terça-feira, julho 08, 2014

Craques do nosso futsal

DANILO ERNESTO KRUGER

 

Nascido em 23 de outubro de 1974, na cidade de Santa Rosa, o gaúcho Danilo Ernesto Kruger, ex-goleiro da seleção Brasileira de Futsal e que atualmente defende as cores do CAD de Guarapuavá – PR, em férias na sua cidade natal, contou ao Jornal Gazeta Regional um pouco sobre a sua trajetória no mundo do esporte.
Danilo morava com seus pais na vila Timbaúva e em um pequeno campo atrás de sua casa, foi o começo dos seus primeiros passos no futebol. Danilo foi crescendo e disputando competições pela equipe do Tarumã, e aos 15 anos já integrava a equipe principal do Tarumã em campeonatos Municipais, sendo titular.
Em 1990, Danilo foi aprovado para integrar as equipes de base do Internacional de Porto Alegre. Durante o seu tempo no clube, foi comparado ao lendário Taffarel. Mas essa passagem durou apenas 6 meses, pois após a realização de um exame de estimativa de crescimento, foi constado que Danilo alcançaria no máximo a estatura de 1,80 cm, a qual ele possui, e que é considerada baixa para a posição de goleiro, assim sendo dispensado pela equipe do Internacional.
Após a volta à Santa Rosa, no ano de 1993 foi convidado pelo treinador Perigoso da equipe da SER Santo Ângelo, para integrar a equipe juniores que disputaria o Campeonato Gaúcho daquela categoria, sendo mais tarde Campeão Gaúcho daquele ano, após uma vitória de 1 a 0 em cima da equipe do Gaúcho de Passo Fundo.
No ano de 1994, Danilo voltou à Santa Rosa e disputou o Campeonato Gaúcho pelo Dínamo, atuando em várias oportunidades como titular. Em 1998 foi convidado a participar da equipe de Futsal do Santa Rosa, o qual disputou a série Prata daquele ano, se destacando na competição pelo fato de ter introduzido características de jogar com os pés ao futsal.
A partir daquela aparição destacada na Série Prata, a sua trajetória no cenário do Futsal Mundial começou a render frutos. Em 1999 foi Vice Campeão Gaúcho série Ouro pelo UPF (RS), em 2000 Campeão Gaúcho série Prata pelo Santa Rosa, (curiosidade: marcou 14 gols naquela edição), 2001 Rio Verde (GO), 2002 Internacional (RS) Campeão Copa Abertura-RS, 2003 Ipiranga de Frederico Westphalen, 2004-2008 Carlos Barbosa (RS) onde foi Campeão Mundial Interclube, em Barcelona (2004); bicampeão da Liga Futsal (2004/2006); campeão gaúcho (2007),  2009 Atlântico (RS), 2010 Cortiana (RS) Campeão Copa Gramado, 2011 Petrópolis (RJ) Campeão Copa Rio, 2012 – 2013 Maringá (PR) Bi Campeão dos jogos Abertos (PR) e atualmente atua pelo CAD de Guarapuava (PR) onde é Campeão da 1ª fase do campeonato Paranaense e está disputando a Liga Nacional.
Experiência na seleção Brasileira: as vésperas da disputa do Mundial em 2008, surgia a notícia que todo o seu esforço foi reconhecido, naquela oportunidade, Danilo teve a sua 1ª convocação na Seleção Brasileira de Futsal, a qual defendeu em 22 aparições, sendo em 2009 Campeão dos jogos da Lusofonia Lisboa-Portugal, e em 2010 Campeão Sul Americano em Medelim-Colômbia. Ainda no ano de 2011 foi Pré-convocado para o mundial.
Títulos individuais:  no ano de 2005 foi escolhido o melhor goleiro Sul Americano de clubes em Lima-Peru, em 2006 foi escolhido como melhor goleiro da Liga Nacional, 2008 escolhido melhor goleiro do Campeonato Gaúcho, 2008 melhor defesa do Mundial na Espanha e 2009 melhor defesa Lusofonia Lisboa-Portugal.
Enquanto morava em Santa Rosa, Danilo atuava nas equipes da região e conciliava o futebol\futsal com o trabalho na Gráfica Coli, onde tem o seu grande amigo, o empresário Wilson, o qual sempre o apoiou no esporte, e foi parceiro em seus treinamentos.
Dentre suas principais características, destacam-se: qualidade na atuação com os pés, boa colocação no gol, posicionamento e uma liderança muito positiva em todos os times pelo qual já passou. Danilo é sempre elogiado por sua conduta agregadora, o qual rendeu o apelido de Taffarel das quadras, pelas semelhanças sejam elas na aparência, local de nascimento, pelas defesas ou a importância deles para o clube.

