosense de Estudantes Secundários, USES, atletas escolhidos a partir do desempenho na Olímpiada Municipal. Os resultados foram altamente favoráveis aos brasileiros que jogaram e ganharam da equipe da Argentina, nas duas ocasiões, sendo que em Santa Rosa  o placar foi 6 x 3 e em Oberá o resultado foi de 10 x 4.  A partida  de futebol de salão em Oberá foi um tanto improvisada porque não havia quadra com marcação  ideal e o juiz tinha pouco conhecimento das regras desse esporte.  No dia seguinte,  foi realizado jogo  em campo de grama, tamanho reduzido, prática desconhecida no Brasil e que hoje nada mais é do que o conhecido Futebol Sete.
            



As fotos acima são das  equipes de Santa Rosa e de Oberá, no jogo realizado na Argentina.
Os brasileiros, na primeira foto,  vestem camisa branca e estão alinhados da esquerda para direita: Em pé: Professor João  Toledo (Técnico),   Renato Rigo, Adão Rosa, Massagista, Geraldo Rosa, George Vargas, João Carlos Castilhos, Chico Capellari e Amauri Giovelli (Presidente da USES);  Agachados:  Nelson Budzinski, Oscar Warth Neto, Neri Grifu e Pedrolo.


O time da USES, formação na segunda partida contra Oberá, realizada em Santa Rosa, no Ginásio Municipal de Esportes. Os santa-rosenses vestem camisa escura e apresentaram, da esquerda para a direita,  a seguinte formação: Em pé:  Mauro Soares (goleiro) e Aquiles Puntel (zagueiro):  Agachados: Oscar Warth Neto, Adão Rosa, Pedrolo e Chico Cappellari.

terça-feira, 24 de julho de 2012

Pela região

Tupy de Crissiumal volta ao profissionalismo em 2012.

O Tupy Futebol Clube de Crissiumal foi fundado no dia 1º de Maio de 1949. Manda os seus jogos no Estádio Municipal Rubro-Negro com capacidade para 1.500 pessoas.
Em 1969 obteve sua maior conquista: o vice-campeonato Gaúcho da Terceira Divisão. Encerrou o profissionalismo em meados dos anos 70. Disputa com o TAC (Três Passos Atlético Clube),  da vizinha cidade de Três Passos, o clássico TA-TU, com  grande rivalidade.  Na década dos anos 1980, a partir de 1997, disputou a Segundona Gaúcha realizando jogos memoráveis contra  o Dínamo de Santa Rosa, TAC de Tres Passos, Botafogo e Oriental de Tres de Maio, Flamengo de Horizontina, São  Luiz de Ijui, Guarani de Cruz Alta, entre tantos outros. Nesta temporada o Tupy volta a disputar um campeonato profissional,  no segundo semestre deste ano e em 2013 a Terceirona Gaúcha. Parabéns a comunidade crissiumalense pela volta do Tupy.

Foto do Tupy na década de 80. 

Em 1987 retorna ao profissionalismo, participando da Segundona Gaúcha, na Chave Missões. Na 1ª fase classificou em 4º lugar entre 8 times. Na 2ª fase chegou com a liderança no final, mas decepcionou na terceira fase, não classificando para o octogonal final. 
Em 1988, iniciou o campeonato na chave da Região Missões,  classificando em 2º lugar na 1º fase. Não logrou exito para a fase final, obtendo o 4º lugar.
Em 1989, iniciou a competição na Chave Missões B, ficando em ultimo lugar na classificação, indo para a repescagem.
Em 1990 participa na fase inicial pela região Missões A. obtendo o 2º lugar na 1ª fase. Alcançou o 6º lugar no octogonal semi-final, não logrando classificação para a fase final.
Em 1991, no primeiro semestre  participa da Série C do Campeonato Gaúcho, no Grupo 1, classificando em 4º lugar, não logrando exito para a fase final. No mesmo ano disputou a Segunda Divisão do Campeonato Gaucho, no 2º semestre, participando na Chave Missões. 

 Time do Tupy em 1973 - Acima e abaixo


Curiosidades:
- Em 1º de maio de 1974 o Tupy aproveitando uma viagem do América-RJ, que jogava em Porto Alegre pelo campeonato brasileiro trouxe o mesmo a Crissiumal para um amistoso. O resultado foi um empate e um tento para cada lado. O gol americano foi marcado por Braulio. O jogo (de nº 1.340 do América) está registrado aqui. Dois dias depois o América jogou em Porto Alegre contra o Grêmio e foi derrotado pelo placar de 2 a 1. No time carioca jogavam: Rogério, Orlando, Alex, Geraldo e Álvaro, Ivo e Bráulio, Flexa, Luisinho Guerreiro, Edu e Gilson Nunes. Este time do América  foi Campeão da Taça Guanabara em 1974.


