segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Astros da Terra



CLAUDIO ANDRÉ MERGEN TAFFARELFoto Globoesporte.com


Nasceu em Santa Rosa, situada a 500 km de Porto Alegre, em oito de maio de 1966. Nasceu e cresceu jogando voleibol Aos 16 anos, jogava em duas equipes de Crissiumal. Numa, jogava no ataque e na outra, como goleiro.


Aos 18 anos, foi fazer testes, de três dias, no Internacional de Porto Alegre.
Logo no primeiro dia disseram-me para ficar de goleiro.
Jogou pelo Internacional (1984-90), Parma (1990-93 e 2001-03), Reggiana (1993-94), Atlético Mineiro (1995-98) e Galatasaray (1998-2001)
Pela seleção brasileira, tem o maior número de jogos de um goleiro da história, com 123 atuaçõs e 106 oficiais.
Outro triunfo foi também ter jogado as edições das Copas de 90 na Itália, 94 nos Estados Unidos e 98 na França.
Sofreu 15 gols nos 18 jogos em que defendeu o Brasil nas Copas do Mundo.
Começou a se destacar, nas Olimpíadas de Seul em 1988, quando espantou o mundo, ao fechar o gol do Brasil na semifinal contra a Alemanha. Naquela partida, Taffarel defendeu três penalidades, uma na prorrogação, e duas na decisão por pênaltis, levando o Brasil ao último jogo, em que terminou com o vice-olímpico na final contra a União Soviética.
A partir dali, começavam a aparecer no cenário do futebol mundial, suas defesas milagrosas, tanto na seleção, quanto no Internacional, fizeram com que os italianos o levassem ao Parma, para ser o primeiro goleiro brasileiro a jogar no futebol europeu.
Na Europa, ainda é lembrado por ter parado o grande atacante francês Thierry Henry na final da Copa da UEFA do ano 2000.
Taffarel era na época goleiro do Galatasaray e esse foi o primeiro título continental do clube turco, nesse mesmo ano ainda conquistou a Supercopa Européia pelo Galatasaray, vencendo na final o Real Madrid por 2 a 1.
Com a contribuição do arqueiro brasileiro naquela temporada, o time turco, foi considerado pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol) o segundo melhor time do mundo, ficando atrás apenas do clube Madrileno.
Sua atuação pelo time de Istambul foi tão intensa, entre 1998 e 2001, onde o jogador é idolatrado até hoje pela fanática torcida do Galatasaray, o maior clube da Turquia.
O bordão Sai que é sua Taffarel!!, foi composto por Galvão Bueno em sua "homenagem" ou como plano de fundo das vitórias de Taffarel.
Hoje em dia esse bordão é usado aos atuais goleiros da Seleção Brasileira.
Taffarel ficou no Parma de 90 a 93 e depois jogou no Reggina, também da Itália, de 93 a 94.
Retornou ao futebol brasileiro em 1995 para jogar no Atlético Mineiro, clube ao qual defendeu até 1998.
Foi para o Galatasaray, ainda em 98, e encerrou a carreira jogando no futebol turco. Continuou durante algum tempo em Istambul para treinar goleiros antes de retornar ao Rio Grande do Sul.

Taffarel tornou-se um especialista em defender pênaltis, além de contar com muita sorte nas cobranças que batem na trave ou passam longe do gol. Foi assim na conquista do tetracampeonato mundial em 1994, nos Estados Unidos, quando segurou a cobrança do italiano Massaro e viu Roberto Baggio isolar a bola por sobre o travessão.

Teve uma BMW, a qual pilotava, que o levaria a uma nova conquista, quando aconteceu um MILAGRE: “ Quando estava indo de carro para Empoli, onde atuaria, seu veiculo começou a apresentar problemas.
Deixou de funcionar. Pura e simplesmente.
Estava a caminho e ele começou a ficar esquisito. Até que parou. Assim, no meio da auto-estrada. “Não há coincidências na mecânica. Aquilo foi um sinal de Deus, diz ele. O carro parou de repente. Esperei uns minutos e tentei outra vez, mas nada. Por isso, saí do carro tranquilamente, telefonei aos dirigentes do Empoli e disse-lhes para anular o acordo. Eles foram gente boa.”

