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sábado, agosto 23, 2014

Clubes



YPIRANGA FUTEBOL CLUBE

Com a instalação do Quartel – 1º Quartel – 1º RCT em Santa Rosa,  aos fundadores profissionais que vieram dos mais diversos recantos do Brasil, Oficiais, Subtenentes e Sargentos, Cabos e Soldados  juntaram-se os conscritos da região selecionados para o serviço militar obrigatório.
No Brasil, desde então, em qualquer turma de piasedo reunido, havia, como há, uma bola que os une e os separa ao mesmo tempo.
Unem-se todos na pratica da pelada, mas, não esqueçamos que jogam por times diferentes. Os de camisa contra os sem camisa.
A escolha para a formação das equipes é atribuída a pretensos capitães. Cada um indica um, alternadamente até se formar o time ou os times com  o número legal de jogadores ou em maior número dependendo da combinação e o acerto entre os selecionadores.
Se há uma praça, num pátio de colégio ou em qualquer terreno baldio ou pedacinho de terreno o jogo já está formado.
Imagine-se entre o efetivo de uma Unidade Militar.
Deste congraçamento teria surgido no Quartel e cercanias o Ypiranga Futebol Clube.
Havia um time de âmbito interno chamado DUQUE DE CAXIAS. Jogava pouco porque na época estava em vigor uma portaria que proibia jogos com ou contra civis. 
O idealizador, fundador e técnico foi o Sargento Alcibiades Schulz. Quando no desempenho das funções de treinador em determinadas jogadas dizia sempre: “Abre Zacarias”!
Sua primeira sede deve ter sido numa Pensão da família Oliveira, existente na Avenida Coronel Ladário, sendo lindeiros com as terras do Quartel.
O dono da Pensão por nome Valério Oliveira já era vidrado no futebol tanto que jogara num time do Lajeado,  onde morou.
Era daqueles “beques” que, embora, talvez não existisse o refrão como a bola vinha voltava não interessando para onde: “bola pro mato”... e fruía com alegria de sua própria façanha.
Um filho do Valério, Miro Oliveira seguiu os passos do pai. Foi também zagueiro e chutava a bola para qualquer lado em defesa de seu time.
Eis que começa a frequentar a Pensão um ferroviário vindo de Santa Maria, que teria ficado para tratamento de saúde.
Aqui permaneceu.  Abriu um bar como si dizia na época que começou a funcionar paras mini-encontros sociais e eram frequentadores atletas do Ypiranga. Para distração uma mesa de bilhar  e um carteado. Ali passou a ser a sede da agremiação. 

O ferroviário referido era ADÃO MONTEIRO (foto acima e ao lado) que com grande iniciativa incrementou o estabelecimento passando, também, a ser dirigente máximo do clube.
Remodelou o time e contratou jovens promessas da cidade.
Numa dessas ocasiões como já referi houve um encontro nesse local visando um “contrato”com Adroaldo Liberalli, Paulo Pinto e Jayme Araujo promessas do juvenil do Paladino. O acordo não aconteceu. Depois os três, com fundação do Juventus passaram a defender as cores do clube do Prof. Albino Werlang. 
Adão Monteiro era homem de visão. Foi aumentado o seu comércio, granjeando a freguesia passando a trabalhar com café que “importava” de Santa Maria.
Fundou então ORGANIZAÇÕES YPIRANGA uma mescla de padaria e confeitaria e instalou-se onde hoje é a FECOPEL, na rua Cristóvão Colombo.
Consta haver na calçada ainda hoje lajotas com inscrição do nome do time e da empresa.
O Patrono ADÃO MONTEIRO, foi por longo tempo o Rei Momo da cidade.

A CESAR O QUE É DE CESAR
O Ipiranga Futebol Clube disputou partidas emocionantes com o Paladino. Certa feita arranjou um goleiro bom, cheio de estilo, que se chamava Neter ou algo parecido. Esse escriba, iniciando-se como escrevinhador no jornal A SERRA e como era fã do referido arqueiro só viu no jogo as defesas brilhantes que este fizera, ressaltando sua alta qualidade, em detrimento dos demais jogadores.
Pareceu que a partida fosse um banho total do Paladino.
No domingo seguinte, ou na edição posterior da SERRA, saiu um artigo com o titulo A CESAR O QUE É DE CESAR, no qual o presidente Adão Monteiro tentava colocar as coisas em seu devido lugar:

Mas tratemos sobre o time: Sem observar posições os primeiros jogadores foram  Dário – Viriato – Wilson Codinotti – Waldir de Paula – Dari Ponciano Nazarof – Edemar Lima –Décinho Nascimento – Celso – Cabrera – Helio Madureira – Ruy Jaeger, Darci Kanitz e Rebolo, ponta esquerda titular do Paladino, mas que, por ir servir foi “aconselhado” a defender as cores do Ypiranga que eram vermelho e preto.
Colaboração de  João Jayme Araujo