- O Tupy de Crissiumal é o clube de origem do goleiro Danrlei, ídolo do Grêmio, hoje Deputado Federal. O pai e os tios de Danrlei jogaram no Tupy.











sábado, 21 de julho de 2012

Histórias do Futsal


LITSA CAMPEÃ DO  SESC EM 1966

Geová Muller

A administração regional do Serviço Social do Comércio  promoveu no ano de 1966 um campeonato estadual de futebol de salão com a participação dos associados ao SESC, podendo participar qualquer empresa instalada no Rio Grande do Sul.

A disputa foi organizada em três etapas, sendo a primeira constituída pela disputa entre empresas da mesma cidade. A segunda fase foi o encontro de cada campeão local, dentro da mesma região. A fase final foram os jogos entre os campeões de cada região.

O Estado foi dividido em quatro grandes regiões, a primeira com sede em Porto Alegre e abrangendo as cidades da região metropolitana, sendo a segunda em Rio Grande e atingindo todos os núcleos urbanos da região sul, a terceira centralizada em Cachoeira do Sul e reunindo cidades da região central e, finalmente, quarta região com sede em Santa Rosa e com abrangência para toda a região noroeste.

Os jogos locais em Santa Rosa indicaram como campeão o time das Casas Pernambucanas, cuja razão social era na época Irmãos Lundgren Tecidos Sociedade Anônima – LITSA.  Esse mesmo quinteto também foi o campeão regional e habilitou-se a disputar a fase final, em Bagé, na primeira quinzena do mês de setembro. Os demais campeões regionais foram: Figueiras, da região de Porto Alegre; Ipiranga, da região de Rio Grande  e  Figueiras, da região de Cachoeira do Sul.

A participação do time de Santa Rosa  nos jogos finais foi muito fraca, não conseguindo nenhuma vitória e acabou em quarto lugar, porém mesmo assim não se pode negar certo destaque se considerarmos que na primeira etapa mais de 100 times participaram do campeonato. O time foi patrocinado pelas Casas Pernambucanas, empresa fundada em 1908 pelo imigrante sueco Herman Theodor Lundgren que nesse ano adquiriu em Pernambuco a Companhia de Tecidos Paulista.

A equipe do LITSA de Santa Rosa tinha a seguinte formação: Pão de Milho (goleiro), Rigo (zagueiro), Clóvis  (lateral direito), Mineirinho (lateral esquerdo) e Pedrolo  (atacante).

O campeão estadual foi o Ipiranga, de Rio Grande, clube patrocinado financeiramente pela Refinaria Ipiranga S.A., que, graças a esses recursos, tinha boa estrutura e possuía um quinteto quase imbatível, tanto é verdade que no campeonato estadual promovido pela Federação Gaúcha de Futebol de Salão sempre obtinha boa colocação, chegando a ser vice-campeão nos anos de 1980 e  1981.

           
           
Delegação  do  LITSA  de  Santa  Rosa - em Bagé - 1966
Em pé:  Carle Klein  (gerente Casas Pernambucanas), Milho Verde (Goleiro), Érico Rigo  (zagueiro), Virgílio  Decas (auxiliar), José Medouro  (técnico); 
Agachados:  Clóvis Klein  (lateral direito), Mineirinho  (lateral esquerdo) e Pedrolo  (atacante).

sábado, 14 de julho de 2012

Histórias do Futsal

    JUNIOR'S ATLAS

                                                      João Jayme Araujo
                                                                   jjgaucho23@hotmail.com
                                                       e Aramis Beltrame


O JUNIOR’S ATLAS, foi fundado por Aramis Beltrame (Rato), Newton Cardoso (Beiço) e Luiz Beltrame (Canha).
Instituíu-se um livro de ouro, iniciativa do Aramis e do Alceu Miller na firma Pica-Pau para angariar fundos para os passos iniciais.
Os primeiros atletas que defenderam suas cores:
Newton Cardoso – Beiço – atleta baixinho, mas com boa impulsão para as bolas altas, muito rápido no chão. Tinha alguma dificuldade em lançar a bola. Corajoso.
Luiz Beltrame – Canha - zagueiro marcador implacável,  boa antecipação, compensava a falta de massa corporal por uma técnica apurada, sabia jogar sem cometer faltas e tinha facilidade para sair jogando.
Adão - ROSA – lateral direito. Trabalhava a bola junto à sua lateral e batia a gol quase da linha de fundo. Goleador.
Reinaldo Seger – Neto – dos melhores armadores da região. Apesar da baixa estatura, sabia usar muito bem o corpo. Distribuidor de bola. Clássico. Tido pelos que o viram jogar como o Ademir da Guia.
Aramis Beltrame – Rato – segundo minha prima Norma, sem muita técnica, sarado, muita facilidade de bater na bola. O chute era de perna esquerda, melhor que o Rivelino. Batia nela do jeito que vinha com potência e precisão. Goleador emérito. A perna direita apenas a usava para andar de bicicleta.
Jorge – Pelé – funcionário do DAER, atuava na linha e depois substituiu o Beiço, na posição de goleiro.
Oscar Warth Neto – Nena. Estava apenas começando. Era um menino. Tornou-se dos maiores jogadores de futsal e futebol de Santa Rosa.
Cleóbis José Araujo – Zé - Atuava esporadicamente. Jogador de velocidade, excelente visão de jogo e goleador.
Os jogadores remanescentes foram contratados por Gerson Silveira, para a formação do Brasil.
Fez história na cidade pelo desempenho e conquistas. Aos poucos, tendo em vista que muitos jogadores  se mandaram para outras plagas, foi fenecendo até serem, seus últimos integrantes, contratados por Gerson Silveira para atuarem no Brasil ou no Real Clube Dos Sete. 


