quarta-feira, 24 de agosto de 2016

Por Onde Anda

OQUELESIO DOS SANTOS GALVÃO

Nome, local de nascimento, filiação.
OQUELESIO DOS SANTOS GALVÃO, sou natural de Lagoa Vermelha, RS, filho de Ernesto Galvão e de Silvina dos Santos Galvão.
Apelido (se for o caso) – não tenho apelido.
Casamento. Com quem, quantos filhos, netos e etc.
Sou casado com LUZIA GERALDO GALVÃO – temos um filho de nome MAURO GERALDO GALVÃO e um neto de nome DIOGO OLLE GALVÃO.
Grau de escolaridade – Ensino primário.
Como foi a infância (descrever, onde, quando). – foi boa a minha infância.
Vida esportiva (onde iniciou – atuou em que clubes ) – o que recorda desta fase.
Iniciei jogando futebol de campo no Clube União Independente, depois no Clube Tristezense F. C., ambos de Porto Alegre, RS; em 1964 joguei pelo Paladino F. C. da cidade de Santa Rosa, RS, levado pelo Sr. Ernani Kotlinski, a mando do  então presidente daquele clube de nome Dr. Monte Alvar, tendo ajudado na conquista do título citadino daquela cidade do ano de 1964, lembro haver jogado ao lado de Canjica, Chico Cappellari, Lotario Dreher (Patrola), Mineirinho, Mulita; o técnico era o famoso Artur Silva Ribas ( Caiera).

Tristezense FC de Porto Alegre, Oquelesio é o meia esquerda.

União Independente FC de Porto Alegre, Oquelesio é o quinto, em pé, da esquerda para a direita.

Estádio Carlos Denardin - 1965 - Paladino F. C. x Grêmio Portoalegrense. Em pé - da esquerda p/direita: Chico Cappellari, Cléo Souza, ?, Alberto Silveira, Luiz Fortes (Gordo), Paulo Souza, ?, Osmarino, Burrinho, Volmir, Varguinha, ?, Sergio Lopes, Oscar Warth, Airton Ferreira da Silva, ?, Altemir, Canjica, ?.Agachados: Thomas(Pelezinho), Lotario Dreher, Oquelésio dos Santos Galvão, ?, Ivanir Taffarel, Joãozinho, Pinheiro, Alcindo, Pedro Dias (Mulita), Mineirinho, ?, ?.

Clube(s) pelo qual torce -  torço pelo Grêmio Foot Ball Portoalegrense e pelo S.C. Internacional - tal ineditismo  em razão do meu filho MAURO GALVÃO ter sido atleta em ambos os clubes. 
Mantém atividade relacionada com o esporte? Sim, administro o Ginásio de Esportes denominado GALVAO ESPORTE – situado na Av. Ipiranga, n.ºs 543 e 549, em Porto Alegre, RS, telefone 51 3233 3007
Já foi treinador, dirigente ou algo similar? Não.
O que faz atualmente? Aposentado.


           
Colaboração de Raul Meneguini

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Histórias e Memórias

DUQUE DE CAXIAS

O 1º Regimento de Cavalaria Transportado, atual 19º R.C.Mec, foi instalado em Santa Rosa, por ocasião da 2ª Guerra Mundial. Como não houvesse prédio para ele destinado, suas tropas foram divididas, ocupando instalações do CIRCULO OPERÁRIO, CLUBE CONCÓRDIA e CLUBE CULTURAL. A tropa profissional veio de várias Unidades de cidades vizinhas, como Santo Ângelo e São Luiz Gonzaga. Os militares especialistas do Brasil todo.
Qual o aglomerado de brasileiros que não sai, logo, batendo uma bolinha. Aqui não foi diferente. Mas houve um “porém”. Tendo em vista que os santa-rosenses eram em sua maioria nascidos ou descendentes de alemães e italianos, os militares não podiam me misturar. Isto é fazer parte do mesmo grupo. O Clube em evidência por esta época era o Paladino. Os militares fundaram um clube de futebol ao qual deram o nome de DUQUE DE CAXIAS, patrono da força e as cores escolhidas foram o vermelho e o preto, em listras horizontais, talvez, por sugestão do Major Waldir de Ávila e de cariocas que aqui chegaram. As partidas eram com o Paladino e excursionava muito para a Argentina. O time do qual trago memória era assim constituído: Dari, Bertuol e Dino. Berbigier, Waldir e Dari. Celso, Madureira, Wilson Codinotti, Edmar Lima e Cabreira.
Wilson Codinotti, ainda jovem, jogou no Paladino, quando o técnico era Orestes Andretta. Aos 16 anos, como voluntário, incorporou ao Exército. Quando incorporado foi emitida uma portaria pelo Ministro da Guerra proibindo a participação de militares em clubes civis, que vigorou de março de 45 até abril/maio de 49.
Durante 4 anos não pode praticamente praticar o futebol e acabou “perdendo” o ritmo.
Jogou no Duque de Caxias, no Ipiranga e no Paladino, onde foi inclusive treinador.
No Duque excursionavam à Argentina, principalmente a Oberá no dia  9 de Julho data da Independência daquele país.
Recorda que numa dessas viagens jogou de centroavante e pela ponta esquerda o Subtenente Edmar Lima. Dari Sim era o goleiro. Na equipe local atuou um centro médio que era reserva da seleção argentina. No final do jogo, Wilson fez um lançamento para o ponteiro esquerdo Lima. Este chutou forte marcando o gol. As redes eram de arame. Pela violência do chute a bola voltou até a área. Receberam medalhas e recebeu Wilson, o reconhecimento de “condutiere”.
Lembra que seu técnico, Sargento Schulz, no Duque de Caxias, de quando em quando bradava:
- Ave Zacharias....
Colaboração de João Jayme Araujo


sábado, 6 de agosto de 2016

Por Onde Anda

OSVALDO ANTÔNIO BÁRBARO

Nome, local de nascimento, filiação:
OSVALDO ANTÔNIO BÁRBARO, nasci em 11/02/1948 na cidade de Porto Lucena, RS, sou filho de Abrelino Ricardo Bárbaro e de Clara Tereza Bárbaro.

