terça-feira, 19 de setembro de 2017

Homenagem

Foi sepultado no ultimo sábado, 16,no Cemitério do Bairro Cruzeiro,  junto ao jazigo dos  familiares, o corpo do Contador e Advogado Plínio Tonel. Natural de Santa Rosa, residia na cidade de Cerro Largo. Plínio enquanto esteve em Santa Rosa marcou época como jogador de futebol em clubes locais, principalmente o Juventus. Para homenageá-lo, reproduzimos matéria sobre a trajetória de Plínio,  publicada neste blog em 2010. 


PLÍNIO AUGUSTO TONEL


Conhecido no futebol como Plínio Tonel, nasceu em Santo Augusto (20/02/1940). Neto de Pompílio e Josefina Silva, fundadores da cidade.
Com dois anos, foi morar na Estação Esquina (Bairro Cruzeiro) em Santa Rosa, onde passou a infância. Aos 8 anos, foi seminarista redentorista, por 2 anos. Voltou para Santa Rosa, onde concluiu o primário, cursou o ginásio e o técnico em contabilidade, no Liminha(Colégio Santa Rosa de Lima). Nesse período, foi coroinha do Padre Luís Kreutz, em Cruzeiro. Nas horas vagas batia bola com a gurizada da vizinhança. Curtia as férias de inverno, com os primos, na fazenda da avó, em Santo Augusto. O tio, que gostava do futebol, construiu duas goleiras de taquara e nós passávamos o dia com a bola.
Na juventude, morava em Cruzeiro, mas a vida social era Santa Rosa, em bailes nos clubes Concórdia e Cultural . Recorda: “Na época se fazia reunião dançante depois da missa da manhã até o meio-dia.”
Quando juvenil jogou no Cariris FC (dos Maristas). Depois como aspirante no Juventus AC e logo titular, até o licenciamento. Jogou no Paladino e no Aliança. Depois, colaborou na fundação do Juventude do Bairro Cruzeiro, onde foi atleta e técnico. Em 1963, casado, abandonou o futebol e foi residir em Cerro Largo. Atendendo pedido de amigos, em 1968, fundou naquela cidade uma escolinha gratuita. Atendia somente filhos dos amigos. O nome? Juventus AC. Conta: “Fiz uma viagem especialmente a Bento Gonçalves para confeccionar o fardamento. O time terminou quando os atletas saíram para estudos em outras cidades.”
Hoje, Plínio não tem mais ligação com o futebol. Nunca foi dirigente. Desde 1963, reside em Cerro Largo, onde com o filho Guilherme trabalham com escritório de contabilidade.
Casado com Berenice Schneider e desta união nasceram Daniela(45) e Guilherme(43). Casou novamente em 1993 com Annelizze Kitzmann, onde nasceu Henrique(4).
O estudo na vida de Plínio teve uma grande importância. Em 1973, formou-se em Administração; em 1978 em Contabilidade e em 1989 em Direito. Trabalhava o dia todo e à tardinha tomava o transporte em direção à Santo Ângelo. Eram 130 quilômetros de chão batido, ressalta. “Diploma não encurta orelha”, diz Plínio, e ainda diz: ”Para mim foi uma grande conquista, pelo sacrifício e pela força e vontade em buscar do saber”.
Parado definitivamente com o futebol, tornou-se pescador no rio Paraná(Argentina), por 40 anos. “Recorda:” Fiz a ultima pescaria em 2004 e tenho histórias memoráveis para contar, mas, fica para outra oportunidade”.

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

Conferência Municipal de Esportes de Santa Rosa

Chegou a hora de quem gosta de esportes e quer um esporte melhor participar...

"NÃO BASTA PRATICAR. É PRECISO PENSAR O ESPORTE".
Com esta mentalidade vem aí a CONFERÊNCIA MUNICIPAL DE ESPORTES
DE SANTA ROSA.

"Nossa terra, nossos campeões"
A Conferência Municipal de Esportes 2017, é uma realização da Prefeitura Municipal, através da SDCE (Secretaria de Desenvolvimento da Cultura e Esporte), com o apoio da ASPEF (Associação dos Professores de Educação Física de Santa Rosa), da SECTEL (Secretaria de Cultura, Turismo, Esporte e Lazer do RS), do SESC (Serviço Social do Comércio), da escola Polivalente, da PGM (Procuradoria Geral do Município), da UNIJUI e demais entidades esportivas de Santa Rosa. Em 2017, a CME será realizada no período de 01 a 05 de setembro, no auditório do SESC, sendo uma ferramenta extremamente necessária ao desenvolvimento do esporte no município, através dos argumentos expostos na sua vitrine pode-se organizar e projetar o Sistema Municipal de Esportes de uma forma mais democrática e abrangente.
Tendo inicio no dia 01 de setembro, dia do profissional de educação fisica, a conferência se estendera até o dia 05 de setembro com palestras, paineis, cursos e eventos esportivos. Serão discutidos assuntos desde a iniciação esportiva e a educação fisica escolar até a legislação que ampara o profissional de educação fisica e as consequências para a sociedade do exercicio ilegal da profissão. Nos diagnósticos esportivos cada modalidade esportiva terá a oportunidade de discutir a atual situação da sua modalidade esportiva no munícipio e fazer uma projeção para os próximos 5 (cinco) e os próximos 10(dez) anos. Ainda, no intuito de atualizar os profissionais de Educação Fisica do municipio e academicos de Educação Fisica interessados, será disponibilizado um curso de atualizações e regras de Handebol.
Segundo o departamento de Esportes da Secretaria de Desenvolvimento de Cultura e Esporte, ao final da conferência será confeccionado um relatório que servirá de base para a construção do Plano Municipal de Esportes, documento que baliza e direciona as ações esportivas ao longo do ano em nosso município. A entrada para a programação da conferência será 01(um) kg de alimentos não perecíveis e será realizada a distribuição de senhas para os interessados em reservar lugar. Os interessados devem contatar o departamento de esportes pessoalmente ou pelo 55-3512 7875 para a aquisição da sua senha/reserva de acordo com o cronograma da conferência.
Programação (Clique para ampliar)


segunda-feira, 10 de julho de 2017

Futebol Amador

SOCIEDADE ESPORTIVA CRUZEIRO

Bairro Sulina




Nascido em 21 de abril de 1976, por um grupo de desportistas descontentes que saíram do Juventude. A reunião de fundação ocorreu na residência de Arlindo Schallenberger, onde tudo ficou definido para a criação do novo clube.