Fernando Kronbauer

sexta-feira, julho 04, 2014

POR ONDE ANDA?

TITA


JOÃO BATISTA RIBEIRO DA SILVA, nasceu no dia  03 de outubro de 1939, em Santa Rosa, Rs, é filho de João Ribeiro e Senali Alves Da Silva
Ficou conhecido no futebol pelo apelido de Tita.
Casado com Jurema Pedrosa da  Silva, do qual nasceram: Luiz Carlos Pedroso Da Silva, Sergio Roberto Pedroso Da Silva, Elisabeth Pedroso Da Silva e Iara Pedroso Da Silva.  Possui dois netos e dois bisnetos.
Grau de escolaridade: Ensino primário.
Como foi a infância: Vivida no lugar denominado Lageado Figueira, distrito de Santa Rosa, RS.,  em companhia de meus pais. Lembro, que aos 05 anos fui morar com meus pais na Vila Agrícola, em Santa Rosa,RS. Estudei no colégio Visconde de Cairú. Comecei a trabalhar com 12 anos de idade, em pedreira de propriedade do Município de Santa Rosa,  localizada na Av. Borges de Medeiros, nas proximidade do antigo Estádio Municipal do Pessegueiro. Depois, trabalhei no armazém de propriedade de Fernando Steffen, localizado defronte a Praça da Independência. Fui empregado do Sr. Agostinho Frainer no Cine Odeon e depois trabalhei em uma empresa de propriedade do Sr. Rosalino Vargas, ajudando na execução dos calçamentos, com pedras irregulares, no percurso das Avenidas  Rio Branco, Santa Cruz, Expedicionário Weber, todas  em Santa Rosa, RS. Aos 18 anos alistei-me  no 1º Regimento de Cavalaria Motorizada, com sede em Santa Rosa, RS., tendo engajado e lá permanecendo por 09(nove) anos, chegando ao grau de cabo. Em 1972 ingressei como funcionário do DAER lá exercendo atividades como motorista até 2007, quando me aposentei.   
Vida esportiva: Iniciei jogando na várzea em campo de terra localizado nas proximidades do Colégio Santa Rosa de Lima, depois no G. E. Sepé Tiarajú, onde joguei de 1958 até o ano 1964. Lá,  fui campeão citadino, pelo Sepé no ano de 1960, jogava como ponta esquerda, - recuado e lateral esquerda.

Clube pelo qual torce: S. C. Internacional.
Atividade atual: Aposentado
Mantem atividade relacionada com o esporte? Não.
Já foi treinador, dirigente ou algo similar? Não. 

 Colaboração de Raul Meneguini


quinta-feira, junho 12, 2014

Sorte no amor, sorte no jogo.



Victor Guilherme Massaia, jogador de futebol profissional, tem 22 anos, é filho de Vanusa Massaia e Clademir Massaia (mais conhecido por Chico Massaia), foi criado na localidade de Lajeado Tarumã, interior de Santa Rosa, e desde cedo foi incentivado pelo seu pai a praticar esportes. Leia mais clicando aqui.

sábado, maio 31, 2014

Memórias do nosso futebol

CAÇULA
Por Fernando Kronbauer 

O mundo do futebol é um baú de informações e histórias, repleto de sonhos, conquistas, desafios e superações. Hoje o Jornal Gazeta Regional conta um pouco da trajetória de um dos maiores Xerifões do interior do Rio Grande do Sul. Sim, é ele Carlos Osvaldo Hagemann Dauve, ou simplesmente Caçula.
Oriundo de uma família humilde, mas batalhadora da cidade de Santa Rosa, Caçula desde cedo conciliou trabalho e o futebol. No ano de 1983, aos 16 anos foi campeão estadual pelo CEBEM (Juventude da Vila Winkelmann), aos 17 anos foi Vice-campeão Municipal pelo Grêmio Santarosense.

