sábado, 29 de setembro de 2012

ARTIGO

FUTEBOL, EDUCAÇÃO E EXODO RURAL.


Alguém perguntará o que isto tem haver em comum? Qual a relação entre si? Do ponto de vista analisado, tem muito sim. Traço um registro histórico. Na colonização de Santa Rosa, a agricultura de forma mais  rudimentar e de subsistência, com a comercialização dos produtos como forma de renda familiar. O trabalho penoso fazia com que as comunidades, em mutirões resolviam os problemas. Construíram igrejas, escolas, fundaram times de futebol, salões comunitários, etc. No segundo momento, no final da década dos anos 1960 e inicio dos anos 1970, com fortes subsídios, a agricultura foi estimulada para a mecanização com a prática monocultura (trigo/soja). Grandes cooperativas, incentivadas pelo governo, foram criadas. Em contra partida acabaram-se as pequenas cooperativas e os bolichos das esquinas e dos cruzeiros, que compravam e vendiam ou trocavam mantimentos e insumos, abastecendo os agricultores. A mecanização gerou um excedente na mão de obra familiar. Muitas pessoas foram jogadas para as cidades através do êxodo rural. Houve um esvaziamento humano no campo. Não bastasse, através de programa, nuclearam as escolas, urbanizando a educação. As crianças e os jovens, carregadas pelo transporte escolar, são educados em outras comunidades, que não as de origem e na cidade.
Com isto, escolas cessaram obrigatoriamente suas atividades. O resultado de tudo foi a perda do vinculo e referencia das crianças e dos jovens com o meio rural. Com o fechamento das escolas, muitas comunidades rurais perderam também sua referencia. O professor, sempre uma expressiva liderança, a associação de pais e mestres, desapareceram. Com o somatório, o futebol organizado nas comunidades também foi sucumbindo, pois, com o esvaziamento, não existiam pessoas suficientes para a formação da diretoria e dos quadros. Por vezes, hoje, lideranças, por teimosia e persistência, carregam na garupa a responsabilidade de manter vivo o futebol em poucas comunidades.
Exemplos de patrimônios (campos, alambrados, vestiários, copas, etc.) esquecidos e desgastados pelo tempo deterioram-se. 





Foto a esquerda e  a abaixo -  Vestiários para o time local e visitante e túnel de acesso ao  campo  do Danúbio Azul em abandono. No canto da foto ao lado, a placa que celebra as melhorias em 1986.



Clubes de outrora gigantes e campeões, hoje estão na memória, daqueles que um dia fizeram a história. Quem não se lembra do Danúbio Azul do Lajeado Capoeira (Campeão em 1973), do 1º de Maio do Lajeado Assombrado, do Caxias do Lajeado Manchinha, do Radar  do Lajeado Tarumã, do Olaria do Lajeado Grande (Campeão em 1968), do Flor da Serra do Campo da Aviação. Um vazio que dificilmente será preenchido. Poderão dizer, existe ainda futebol no interior. Claro, existe. O Guarani do Lajeado Pessegueiro (Bicampeão em 1974/1975), o Farroupilha do Lajeado Reginaldo e o Esportivo de Bela União(Campeão 2010). Mas, é pouco. Quem dirige e quem joga nestes quadros? Muitos são urbanos que no final de semana, por laços de amizade e parentesco ou porque lá nasceu vão até as comunidades praticar o futebol. E mais, por estarem próximas da cidade com facilidade de acesso.

Hoje estamos num processo transitório na agricultura. Alternativas surgem para a agricultura familiar. Mas, e agora? Onde está a mão de obra necessária? Não temos mais jovens para as lides agrícola, como também não temos mais jovens atletas para a prática do futebol no meio rural.
Se dividirmos a área do município em dois hemisférios, tendo como linha divisória a ERS 344, do lado oeste não há futebol, incluindo o Distrito de Sete de Setembro; no lado leste ainda sobrevivem o Guarani, o Farroupilha e o Esportivo.

Visitamos as praças do Lajeado Assombrado (1º de Maio), Lajeado Capoeira (Danúbio Azul) e Lajeado Manchinha (Caxias), tomamos ciência do abandono total. Uma característica entre eles: igreja, escola e campo juntos nas comunidades do Lajeado Capoeira e do Lajeado Manchinha. Só a comunidade religiosa em atividade, mas com poucos associados.  Nas tres comunidades a escola (em ruínas) e campo esquecidos. Observamos a prova concreta da relação entre igreja, escola e futebol, que não existe mais, por conta de um modelo que desarticulou as comunidades do meio rural.