Como eram poucas as pessoas no inicio, começou a jogar com apenas uma formação, tendo como local dos jogos, o campo do Colégio Salesiano Dom Bosco. Quando, de uma segunda formação, tomou-se uma amplitude maior, agora então com jogos pela região noroeste do estado. Mais tarde, surgiram as formações dos quadros de veteranos e mirins. O primeiro jogo foi disputado na localidade de Ponte Santo Cristo.

Sem sede ainda, as reuniões eram realizadas nas casas dos próprios jogadores. A primeira sede foi uma casa alugada  de propriedade de Otto Zerbin, pai de Arlindo Zerbin, advogado e presidente do Cruzeiro por 16 anos seguidos.




Na nova sede, todas as sextas feiras, eram realizados bingos, como forma de manter o clube em ação e arrecadar dinheiro para se manter e construir a futura sede própria.

O primeiro campo utilizado pelo Cruzeiro para a disputa de seus jogos situava-se na estrada que liga Santa Rosa a Guarani das Missões, a um distancia aproximada de seis quilômetros da cidade em terras de propriedade da família Raiter. Mais tarde o Cruzeiro adquiriu um terreno, onde está a sede atual, localizada no Bairro Sulina. A nova sede foi pago a custo de muitas promoções sociais, com a colaboração de muitas pessoas amigas ligadas ao clube, além é claro, dos atletas e dirigentes e familiares.


Estádio do Cruzeiro do Bairro Sulina


Para a construção do estádio, a comunidade do bairro em que o clube está inserido, ajudava de várias formas. O saudoso desportista Luiz Alberto Aurélio, foi um grande batalhador, assim como Luiz Fernando Dresch, que foi vice-presidente durante os 16 anos de mandato do advogado Arlindo Zerbin.     

Um fato importante e que deve ser registrado, foi quando o Cruzeiro rifou seu próprio terreno para arrecadar fundos para construir sua sede. O fato teve tanta repercussão que o  clube arrecadou cinco vezes mais que o valor do terreno, o suficiente para iniciar a obra da sede e estádio.

Campo e estrutura de vestiários, copa e instalações para promoções sociais. 

O Cruzeiro é um modelo de clube, que de forma solidária,  nasceu, cresceu, construiu sua sede e seu estádio e se manteve vivo, pela força  pelos moradores do seu bairro.

O clube se orgulha de ter tido em seu plantel o atleta Argélico Fucks, conhecido no mundo do futebol por Argel, que atuou em vários clubes brasileiros e no exterior e hoje é treinador de futebol com atividade  em vários clubes do Brasil.

O Cruzeiro não só jogou amistosamente pela região, mas também disputou campeonatos municipais de Santa Rosa. Assim, logrou êxito em 1994/1995 como campeão municipal na categoria veterano; em 1996, campeão municipal na categoria mirim e no ano 2000, campeão municipal na categoria aspirante.                         




                                                      
Na categoria principal, chegou a final de duas competições organizadas no município. A primeira em  2004. Como no ano  não houve disputa do Campeonato Municipal, outra competição, não oficial,  foi organizada, denominada Campeonato da Amizade, que teve como jogo final Cruzeiro e Santos da Vila Santos. O Cruzeiro não foi feliz e acabou como vice-campeão. Em 1998, novamente o Cruzeiro chega a uma disputa final, agora, conta o Ferroviário. Novamente não logrou êxito ficando novamente com vice campeonato.
A bela estrutura da sede e estádio do clube, está  localizada entre o bairro Sulina e o centro da cidade, próxima  ao rio Pessegueirinho.   Embora, não participando de jogos oficiais pelo municipal, cede seu estádio para outras agremiações  lá realizarem seus jogos pelo campeonato. 


 Fonte: Sulina - Olhares que fazem história de Débora Rodrigues.
Fotos  do estádio créditos de Fernando Kronbauer
Fotos dos times créditos de Renato Scheffer

