sábado, novembro 19, 2016

Homenagem

LUIZ CARLOS KRUEL

Faleceu na tarde deste sábado, 19 de novembro, as 14h, o desportista Luiz Carlos Kruel, conhecido como Tota. 
Luiz Carlos Kruel foi um dos fundadores do DÍNAMO FC, juntamente com seu irmão José Emílio Kruel, o Tuca. Foi torcedor fervoroso do seu clube do coração. 
Seu corpo está sendo velado em uma das capelas do Memorial Dom José. O sepultamento está marcado para às 10 horas da manhã deste domingo, 20.
Nossos sentimentos aos familiares do Velho Guerreiro TOTA, em especial a seu irmão José Emílio Kruel.


 Para recordar, momentos de Luiz Carlos Kruel, o Tota, no DÍNAMO FUTEBOL CLUBE. 

Uma das primeiras formações do Dínamo FC. Detalhe:este foi o primeiro fardamento do clube.  Local da foto, campo que se localizava após o trevo da rodovia que liga Santa Rosa-Cândido Godoy, em frente a Vila Auxiliadora. A foto foi tirada antes de um jogo amistoso com o Ferroviário.  Tota, é o terceiro, em pé, da esquerda para a direita.

Em pé da esquerda para a direita:José Emílio Kruel, o Tuca, 
seu irmão Luiz Carlos Kruel, o Tota, 
Perigoso e agachado  Mineirinho.

DÍNAMO FC - Luiz Carlos Kruel, é o quinto, em pé, da esquerda para a direita

DÍNAMO FC - Luiz Calos, o Tota, é o primeiro, em pé, da esquerda para a direita.

Tota, com o grupo de juniores do Dínamo FC, é o último, em pé, à direita.




domingo, novembro 06, 2016

Homenagem

Santa Rosa perde um grande desportista. Foi sepultado na tarde de hoje, 06 de novembro, no Cemitério Municipal, o corpo do empresário dos transportes Airton Bruno Friedrich. Filho de família ligada ao futebol, seu pai o empresário Elíbio e seu irmão Arno foram presidentes do Juventus Atlético Clube. Além do Juventus, Airton também foi um grande torcedor do Dínamo FC, inclusive participando da diretoria daquele clube. Para homenageá-lo, postamos uma matéria sobre a família Friedrich,   publicada em 2011, quando das comemorações dos 60 anos do Juventus AC. que teve a sua importante participação.


Os Fredrich


Vindos de Ibirubá, os Fredrich radicaram-se em Santa Rosa, no ramo de comércio e transportes.
A história dos Fredrich se confunde com ahistória do Juventus. Além do patriarca Elíbio(foto à esquerda),que presidiu de 1954 a 1958, seu filho mais novo, Arno, também foi presidente do clube, nas gestões de 1972 a 1973. O outro filho, Airton, no qual, nos deu o prazer de contarmos com seus relatos para esta matéria, é um torcedor juventino desde pequenino, e até hoje não perde jogos no Estádio Carlos Denardin. Airton tem muito orgulho do passado do seu clube. Guarda nos seus armários materiais esportivos da época, como flâmulas dos clubes com quem o Juventus jogou, inclusive da Argentina. Aliás, o clube santa-rosense mantinha uma política de boa vizinhança com os hermanos, e frequentemente disputava jogos naquele país, com memoráveis jornadas, nas gestões dos Fredrich.
“E era novo, mas guardo na lembrança as dificuldades de transpor o rio Uruguai. Porto Mauá não tinha passagem de rio. Então, deslocava-se de ônibus até a margem em Porto Xavier, e de barca se fazia a
travessia para jogar em Alba Posse, Missiones, Argentina”.Airton lembra do episódio em que o ônibus afundou com a barca. Precisou do guincho do Exército de Santa Rosa para retirá-lo do rio. O ônibus, um F-600, ano 1956, da Empresa Porto Lucena, ficou muito avariado. Então, como o pai era diretor proprietário de uma agencia de veículos, ajudou nos custos da reforma o ônibus. Os mecânicos abriram o motor, a caixa, o diferencial. As laterais que eram de eucatex    tiveram que ser substituídas, assim como o foro dos bancos.
Ainda relata: “Para jogar na Argentina, viajavam nas primeiras horas do sábado, pernoitavam por lá, jogavam no domingo pela manhã, para poder retornar no domingo a tarde, pois, segunda feira era trabalho.”
E, continua: “Como diretor da empresa (mesmo com a discordância do sócio), seu Elíbio contratava funcionários que, além das atividades, jogasse bem o futebol e serem, então, atletas de seu clube – o Juventus. Ao final do expediente do dia, trinava seu apito, e este era o sinal para reunião do grupo, e então, os súditos se dirigiam até um veículo que superlotado, eram deslocados para o treino diário, na Baixada do Pessegueiro.”
Airton lamenta a perda de uma bandeira, que a considerava histórica, por ser da época do pai, quando presidia o clube. Tinha afeto a ela, e que até pouco tempo era hasteada no alambrado do estádio em dia de jogos, e que não a viu mais e nem soube de seu paradeiro. Mostrou-nos, também, um livro do controle das contas – receitas e despesas – e relação de sócios, da década de 50. Como bom administrador que era seu Elíbio, anotava até os centavos e tinha o controle das finanças do clube.
Com a presidência de Elibio Fredrich de 1954 a 1958, o Juventus se profissionalizou. Os objetivos daquela gestão eram de que fosse um clube respeitado na região. Disputava clássicos citadinos como com o Aliança e o Paladino, o Sepé Tiarajú e o Juventude de Cruzeiro, e clássicos regionais como Oriental de Três de Maio, Riograndense de São José do Inhacorá, Botafogo de Santo Cristo, Aimoré de Giruá e Gaúcho de Tucunduva.
Possuía um quadro social não numeroso, mas forte, que mensalmente colaboravam, deixando sua cota ao clube. Com isso, conseguia subsidiar despesas de viagem para visitantes jogarem em Santa Rosa, como hospedagem e alimentação a jogadores de outras cidades que vinham para os jogos de fim de semana, material esportivo para os atletas, médico e farmácia, quando necessário, além de ajuda financeira aos atletas. Estes dados, foram recuperados de um livro do presidente da época, com anotações e controle das finanças guardado pela família. (Foto abaixo página de livro caixa controlado por Elíbio no ano de 1954)


