sábado, 28 de março de 2015

Futebol Amador

ESPORTE CLUBE DANÚBIO AZUL 
LAJEADO CAPOEIRA

A comunidade ordeira e trabalhadora do Lajeado Capoeira, viu nascer em 1962 seu clube de futebol: o Esporte Clube Danúbio Azul.

Colonizada por descendentes de imigrantes italianos, Lajeado Capoeira possui uma característica diferenciada de outras comunidades rurais, por estar muito  mais próxima  da sede do vizinho município de Tuparendi(5 km),  do que a sede de seu município Santa Rosa(13km). Por isso, por várias vezes, aproveitou a aproximação com Tuparendi e de lá trouxe atletas que despontaram no clube alvi-azul.

Sua maior glória ocorreu em 1973, quando se tornou campeão municipal de Santa Rosa pela primeira e única vez.

A decisão foi contra a grande equipe do Frigorosa, que já havia conquistado uma seqüência de títulos: 1969. 1970, 1971 e 1972.

O título veio em jogo muito disputado. O Frigorosa(Frigorífico Santarrosense SA),  era uma equipe muito bem entrosada e com grande qualidade técnica. O Danúbio por sua vez, com a garra interiorana, superou a equipe adversária e assegurou o titulo, quebrando a hegemonia do adversário.
 Entrega da taça de campeão após o término do jogo no Carlos Denardin, com a presença dos vice campeões do Frigorosa.


Atletas que participaram da conquista: Vilson Polla, Dirceu, Plínio, Lauri, Luiz Polla, Artémio, Laurindo Cordebella,  Laurindo, Claudino, Tiago Pezzy, Lambari, Ivo Galera, Lori Galera, Abrelino Gaviraghi e Zelindo Gasparetto.

 Até a charanga compareceu para a festa.


Vale ressaltar que treze equipes tradicionais do nosso futebol amador participaram do campeonato naquela edição, entre elas, o Ipiranga da Vila Sulina, o Comercial do Bairro Cruzeiro, Olaria do Lajeado Grande, o Primeiro de Maio da Vila Planalto, o Real Madri da Vila Santos, o Cruzeiro do Sul  e o Palmeiras da Vila Glória e os finalistas Danúbio Azul e Frigorosa. O campeonato ainda contava com o Serrano, Figueira, Operário e Racing da Vila Flores. 

 S.E. Rocinha foi o clube padrinho das faixas.

 Agora com a faixa no peito, atletas posam com os visitantes.

 Equipe campeão de 1973 posando com as faixas.


Foi um titulo muito festejado pela comunidade, que atualmente, ainda é lembrado com muito orgulho, por aqueles que participaram daquele momento histórico vivido no Estádio Carlos Denardin.

Em 1974, o Danúbio Azul bem que tentou repetir o feito do ano anterior, mas foi eliminado nas semifinais pelo Guarani de Pessegueiro que se tornaria o campeão com uma vitória sobre o Pentágono. A semifinal foi muito aguerrida. Depois de o Guarani abrir o placar a seu favor em dois a zero, o Danúbio buscou heroicamente o empate, sofrendo o terceiro gol nos minutos derradeiros, ficando assim fora da disputa do titulo.

Em 1986, O CMD (Conselho Municipal de Desportos),  organiza o Torneiro da Amizade. Para a disputa foram convidados: Danúbio Azul, Flor da Serra do Campo da Aviação, Olaria do Lajeado Grande e Radar do Lajeado Tarumã. Disputou um jogo extra com o Olaria, em campo neutro, no estádio do Tabajara em Tuparendi, onde foi derrotado, não se qualificando para a final, que foi disputada entre Olaria e Flor da Serra. O empate em um gol deu o titulo ao Olaria.

O Danúbio Azul, embora atualmente desativado no futebol, possui uma boa estrutura (foto acima)  com um belo gramado, com alambrado, vestiários com túnel de acesso ao campo, raro de se ver em clubes do interior. Estrutura essa localizada junto à comunidade Santo Antônio.   Segundo Eloi Bedendo, atualmente um grupo de atletas da comunidade continuam jogando futebol sete. Quanto ao futebol de campo acontece apenas um jogo festivo por ano, onde todos que já jogaram no Danúbio Azul, lá se encontram para uma confraternização. 