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Futebol Amador

S. E. IPIRANGA F. C.
BAIRRO SULINA 




Fundado em 15 de novembro de 1946, mas registrado somente em 12 de novembro de 1947, criado com finalidade cultural, social e desportiva. Conforme registro em estatuto, são considerados sócios funadores: Natálio Aguiar, Onofre de Bairros, David Novaski, Marçal Kriger, Francisco Ocleis, Ativo Mello, Mauri José Pitrez, Alcindo Pinto, Luiz Braga e Auro Brum Pitrez, este ultimo ferroviário e os outros todos operários.
A Diretoria era assim constituída; presidente Teodomiro Paiva de Oliveira, tendo como vice Francisco Ocleis; 1º secretario Luiz Gonzaga de Oliveira e 2º secretário Adão Monteiro; tesoureiro Dorneles Rodrigues  e 2º tesoureiro  Marcelino Soriani. Conselho Fiscal: Rui Fabricio, Luiz Lenuzza Eggers, Itagiba Rodrigues e Atayde Aguirre.
O nome da nova associação foi sugestão em homenagem as Organizações Ypiranga(livraria e bazar) de propriedade de Adão Monteiro. A nova entidade surgiu para organizar bailes e festas na comunidade da então Vila Sulina, mas logo partiu também para o futebol.
Importantes pessoas se destacaram com seu trabalho ao Ipiranga, entre elas: João Felipe dos Santos, Valdemar Hoffmeister, Luiz Morgenstein, Cristovão Leopoldo Meinerz, Pedro Friederich, Danilo Knebel, Heitor Teixeira, Nerci Rufino da Costa, as famílias Marron e Jurach, entre tantos outros, anônimos ou não que deram sua contribuição voluntária para o crescimento da entidade.
Na área social, na década dos anos 1960 e 1970, os bailes de carnaval do Ipiranga estavam entre os melhores da cidade e o Rei Momo Adão Monteiro com sua Corte marcava presença. 
Uma estrutura na sede social mantém em atividade várias práticas sociais e desportivas entre os associados. 
No futebol, o Ipiranga foi, enquanto ativo um dos grandes esquadrões do futebol amador da cidade, com títulos municipais e um regional.
Um ano após a fundação já media embate com o Paladino FC, o  time da elite da cidade. Segundo o Jornal A Serra dois jogos foram realizados. O primeiro em 20/02/1947 prevaleceu a qualidade do adversário e derrota por 5 a 0.  Já em 25/12/1947, numa partida muito disputada  o Ipiranga, já mais qualificado, foi derrotado por 2 a 3. Vale salientar que o Paladino era então um dos grandes do futebol regional.
Na sua trajetória no futebol, o Ipiranga conquistou vários títulos. O primeiro em 1949 e em 1967 e 1984 mais dois títulos municipais, sendo que em 1983, sagrou-se campeão regional. Em 1986, perdeu o título na final disputada com o Grêmio Santarosense. Em 1984, o titulo veio para a Categoria de Aspirantes. No ano de 1967, foram campeões com o Ipiranga: João, Penicilina, Alcides Marrom, Pedro Turra, Laerte, Zé Gago, Didico, Canhoto, Cisco, Pisca, Valcir Marrom, Nicoletti, Edgar, Nerci e Leopoldo Jurach. O titulo veio ao abater o Serrano pelo placar de 3 a 2 e o Ipiranga apareceu como o "Leão da Várzea". Em 1984, para conquistar o título o Ipiranga venceu  a UBSS(formada por militares) com gols de João Moroni e Moreira e na segunda contenda nova vitoria, com gol de Zé Pedro.

A muitos anos com o futebol desativado, quando em atividade mandava  seus jogos no  campo na baixada, próximo ao rio Pessegueirinho,  ao lado do campo do rival Cruzeiro. A sede social hoje é administrada pela Associação de Moradores e em atividade está localizada em frente a Praça Germano Schmidt, no centro do Bairro Sulina.

Galeria de Fotos - Social

Adão Monteiro espécie de Patrono do Clube e Rei Momo da cidade.

Apresentação das Soberanas do Baile de Carnaval na sede social do Ipiranga.

Inauguração da cancha de bocha na sede do clube

Heitor Teixeira (centro) uma das grandes lideranças 

Uniforme da Ala Feminina do Ipiranga


GALERIA DE FOTOS - FUTEBOL





Grupo de Atletas dom a Ala Feminina do Ipiranga

Campeão de 1967

Campeão 1983/84





O campo onde o piranga mandava seus jogos hoje é ocupado por outra agremiação esportiva.

Ipiranga Futsal

      Fonte: Sulina - Olhares que fazem história de Débora Rodrigues.
Fotos de Jadir Teixeira e Fernando Kronbauer

              

sábado, 24 de junho de 2017

FUTEBOL AMADOR

E. C. COLONIAL

Lajeado Bonito


Em pé da esquerda para a direita: Darci Rodrigues da Silva, Ivo Hilebrandt, Valdomiro da Silva Costa, Adilino Fontana, Lamar Arbelo, Eca, Toninho Fontana e Pedro da Silva Costa. Agachados: Ari Marafiga, Neri Tábile, Eve Kraus, Abrilino da Silva Costa, Eloi Schleimer, Darci da Silva Costa. (Fevereiro de 1976).

Para conhecer um pouco da história desse time, entrevistamos o desportista Abrilino da Silva Costa, filho de um dos fundadores do Colonial.
Conta que seu pai Pedro da Silva Costa, mais os tios e alguns vizinhos, na década dos anos 1950, reuniram-se para fundar o Colonial do Lajeado Bonito. A proposta era de os moradores da comunidade, principalmente os jovens, a pratica do futebol, como um meio de diversão nos finais de semana, onde as famílias reuniam-se para conversar e ao mesmo tempo divertir-se.

