sábado, 6 de agosto de 2011

Fatos & Fotos Antigas - Parte VI

Olá! Voltamos com as historinhas inéditas do nosso futebol. Agora com a Parte VII. O nosso contador, Sr. Jayme, continua nos repassando suas histórias, fatos e fotos de seu acervo que nos são enviadas para divulgação neste blog.

1 - GOLEADA

Consta que, logo depois do Aliança sair campeão estadual, naquelas rodas de amigos que gostosamente acontecem nas cidades do interior, alguém do Paladino contestou a potencialidade do Aliança e daí para amarrarem uma partida foi um pulo.

O Paladino estrearia um novo atleta vindo para cá com fama de um grande zagueiro. Chegou na terra depois de fazer um curso em Belo Horizonte da função que desempenhava como fiscal sanitário.

A partida aconteceu no domingo seguinte. Nem bem iniciara e o Aliança já marcou o primeiro gol. Dada a saída retomaram a bola e seguiam o mesmo caminho, quando Benito, goleiro do Paladino, cunhou a expressão: lá vêm eles!

E eles continuaram se vindo, até fazerem o décimo sexto gol. Final: Aliança 16 x Paladino 0.

Alguém do Paladino segredou-me que a derrota deveu-se a dois jogadores que deram ouvidos a uma cantada do Patrono Berta e “amoleceram”. Seus nomes? Deixa pra lá!

Registro fotográfico - EC Aliança - 1959.



2 - NOLAR KRUEL

Pai de Dário, David, Luiz Carlos (Tota) e José Emilio (Tuca) – estes dois últimos, dirigentes do DÍNAMO – de seu casamento com a dona ROSINA, apareceu em Santa Rosa, segundo penso, vindo de Três de Maio.

Morava na Avenida Santa Cruz, defronte ao Clube Cultural, num casarão de madeira.

Nós da piazada nos reuníamos por ali para traquinagens da infância e por certo, jogar bola.

Teve a idéia brilhante de nos organizar em time ao qual deu o nome de Oriental, o mesmo da equipe da, então Vila, de onde viera. Cada um de nós comprou uma camisa banca e recebemos, com certeza, confeccionados por dona Rosina, um escudo redondo de cor verde com a inicial do nome do time, que desbotou na primeira lavada.

Reuníamo-nos e treinávamos perto de nossa casa, na rua que passa ao lado do Cultural, quase na esquina com a Av. Santa Cruz.

Era com espírito de grupo e para aprendermos atitudes corretas, como respeito às regras do jogo e da convivência entre os iguais.

Registro fotográfico - Dínamo F.C. em 1981



3 - FLAMULA DO JUVENTUS

Como alguém já disse nosso empenho, nosso esforço, nosso ideal era o Juventus Atlético Clube.

Cada um colaborava de acordo som sua capacidade.

Dentre nós, havia um menino DALMO DOS SANTOS, que adorava historinhas infantis e tinha facilidade para desenhar.

Inspirando-se no Zé Carioca do Walt Disney, confeccionou nossa flâmula com a imagem estilizada desse personagem do mundo encantado.

Vê-se nosso periquito, dando uma baforada num charuto, em pose de malandro, apoiado num guarda-chuva.

Acima, o distintivo e o desenho sob o fundo verde e listras vermelhas em toda borda.

As maletas de massagem também traziam o mesmo emblema.

Registro fotográfico - Flâmula do Juventus e maleta.



4 - LAURO FENNER

Por ser meu primo, na juventude privei muito com Lauro Fenner, tendo sido até seu co-piloto quando, a serviço do CORTUME FENNER em viagem de um caminhãozinho até o Curtume Basso, em Santo Ângelo.

Nunca soubera que jogasse futebol, mas, tal, deveria saltar aos olhos, tendo em vista que estudara no Colégio Marista, ma capital missioneira, envergando, talvez, a camiseta do Tuiuty, a mesma que o Juventus usou quando de suas primeiras partida.