              Acima e abaixo ex-atletas em confraternização.


 Conversando com moradores por que do fechamento do futebol de campo, nos responderam: o esvaziamento de pessoas na comunidade; famílias venderam suas terras,  seguiram outros rumos em busca de  novas oportunidades de melhorar a vida; saída dos jovens para estudar na cidade, retornando apenas para visitar os familiares que aqui permaneceram; a nossa comunidade tinha mais de cem famílias, hoje não passam de quarenta, ficou poucos moradores.  Não há pessoas suficientes para a formação de um grupo que possa tocar o futebol. Lajeado Capoeira não está sozinha, a maioria das comunidades organizadas no meio rural diminuíram com o êxodo rural. Fecharam escolas, times de futebol, comércios locais, entre outros. Vivemos um novo tempo.
Agradecemos ao Professor Elói Bedendo pela colaboração.

Comunidade comemora 100 anos:
Em 1915, logo após a criação da Colônia Santa Rosa, com sede na Vila 14 de Julho(hoje cidade de Santa Rosa), chegaram as primeiras famílias oriundas de Guaporé e se instalaram próximo do Rio Santa Rosa, a 15 quilômetros da sede. Foram as famílias : Capellari, Lorenzato, Strapasson, Radin, Guazin e Faccin. Logo os colonizadores se preocuparam com a educação dos filhos e a espiritualidade e criaram a escola e a igreja em 1917. O primeiro professor foi Antonio Barella e o primeiro presidente da comunidade foi Santo Lorenzato.Atualmente o líder da comunidade é o senhor Reinoldo Gottardo, comerciante do local. A comunidade tem Santo Antonio  como padroeiro. O nome da localidade vem da existencia de um córrego próximo, que faz limite com o município de Tuparendi e que se denomina Lajeado Capoeira. Nas festividades de comemoração dos centenário no mês  de junho de 2015, foi inaugurado o calçamento da via principal, uma antiga aspiração dos moradores. Na foto acima: à esquerda o salão comunitário e o comercio de Reinaldo Gottardo e à direita a igreja Santo Antonio. Esta foto foi tirada antes da execução do calçamento.

sábado, 21 de março de 2015

Santa Rosa Campeão


Parabéns a SER Santa Rosa pela brilhante conquista.

sexta-feira, 20 de março de 2015

Futebol Amador

ESPORTE CLUBE CARAVELI


O Caraveli deve ter surgido por volta do ano de 1970. Recorremos, para saber mais, aos escritos do historiador, advogado, tradicionalista, político e desportista  Antonio Ailton Torres de Paula.

No seu livro que carrega o titulo  CAUSOS DE FATOS, relata sobre a existência desta agremiação esportiva. O autor, que no meio esportivo, na época, era conhecido como Airton, atuava como atleta, ainda moço, em pequenos campos de  meio terra e meio grama, até ser convidado pelos dirigentes do Caraveli, à integrar o plantel. Como ele mesmo narra, foi a primeira equipe organizada a atuar como atleta, que mais tarde jogou no Grêmio Santa-rosense, Olaria e o Prenda(veteranos). O Caraveli, naquele momento, era dirigido pelo presidente João Maria e o grupo era treinado pelo mestre Didi, antigo jogador meia-cancha  do Ipiranga.

Descreve, em sua obra: ”Comecei a jogar no segundo time do Caraveli, onde lembro de alguns companheiros, como o velho Marron, o Porco, o Hélio, Sérgio Massulini, Clóvis, Nego Luís, Airton, Niltinho Abreu, Cézar, Carlos e o Sérgio Polaco. Mais tarde, passei a integrar o time titular do Caraveli,  no qual jogavam o Ties(Arlindo), Tonho, Elpídio, Cabo Müller,  Airton, Osmar, Papá, Adão Beiço, Irany, Neri Bastos, Chicão, Caio Chitolina, Luís Marino, Nilton Paz, Cezar, Pelé e o Müller”.

Durante as andanças pelo interior, em jogos amistosos, um fato curioso aconteceu em Cândido Freire. Isto deve ter acontecido em dezembro de 1970. “Chegamos com o ônibus lotado, onde fomos recebidos com um caloroso foguetório e conduzidos para baixo de uma figueira, que serviu de “vestiário”. A poucos passos dali, uma cerca servia para alguns jogadores pendurarem suas roupas, enquanto jogavam”.