O Colonial durante sua existência, que foi até 1985, teve sua sede ou campo de jogo em três locais diferentes. Segundo Abrilino(foto ao lado), o primeiro campo foi no travessão que passava ao lado de um matrizeiro de suínos, na propriedade de Rui Magalhães; o segundo em terras de Andrino Goulart( hoje pertence a  Chiquino Sturm) e o terceiro, perto da minha casa, em terras de Darci Rodrigues da Silva.
Abrilino, disse que desde aos doze anos participou das atividades, como atleta, dirigente e treinador, relata que o Colonial nos bons tempos, embora nunca tenha participado de campeonatos municipais, sempre montava grandes times, segundo ele, verdadeiras seleções; alguns atletas que jogaram para nós, como o Lamar, seu irmão Caio, o Baitaca (que mais tarde foram do Dínamo), o Gringo, Serginho, Sapateiro, Evandir(conhecido como Alto União), entre ouros tantos que marcaram presença no Lajeado Bonito.
 “Jogamos partidas com grandes adversários do município e da região, como aqui em Santa Rosa, o Cruzeiro do Sul, o Prenda, o próprio Dínamo, times de Porto Mauá, Porto Biguá em Alecrim, Entre-Ijuís, naquele campo na beira do rio, assim foram muitos que não dá para relatar todos”, destaca Abrilino.
Depois de deixar o Colonial, Abrilino ainda, como jogador, atuou no Flor do Ipê, da comunidade do Lajeado Ipê, próxima do Lajeado Bonito, onde lá também foi atleta e treinador.
Além do Colonial e do Flor do Ipê, Abrilino vestiu também, como atleta, as camisas do Rio Negro do Lajeado Manchinha e da Associação Guia Lopes. Abrilino também, por 15 anos, depois de parar como atleta, trabalhou como árbitro, voluntariamente, em diversas comunidades da região.
Assim como tantos outros times de futebol do nosso interior, como surgiu, desapareceu, deixando um rastro de história no nosso futebol amador.


Amistoso em dezembro de 1975, no lajeado Bonito, frente ao Cruzeiro do Sul(Vila Pereira/Bairro Cruzeiro). Atletas  do Colonial, da esquerda para a direita, em pé: Chico Fontana, Ivo Hilebrandt, Valdomiro da Silva Costa, Lamar Arbelo, Eca, Toninho Fontana e Pedro da Silva Costa(dirigente). Agachados: Darci Rodrigues da Silva, Ari Marafiga, Neri Tábile, Eloi Schreiner, Abrilino da Silva Costa, Darci da Silva Costa e Eve Kraus.

Agradecemos a colaboração de Abrilino da Silva Costa para a elaboração desta matéria.
Fotos: Abrilino da Silva Costa.

sábado, 17 de junho de 2017

Por Onde Anda

                                      SERGIO WEREMCHUK

SERGIO WEREMCHUK, natural de Santa Rosa, RS, filho de Constante Weremchuk e de Agnes Weremchuk.
 Apelido  – Sequito e/ou Chiquito.
Casamento – Divorciado; do casamento 03(três) filhos: Marcelo; Daisy e Sheila; 06(seis) netos: Rafaela, Diego, Samuel, Eziquel, Eduardo e Felipe.
Grau de escolaridade3.º Grau completo (Bacharel em Ciências Sociais e Jurídicas)-
Como foi a infância (descrever, onde, quando). O que lembra com saudade.
Quando, com 12 anos de idade, do internato em Passo Fundo/RS, no Instituto Educacional (IE) Colégio Metodista; do serviço militar em Santa Maria, RS, no 3.º Batalhão de Carro de Combate- chegando a 3.º Sargento Furriel.
Vida esportiva (onde iniciou e em que clubes jogou – o que recorda desta fase.
Joguei no IE (Instituto Educacional) de Passo Fundo, RS; no Gaúcho F. C. de Passo Fundo, no início nos juvenis e no time principal em 1960 e 1961; encerrando no G. E. Sepé Tiarajú,  clube de futebol amador de Santa Rosa, RS,  treinado na época pelo professor João Lencina Toledo e tendo como presidente e jogador o Sr. Alceu Medeiros. 
Clube(s) pelo qual torce.   Grêmio Foot Ball Porto Alegrense.
Atividade atual – Aposentado e advogado (de processos remanescentes).
Mantem atividade relacionada com o esporte? Somente em Academias (musculação).
Já foi treinador, dirigente ou algo similar? Não
O que faz atualmente? Acompanho processos ainda pendentes da advocacia.   




Colaboração de Raul Meneguini

Clique nas fotos para ampliar.


quinta-feira, 11 de maio de 2017

Gauchão 2017

BETO CAMPOS: da casamata do Carlos Denardin, a campeão gaúcho.


No dia 24 de fevereiro 1964, nascia Gilberto Cirilo de Campos na cidade de São Borja. Como todo garoto, tinha o sonho de ser jogador de futebol. Em 1982 Gilberto,  ou melhor Beto Campos como era conhecido, começou a traçar sua trajetória no futebol, como centroavante. Entre os anos de 1982 a 1987, Beto atuou no São Borja até ser vendido para o Santa Cruz. Em 1988 a pedido do presidente do José Emílio Kruel do Dínamo, Beto foi cedido pelo Santa Cruz por empréstimo para o Dínamo de Santa Rosa para a disputa da segunda divisão. Em 1989 voltou para Santa Cruz e em 1990, retornou ao Dínamo para a disputa da segunda Divisão, após disputou o octogonal final da segunda divisão pelo São Luiz de Ijuí, onde conquistou o acesso. Em 1991 atuou pelo Novo Hamburgo, onde conquistou o acesso, e no mesmo ano também subiu com o Dínamo para a 1ª Divisão do Campeonato Gaúcho. Em 1992 atuou no Pelotas, 1993 no Ypiranga de Erechim, 1994 no Brasil de Farroupilha, 1995 no Esportivo onde conquistou mais um acesso.
De 1996 a 1998 atuou no Santo Ângelo (1996 conquistou o acesso com o Santo Ângelo), após foi pro Passo Fundo onde conquistou mais um acesso para a elite, em 1999 foi para o 15 de Campo Bom, 2000 no Guarani de Venâncio Aires,  2001 no São Luiz de Ijuí e logo em seguida foi para o Juventus onde encerrou sua carreira.
Como jogador, Beto foi o segundo maior artilheiro da história do Dínamo, com 34 gols em três temporadas, perdendo o posto somente para João Luís Pazze Marquez, com 43 gols, e ainda chegou a marca de 7 acessos para a elite do Campeonato Gaúcho pelas equipes em que atuou.
No ano de 2002, Beto iniciou a carreira de treinador frente a equipe Profissional do Juventus, em 2003 assumiu a equipe de Juniores quando disputou a final da Copa James Vidal, contra o Internacional, e ficou com o vice campeonato. Em 2004 e 2005 foi treinador do profissional do Juventus e Três Passos, em 2006 foi para o Santo Ângelo e Tupi, 2007 no  Avenida de Santa Cruz, e 2008 para o Juvenil da Ulbra e atuou como auxiliar técnico do Profissional, em 2009 treinou o Pelotas, 2010 e 2011 treinou o São Luiz de Ijuí, após a disputa da Série A do Gauchão, foi para o Avenida, onde foi Campeão da Divisão de Acesso. No  início de 2013 treinou o Cruzeiro de Porto Alegre, após foi para o Passo Fundo e São José, no ano de 2014 treinou o Caxias no Gauchão e na Série C do Brasileiro, 2015 no Passo Fundo  Seara – SC, 2016 retornou ao Caxias conquistando a Divisão de Acesso. Em 2017 assumiu o Novo Hamburgo equipe atual Campeão Gaúcho de Futebol.