Apelido (se for o caso): não tenho apelido.

Casamento. Com quem, quantos filhos, netos e etc.: um filho e duas netas.

Grau de escolaridade: Sou Bacharel em Ciências Contábeis.

Como foi a infância (descrever, onde, quando). O que lembra com saudade:
Foi ótima. Jogando futebol, pescando, caçando, cavalgando e executando trabalhos caseiros, além de estudar, tudo acontecido no município de Porto Lucena, RS.


Vida esportiva, onde iniciou em que clubes jogou o que recorda desta fase:
Iniciei jogando no Uruguai F. C. de Porto Lucena-RS, depois pelo Paladino F. C. de Santa Rosa, RS, E. C. Aliança de Santa Rosa, RS, Riograndense F. C. de Santa Maria, RS, e no E. C. Internacional de Santa Maria-RS.


Clube(s) pelo qual torce:  em Porto Alegre pelo Grêmio Foot Ball Porto-alegrense, em Santa Maria torço pelo E. C. Internacional  e em Santa Rosa pelo Paladino F. C.  
Atividade atual: Atuo como Contador e empresário no ramo de Transporte de Cargas.

Mantém atividade relacionada com o esporte? Não.

Já foi treinador, dirigente ou algo similar? Somente no Futebol amador.

O que faz atualmente? Trabalho em meu escritório de Contabilidade e administro empresa que opera no ramo de Transporte de Cargas.




Osvaldo vestindo o uniforme do Inter/SM


Uruguai F.C.  de Porto Lucena RS- x Olímpia de Oberá em 06/08/1965 Campo do Uruguai - placar  2x1 para o Uruguai. Osvaldo é o quinto da direita para a esquerda.

Colaboração de Raul Meneguini

quinta-feira, 4 de agosto de 2016

Por Onde Anda

MIGUEL DE QUADROS PAZ

Nome, local de nascimento, filiação. : MIGUEL DE QUADROS PAZ, natural de Santa Rosa, RS, filho de Fermino Rodrigues Paz e de Maria de Quadros
Apelido – Miguelzinho
Casamento. Com quem, quantos filhos, netos e etc.
Casado com Henriqueta Casagrande Paz (falecida), filhos: Altemir de Quadros Paz e Ademir Quadros Paz; neto Wellington  Casagrande Paz.
Grau de escolaridade – Ensino primário.
Como foi a infância (descrever, onde, quando). O que lembra com saudade.
Jogando futebol no campinho da Estação Rodoviária e da Vila Americana,  estudei na Escola Visconde de Cairú, na cidade de Santa Rosa, RS.
Vida esportiva (onde iniciou,  em que clubes jogou – o que recorda desta fase.
Iniciei jogando em Santa Rosa, RS, no Paladino F. C. - como ponteiro esquerdo ofensivo - na época dos presidentes Dr. Monte Alvar Aurelio Rodrigues, Dr. Luiz Lopes Burmeister e Dr. Paulo Laércio Soares Madeira (1967 até 1972), tendo como treinador o Sr. Artur Silva Ribas (Caiera); no Paladino F. C. fui Bi-campeão citadino (1971/1972), lembro-me de um jogo contra o Rolinho do E.C. Internacional de Porto Alegre, treinado na ocasião pelo Sr. Ernesto Guedes, em jogo amistoso onde fiz o gol do Paladino, vencido pelo Inter por 3x1;


Posteriormente, joguei no Tamoio F.C. e Elite Clube Desportivo, ambos da cidade de Santo Ângelo, RS (1973/1978); em 1974 fui campeão citadino pelo Elite Clube Desportivo, lembro-me do jogo decisivo, realizado em campo neutro, contra o Tamoio F. C., vencido pelo Elite pelo escore de 1x0, tendo marcado o gol da vitória.


Legenda da foto acima:
Estádio do Elite Clube Desportivo – Santo Angelo, RS Equipe campeã citadina de 1976
Em pé: Alberi, Polaco, Tomé, Mariano (jogou no Cruzeiro de Belo Horizonte MG), Mauro, Carlos Alberto (goleiro).
Agachados: Capitão, Edorildo, Volnei, Luizinho e Miguel de Quadros Paz

Posteriormente passei a jogar também, pela ordem no  Cruzeiro de São Borja, RS, (1979/1980); Tupi F. C. de Crissiumal , RS, (1981); Cascavel, PR; Guarani F.C. de São Miguel do Oeste, SC (1982/1983);  encerrando a minha carreira no Paissandu, da cidade de Brusque (SC).
Na foto Miguelzinho é o último à esquerda.

Em Novembro de 2013 participei, como homenageado pela Secretaria de Esportes e Turismo do Município de Santa Rosa, RS, em evento denominado Noite da História e Memória do Futebol de Santa Rosa, RS, na condição de ex-atleta do Paladino F.C. – cfe. Foto abaixo, onde aparecem: Wilson Codinotti, Sergio Rodrigues, Charles Joner, Anacleto Giovelli, Irineu Donini, João Adão Mousquer Marques (de apelido Perigoso),  Dr. Paulo Soares Madeira, Mantey (de apelido Polaco), Bartolomeu Neiss (de apelido Pato) e Miguel de Quadros Paz.  (foto acima)

Na foto da esquerda para a direita: Irineu Donini, Paulo Madeira, Miguelzinho e Délcio Steffen.

