domingo, 27 de novembro de 2011

Fatos e Fotos Antigas

PARTE XIV

1 – SUNGA ELÁSTICA NA MODA

Assim como hoje os jogadores e atletas usam uma vestimenta de elástico que, não raras vezes, se nota ou aparecem sobre as coxas, no passado existiu uma sunga elástica.

À moda de cuecas que hoje usamos, tinham o mesmo formato, mas, maiores,na parte superior aparecendo por cima do calção caso se quisesse.

Sergio Moacir goleiro do Grêmio na época, fez com que aparecessem dobradas em cima dos calções na altura do umbigo, como charme. Daí para encontrar seguidores foi pra já.

(O Paulinho Araujo, um dos que aderiram ao modelito, vestiu assim. Observem, nas foto dele,na parte superior dos calções.

2 – MATO DO LIBÂNO

Ainda antes de ser conhecido como campo do Pessegueiro, no local se praticava o futebol.

Houve um garoto que acompanhado o pai, lá esteve para assistirem uma partida.

Na época não existiam nem se falava em instalações sanitárias.

Esse guri, sentindo-se necessitado rogou ao pai: - o que eu faço?

O pai com um sorriso nos lábios, disse-lhe: - vai por aí.

Toda a vez que surgia um “aperto” - em casa - a situação era recordada:

vai, correndo, pra o mato do Libâno.

3 – NENÊ CANHA

Atuou por aqui, Santo Ângelo, e Três de Maio, um bom meia cancha, que tinha, por motivos óbvios, o apelido de Nenê Canha. Na capital missioneira, jogara com LAMBARI, no Tamoio.

Saindo da terra, LAMBARI jogou em Rio Grande, de onde se transferiu para o Internacional. No colorado, foi autor do primeiro gol do Inter contra o Corinthians, em São Paulo, sendo, por isso, a chuteira que usara para tal, selecionada como um troféu e lá está para quem quiser ver no Museu do clube.

Estando em Porto Alegre Nenê Canha foi aos Eucaliptos, ver se arranjava uma grana com seu ex-colega. Encontrei-o nas cercanias do Estádio, deitado ao chão, já em estado etílico. Reconheceu-me e depois de pedir algo, destratou ao Lambari, dizendo: esse fdp, negou-se a me socorrer não reconhecendo que comigo aprendeu a jogar futebol!

4– CENTROVANTE

Para ser fiel com a historia e relembrar os centroavantes na nossa fase, nos principais times, éramos três: Pinicilina, no Aliança, Charles Jonner no Paladino e este modesto escriba, no Juventus.

Sobre Pinicilina, sentenciou o premio Esso de Reportagem, nosso conterrâneo Carlos Kolecza: “Nos presenteou um futebol mais inteligente e bonito ainda vivo em nossas memórias.”

Charles dono de um pé direito muito potente e velocista nato, artilheiro de respeito..

Eu jogava pouco, mas me colocava bem na área assim marcando gols. Já em Porto Alegre, poucos anos atrás, fui interrompido por um cidadão – Sr.TRIPLER, que me perguntou: tu não és o Jayme?

Diante da minha confirmação disse ter acompanhado minha carreira esportiva, como morador em Três de Maio e torcedor do Oriental e que eu fora o melhor centroavante que ele vira jogar.

Meu ego subiu às alturas. Agora, sem falsa modéstia, revelo esse segredo. Que vale ficar numa ilha a sós com a Angelina Jolie e não poder contar! Os segredos devem ser guardados, até por ai!

5 – SETE DE SETEMBRO

Em Cruzeiro, o primeiro clube de futebol que recordo foi o 7 de Setembro. O campo, todo de terra.

Situado num terreno, ou praça na frente do Clube do mesmo nome, que tinha como destaques um salão de baile, canchas de bolão e um palco para apresentações artísticas.

Nessa época, a equipe era integrada por guris do distrito, dentre os quais, WALNIR DEON, JOÃO GIRARDI, BELTRAME e os primos MINUCI

Jogávamos uma partida amistosa e eu sempre de centroavante. Alguém cruzou uma bola da direita, o goleiro se passou, ela já estava entrando quando o famoso Center-forward cabeceou para confirmar o gol, mas, com muita falta de inspiração ou com total imperícia cabeceou-a para fora

Teve de voltar a pé, pelo caminho dos trens da Viação Férrea, nunca mais ser convidado para lá ir jogar e, por vir pelos trilhos, perdeu o TODA E HORA e aprendeu o ditado: “quem procura atalho, procura trabalho”

6 – VILA DOS TAQUARIANOS

Quando jovens nada era empecilho para alcançarmos a felicidade de jogar futebol, mesmo que para isso tivéssemos de andar por quilômetros e mais quilômetros.