Por Fernando Kronbauer
Foto Crédito Visão do Vale

terça-feira, 9 de maio de 2017

GAUCHÃO 2017

JARDEL LAUERMANN

Um dos grandes pilares desta equipe vitoriosa e aguerrida do Novo Hamburgo é o seu volante, natural de Santo Cristo, Jardel Lauermann, 30 anos, que se destacou pela sua liderança e garra dentro de campo.
Jardel, teve seu início de carreira, com 14 anos,  atuando pelo esportivo de Bento Gonçalves, onde se profissionalizou e atuou até se transferir para o Internacional de Porto Alegre, sendo pouco aproveitado no time principal, se transferiu para o Brasiliense, ainda teve passagens pelo Ceará e o Pelotas, até desembarca em Caxias do Sul para atuar pelo Juventude, equipe o qual atuou por cinco temporadas, sendo campeão do interior em 2011, ainda foi campeão em duas oportunidades da Copinha Gaúcha do segundo semestre. Numa das conquistas Jardel teve a felicidade de fazer o gol do título. Ainda teve a oportunidade de subir o Juventude pra Série C do Campeonato Brasileiro, antes de se transferir para o São Caetano para disputar a Série B, passou ainda por Brasil de Pelotas, Ypiranga de Erechim, até desembarcar no segundo semestre de 2016 em Novo Hamburgo.
Ao ser perguntado sobre o Novo Hamburgo, Jardel comenta: “é um momento único, pois com muito esforço de nós todos (atletas, comissão, diretoria e torcedores), conquistamos a melhor campanha da competição e  disputaamos a final do Gauchão. A cidade nos abraçou, estou muito feliz,  e a todo momento recebo o apoio e carinho de muitas pessoas que não conhecia, e que vem acompanhando minha carreira”.
“Durante a competição passamos por algumas dificuldades, em termos de estrutura, se tratando de uma equipe do Interior. Mas hoje, olhando nossa campanha temos que nos considerar verdadeiros campeões, e no domingo, 07 de maio, entraremos em campo para dar mais um passo importante nas nossas carreiras e vidas. Quero agradecer e deixar um grande abraço a todos que vem me apoiando e torcendo pela minha carreira, ao povo de Santo Cristo e região que está na torcida e dizer que todo esse carinho serve de motivação e inspiração para que eu continue trabalhando forte em busca do melhor espaço”, disse.
Na primeira partida da final, contra o Internacional no estádio Beira Rio ocorreu o empate em 2 a 2. Com o resultado empatado, a partida do domingo, no Centenário, em Caxias do Sul, nos 90 minutos terminou e empate em um gol para cada lado. Nos pênaltis o Nóia foi mais competente(3x1) e se sagrou Campeão Gaúcho de 2017. Jardel foi escolhido como o melhor volante, fazendo parte da seleção do campeonato. Agora, está de malas prontas para atuar pelo Londrina na Série B do Brasileiro. Por esta conquista o Prefeito de Santo Cristo Adair   Filippsen, por decreto, nomeou Jardel Embaixador Honorário da cidade, aliás merecida homenagem dos santocristenses.

Muitas historias aconteceram  na campanha vitoriosa, como esta de Jardel. Como não tinha como se locomover para os treinamentos, seu tio de Canela, emprestou um veículo e junto com mais quatro companheiros na carona se encaminhavam para o local. Como Jardel não tem habilitação, quem conduzia o veiculo era seu colega Julio Santos. O curioso é que o carro nunca foi lavado enquanto esteve com ele, somente agora após a conquista, pois foi uma promessa e esta deveria ser  cumprida.

Colaboração de Fernando Kronbauer
Foto crédito Adilson Germann 

sábado, 29 de abril de 2017

SER SANTA ROSA

SER SANTA ROSA
Santa Rosa em nova fase!

O dia 28 de abril é especial para a Sociedade Esportiva e Recreativa Santa Rosa, pois dá inicio a nova fase do clube. Fundado em 2015, com os dois primeiros anos voltados para as categorias de base e agora, em 2017, O Santa Rosa está de cara nova e dá um importante passo em sua história

ingressando com o Departamento de Futebol Profissional e o Departamento de Marketing.