Era centroavante goleador e, como tal, logo despertou outros interesses, tendo se transferido para o Paladino.

Com o passar do tempo, foi rebaixado de categoria, mas, nos aspirantes tornou-se penta-campeão.

Deixou a titularidade no Juventus, para ser reserva no coirmão, conquistando títulos no Paladino, títulos que, jamais conseguiria no seu ex clube..

Tal qual ninguém conseguiu.

Nós jogávamos, apenas, por amor a arte e à camiseta, crendo piamente no lema olímpico do Barão Pierre de Coubertin: “o mais importante não é vencer, mas participar”...

Registro Fotográfico - Lauro Fenner


5 - ENCONTRO NO RIO

Paulo Araujo e Ruy Araujo Graffunder são primos, contemporâneos, e jogaram futebol aqui.

Paulinho sempre no Juventus. Ruy no Paladino, Juventus e Gemayer. Por motivos insondáveis a vida os afastou.

Um foi trabalhar e estudar em Porto Alegre. Outro trilhou o mesmo caminho, indo, porém para o Mato Grosso.
Como ambos entraram em Faculdade, Ruy em Direito e Paulinho em Educação Física, ocorreu dos dois serem convocados para integrar a seleção dos respectivos Estados, para os jogos do Campeonato Universitário Brasileiro, promovido pela CBDU em maio de 1959.
O sorteio indicou para o Estádio Caio Martins, o embate entre gaúchos e matogrosenses. Mesmo que um ignorasse a presença do outro no confronto, para surpresa dos dois a vida que os separara permitiu um encontro nessas circunstancias em Niteroi-RJ.

Registro Fotográfico - Encontro de Rui e Paulo Araújo no Estádio Caio Martins em Niterói.


6 - FAMILIA MAICÁ

Dentre os amigos do meu pai, mesmo porque ambos trabalhassem como serventuários de justiça, lembro de Apolônio Maicá, pai do Rubem e tio dos afamados astros regionalistas, irmãos Adelchi e Cenair Maicá, por demais conhecidos. Quero, entretanto falar sobre o Rubem que vi surgir jogando no Aliança.
Como o time do seu Berta só tinha craques estranhava-se que jogasse com os astros.
Jogador limitado, é certo, mas de um esforço e de um empenho a toda a prova.
Era daqueles jogadores que pouco apareciam para a torcida. Mas, era, também, daqueles que todos os técnicos, dizem e repetem:: esse jogaria sempre o meu time.


Registro Fotográfico - Rubens Maicá

7 - ÁTILA WEBER

Eu já tinha dado por terminada a tarefa a que me propus, - escrever algo sobre esportes de Santa Rosa - na época em que era guri, na de que o pratiquei e, depois, lembranças que me ocorreram.

E, já estava fechando a página das recordações quando me lembrei de uma pessoa que deveria obter um destaque na vida esportiva da terra, não só por sua militância – termo que não se usava - mas, também por sua garra, vontade, tenacidade e o que mais sejam para enaltecer os méritos dessa pessoa.

Lembro-me dela, primeiramente, nas competições esportivas ao ensejo da data consagrada aos operários.

E junto da do recuerdo deste, vem-me, também, à memória um, de seus companheiros de luta e competição que enfrentava também todo e qualquer obstáculo que se lhe aparecesse.

Vêm-me à retina esse chamado, dito com amplificador de voz ou sem ele: “salta Átila: prepara Erasmo”.

Num local improvisado para competições, nos fundos da sede dos operários, num casarão de madeira, velho, na Av. Rio Grande do Sul, quase na frente da casa da Xuxa

Pois meu amigo Atila Weber que vi e assisti defendendo ardorosa e apaixonadamente o Aliança, talvez, na sua maneira de ser e agir em prol de seu time, tenha feito,.quiçá, mais que Pìnicilina, sem dúvida alguma dos mais completos atletas que o Rio Grande não conheceu como deveria e merecia.