Confessa que conserva uma certa nostalgia, mas agora tem mais tempo para a família [mulher e dois filhos], que é o meu tesouro.
Adora levá-los à Disneylândia.
De resto, diz ser um pescador jeitoso; não ter boa mão na cozinha.
Só se for para ovos.
Gosta de aprender novas línguas - e fala dar uns toques no italiano e no inglês Vê pouco televisão e detesta computadores
Quando estava na Turquia ele e família levaram um susto de um terremoto ocorrido no dia 17 de agosto de 1999.
Conta:
“Nunca vi tanta dor e sofrimento em tão poucos dias.
Eram três da manhã quando a minha casa tremeu. Estávamos dormindo quando os quadros começaram a cair da parede, as garrafas partiam-se e o chão desfazia-se com uma facilidade impressionante.”
“Temi o pior. Eu, a minha mulher e os meus filhos fomos correndo para um abrigo do Galatasaray, onde encontrei o Popescu [defesa romeno], que morava acima de minha residência e não estava em casa naquela hora
. Nos dias seguintes, eu e a minha família dormimos naqueles colchões infláveis de piscina. Foi a saída”.
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Sem a obrigação de cumprir a antiga rotina de treinos, jogos, concentrações e viagens, Taffarel é hoje um homem dedicado totalmente à família. Junto com a esposa Andréa (com quem está casado há mais de 20 anos) e os filhos Catherine, 13 anos, e Cláudio André, 12, divide o tempo entre Porto Alegre e Parma.
Na Itália, onde viveu por oito anos, mantém uma casa, com carros e um caseiro.
A Taffarel/Paulo Roberto Assessoria e Consultoria Esportiva começou com a chuteira direita, como dizem os portugueses.
Afinal, o primeiro cliente do escritório é ninguém menos que Fernandão, o capitão que ergueu as taças mais importantes de toda a história do Inter: a da Copa Libertadores da América e a do Mundial de Clubes. Agora Diretor Executivo. Além do craque colorado, aposentado, Taffarel representou o goleiro André, do Juventude, com quem chegou a trabalhar ainda nos tempos de Inter, e vários jogadores das categorias de base da dupla Gre-Nal, com 15 e 16 anos de idade.
“Sempre quis seguir trabalhando com o futebol, mas nunca tive paciência para ser treinador. Por isso, acabei aceitando o convite do Paulo Roberto para trabalharmos juntos. Está dando certo, estou curtindo bastante essa nova fase da minha vida”, conta o empresário Taffarel, que se recusa a trabalhar de terno e gravata.
Quando estávamos finalizando esta matéria a Internet divulgou:
“ O ex-jogador brasileiro Claudio Taffarel, famoso por defender a seleção brasileira por muitos anos, deve voltar ao futebol turco”.
Segundo o jornal português A Bola, o goleiro, que teve passagem pelo Galatasaray entre 1998 e 2001, será o novo treinador de goleiros da equipe.


Prêmios Individuais
Bola de Prata - Melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 1987:
Bola de Prata - Melhor goleiro do Campeonato Brasileiro de 1988:
Bola de Ouro - Melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 1988
Terceiro melhor goleiro do mundo (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol - IFFHS): 1991 e 1994;
Quinto melhor goleiro do mundo (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol - IFFHS): 1990;
Sétimo melhor goleiro do mundo (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol - IFFHS): 1989, 1992, 1998, 2000;
Nono melhor goleiro do mundo (Federação Internacional de História e Estatística do Futebol - IFFHS): 1997.
Taffarel está no Top 10, da IFFHS, sendo um dos melhores goleiros da história do futebol mundial.
Eleito em 2006, o melhor goleiro brasileiro em Copas do Mundo, votação realizada, pelo Programa Globo Esporte da Rede Globo.
Ganhou um prêmio da Rede Britânica BBC, como o melhor jogador da final na Copa da UEFA do ano 2000, no jogo: Galatasaray (TUR) e Arsenal (ING).

Títulos

Parma:
Copa da Itália 1992 e 2002
Recopa Européia 1993.
Atlético-MG:
Campeonato Mineiro 1995
Copa Centenário de Belo Horizonte 1997
Copa Conmebol 1997.

Galatasaray SK:
Campeonato Turco 1999 e 2000
Copa da Turquia 1999 e 2000
Copa da UEFA 2000
Supercopa Européia 2000.

Seleção Brasileira:
Campeonato Mundial Juniores 1985
Medalha de Ouro Jogos Panamericanos 1987
Torneio Bicentenário da Austrália 1988
Copa América 1989 e 1997
Copa do Mundo FIFA: 1994

Em sua terra natal, Santa Rosa/RS., foi construido um monumento em sua homenagem, junto a uma rótula, a qual leva também o seu nome.

Pesquisa Internet:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Cl%C3%A1udio_Taffarel

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