Campo do extinto E.C. Primeiro de Maio.
O gramado virou pasto para as vacas leiteiras, as traves de metal atacadas pela ferrugem, testemunham que ali se praticava futebol e   o fundo a escola como tantas outras, desativada.

domingo, 23 de setembro de 2012

Grêmio Sportivo 14 de Julho



GRÊMIO SPORTIVO 14 DE JULHO


João Jayme Araujo
e
Wilson Motta Codinotti


Um grande amigo nosso, da cidade de Santa Rosa, como todo aquele que deseja saber mais sobre a sua cidade tornou-se, sem demérito algum, muito antes pelo contrário, um "curioso por excelência".
Quando sobra um pouquinho de seu precioso tempo, debruça-se sobre antigos exemplares de jornais locais, do passado, onde tem descoberto valiosas pérolas.
A última: trouxe à vida um desconhecido ou pouco lembrado GRÊMIO SPORTIVO 14 DE JULHO. O nome, uma homenagem de esportistas locais a antiga denominação da Vila.
Até então, o que se sabia a cerca de futebol, cingia-se a memoráveis recordações do URUGUAY FOOT BALL CLUBE.
Pela "nominata" dos integrantes da nova agremiação, atrevo-me a afirmar que talvez, o novo clube tenha nascido por interesses antagônicos no esporte, na política ou em qualquer outra atividade humana, como seguido ocorre.
Mesmo porque o URUGUAY já estaria inativo. À guisa de comparação vejamos próceres do Uruguay, dentre outros: José Maciel, Luiz Kurkowski, Arthur de Carli, João Macluf, Fernando Albino da Rosa, Vergilio Lunardi, Dr. Belanca, Gomercindo Albrecht, Prof. Alfredo Andara, Augusto Matter, Dr. Bonifácio, José Macluf, Estanislau Kotlinsky, Antonio Cappellari,Vergilio LunardI, Constantino C. Liberali, Benjamin Vargas, Armando G Guindo, Luiz Zenni e outros. .
Notícias colhidas em A SERRA, jornal da época, destacam que o GS 14 de Julho foi fundado em 24 de março de 1941. Foram os fundadores e primeiros dirigentes: Capitão Pautilho Palhares, prefeito nomeado; Paulo Maia Pinho, engenheiro; Adolfo Ambros, de família tradicional; Dr. Darci Berbigier, promotor público; José Ferreira de Oliveira, Exator Federal; Lamartine Ribeiro Marques; Pedro Barbosa, juiz de direito; Luiz Giacomelli, advogado provisionado; Roberto Conte, joalheiro; Olvito Farias, datilógrafo do cartório do Major Santos; Antoninho Viana, funcionário policial; Avelino Lavarda, do comércio; Armando Hagg, viajante comercial; Dinarte Vasconcelos, advogado provisionado; Ten. Orlando Pacheco, datilógrafo do cartório do Major Santos; Reinholdo Jaeger, proprietário do Hotel Avenida; Roberto Schtaleker, oriundo de Porto Alegre, trajava com esmero, usando polaina, por cima do sapato. Casou com dona Elisa Pilz. Foram donos do A CIGANINHA, restaurante de muito prestígio. Voltando a P. Alegre, abriu um com o mesmo nome e foi o primeiro ecônomo do BARRIL e CHOPÃO casa de chope e shows, no complexo Beira Rio; Walter Loureiro, inspetor de policia vindo da capital do Estado,magrinho todo elegante.Alberi Machado, ourives; Dr. Vicente Cardoso um dos cérebros da região, engenheiro.


Moacir da Cunha Röesing, coletor federal. Fundou e dirigiu o semanário A SERRA. Foi através das páginas desse jornal que a comunidade engajou-se na campanha para emancipação de Santa Rosa, ocorrida em 1931. Jogou no Uruguay Futebol Clube, sociedade esportiva de Santa Rosa, fundada no ano de 1925. Sagrou-se campeão municipal por vários anos defendendo as cores dessa agremiação. A par de suas atividades profissionais e esportivas, dedicava seus esforços também para ações culturais. Em 1932 fundou a Sociedade Cultural de Santa Rosa, dirigindo-a até 1934. Nesse local, juntamente com outros violonistas, dentre esses meu pai, João Aguirre Araujo, lançou uma composição sua, das primeiras canções com temática gaúcha.               