Em 1984, aos 18 anos começou a traçar um longo e vitorioso caminho pelo Dínamo de Santa Rosa, equipe que no seu 1º ano de clube disputou Campeonatos Amadores, e no ano seguinte (1985), se profissionalizou juntamente com a equipe, formando por 4 anos dupla de zaga lendária e até hoje temida pelos adversários com o seu grande amigo Salcicha, dupla esta que é lembrada e comentada até hoje por esportistas e ex-esportistas do estado, pois eram comparados a renomada dupla de zaga Daison e João Pontes, que atuavam nas décadas de 60 e 70 pelo Gaúcho de Passo Fundo,que era considerada a melhor dupla de zaga do interior do Estado naquela década. Segundo Caçula, torcedores diziam que, “depois de Daison e João Pontes a dupla mais respeitada no interior do Estado era Salcicha e Caçula, dupla que atuou 5 anos juntas, pelas equipes do Dínamo de Santa Rosa e São Luiz de Ijuí.
Em 1989, Caçula foi em busca de novos caminhos e se transferiu para a equipe do são Luiz de Ijuí, aonde atuou por 6 anos. Durante os 6 anos foi titular, capitão, ovacionado e respeitado pela torcida, sondado pela dupla Grenal e emprestado ao Atlético Paranaense.
 No São Luiz de Ijuí, Caçula teve seu auge na carreira, sendo Campeão Gaúcho da Segunda Divisão no ano de 1990 e Vice-Campeão da Copa Governadores no ano de 1991, perdendo o título para a equipe do Internacional de Porto Alegre. Ano este que Caçula alcançou seu ápice, sendo cobiçado por vários clubes do Brasil, como a dupla Grenal, que não concretizaram suas negociações, por que esbararam na questão financeira solicitada por dirigentes do São Luiz de Ijuí. Também foi bastante lembrado pela imprensa do Estado, como na crônica escrita por Ruy Carlos Ostermann, no Jornal Zero Hora do dia 23 de julho de 1991, que falava sobre as perdas da equipe do São Luiz de Ijuí para a decisão contra o Internacional, na qual dizia o seguinte: “Caçula, brilhante Zagueiro de marcação, está fora por terceiro cartão amarelo. Gostei demais de vê-lo sábado passado contra o Grêmio. Sai para a marcação do centroavante adversário, acompanha-o nos dois lados, o que dá origem ao líbero Newmar na mesma medida em que anula as tentativas de ataque que cogitem da participação do centroavante. E, ao mesmo tempo, o que é muito fácil de compreender, adianta a linha de marcação e coloca com facilidade o time todo mais avançado sobre o campo adversário. Mas há qualidade pessoal envolvida nisso não apenas um esquema de marcação um pouco menos ortodoxo: Caçula é ótimo, ágil, tem magnífica percepção do tempo da jogada, uma clara compreensão dos movimentos do adversário combinado com as ações dos companheiros de sua defesa, é forte, cabeceia bem e sabe marcar a partir do princípio de que o bom marcador é aquele que sempre está entre quem cabe ser marcado e a goleira a ser defendida. Nunca, ao lado, que promove a falta como correção, nunca à frente que patrocina as melhores expulsões da temporada e os fracassos mais simples, sempre atrás como um caçador” (Palavras de Ruy Carlos Ostermann).
No ano de 1992, Caçula foi emprestado pelo São Luiz de Ijuí à equipe do Atlético Paranaense para a disputa do Campeonato Brasileiro daquele ano. Logo na chegada, Caçula se adaptou ao estilo de jogo da equipe e foi promovido a titularidade, disputou algumas partidas, mas uma sequência de lesões o afastou dos jogos, tirando a sequências de jogos do defensor.
No ano de 1993, Caçula voltou para o São Luiz de Ijuí com a frase “Esta área tem dono”, onde atuou até o ano 1995, quando decidiu buscar novos desafios em sua carreira e no ano de 1996 se transferiu para equipe do Pelotas, para a disputa do Campeonato Gaúcho daquele ano. Foram poucas partidas pela equipe e uma séria lesão no joelho. Submetido a cirurgia, Caçula nunca imaginaria que aquela data seria o fim de sua carreira, mas isso aconteceu, após um cirurgia mal sucedida.  Caçula teve que abandonar a sua carreira de jogador, sendo o fim de uma história que durou 12 anos.

Ao ser questionado sobre os clássicos e a pressão da torcida nos anos que atuou,
Caçula lembra que quem jogou clássicos contra o Tupi em Crissiumal, Oriental e Botafogo em Três de Maio e TAC de Três Passos estava vacinado a disputar qualquer campeonato em qualquer estádio do Brasil, pois Caçula disputou jogos em estádio com mais 35 mil torcedores e não sentiu tanta pressão como nos clássicos regionais.
Ainda, quando perguntado sobre qual foi o pior atacante a ser marcado, e qual a sua maior lembrança da carreira, ele lembra que Renato Portaluppi era muito ruim de ser marcado pelo fato de ser muito rápido e possuir muita força física. Das lembranças, Caçula lembra da partida em que o São Luiz de Ijuí parou a seleção Brasileira em um jogo treino, no ano de 1991, que terminou empatado em 0 a 0. O jogo era preparatório para a Copa América e a Seleção Brasileira contava no seu elenco com Taffarel, Cafú, Branco, Renato Portaluppi, , entre outros jogadores que foram campeões mundiais no ano de 1994.

Caçula ainda frisa, que as crianças de hoje em dia que pensam em virar jogadores de futebol profissional, não devem desistir de seus sonhos, mas sempre pensar nos estudos, conciliando o sonho com os estudos, pois ninguém sabe o quanto tempo pode durar um carreira no futebol.