Em 23 de julho de 2016, por ocasião das festividades pelo transcurso dos 70 anos de fundação do Paladino F. C. de Santa Rosa, RS, fui homenageado pela sua direção em evento realizado em sua sede social, tendo na ocasião recebido a medalha  Comenda de Mérito Desportivo.(foto acima)


Clube(s) pelo qual torce.   Internacional de Porto Alegre, RS
 Atividade atual – aposentado pelo INSS.
 Mantém atividade relacionada com o esporte? Não
 Já foi treinador, dirigente ou algo similar? Não

 O que faz atualmente? Aposentado, resido na cidade Apiúna, SC, há 35 anos.  Fone (47) 9233 2506 ou (55) 9693 8224


Colaboração de Raul Meneguini

segunda-feira, 25 de julho de 2016

SER Santa Rosa

COPA PAULO BAIER : SER Santa Rosa levanta três Taça de Campeão e duas de Vice

No sábado, 23 de julho, as categorias sub16, sub15, sub13, sub11 e sub09 da SER Santa Rosa disputaram na cidade de Coronel Barros as finais da Copa Paulo Baier. As equipes sub15, sub13 e sub09 venceram seus confrontos e conquistaram o título de Campeão. Além das conquistas por categorias, a agremiação da SER Santa Rosa teve as defesas menos vazada em todas as categorias e o artilheiro na categoria sub11.
Confira os resultados:
Sub15 – SER Santa Rosa 3x1 Associação Macleres
Sub9 – SER Santa Rosa (4) 1x1 (3) Associação Macleres
Sub13 – SER Santa Rosa 3x0 Grêmio Cruz Alta
Sub16 – SER Santa Rosa 0x1 Associação Macleres
Sub11 – SER Santa Rosa 1x2 Ipiranga de Sarandi
Como ficou a classificação geral:
CATEGORIA SUB 16:
Campeão: Associação Macleres
Vice Campeão: Ser Santa Rosa
Goleador: Bruno do Rosário - Associação Macleres
Goleiro Menos Vazado: Elvis Krummenauer - SER Santa Rosa
CATEGORIA SUB 15:
Campeão; Ser Santa Rosa
Vice Campeão; Associação Macleres
Goleador; Luiz Diniz - Associação Macleres
Goleiro Menos Vazado; João Pedro Simonetto - Ser Santa Rosa
CATEGORIA SUB 13:
Campeão: Ser Santa Rosa
Vice Campeão: Grêmio Cruz Alta
Goleador: Matheus dos Santos - Grêmio Cruz Alta
Goleiro Menos Vazado: Lorenzo Pigatto - Ser Santa Rosa
CATEGORIA SUB 11
Campeão: Ipiranga de Sarandi
Vice Campeão: Ser Santa Rosa
Goleador: Lucas Aguiar - SER Santa Rosa
Goleiro Menos Vazado: Gabriel Perreira - SER Santa Rosa
CATEGORIA SUB 09
Campeão; Ser Santa Rosa
Vice Campeão: Associação Macleres
Goleador: Riquelme Rodrigues e Dieison Brandão - Associação Macleres
Goleiro Menos Vazado: Felipe Criveleto - SER Santa Rosa
O treinador Fernando Braz frisa que “os resultados positivos da agremiação da SER Santa Rosa na competição só foram possíveis graças a estrutura física e humana que o clube disponibiliza, entre material de trabalho, bem como atletas em evolução”.

 A comissão técnica da SER Santa Rosa é composta pelos treinadores Zéio, Marcelo Brum e Fernando Braz, os preparadores físicos Lucas Cancian e Luís Simão, o preparador de goleiros David Neto, o mordomo Luís Fernando (Seco) e o coordenador técnico Luther.



sábado, 23 de julho de 2016

HOMENAGEM

EVENTO FESTIVO MARCOU OS 70 ANOS DO PALADINO

No sábado, 23 de julho, ao meio dia, na sede social do Paladino Futebol Clube, foi realizado um almoço festivo em comemoração aos 70 anos de existência do clube.
O evento contou com a presença de dirigentes, colaboradores, ex-atletas, familiares e autoridades locais, que desfrutaram de uma tarde de homenagens, onde foram relembrados fatos marcantes que ocorreram na época em que o clube atuava pelos gramados do Rio Grande do Sul.
Durante a cerimônia, o Paladino Futebol Clube recebeu a Menção Honrosa concedida pela Câmara de Vereadores de Santa Rosa.

Também foram homenageados   ex-atletas e colaboradores, com a entrega da Comenda de Mérito Desportivo. Vale ressaltar que o Paladino realiza a entrega desta comenda anualmente e neste ano foram agraciadas as seguintes pessoas: Osvaldo Antonio Bárbaro, Er Mussi de Andrade, Argemiro Kreibich, Miguel de Quadros, Dra. Claudete Capaverde Pereira, Dr. Antílio Fagundes, Sérgio Bueno, José Carlos Rodrigues, Valdomiro de Lima Cardoso e Atanagildo G. Rorato. 