Lembro o grupo de violonistas "adentrado" pela porta principal do Cultural já ponteando os pinhos para irem a um palco adrede preparado e aí lançarem “CAMPINAS DO RIO GRANDE, VENHO VINDO DAS CAMPINAS  ou MEU PAGO  que é o nome certo. Avô de Regis Rösing, atuante repórter da TV Globo e ancestral de Tânia Rösing criadora e condutora das Jornadas Literárias de Passo Fundo, evento realizado periodicamente e que converteu-se num dos maiores debates da literatura da América Latina; Ervino N. Vitê, engenheiro chefe da Comissão de Terras. Teria sido muito bom jogador de futebol, como seu irmão Carlitos, um perninha torta, exímio dançarino; Byron Cardoso, sobrinho do Dr. Vicente e filho de Altamiro Cardoso, agrimensor; José Lavarda, comerciante; Augusto Julio Matter, também do comércio; Nolar Kruel, tesoureiro da Prefeitura; Antonio Pereira Lima, inspetor de polícia; Dr. Francisco Niderauer Timm e Dr. Etiene Miroslav Gregoraief ( Dr.Russo) médicos; Luiz Fernando Berbigier, militar; Vicente Zöelehr, proprietário do jornal A SERRA; Agostinho Frainer, dono do cinema; Dr. Zavagna, advogado provisionado; Arthur de Carli, de origem uruguaia, do comércio tido, havido e reconhecido como excelente jogador de futebol, do Uruguay; José Pazzini, escriturário do cartório do major Santos; Deoclécio Silveira, trabalhou na prefeitura chegando a exercer o cargo de subprefeito e Vergilio Lunardi, do comércio. (jornal A SERRA de 30 de março de 1941)


Primeiros jogos do 14 de Julho

As primeiras partidas foram contra o Grêmio de Santo Ângelo, Roque de São Luiz Gonzaga, Riograndense de Cruz Alta e Oriental de Três de Maio. São noticiadas as seguintes efemérides:
- Dia 18 de maio de 1941 - em Cruz Alta jogo contra o RIOGRANDENSE (foto abaixo). Não há referencia ao resultado.



- 22 de junho de 1941 - recebeu a visita do Roque de São Luiz Gonzaga. Os são-luizenses partiram de sua terra no sábado e, devido ao estado das estradas, somente aqui chegaram no dia seguinte. Nessa época excursão de clube de futebol sempre era acompanhada por grandes caravanas recebidas com festas, programa social e visitas a locais interessantes da cidade visitada. Dentre esses, os missioneiros visitaram as obras do hospital na atual avenida Dr. Francisco Niderauer Timm. Oradores se faziam ouvir. Na ocasião falaram Fernando Albino da Rosa, poeta, jornalista e escritor e o brilhante advogado Mirandolino Comarú.
- 29 de junho de 1941 - Revanche em São Luiz Gonzaga, em partida que foi acertada através de telegrama o meio mais rápido de comunicação. Quando atrasava vinha com um carimbo com a seguinte frase: DEMORADO DEFEITO LINHA. Tínhamos o JAZZ BAND, 'PULMÃO DE AÇO", assim conhecido devido à grande capacidade pulmonar do Maestro Krüger, o sax da orquestra e músico do  afamado conjunto da região, que acompanhou a delegação.

- 19 de agosto de 1941 - 14 de JULHO 3 x GRÊMIO DE SANTO ÂNGELO 1. A única partida registrada com as incidências dela.