Assim íamos a pé até o Quilômetro 3 ou Vila dos Taquarianos, na estrada para Tuparendi, passando por Cruzeiro.

A denominação deve-se, talvez, pela colonização ter sido feita por pessoas vindas da cidade de Taquara.

Íamos a pé, seguindo pela Vila Flores, em direção ao Norte. Lá chegados jogávamos com os nativos, num campo de futebol, grande, de dimensões oficiais, mas todo de terra,nada de grama.

Terminada a refega vínhamos pelo mesmo atalho para encurtar distancias, cansados pelo jogo e pela caminhada. Porém, no gozo da felicidade... Éramos felizes e ainda não sabíamos!

7 – TAQUARIANOS

Originários da Vila do mesmo nome, pelos menos dois Taquarianos, fizeram historia no futebol da cidade.

Adãozinho apareceu em Cruzeiro e atuou, inicialmente, pelo Juventus. Por motivos ignorados – talvez problemas de deslocamentos – tanto aparecia como desaparecia. Ressurgiu depois, no Paladino, e deve ter encerrado a carreira no Aliança ou no Juventude. Avante todo desengonçado, corria como se viesse aos trambolhões, mas, normalmente comparecia no placar, como se diz hoje.

Eloy fez parte de uma onda de renovação no Aliança quando tal aconteceu no elenco. Atuava pela ponta direita. Foi campeão estadual.

Hoje, como fiscal fazendário, aposentado, vive em Tucunduva e trocou o futebol pela pescaria. Deve ser daqueles que têm muita historia para contar!

8 – COMUNISTA ESCREVE EM MURO

Lá pela década de 50, chegou a Santa Rosa, para servir no 1º Regimento de Cavalaria Motorizado, o Sargento Amandio Bogado.

Nascido se não me engano no Estado do Mato Grosso, tinha o sotaque inconfundível dos de fora do estado.

Já casca grossa, como se diz na linguagem de caserna, aparece assim, de repente jogando futebol pela ponta direita do Aliança.

Era exímio nas bolas levantadas para a área, onde o Penicilina, com a sua destacada categoria, estava a postos para mandar para as redes.

Foi a antevisão das cruzadas do Waldomiro para os gols do Dadá Maravilha.

Ao guri do interior pouco versado em política internacional, sempre chamou atenção um adágio que dizia e repetia constantemente: “Comunista escreve em muro”.

Despreza dos prováveis avanços conquistados pelos bolcheviques!

9 – 3º SARGENTO BIRCKE

O João Carlos Bircke e eu, incorporamos às fileiras do Exército, como se dizia, no mesmo ano.

Precedeu-nos, um ano antes o Carlinhos Oliveira. Fizemos os três o curso de Sargento, juntos. Alcançamos, possivelmente, as mesmas notas.

Havia no quartel, duas vagas a serem preenchidas. A primeira foi do Carlinhos, pela precedência. A segunda, do escriba, por já possuir o curso de técnico em contabilidade.

Mesmo na perspectiva de ser promovido logo adiante, João Carlos Bircke, optou por dar baixa.

Foi trabalhar no Banco Agrícola Mercantil. Talvez, para ele tenha sido melhor.

Ingressou, depois, por concurso, no Banco do Brasil, tendo exercido funções importantes até no Banco Central em Brasília onde trabalhou com NESTOR JOST.

Hoje, aposentado, vive feliz com a família, provando espumantes, – SALTON – na cidade de Bento Gonçalves.

10 – MOTO A TITULO DE LUVAS

Já rasguei elogios para ALCEU AMBROS MALMANN, que morando em Santa Rosa para estudar, porque era de Tuparendi, hospedava-se, no HOTEL LIBERALI, local onde o Juventus foi fundado, pois aí se hospedava, também, o. Prof. ALBINO WERLANG, que foi o mentor intelectual da criação do clube.

Jogou no Juventus até que, graças às suas indesmentidas qualidades como atleta, foi sondado pelo presidente do Aliança, FRANCISO JOSÉ BERTA para defender as cores do tricolor.

Na mesma ocasião que o DECIO e o NIQUE, foram contratados por uma geladeira. No acordo ALCEU pediu e recebeu uma moto.

Os irmãos ZOEHLER, logo foram descobertos, sendo apelidados de geladeira, enquanto ALCEU flanava de Tuparendi para Santa Rosa e vice-versa, pilotando a moto, que, deveria ser o ultimo lançamento da HARLEY DAVIDSON ou da SUZUKI!

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