sexta-feira, 22 de julho de 2016

Aniversário

PALADINO 70 ANOS - PARTE IV


O PALADINO DE PAULO MADEIRA

Em continuidade ao Projeto Paladino 70 anos, nada melhor que nesta edição contar um pouco dessa história com uma pessoa que se destacou, não só no clube, mas também na sociedade local. Trata-se de Paulo Laércio Soares Madeira, ou simplesmente Paulo Madeira. Natural de Cruz Alta, Paulo se mudou na juventude para Porto Alegre, onde estudou e serviu a aeronáutica. Durante sua estada na capital um fato curioso, Paulo se tornou tricolor, ao cultivar amizade com os atletas gremistas daquela época.
Em 1959, o DAER (Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem) abriu uma sede em Santa Rosa, a desmembrando de Cruz Alta. “Meu pai me avisou que havia uma oportunidade de trabalho em Santa Rosa, achei que era a melhor chance na vida profissional naquela época e me fui rumo a Santa Rosa para seguir o ramo da família, já que minha família era por tradição de rodoviários. Então, cheguei a Santa Rosa, para ser servidor do DAER. Aqui casei e constitui família”.
Ao ser perguntado o porquê se tornou paladinense, Paulo sorri e responde: “Na capital jogava futebol sete e salão, acho que muito bem, pois atuava pela equipe da Aeronáutica, e até cheguei a jogar no Wallig (equipe que na época era uma expressão do futebol de salão do estado). Aí quando comecei a trabalhar no DAER, era colega do senhor Altidor Medeiros dos Santos, que na época era o presidente do Paladino. Após ficarem sabendo que jogava bem futebol de salão, me convidaram para treinar futebol de campo pelo Paladino. Aceitei o convite, e iniciei os treinamentos, eu era habilidoso, tinha técnica e um bom drible, me colocaram no ataque, jogar como ponta esquerda, fazia jogadas de qualidade e eficiência, mas não tinha resistência para voltar e marcar. O treinador Caieira me achava uma peça fundamental nos jogos fora de casa quando faltava algum jogador, não era aquele jogador para decidir jogos, mas sim, aquele que levava porrada dos adversários, pois era abusado, mas franzino. Um alvo propicio para o adversário. Após um período de treinamentos e jogos, percebi que a minha forma física não me ajudava, e em conversa com Caieira, decidimos que eu não ajudava o esperado pelo clube como atleta, mas como cartola poderia ser muito útil”.
Após a decisão de pendurar as chuteiras, Paulo começou a colaborar na secretaria do clube, passando por vários setores até ser Presidente em 1970/1971.
Em meio a lembranças Paulo se anima a lembrar como a cidade se mobilizava nos dias de clássicos contra o Aliança, “quando os jogos já eram disputados no Estádio Carlos Denardin, a torcida descia em massa pela Avenida America e as quadras ao redor ficavam lotadas de veículos. No final do jogo o movimento se repetia ao inverso, o da volta. Era muita gente, crianças, jovens, adultos, namorados, idosos, famílias inteiras, aos domingos a tarde, se dirigiam aos clássicos. Se transformando num verdadeiro espetáculo”.
Ao ser questionado sobre os melhores atletas e suas qualidades, Paulo frisou vários, mas os seus favoritos que vestiram a jaqueta vermelha, são: Chaqueño; Décio Zoehler, Pato (Bartolomeu Neis), Nique Zoehler e Lothário   Dreyer; Molita (Pedro Dias), Vado e Véio (Valdemar Santana); Charles Joner, Noli Joner e Miguelzinho.  Técnico: Artur Ribas, conhecido como Caieira, que veio de Cruz Alta e aqui se radicou. Segundo Paulo, pode haver controvérsia, mas esta é a sua seleção.
A conversa pendurou, as lembranças despertavam sorrisos no rosto de Paulo, mas um momento o deixou com um ar de angustia, mais precisamente quando foi perguntado, qual o motivo do Paladino parar com o futebol “a situação estava difícil, se tornou muito caro fazer futebol. E, isso não pesou só para Santa Rosa, mas para outras cidades da região e do estado também. Embora amador, os atletas de outras cidades, encareciam nos custos do clube. Era um semiprofissionalismo. E os dirigentes também foram cansando”. 
Com o futebol parado, abriu-se uma janela para outras atividades, com a assistência social. O clube se matem, com renda provindas de alugueis de seu patrimônio. “Hoje, estamos ainda com 10 paladinenses da velha guarda na direção. Os outros já nos deixaram. Por isso, estamos associando jovens, para dar continuidade ao trabalho social que o Paladino vem fazendo”.
O almoço festivo em comemoração aos 70 anos do Paladino que se realizará no dia 23 de julho de 2016, na sede do clube, homenageará  ex-atletas e colaboradores com a entrega da Medalha do Mérito Desportivo, por fazerem parte desta linda história dos 70 anos do Paladino.  Na próxima matéria estaremos divulgando os nomes das pessoas homenageadas.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

Aniversário

PALADINO 70 ANOS - PARTE III

Aliança x Paladino: famoso clássico ALPALque agitava o futebol nas tardes de domingo

A rivalidade é o principal combustível do maior esporte mundia, o futebol! Seguindo esta linha de pensamento o Jornal Gazeta Regional entrevistou o Senhor Raul Meneguini, ex-jogador do E.C. Aliança, por nos contar um pouco das histórias desta rivalidade que havia entre o E.C. Aliança e o Paladino F.C. É a história do clássico contada por um rival.