Registro Fotográfico - Átila Weber


"Ao amigo ATILA, meu respeito, minha admiração e aponto-o como paradigma. s que quiserem ser exemplo para seus iguais.

8 - CABAÇO

Alemão Araujo, embora nunca tenha sido um craque,figurou mais como mascote, musico e vocalista de OS TREMENDÕES, formando-se em medicina e como radiologista pediátrico trabalhando no Mãe de Deus e no Hospital da Criança Conceição Aficionado pelo futebol, como guri atuou no mirins do Juventus.

Um dia, almoçávamos, toda a família junta, como era de lei, quando o Alemão, dirigindo-se ao nosso pai disse: - pai, tem que vê. Apareceu hoje no nosso treino um guri que vai dar o que falar. Chama-se Cabaço e o senhor tem que ver... vai pra frente... vem pra trás, pra frente e pra trás! O pai falou: - tão bom Alemão, depois a gente fala.... Mas ele contou, mais uma vez as qualidades exponenciais do Cabaço: - pra frente.... prá trás.... pra frente... pra trás... . Não para nunca!

Registro Fotográfico - Paladino 1960.



9 - EXCURSÃO A LEANDRO NICEFARO ALÉM


Em determinada oportunidade veio servir em Santa Rosa, um habitante de Leandro Além, cujo nome não me ocorre, atendia pelo apelido de Alemão.
"Hospedava-se na casa de um tio que também apareceu no esporte, - PEDRO BERTUOL -jogando de zagueiro no Ipiranga e depois foi arbitro tão bom como todos que fazem parte da ‘ LEGIÃO DOS FILHINHOS DA MÃE”, a mais conhecida associação dos que recebem impropérios em todas as partes do mundo.
O Alemão engendrou uma partida do Juventus em sua terra natal. O jogo, devemos ter ganhado, pois a foto com a taça.
O complicado foi a travessia do Uruguai.Ao entrar na barca o ônibus da empresa Cuneghatto, errou o bote e caiu n’água.O Capa, zagueiro do Paladino, jogou-se no rio para salvar a bagagem – malas – que despencavam da parte superior do coletivo, onde era o bagageiro.
O mais preocupado era o Robson Andrade que gritava “a vermelhinha é minha”. Isto porque nela estava um barbeador elétrico a ultima novidade da tecnologia,que fora presente da namorada.
Para muitos essa foi a “pior viagem”
O retorno de Porto Mauá, via Uruguai até Porto Lucena, à noite e com neblina. Em Porto Lucena, embarcou-se num caminhão dormitório de carregar porcos.
Chegou-se pela manhã em Santa Rosa, dando tempo só de trocar de roupa e partir para o trabalho.

Registro Fotográfico - Torcida Feminina.

10 - PREPARADOR DE GOLEIROS

No mês de junho de 1991, O Prof. Ruy Carlos Osterman, anunciava em sua coluna que Paulo Zenni Araujo, que fora se colega na TVE havia assumido as funções de preparador de goleiros do Grêmio Porto alegrense.

Para o Paulinho era uma baita conquista (foto acima).

Poria em pratica o que aprendera jogando na posição e os conhecimentos teóricos adquiridos na Escola de Educação Física.

La estava ele, alegre e feliz com sua nova missão dentro do clube de seu coração.

Como nos cargos em futebol a gente dorme com ele e acorda sem ele, por motivos não esclarecidos foi dispensado.

Como já estava beirando os sessenta, mas, em plena capacidade física, mexíamos com ele que, com essa idade, não poderia se sair bem pois seus chutes já não eram mais os da maturidade plena , necessários para treinar goleiros.

Ele, porém, até hoje propala que de suas mãos saíram, Danrley, para e meta do próprio Grêmio, Emerson para o Bahia e Murilo para o Fluminense.

Aguardem! Em breve mais historinhas.

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