- 15 de outubro de 1944 - ocorreu A PROCLAMAÇÃO DA MADRINHA, na Sociedade Cultural.A escolha recaiu na senhorita Neusa Reggiori com 698 votos. Como segunda e terceira colocadas Herta Mundstochk e Heide Gallas. Neusa Reggiori teve dois irmãos Bade e José. Sua mãe foi, por longo tempo, agente da Telefônica quando as comunicações eram difíceis.Seguidamente deve ter sido xingada por conterrâneos que teriam segundo eles, ligações importantíssimas!
Do time do URUGUAY, integraram o GRÊMIO SPORTIVO 14 de JULHO, os seguintes atletas:
- URUGUAINA: jogador de futebol veloz e rápido e de bolão, que teria aqui chegado em circunstâncias nunca bem esclarecidas. Era comum fronteiriços bandearem-se para o lado de cá. Como particularidade jogava usando sobre a testa uma vincha preta, lançando, talvez, a moda que se tornou famosa no mundo graças ao adorno - faixa - ostentado por RONALDINHO GAÚCHO.
- OSMAR CODINOTTI: das maiores revelações de nossa terra que graças ao seu futebol e ao interesse pela instrução foi estudar em Cruz Alta onde jogou nos três times de lá, NACIONAL, GUARANI E RIOGRANDENSE e ......        galgou o posto de Gerente do INPS, um dos nascedouros da atual Previdência Social.
- ANTONIO KIPER VIANA – (Antoninho). Consta ter jogado em Porto Alegre entre os reservas do Grêmio. Chegou a atuar pelo PALADINO FUTEBOL CLUBE.
- LEQUE - O primeiro atleta profissional em Santa Rosa. Adquirido, a peso de ouro, do futebol de Santa Maria, por João Macluf dos altos próceres do URUGUAY.
O 14 de Julho teve vida efêmera. Como surgiu, desapareceu.
 

domingo, 16 de setembro de 2012

Memórias do nosso futebol


 VILA DOS TAQUARIANOS

João Jayme Araujo
jjgaucho23@hotmail.com
www.joaojayme.com.br

Quando jovens nada era empecilho para alcançarmos a felicidade de jogar futebol, mesmo que para isso tivéssemos de andar por quilômetros e mais quilômetros.
Assim, íamos a pé até o Quilômetro Três  ou Vila dos Taquarianos, na estrada para Tuparendi, passando por Cruzeiro.
A denominação, deve-se, pela colonização ter sido feita por pessoas vindas da cidade de Taquari. (Uma leva de imigrantes, descendentes de açorianos, vindos da região de Taquari, se estabeleceram em algumas comunidades arredores da cidade, dentre elas o Quilometro Três.)
Íamos a pé, seguindo pela Vila Flores, em direção ao Norte.
Lá chegados jogávamos com os nativos, num campo de futebol, grande, de dimensões oficiais, mas todo de terra, nada de grama.
Terminada a refega, vínhamos pelo mesmo atalho,  para encurtar distancias, cansados pelo jogo e pela caminhada
Porém, no gozo da felicidade.
Éramos felizes e ainda não sabíamos!
                            
TAQUARIANOS

Originários da Vila do mesmo nome, pelos menos dois Taquarianos, fizeram historia no futebol da cidade. 



Na foto: à esquerda Eloy e a direira Adãozinho fizeram história no futebol.

Adãozinho apareceu em Cruzeiro e atuou, inicialmente, pelo Juventus. Por motivos ignorados – talvez problemas de deslocamentos – tanto aparecia como desaparecia. Ressurgiu depois, no Paladino, e deve ter encerrado a carreira no EC Aliança ou no Juventude. Avante todo desengonçado, corria como se viesse aos trambolhões, mas, normalmente comparecia no placar, como se diz hoje.
Eloy fez parte de uma onda de renovação no Aliança quando tal aconteceu no elenco.
Atuava pela ponta direita.  Foi campeão estadual.
Hoje, como fiscal fazendário, aposentado, vive em Tucunduva e trocou o futebol pela pescaria.
Deve ser daqueles que têm muita historia para contar!

sábado, 8 de setembro de 2012

Outros esportes


VOLEIBOL, TÊNIS, BOLÃO e TIRO AO ALVO
(Anos 1950)

João Jayme Araujo
jjgaucho23@hotmail.com


 MACHADO DE ASSIS



Na parte esportiva, o Grêmio Esportivo Machado de Assis, do educandário do mesmo nome, as equipes, tanto no vôlei, como no basquete, eram formadas, na maioria das vezes, por militares que ali estudavam. No vôlei: Meneghel, Jayme, Pydd, Schultz, Odilon e Ramires.
No basquete, além desses, Batistinha, um ala de baixa estatura, mas, dos grandes encestadores, que a cidade conheceu.
Para fazer justiça, junto com o ÁGUIA NEGRA, foram os praticantes desses esportes em nossa cidade, sempre incentivados pelo grande educador que foi FIORAVANTE PEDRAZZANI.