1.Como eram os clássicos ALPAL?
Inicialmente necessário se dizer que a sigla ALPAL foi e continua sendo uma denominação simplificada para a identificação dos dois clubes de futebol de campo e de maior torcida da cidade de Santa Rosa, RS; assim usada quando dos confrontos entre as equipes do E. C. Aliança e o Paladino F. C., clássicos esses acontecidos, ininterruptamente, no período de 1952 até 1970.
Clássico é Clássico e o ALPAL não fugia a regra, havia muita rivalidade - dentro e fora do campo de jogo - entre os seus respectivos dirigentes, torcedores e atletas; os seus dirigentes se reuniam ordinariamente e até extraordinariamente na semana que antecedia o Clássico ALPAL, e, nelas articulavam, entre si, as possíveis ações do co-irmão, o seu maior rival; a qualquer manobra descoberta vindas do seu adversário - em muitas ocasiões eram até trazidas aos seus ouvidos pelos corneteiros de plantão - provocavam as devidas e indevidas reações; reciprocamente não se temiam, mas, se respeitavam; e, a rivalidade era de tamanha dimensão que era inconcebível que os atletas da dupla ALPAL – nas horas de folga pudessem andar juntos sob pena de se lançar a nódoa da extrema suspeição e o imediato enquadramento como atletas inconfiáveis aos interesses dos seus clubes; o coração batia mais forte, por vezes alguns mais exaltados. Às vezes confusões dentro e fora do campo de jogo. Era Clássico. Fazia parte do contexto. Mas, tudo era dominado e o Clássico continuava ou continuou e, infelizmente acabou no ano de 1970.
Guardadas as proporções, não era menos eletrizante quanto aquele disputado na Azenha e Menino Deus, na capital.
 Os estádios, inicialmente no Municipal do Pessegueiro (1952 até 1954), depois no Campo do 19º RCMEC (1955 e 1956) e finalmente no Municipal Carlos Denardin (1957 até 1970), ficavam com sua lotação esgotada; os ditos Clássicos sempre eram realizados nos domingos à tarde, era uma grande festa.
A divulgação do Clássico dava-se principalmente através da imprensa falada e escrita da cidade, nela o noticiário e as entrevistas com atletas e dirigentes, envolvendo matéria de todos os setores dos dois clubes e até com programas especiais, como o que era realizado na Rádio Sulina, com a sua programação, dirigida pelo departamento de esportes do E. C. Aliança, denominada CLARINADA TRICOLOR.
Os campeonatos municipais eram, naquele período, disputados entre 06 (seis) clubes, Paladino F. C., Juventus A. C.-  E. C. Aliança, G. E. Sepé Tiarajú, Bancários F. C. e o Juventude F. C. 
No período em que aconteceram os clássicos ALPAL (1952 a 1970), somente no ano de 1960 fugiu da dupla ALPAL o título de campeão - a única exceção aconteceu em 1960, conquistado pelo co-irmão o  G. E. Sepé Tiarajú.
Os títulos de campeão citadino de futebol pelo Paladino F. C. aconteceram nos anos de 1952,1953,1961,1962,1964,1966,1967,1970 – totalizando 08 (oito) títulos.
Os títulos de campeão citadino de futebol pelo E. C. Aliança aconteceram nos anos de 1954,1955,1956,1957,1958,1959, 1963, 1965, 1968 e 1969 - totalizando 10 (dez) títulos.

2. Em relação ao futebol atual, o que diferencia do futebol da época?
Nos dias de hoje tudo ajuda para que se jogue melhor o futebol, por exemplo: a bola, os gramados, os salários, os uniformes, as concentrações, os melhores hotéis, as chuteiras, as viagens, tudo. Até a variedade de jogos transmitidos pela TV colaboram no aprendizado, nas informações instantâneas que chegam de todos os centros futebolísticos do mundo. Entretanto, tem muitas coisas para serem aperfeiçoadas. Mas não dá para fazer comparações com antigamente nestes itens que mencionei.
Como lado negativo penso que está, ao meu juízo, nas constantes trocas de planteis, resultando, em conseqüência, na perda de identidade dos atletas na relação paixão ao Clube. Parece-me que antigamente os jogadores se apegavam mais ao clube; torcedores sabiam de cor as escalações do seu time e do adversário e, até a curiosidade do público torcedor que acorriam aos estádios porque queriam também ver os bons jogadores das equipes adversárias.
Outro lado negativo está na inexistência de jogadores que aliam mais a técnica ao físico; hoje quase não se vê mais o craque de futebol com técnica refinada; o que mais se vê nos estádios são atletas que não oferecem ao público o que ele público mais gosta, ou seja, a jogada aleatória (o drible desconcertante, a ginga de corpo, etc.), fugindo do sistema tático pragmático, das jogadas mecânicas.

3. Faça uma relação do Futebol atual x Futebol nos anos 60/70:
Hoje em dia no futebol tu tens que ser muito mais atleta, os espaços diminuíram, a competitividade é enorme. Nos anos 60/70 o mais comum era jogar no 4-3-3 clássico.

4. Conte-nos uma historia do clássico que lhe marcou
Em 1964 jogávamos pelo E. C. Aliança contra o Paladino F. C. o Clássico ALPAL, a partida era de final do campeonato citadino, quem ganhasse o jogo seria o campeão; pela metade do primeiro tempo o Paladino vencia pelo escore de 1x0; numa bola levantada na área do Aliança um choque casual, cabeceamos eu e o Canelão (a dupla de zaga do Aliança), batemos testa contra rosto. Ele continuou no campo de jogo. Eu saí do campo desacordado com corte no lábio superior, fui levado às pressas para o Hospital de Caridade, lá fui atendido pelo Dr. Livio Cecconi; quando retornei já pela metade do segundo tempo o escore do derby já estava em 3x0 para o Paladino F. C.; o nosso técnico Decio Zoehler me olhou e concluiu que mesmo como estava poderia ingressar no campo de jogo, ingressei só que a bola corria para um lado e eu para outro, continuava ainda desorientado. Obs. Naquela época não era permitido substituir qualquer atleta após início da partida. Hoje, tal fato, seria solucionado pela substituição do atleta. Éramos todos amadores no sentido de que queríamos apenas jogar, o que importava era jogar, acima de tudo. Não nos importávamos com mais nada.