NOVO ESCUDO

O símbolo faz alusão em seu formato aos brasões da tradição europeia medieval. O desenho em sua parte superior ostenta uma muralha, símbolo de força e firmeza. Este elemento foi inspirado na coroa com detalhes de muralha que faz parte do brasão do município. Os tipos, em caixa alta, destacam o nome Santa Rosa que é sustentado pelas cores do clube: amarelo, azul e grená em colunas verticais e dando a forma do escudo. Dois ramos de louro fazem alusão as conquistas e vitorias que a agremiação irá conquistar em sua caminhada esportiva. Entre os ramos está o ano de surgimento do clube: 2015.



HINO DO CLUBE



O hino oficial do Santa Rosa é uma composição de letra e música de Claudio Joner e conta com a participação de talentos da cidade na gravação original, entre eles Paulo Severo, Flávio Almeida e Vinícius Kunzler, além do próprio Claudio. A letra presta uma homenagem aos antigos clubes de futebol que já desfilaram pelos campos do município e principalmente enaltece o espirito vitorioso e o orgulho do povo santa-rosense.

O hino: 

Santa Rosa
Santa Rosa
Jogamos pra vencer
Temos força e raça – Santa Rosa
É por ti que irei viver!

Santa Rosa
Santa Rosa
Sou tricolor de fé
Amarelo, azul e grená
Fomos feitos pra ganhar

O grito de gol. O som da vitória
Passado e memória dos clubes de outrora
Futuro de glórias
E orgulhos mil

Um só coração. O povo cantando
O mundo girando feito uma bola
Eu sou Santa Rosa
Do sul do Brasil

Santa Rosa
Santa Rosa
Seremos campeões!


BANDEIRA OFICIAL DO CLUBE


Outro símbolo importante do Santa Rosa é a bandeira do clube. Três colunas com as cores amarela, azul e grená marcam o pavilhão. Ao centro da flâmula destaca-se o brasão da SER Santa Rosa.




O UNIFORME

O manto sagrado do Santa Rosa ostenta as cores Amarelo, Azul e Grená. O uniforme número 1 tem a parte superior em azul sustentado por três colunas grená e duas amarelas formando uma combinação única que dá personalidade a camiseta do clube. O calção é azul com meias amarelas. O uniforme 2 é todo em azul com uma faixa no peito com um tom azul mais claro. A camiseta recebe detalhes em grená na parte lateral e o uniforme se completa com calções e meias azuis. O uniforme 3 tem camiseta amarela com uma faixa no peito amarela mais clara, os calções e meias são grená.



A estreia do clube na categoria profissional será no segundo semestre de 2017 disputando a Super Copa Gaúcha. No evento também foram apresentados os Planejamento estratégico do clube para os próximos cinco anos.

O MASCOTE GUAXINIM



Também foi apresentado o mascote do clube - o guaxinim. guaxinim é um animal selvagem,  um mamífero omnívoro. Trata-se de um animal pequeno, talvez um pouco maior que um gato, com garras afiadas e uma cauda grossa com anéis. Por aqui é conhecido também como Mão Pelada.


facebook: https://www.facebook.com/pg/santarosafutebol/posts/ 

site:www.santarosafutebol.com.br

Aguardem, mais novidades vem por aí...

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Homenagem

ANTÔNIO NEY DA SILVA

Enquanto estávamos trabalhando no projeto Por Onde Anda, desta vez com o ex-atleta ANTONIO
NEY DA SILVA, formos surpreendidos com um telefonema de seu filho ANTONIO NEI DA SILVA FILHO, nos comunicando de seu falecimento. Consternados pelo seu passamento, continuamos nossa tarefa, agora como homenagem. Tive o prazer de conhecer o Ney, quando esteve morando em Santa Rosa, tendo-o visto jogar, no ano de 1953, atuando na ponta esquerda da equipe do Paladino F. C., quando os jogos eram realizados no Estádio Municipal do Pessegueiro. Era natural de Porto Alegre/RS, filho de Heitor Dias da Silva e de Nelly Dihl da Silva. No futebol ficou conhecido como Ney Silva.

Do primeiro casamento, com Jussara, nasceram dois filhos: Antonio Nei da Silva Junior e Regis Nei Rodrigues da Silva; em segundas núpcias, com Nair, dois filhos: Antonio Nei da Silva Filho e Sara Regina da Silva.
Segundo ele mesmo nos contou, teve uma infância difícil – família pobre, criado no Bairro Menino Deus e Glória, em Porto Alegre/RS. Aos seis anos de idade para ir a Escola passava na rua ao lado do campo do Nacional F. C., clube de futebol que já naquela época mantinha atletas profissionais e numa dessas ocasiões “encontrei uma bola de treino que se apresentava já bem usada e a guardei em um matagal ao lado do dito campo; ao retornar da Escola levei-a para minha casa e então com ela brincava todas às tardes até ao anoitecer, ficava chutando a minha amiga a bola.” Com muito esforço conseguiu completar o Segundo Grau.

Iniciou sua vida esportiva jogando em Porto Alegre, RS, no clube amador denominado Comercial do Bairro Glória com o professor Pagano, que era amigo e companheiro de Vicente Rau, responsável pela garotada/juvenis do Sport Club Internacional; "em 1947, com quinze anos de idade, fui para o juvenil do Sport Club Internacional, lembro que na época o time de juvenis do Grêmio Fott BallPorto-alegrense era o campeão por mais ou menos uns dez anos consecutivos e naquele ano de 1947 quebramos a hegemonia deles e fomos os campeões; para tanto lembro que foram disputados quatro gre-nais, seguidos um ao outro, sendo dois jogados no Estádio dos Eucaliptos e dois no Estádio da Baixada, para se conhecer o campeão e para minha felicidade fiz muitos gols."