ÁGUIA NEGRA


 Na foto: Decio Zoehler, Ludovico, Antoninho Rigo, Arno Schuemberg, Nique Zoehler e Ascanio Pinto(Foto Nique)


Que eu lembro nossa terra, com raras exceções, não teve grandes equipes nesse esporte.
Dos que se interessava por Vôlei, com destaque, foi LUIS FLORIANO MENEGUEL, que cursando a Escola de Educação Física do Exército na Urca–RJ, teria jogado no sexteto do Fluminense ou do Vasco.
Exímio cortador, no tempo que se jogava por duplas: cortador e levantador.
Segundo seu ensinamento, o bloqueio era para fazer a bola subir, a fim de possibilitar o contra-ataque.
Quando tal não ocorria olhando para os bloqueadores, dizia:
– Não cumpriu a finalidade do bloqueio! 



 A primeira equipe da cidade teria sido o ÁGUIA NEGRA. Integrada pelos professores da Comunidade Evangélica da Paz, como Professor Nelson Grebin, Professor Roberto Seidel, Decio Zoehler, Evaldo Rippel, Arno Schuenke e alguns mais, geralmente vindos de Estrela-Lajeado e por funcionários de bancos
O AGUIA NEGRA teve uma carreira meteórica, ora aparecendo, ora desaparecendo. Depois se seguiu o GEMA – Grêmio Esportivo Machado de Assis, do estabelecimento de ensino do mesmo nome, ,que, então, também, aparecia e desaparecia! O grande incentivador do esporte no Machado de Assis foi o seu criador: o mestre FIORAVANTE PEDRAZZANI.

GRUPOS DE BOLÃO



Santa Rosa teve ao seu tempo, vários grupos de bolão, uns destacados e outros menos votados. Seus nomes: NÃO PÓDE, NÃO SE ENGANA, 12 DE ABRIL, 20 DE SETEMBRO, inicialmente. Depois vieram o CAXIAS, fundado por Jaime Mantovani, que reunia uma gurizada, que, por força das circunstâncias, treinava à tarde. 


Um dos aficionados do bolão e um dos seus mais brilhante jogadores da época, que jogava no Aliança, era Norberto  Harald Schuneman.
À noite, quando a cancha não era usada pelo seu grupo, aparecia para chuliar, bater um papo e cositas más.
Invariavelmente, chegava junto ao recinto, dirigia seu olhar a todos e interrogava-lhes, sempre com a mesma  frase que ficou sua marca registrada:
– como estarão se havendo os contendores nessa árdua e renhida disputa?

TENIS


Veio servir em Santa Rosa, um dos expoentes do Estado no chamado esporte branco, Major Hening.
Iniciou por deixar em dia as canchas do Regimento, onde tinha como sparring o Major Waldir.



O esporte “espraiou-se” e a Sociedade Cultural, a pedido e com a colaboração dos próprios remodelou suas canchas – duas  – de saibro e então surgiram novos praticantes
O point era encontrarem-se os novos adeptos e poucos experimentados como JULIO MORALES, Dr. WALTER WARTH e Dr. STEFEN ao fim da tarde no local e os dois militares.
Dos novos, o que progrediu, teria sido o LIVINO BIRCKE.
Como se disse era o denominado esporte branco e, como tal, assim deviam-se vestir os praticantes.
Um deles, porém, médico, não se sabe se, por descuido ou para irritar seus companheiros, seguidamente, aparecia com meias escuras.

CLUBE GUARANY DE CAÇA E PESCA



Quando de sua fundação, o Clube alugou ou serviu-se de um local para prática de tiro ao alvo e tiro ao prato, numa área de propriedades da família Kroth,cuja entrada era em frente ao portão do atual cemitério,.numa baixada, onde havia as linhas de tiro e um poção para banho junto.
Nas provas de revolve,r havia poucos competidores. Lembro dos Majores COUTINHO.e WALDIR.


A maioria, praticava o tiro ao prato tendo como expoentes, JOÃO RIGON, JOÃO HOFFMANN, ZECA SEGER, LEONISIO GRANDO, TITUS BIRMANN e outros menos votados, como João Aguirre Araujo, que embora participasse da maioria dos acontecimentos sociais, nunca foi bom de grana.
Os outros, como dispusessem de poder financeiro, “importavam” armas – LASSORDA, TARASQUETA e outras específicas e coletes especiais, com bolsos, para portarem a munição.
Seu Joãozinho Araujo dizia:
– ah se eu tivesse as mesmas armas deles, seria, com certeza, tão bom quanto.