domingo, 17 de julho de 2016

Aniversário

PALADINO 70 ANOS - Parte ll

Família Soares e o Paladino

A família Soares está na sua terceira geração de paladinenses. Seu Zeferino, o patriarca, a segunda representada por Clóvis e a terceira pelo Paulo Moacir. Zeferino, um ícone do clube, foi dirigente e torcedor fanático pelo clube.
Seu Zifa, como era conhecido, deixou sua marca, ao ser presidente em 1963. Durante sua trajetória no futebol, foi marcado pela famosa frase: “Quem não é do Paladino é contra o Paladino”, ao invadir um campo e reclamar da arbitragem.  Paulo Moacir Soares, neto de Zeferino é atualmente dirigente do clube e é representante da terceira geração no clube.
Das lendárias histórias do Seu Zifa, o neto Paulo Moacir, relata que estava por acontecer uma final do campeonato citadino. Um clássico AL-PAL (Aliança e Paladino). O arbitro deste jogo seria um militar. Acontece que o referido era viciado numa carpeta. A noite, perdeu tudo no carteado. Por volta das seis horas e meia da manhã, bateu na casa de um alfaiate e de lá ambos se dirigiram a casa do Seu Zifa. Onde, o militar (designado a apitar o clássico a tarde) relatou o que havia acontecido e que necessitava de dinheiro, pois a noite deveria embarcar a Porto Alegre.  Seu Zifa foi direto e logo indagou quanto precisava para amolecer o jogo para o Paladino. Então, o referido árbitro solicitou a quantidade suficiente para a diária e alguma coisa para o jogo. Tudo acertado. Às 16 horas da tarde estava ele em campo para mediar o clássico. Passados 30 minutos, o Aliança já contava com três atletas expulsos. E o jogo continuava com muitas faltas marcadas contra o Aliança. É claro, que o vitorioso foi o Paladino, tanto que o mesmo teve que ser escoltado pelos vitoriosos ao final do jogo até a rodoviária, local de seu embarque para evitar complicações.
A rivalidade entre o Paladino e o Aliança, era grandiosa. As torcidas desciam a Avenida Borges de Medeiros, uniformizadas, portando bandeiras, fazendo festa até a beira do Rio Pessegueiro, local do Estádio da Baixada. Clássico é clássico, muita rivalidade, é claro, o coração bate mais forte, por vezes alguns mais exaltados. Às vezes confusões dentro e fora do campo. Era clássico. Fazia parte do contexto. Mas, tudo era dominado. O clássico continuava.
Ainda, relata Paulo Moacir Soares, que o  Paladino tinha formado a “Ala Feminina”, com 15 moças, Assim,  como a  diretoria, acompanhavam o time na entrada em campo. Usavam um bonito uniforme: blusa vermelha, saia  e tênis brancos  (as cores oficiais do Paladino). Eram as Paladinetes. 
Perguntado sobre quem foi o melhor atleta que viu atuar, Paulo não teve duvidas ao responder destacando  Lotário Dreyer,  conhecido no mundo do futebol como Patrola. Relata que foi um atleta muito habilidoso, pois,  era detentor de boa qualidade técnica. 

Na foto abaixo, de 1957, em amistoso entre Paladino x Inter/POA, à esquerda aparece a ala feminina uniformizada do Paladino.


quarta-feira, 13 de julho de 2016

Aniversário

No dia 21 de julho próximo o Paladino Futebol Clube comemorará 70 anos. Em colaboração com o editor de esportes Fernando Kronbrauer, estaremos a partir de hoje  publicando uma série de quatro matérias sobre o clube.

PALADINO 70 ANOS  
PARTE I

Fundação
Com o desaparecimento do Uruguai F. B. C. (fundado em 1925), não haviam times de futebol na cidade de Santa Rosa. Foi quando chegou à cidade, vindo de Gravataí, Waldemar Simeão, que ficara lotado na Delegacia de Polícia. Juntou-se ao Senhor Norberto Moré, juntamente com os filhos deste, Dino e Arnildo, fundou em 21 de julho de 1946, o Paladino Futebol Clube, mesmo nome do clube que ele atuava em Gravataí, escolhendo como cores o vermelho e o branco.

Passada a fundação elegeu-se a primeira Diretoria que ficou assim constituída: Presidente: Norberto Moré; Vice-presidente: Alberto Samaniego (Paraguaio); 1º Secretario: Reneu Steffen; 2º Secretário: Jacob Mander; 1º Tesoureiro: Alfredo Moré: 2º Tesoureiro: Valdemar Simeão.

Jogos
O Paladino iniciou suas disputas com jogos no Estádio da Baixada do Pessegueiro, onde está hoje localizada a Fratelli (a fábrica nova). Em 1955, uma enchente destrói a Baixada e os jogos passaram para o campo do Exército. Com a construção do Estádio Carlos Denardin, os jogos passaram a ser disputados no estádio, onde eram realizados amistosos contra o Oriental de Três de Maio, Aurora de Cerro Largo, Grêmio e Elite de Santo Ângelo, dentre outros.

Rivalidade
Em 1952, nasce seu maior rival, o E.C. Aliança. Nas décadas dos anos 1950 e 1960 disputaram clássicos memoráveis, conhecido como AL-PAL, sempre com casa cheia e com torcidas inflamadas, originando uma grande rivalidade entre os dois clubes.  O que gerava grandes discussões entre os torcedores, para definir quem era o melhor.  Sendo o ponto de encontro  o Café Central, na Avenida Rio Branco, que além do futebol discutiam política e outros acontecimentos da cidade.

Campeonato Citadino
Nas décadas de 1950 e 1960 era disputadíssimo o Campeonato Citadino em que participavam o próprio Paladino FC, o EC Aliança, Juventus AC, GE Sepé Tiarajú, Juventude FC do Bairro Cruzeiro e ABC (Atlético Bancário Clube). A hegemonia era disputada mesmo pela dupla AL-PAL, apenas uma vez quebrada em 1960 pelo Sepé Tiarajú. O campeão representava a cidade no campeonato estadual de amadores.