Teve também uma rápida passagem pelo Clube Esportivode Bento Gonçalves; em seguida, já nomeado como Inspetor de Polícia, foi destacado para a cidade de Sobradinho/RS. 


Em 1953, foi transferido para a cidade de Santa Rosa/RS, onde, segundo ele mesmo contou, foi recebido de braços abertos e foi onde iniciou a caminhada de jogador de futebol profissional, "tendo naquele mesmo ano de 1953/1954, integrado a equipe do Paladino F. C., quando da sua conquista do título de Tetra-Campeão da cidade de Santa Rosa, RS."    


O saudoso colaborador deste blog, João Jayme Araujo, no seu Livro, BAÚ DE RELÍQUAS – A Bola Não para, na pagina 66, descreveu sobre a estada de Ney Silva em Santa Rosa, assim: “Entre 1951 a 1960 veio trabalhar em Santa Rosa, como integrante dos quadros da Policia Civil, cuja Delegacia ficava nos fundos da Prefeitura Municipal, junto à Avenida Rio Branco, um cidadão, muito distinto, jovem que tinha o nome de Ney Silva.
Constava, mas não se sabia ao certo, que jogara no Esportivo de Bento Gonçalves.
Estreou como ponta esquerda no Paladino e revelou-se um dos jogadores mais completos que a cidade já vira.

Foi transferido para Pelotas e lá atuou, na mesma posição, pelo Farroupilha, integrando o time que conseguiu ser vice-campeão estadual, em 1959, formando num ataque dos mais efetivos do futebol gaúcho.
(Fotos abaixo)


Em pé: Germano Wust (Presidente), Vilson Codinotti (Treinador), Neri Silva, Lauro Fenner, Darci Zoehler (Nique), Julio Andrade, Ernani Kotlinsky, Decio Zoehler, Nino Cappellari, Napoleão Silva e Zeferino Soares ( Diretor ). Agachados: Helmuth, Carlinhos, Paulo Terra, Charles Joner, Nolly Joner e Ney Silva.



Abaixo, registro  histórico do saudoso  fotógrafo Plínio Luconi,  que retrata a festa do 3º aniversário do Juventus Atlético Clube em 12 de março de 1954.


“Lembro que naquele mesmo ano de 1954 joguei duas partidas amistosas internacionais no Elite Clube Desportivo da cidade de Santo Ângelo/RS, convidado por seu presidente, um advogado famoso de nome João Augusto Rodrigues, cujos jogos foram realizados nas cidades de Oberá e Possadas, ambas pertencentes a Província de Missiones, Argentina (dentro da programação pelos festejos da Independência daquele país).  (Foto abaixo)


Foto na Argentina com o Elite CD de Santo Ângelo. Abaixo, verso da foto acima escrita por Ney Silva, poucos dias antes de falecer e enviada por ele a nós com o objetivo de ilustrar esta matéria. 

"Após fui contratado pelo E. C. São Luiz de Ijui/RS, depois joguei pelo Cachoeira F. C. da cidade de Cachoeira do Sul/RS, onde fomos campeões citadinos; em 1956 fui contratado pelo Esporte Clube Pelotas, da cidade de Pelotas/RS, indicado pelo colega de função o policial Chico, clube que defendi nos anos de 1956 a 1958, 1960 e em 1964; lembro que no ano de 1958 - ano do cinquentenário de fundação do E. C. Pelotas - fomos tricampeões citadinos (fotos abaixo); tive também a felicidade e a honra de atuar como atleta profissional nos 03(três) clubes daquela cidade, pela ordem: Esporte Clube Pelotas, Grêmio Esportivo Brasil e Grêmio Atlético Farroupilha; em todos disputando os campeonatos da 1.ª Divisão de Profissionais do Estado do Rio Grande do Sul; pelo E. C. Pelotas tive o prazer de marcar cinqüenta e sete gols.” (Fotos abaixo)


E. C. Pelotas - Campeão citadino de Pelotas - 1956 - Nesta foto maravilhosa e inesquecível. Em pé: Galego (Treinador), Ary (Massagista), Joãozinho, Spina, Santa Maria, Brauler, Duartinho, Nascimento, Getulio, Duartão, Mario, Carico (massagista); Agachados: Bedeuzinho, Pacheco, Darcy, Jary, Didi, Gabriel, Deraldo, Ney Silva e os garotinhos (mascotes) "-







Em pé da esquerda para a direita: Santamaria, Pacheco, Jari, Getúlio, Saldanha, Joãozinho e Cascudo:  Agachados: Bedeuzinho, Dirceu, Cléo, NeySilva, e Deraldo.


O E. C. Pelotas nos anos de 1956,   1957 e 1958 tinha um grande time proporcionando à sua valorosa torcida, grandes vitórias, vencia os clássicos contra o Brasil com facilidade e até com goleadas.


“Guardo na minha memória com muito orgulho e honra o fato de ter sido homenageado pela Diretoria do Esporte Clube Pelotas no transcorrer das festividades comemorativas do Centenário de sua fundação, fato esse acontecido em 11/10/2008, tendo como local o Clube Brilhante daquela cidade, ocasião em que fui distinguido com uma placa de Mérito Desportivo.” (Fotos abaixo)



Nas fotos acima orgulhoso mostra a placa recebida na Festa Centenária do EC Pelotas