Segue dizendo: A peleja transcorria normal, quando Adão Beiço, correndo deixou o campo em direção à figueira. O motivo: uma vaca estava mascando sua camisa. Armou um confronto com o animal na tentativa de resgatar sua camisa. Com ajuda dos companheiros, Adão conseguiu reaver sua camisa em frangalhos, sobrando apenas a gola e as mangas em bom estado, pois o restante nada sobrou.  Quando da lamentação, Adão Beiço era consolado pelos amigos. Não houve outra forma, a não ser adquirir nova camisa e esquecer o infortúnio.  Quanto ao Caravelli, a muito tempo está extinto.

Fonte: Livro Causos de Fatos, de autoria de Antonio Ailton Torres de Paula.

sábado, 14 de março de 2015

Flâmulas

FLÂMULAS DE CLUBES DE SANTA ROSA 
 ANOS 1950














S.E. CONCORDIA
Campeão Estadual de Bolão em 1959



Em homenagem aos desportistas do vizinho município de Giruá, publicamos flâmula do 
E.C. AIMORÉ


terça-feira, 3 de março de 2015

Futebol Amador

ESPORTE CLUBE OLARIA
LAJEADO GRANDE 

  Acima, foto do time Campeão Municipal Invicto em 1968.

Tendo como sede um campo de futebol na área da indústria oleira pertencente à família Waldow, em 1951, surge o E.C. Olaria, que ficou mais conhecido como Olaria Waldow.  Obteve a sua maior conquista em 1968, com o titulo municipal de forma invicta, obtendo vitórias importantes sobre clubes tradicionais da cidade. 

 
A  colocação das faixas de campeão(foto acima) teve como padrinho o E.C. Aliança que disputava o estadual de amadores.   

Atleta Darci Pereira da Silva,  com a faixa de campeão em 1968.

1978 - jogo amistoso em Santa Cruz do Sul/RS: Gomercindo Pereira(um dos fundadores), Valdir Dani, Aroldi, Alfeu Camargo, Airton, Valdir Burro, Lotário e Gaspar Casagrande: Henrique, Dalgiro, Bliga Dani, Kika e Luís.


Em 26 de janeiro de 1986, conquistou  o titulo do Torneio da Amizade, ante o Radar do Lajeado Tarumã. O jogo acabou no empate com o placar com um gol para cada lado. O Torneio foi organizado pelo CMD  local. A final foi no campo do Olaria, que chegou a final num jogo extra contra o Danúbio Azul do Lajeado Capoeira, em campo neutro, na cidade de Tuparendi.  Na decisão o Olaria marcou primeiro através de Djaime aparando um cruzamento de Luizinho. O empate do Radar veio na segunda etapa com um gol contra de Paulo Castilhos, ao atrasar mal uma bola para o goleiro Danilo, acabou nos fundos da rede. Com o empate o Olaria conquistou o titulo do torneio. O time do título: Danilo: Cepo, Paulo Castilhos, Ico e Irineu(Aroldi)(Egon); Carlos Peixe e Djaime: Côco, Toni(Bliga) e Luizi

Mais fotos do E.C. Olaria:






Nota do  Blog: Além do Olaria do Lajeado Grande, por algum período, houve na historia do futebol de Santa Rosa, mais duas agremiações esportivas,  com tal nomenclatura: o Olaria da Esquina Guia Lopes, talvez o mais antigo, há décadas desativado e o Olaria do Lajeado Figueira. Este fundado por um grupo de trabalhadores, tendo, entre outros,  um dos lideres Paulino Curuta, da olaria localizada as margens do Lajeado Figueira, próximo a Vila Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Cruzeiro, mas que tinha sua sede (campo) na comunidade do Lajeado Figueira, situada a mais ou menos dois quilômetros da indústria oleira. Muitos atletas do Paladino FC, da cidade, quando de folga dos campeonatos (amador do estado) ou amistosos, reforçavam o plantel do Olaria. Este manteve suas atividades na década dos anos 1960, posteriormente encerrado suas atividades.