Dupla Grenal
Em 1957, o Paladino trouxe para Santa Rosa, o SC Internacional de Porto Alegre, para um jogo amistoso. No Inter, jogavam: Alfeu. Kim, Joaquinzinho e Silveira entre outros. Também jogou com o Grêmio em 1965 (o Grêmio já havia estado aqui na inauguração do Carlos Denardin enfrentando a seleção local). No tricolor atuavam os atletas: o goleiro Alberto, mais Altemir, Sergio Lopes, Volmir, Joãozinho, Alcindo e o grande zagueiro Airton (o placar foi de 5 a 1 para o Grêmio).
Conquistas
O Paladino é detentor de um patrimônio de conquistas invejável: No Campeonato Citadino foi, Campeão em 1948; Tetracampeão em 1950, 1951, 1952 e 1953; Bicampeão em 1961 e 1962; Campeão em 1964; Bicampeão em 1966 e 1967 e Tricampeão em 1970, 1971 e 1972. Bicampeão da Taça Prefeitura de Santa Rosa em 1970 e 1971. Em 1964, foi campeão da Chave 4 - Série Amarela, do Campeonato Estadual de Amadores. Vice-campeão Estadual de Amadores em 1964, quando perdeu a decisão para o Pampeiro de Soledade, numa decisão de três jogos: o primeiro jogo em casa vencido por um a zero,  o segundo derrota em Soledade e o terceiro em campo neutro, Cruz Alta,  com um gol de penalidade máxima do adversário deixou escapar o titulo.

Patrimônio
Em 1973 acontece a fusão entre os clubes Paladino, Aliança, Juventus e surge a ASRE (Associação Santa-rosense de Esportes), mas o Paladino preserva a sede  seu maior patrimônio. Em 1976, nos festejos do 33° aniversário, inicia as obras da nova sede na Rua Santa Rosa, inaugurado em 1979, com a presença de autoridades locais. Segundo o seu presidente, Irineu Donini, o Paladino encerrou suas atividades no futebol em 1979.
Em 2014, com a atualização do estatuto pelo novo Código Civil, o Paladino cria o Departamento de Assistência Social, podendo então fazer prestação de serviços com cunho social, abrigando nas suas dependências os grupos dos Alcoólicos Anônimos e dos Narcóticos Anônimos. 
Presidentes
1946 – Norberto Moré; 1947 – Valdemar Zenni; 1948 – Mário Lucena Borges; 1949/1950 – Germano Wüst; 1951 – Salvager Maraskin; 1952 – Ernani Kotlinski; 1953/1954 - Germano Wüst; 1955 – Carlos Denardin; 1956 – Avelino Lavarda; 1957 - Ernani Kotlinski;  1958 - Salvager Maraskin; 1959 – Demetrio Barcellos Xavier; 1960 – Manuel Camilo dos Santos; 1961 – Monte Alvar Aurélio Rodrigues; 1962 – Wilson Gomes; 1963 – Zeferino Soares; 1964 a 1966 -  Monte Alvar Aurélio Rodrigues; 1967/1968 – Luiz Lopes Burmeister; !969 – Joaquim de Quadros; 1970/1971 – Paulo Laércio Soares Madeira; 1972 - Altidor Medeiros dos Santos; 1973 a 1990 – Monte Alvar Aurélio Rodrigues; 1991 a 1993 -  Paulo Laércio Soares Madeira; 1994 a 2016 – Irineu Elias Donini.
Quem não é do Paladino é contra o Paladino
O fato marcante para a história do clube foi protagonizado por Zeferino Soares, torcedor fanático, Segundo o historiador João Jayme Araújo a origem do fato, teria acontecido num jogo contra o Oriental na cidade de Três de Maio. Conta que em jogo amistoso, Zeferino entendeu que o árbitro estava prejudicando sua agremiação. Com os campos da época não havia alambrado, apenas corrimões, não teve dúvidas, invadiu o gramado de forma ostensiva se dirigiu ao arbitro do jogo, bradando: “Quem não é do Paladino é contra o Paladino”. É claro que o arbitro convidou a se retirar, mas o refrão ecoou pela idade e é lembrado até hoje pelos saudosos torcedores do Paladino.


sábado, 21 de maio de 2016

Histórias e Memórias

Juventude FC. da Vila Cruzeiro, hoje Bairro de S.Rosa.

Hoje aniversário do Juventude, lembro da última ´participação do clube em jornadas esportivas que foi em 1970, no Campeonato Estadual de Amadores, com Tabajara de Tuparendi, Botafogo de Santo Cristo, Aurora de Cerro Largo, Paladino e Aliança de Santa Rosa. O último jogo foi em Cerro Largo, ganhamos de 2 x 1, com gol olímpico da ponta esquerda, por mim cobrado. O lateral esquerdo que depois jogou no Cruzeiro/MG, o Mariano, jogou naquela contenda. Eu era jogador, capitão, treinador, tesoureiro e até o fim do certame, eu era o faz de tudo da equipe. Lembro que, o Dr. Alvírio Scalco, do PTB, prefeito, adversário político de meu pai, bancou a metade do ônibus, senão não teríamos condições de enfrentar o último compromisso desse lindo e nostálgico clube, por onde passaram tantas gerações de futebolistas eméritos.

Giruá, RS, 10.05.2016
Mílton Harvey Schwerz

Hoje o Juventude estaria completando 61 anos.


terça-feira, 3 de maio de 2016

Lembranças....

Olá, amigos! Recebemos depoimento de um ex-atleta que integrou o plantel do EC Real Madri de Santa Rosa, nos bons tempos, que hoje à distância,  retém na memória os bons momentos vividos. Nego Marafiga, como era conhecido no futebol, hoje reside em Dourados/MS, nos enviou este depoimento, no qual o reproduzimos na íntegra: 