   Aramis Beltrame, dono e principal jogador-artilheiro do ATLAS.
  
Atlas em Brasília

Aramis Beltrame, um dos fundadores e jogadores principais do Atlas.
Mesmo ausente da cidade, como ocorreu quando se transferiu para Santo Ângelo, a fim de gerenciar a Pica-Pau, lá organizou uma sucursal do seu clube de origem e do coração.
Jogava partidas lá e aqui com muita alegria e satisfação.
Já casado e com três filhos – Aramis, Noara e Camilo - aos 32 anos mudou-se para Brasília, onde é importante ruralista.
Acompanhava as amizades de seus filhos e daí para fundar um time de guris, foi um abraço.
Selecionou 10 deles e começou a treiná-los duas vezes por semana.
O nome do time? -  quem disser “Atlas” acertou.
Participaram por três anos de campeonatos brasilienses, disputados por  sete cidades satélites e três do plano piloto.
A melhor colocação foi vice-campeã de Brasília.
Quando a meninada partiu para a vida acadêmica, o clube se desfez.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Histórias do Futsal


TIJUCA  ATLÉTICO CLUBE

                                                                João Jayme Araujo
                                                              jjgaucho23@hotmail.com
e Geová Muller
                   
A fundação do TIJUCA AC deve ter ocorrido em 1970. Além do campeonato municipal, disputou o Campeonato Estadual 
Sua sede social era na  Av. Borges de Medeiros,  cujo local foi residência do conhecido CAIEIRA a quem a sede foi cedida em troca de ajuda ao time, para que  pudesse explorar jogos de carteado .

Surgiu do ideal de alguns atletas, residentes em outros bairros da cidade, de origem mais modesta e de menor influência e que não vislumbravam oportunidade para integrar as demais agremiações. Teve como seu idealizador, patrocinador e comandante o Alberi Flores, gerente de uma farmácia instalada na esquina da Avenida América com a Rua Buenos Aires.


O uniforme do Tijuca apresentava as cores branco, vermelho e preto, assemelhando-se à que hoje é a camiseta do time do São Paulo. A camiseta era predominantemente branca, com uma faixa horizontal em vermelho e bordas em preto.

Preto, Luiz Estevão,  Vital Parise, Darci Cappellari, 
Amauri Giovelli, Alberi Flores e Toco Donini.
 
O elenco era constituído por jogadores que marcaram época no salonismo santa-rosense, rivalizando com as outras três grandes equipes da cidade e, não raras vezes, levando a melhor em partidas disputadas com arrojo e técnica, rotineiramente nas noites de sábado, no Ginásio Municipal, que ficava repleto de torcedores e transformava-se em verdadeira e autêntica arena e sede de duelos que apaixonaram uma geração inteira de moços e moças e suas famílias.



Em pé Protásio (Preto), Luiz Estevão, Chico, Bibi, Geraldo Rosa, Grifu, Alberi Flores e Carlinhos. Agachados: Vital Parise, Talvani, Negão Castilho,Zé Gago e Milton Schwerz..

Dentre os jogadores que se destacaram no Tijuca, vamos encontrar Talvani Abreu,  Neri Grifu, Chico Cappellari, Vital Parise, George Vargas (Jóia) e Negão Castilhos.
Disputou ao menos, por uma vez o campeonato estadual. Milton H. Scherz jogou no Tijuca e destaca: "Participei de dois campeonatos estadual, no ano 1970. Num amistoso enfrentamos o Internacional de Porto Alegre. Não lembro do escore, mas,  levamos uma sonora goleada. Como nosso uniforme era mui semelhante ao do Inter, o que poderia prejudicar o andamento do jogo, o Colégio Dom Bosco emprestou seu uniforme. Os seguintes atletas do Tijuca participaram do jogo: Goleiros: Geraldo e Adãozinho; Zagueiros: Castilhos e Osmar (conhecido por Sopa); Alas direito: Chico Cappellari, Argemiro e Vital Parise; Alas esquerdos: Talvani e MIlton Schwerz; Pivôs: José Adolfo e Milton."



A estréia  foi quando da inauguração do Ginasião, contra o América ou Atlântico de Erechim, onde jogava Paulo Sérgio Carpegiani e que fora campeão estadual. O escore foi 5  a 5.
Atuaram também contra o Capingui em Passo Fundo e em Santa Rosa, agora já no Colégio da Paz, com vitória dos de casa.
O time visitante era campeão estadual e o goleiro chamava-se Pirata.











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