Participando do ponta-pé inicial em jogo comemorativo ao centenário

A importância de Ney para o Pelotas foi evidenciada na seguinte matéria esportiva da  mídia local: “Esporte: Ney Silva virá para o centenário - A direção do Esporte Clube Pelotas já começa a confirmar os nomes dos atletas que marcaram época no Lobão nos 100 anos (1908 a 2008) e que estarão na festa do Centenário no dia 10 deste mês, no Clube Brilhante. No domingo, em Porto Alegre, o goleador Ney Silva, garantiu ao presidente Luís Aleixo que virá com a faixa de tricampeão citadino do cinquentenário do azul e ouro - 1956, 57 e 58. Além dele, já confirmaram presenças: Flávio Minuano, Ademir Alcântara, Valmir Louruz e Oscar Urruty, entre outros grandes craques de todos os tempos. (Sérgio Cabral)” 
Ney trabalhou com os seguintes treinadores, conforme ele mesmo nos relatou: “Lembro que foram meus técnicos: No Paladino F. C. o Sr. Vilson Codinotti, no E. C. Pelotas: Paulo de Souza Lobo (Galego), o Énio Rodrigues e o ex-jogador do Pelotas o Duarte (Duartão); No G. E. Brasil o Sr (?); no G.A. Farroupilha: Rubens Ruaro (Ruarinho) e Hugo Romeu; sempre atuei nas posições de meia-esquerda e/ou ponta esquerda.
Torcedor do Internacional/POA, sempre acompanhou o futebol através da mídia. Comissário de Polícia, aposentado, nunca pensou em ser treinador ou dirigente esportivo. Sempre dizia ser já abençoado por ter sido  jogador de futebol. Dizia estar sempre na felicidade.
Ney Silva está na lista dos maiores artilheiros do Pelotas, com 57 gols marcados nas décadas dos naos 1950 e 1960. É um dos ídolos do clube, foto abaixo.(http://arquivolobao.blogspot.com.br/p/galeria.html )




Ney deixa um legado de amizade e companheirismo, de quando por aqui passou, e dele sempre teremos belas lembranças. Veja só: poucos dias antes de seu falecimento, conversei, via telefone, sobre sua trajetória desportiva. Enviou-nos, via Sedex, recebido por nós, no dia 24.02.2017, as fotos para o seu Por Onde Anda, mas que não conseguiu vê-lo concluído. Quinze dias antes, escreveu a próprio punho, um bilhete, comunicando o envio das fotos. (Abaixo)



Com imenso pesar o Esporte Clube Pelotas, no seu site, no dia 13 de março de 2017, lançou a seguinte nota; "É com imenso pesar que o Esporte Clube Pelotas lamenta a morte do ex-atleta Ney Silva, que atuou no áureo-cerúleo nos anos 50.
Ney fez história no Pelotas ganhando três campeonatos citadinos.
O Clube presta suas condolências à família de Ney Silva e declara luto oficial por três dias, com bandeira à meio mastro."

Fica, aqui, então, a homenagem dos desportistas, seus amigos, do Paladino FC e da cidade de Santa Rosa, que o acolheu.

G.E. BRASIL - Em pé: Osvaldo Barbosa, Baía, Caçapava, Candiota, Canário e Gióvio: Agachados: Edi, Toquinho, Ênio Souza, Birinha  e Pintinho ou Zé Francisco.

1958 - amistoso entre São Paulo FC e EC Pelotas na Boca do Lobo


 1958 - Local da foto: Estádio Boca do Lobo- do E. C. Pelotas.Zizinho (Mestre Ziza) atleta do São Paulo F.C. e da seleção brasileira e Ney Silva atleta do E.C. Pelotas. 
                 
G.A. FARROUPILHA - Em pé:  "Onete, Edelfo, Luiz Carlos, Setembrino, Noel e Valério (lateral direito que depois jogou no Grêmio). Agachados " Celso, Lelo, Nei Silva, Welliton e Zé Francisco - "  Obs. o texto da legenda foi escrito de próprio punho pelo homenageado NeySilva e cita os nomes de Rubens Ruaro (Ruarinho) e Sgto. Hugo Romeu como sendo os treinadores daquela equipe.

Em 1958, o Pelotas recebeu os argentinos do Gimnasia y Esgrima de La Plata
Vitória do Lobão por 5 a 1

08/10/1958 - Estádio: Boca do Lobo - Pelotas - RS
Pelotas 4x3 Fluminense-RJ (Amistoso)
Time do Pelotas: Oscar Urruty, Cascudo, Getúlio Saldanha, Duarte, Cléo, Jarí, Bedeusinho, Dirceu, Barão, Ney Silva e Deraldo.
Gols: Jair Santana (contra), Ney Silva, Deraldo e Dirceu.
Time do Fluminense: Castilhos, Ivan, Pinheiro, Altair (Paulo), Jair Santana, Clóvis, Paulinho, Léo, Valdo (Jair Francisco), Telê e Mozart (Romeu).
Gols:Léo,Pinheiro(2).
A partida caracterizou-se por dois tempos distintos, na primeira o Pelotas avassalador e construindo assim um placar alarmante de 4x0 com gols de Jair Santana (contra), Nei Silva, Deraldo e Dirceu. Porém no período derradeiro o Fluminense introduziu algumas modificações em sua equipe e reagiu valentemente marcando 3 vezes com Léo e Pinheiro,duas/vezes.
Fonte: site do EC Pelotas

Nas fotos abaixo, encontro de Raul Meneguini, em Porto Alegre, no dia 1º de setembro de 2016, para a elaboração do Por Onde Anda com NeiySilva


Ney Silva e Raul Meneguini


Antonio Ney Silva, com Raul Meneguini e  Antonio Nei da Silva Filho

Nota do blog: Agradecimento especial ao saudoso João Jayme Araujo que nos auxiliou na localização do Ney Silva em Porto Alegre. Os contatos para entrevista foram feitos por Raul Meneguini. Vale mencionar, que tudo isso aconteceu poucos dias antes do falecimento de João Jayme Araujo e Ney Silva, a qual prestamos nossa homenagem.

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