"Tive oportunidade de participar por muitos anos desse grande clube de futebol REAL MADRID eu sou o (NEGO MARAFIGA) estive em 1977 com apenas com 17 anos no banco de reservas quando SERGIO CACHORRO fuzilou ADÃO GNATTA goleiro da época do DÍNAMO em um jogo de muita luta por parte de ambas as equipes, também estive em campo em PORTO LUCENA onde após o jogo fomos atacados pela torcida adversária onde meu saudoso pai OLIVIO MARAFIGA foi atingido e acabou tendo seu braço esquerdo quebrado, estive em Campo também em SANTA ROSA quando em substituições erradas feitas pelo então treinador OSVALDINO me tirando juntamente com o saudoso TABORDA no intervalo do jogo onde o placar era favorável a nós por 1x0 acabamos por perder a final dentro do ESTADIO CARLOS DENARDIN pelo placar de 2x1 estive em campo também em SANTA ROSA e em CAMPINAS DAS MISSÕES nos dois jogos realizados naquela cidade onde ali se encontravam em torno de 3.000 pessoas sem nenhuma segurança aos jogadores e dirigentes do REAL MADRID. Realmente tínhamos uma equipe de respeito como saudoso SACI que ao findar o campeonato foi morar em CAMPINAS e defender as cores do clube daquela cidade, era escalado mais o menos assim CARLOS- VALCI- CLAUDIO MAROSTEGA- TATO MORONI- NEGO RECALCATTI- VALMOR- SACI- TABORDA- NANICO- NEGO MARAFIGA- SERGIO CACHORRO- CHICO TIMM opções de banco SANTINHO - VALMOR - MILTON MARAFIGA - LUIS COUTINHO - e muitos outros todos em condições de jogar igual aos que começavam jogando, tivemos uma semifinal contra uma equipe de TUCUNDUVA onde ganhamos lá o primeiro jogo por 1x0 e no jogo em casa perdíamos por 2x0 no primeiro tempo logo no inicio do segundo tempo fizemos o primeiro gol e num sufoco aos 45 minutos numa falta o CLAUDIO MAROSTEGA acertou grande chute de falta e empatou o jogo e classificamos para a grande final contra CAMPINAS, antes disso o Osvaldino havia dito no vestiário que caso perdêssemos colocaria fogo nas camisas após o jogo dentro de campo e acabaria com aquele clube, mas se caso classificássemos atravessaria o CARLOS DENARDIN virando cambalhota e foi o que fez ao terminar o jogo, são histórias que trazem muitas saudades nos dias de hoje e se ficar aqui escrevendo tenho assunto pra muitos dias. Então aqui ficam meus agradecimentos a todos que fundaram essa pagina e dizer que fiquei muito feliz quando a descobri e que podia ser mais divulgada para que cada um que contribuiu para que existisse essa história do futebol Santa-rosense pudesse colocar um pouco do que viveu nesses gramados da nossa região do Alto Uruguai, por exemplo meu cunhado NERI FERREIRA CORREA o (GRIFU) chegou a ser considerado melhor jogador do interior do RIO GRANDE DO SUL e não tem nenhuma divulgação pela grande contribuição que teve sua pessoa para história e tantos outros que fizeram história no gramado do ESTADIO CARLOS DENARDIN como por exemplo (PERIGOSO) que jogou no DINAMO (ZÉ PEDRO) do IPIRANGA DA SULINA (TONINHO) do Palmeiras da Glória (NANICO) Real Madrid (BAITACA) Dínamo e por ai a fora são tantos outros, mas fica aqui meu grande abraço a todos com quem tive o prazer de jogar junto ou mesmo como adversário que todos fiquem na Paz  DO NOSSO SENHOR DEUS."


Nosso agradecimento a Nego Marafiga.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Futebol Amador

ESPORTE CLUBE TARUMÃ
Bairro Timbaúva.

Conforme gravado no seu escudo o Esporte Clube Tarumã, foi fundado em nove de fevereiro de 1988.
O time da família Martins, do Bairro Timbaúva, sempre montou bons plantéis com o propósito de não só fazer boas campanhas, mas também conquistar títulos. E, foi o que aconteceu, enquanto esteve em atividade, tanto no futebol de campo como no futsal.
No futebol de campo, após tentativas frustradas não logrando êxito em finais disputadas, em 2007 chegou a sua vez. Num campeonato em que participaram doze agremiações do município de Santa Rosa, com uma equipe experiente e de boa qualidade técnica, na semifinal suplantou a equipe da Associação Atlética Real e se credenciou para disputar a final, tendo como adversário o Esporte Clube Farroupilha do Lajeado Reginaldo. Nesta mesma temporada ainda foi mais  vitoriosa, conquistando também o titulo na modalidade de Aspirantes.
Na final, um grande público se fez presente no Estádio Carlos Denardin, para festejar a vitória de goleada de 4 a 1 sobre o Farroupilha. Título este, muito festejado por direção, atletas e torcedores alvinegros do Bairro Timbaúva.
Outra modalidade do esporte coletivo que o Tarumã, mantém, em parceria com empresas locais, é o futsal, mas em situação sazonal, quando é disputada a Taça Noroeste de Futsal. Na modalidade futsal o Tarumã é pentacampeão, sendo que alcançou os títulos em 2001, 2006, 2007, 2011 e 2012, Para as conquistas sempre em seu plantel teve atletas que disputavam  campeonatos importantes no Brasil.

No Tarumã aturam atletas como Martins, que disputou o campeonato gaucho por varias temporadas em vários clubes, como Dínamo, São Luiz e Brasil/Pe. O arqueiro Danilo, que que passou pela base do Inter/POA, disputou futebol de campo no Dínamo como profissional e depois foi para o futsal,  atuando em grande equipes do Brasil e inclusive vestindo a camisa da seleção brasileira da modalidade. Danilo tem na sua carreira vitoriosa vários títulos nacionais e internacionais.

Títulos

Campeão Municipal Categoria Principal 2007
Campeão Municipal Categoria Aspirantes 2007

Campeão Taça Noroeste de Futsal 2001
Campeão Taça Noroeste de Futsal 2006
Campeão Taça Noroeste de Futsal 2007
Campeão Taça Noroeste de Futsal 2011
Campeão Taça Noroeste de Futsal 2012


Campeão Municipal de 2007

Campeão da Taça Noroeste de Futsal 2012