Lembra-se da Baixada do Pessegueiro. O isolamento do campo com a torcida era campo não era um para-peito. Nos dias de clássico as bandeiras dos clubes eram hasteadas no pórtico de entrada. Ao descer pela via que dava acesso ao estádio viam-se as bandeiras dos clubes tremulando nos astros do pórtico de entrada.
Conta que quando chovia alagava, pois o campo ficava na margem do rio. Chovia no sábado, já havia impedimento para os jogos do domingo. Além da invasão do rio, descia água das ruas da cidade, acima do campo que se somavam a água do Pessegueiro e formavam um enorme alagamento.
Nos clássicos havia muita rivalidade, principalmente com o Paladino. Lembra também que ficou difícil para os clubes manterem seus jogadores, quando o mercado de jogadores inflacionou. Muitos atletas vinham de outras regiões. Os clubes pagavam salários e prêmios e vieram os encargos sociais. Então, começaram as dificuldades de gerenciamento. O que os obrigou a fecharem as portas para o futebol.
Como empresário Elíbio passava muito tempo em São Paulo. Quando podia, ia ao estádio a fim de assistir jogos do campeonato paulista. Num dos retornos para a cidade, ao se ter a idéia de um novo estádio, colaborou muito com idéias, pois conhecia os estádios paulistas. Sugeriu que o terreno fosse aprofundado em mais dois metros ou então subir com mais alguns degraus para a arquibancada ter maior capacidade de público. Pensava ele, para o futuro de nosso futebol. Mas, o Prefeito José Alfredo Nedel não concordou convicto do que estava sendo feito, erra o correto, pois para Santa Rosa, naquele momento, era o suficiente.




Quanto à gestão do irmão Arno (na foto acima Airton à esquerda, junto com o saudoso irmão Arno), lembra que ele era proprietário de uma Kombi e de um Opala. Com os dois veículos transportava os atletas para os jogos, inclusive para a Argentina. Arno tinha a parceria do Dr. Adil Albrecht, dentista, que colaborava financeiramente e do proprietário da Courolândia, que colaborava com o material esportivo. Nesse período em que Arno presidiu, o Juventus tinha uma forte integração com clubes argentinos, onde as visitas eram periódicas lá e cá, com jogos interessantes.
Estas são algumas das lembranças que ainda permanecem na mente do Airton, que viu o Juventus nascer, renascer e que hoje é o clube que representa nossa cidade no Estado do Rio Grande do Sul, através das competições oficiais que disputa.
Créditos das Fotos: Airton Fredrich

terça-feira, outubro 18, 2016

Por Onde Anda?

VILMAR FERREIRA ARRUSSUL

Nome, local de nascimento, filiação.
VILMAR FERREIRA ARRUSSUL, sou natural de Alegrete, RS, filho de Eulina Ferreira de Melo e de Alfeu Pain Arrussul, data de nascimento 20 de junho de 1943.
Apelido (se for o caso) – Gaúcho
Casamento. Com quem, quantos filhos, netos e etc. –
Sou casado com LACI SAMANIEGO, santa-rosense de nascimento, casamento realizado na cidade de Santa Rosa, RS, no ano de 1964, temos 05(cinco) filhos: Rosane Samaniego Arrussul, Gilmar Samaniego Arrussul, Sandra Samaniego Arrussul, Cátia Samaniego Arrussul e Luciano Samaniego Arrussul; 06 netos: Karine Arrussul Coelho, Willian Rocha Arrussul, Wesley Rocha Arrussul, Brunna Arrussul Machado, Matheus Arrussul Silva e Lucas Arrussul Silva; e 03 bisnetos: Maria Luiza Arrussul Bittencurt, Inácio Leal Arrussul e Martin Leal Arrussul.
Grau de escolaridade – 2.º Grau completo.
Como foi a infância (descrever, onde, quando). – foi muito boa, toda infância vivida na companhia de meus pais e na minha cidade natal de Alegrete, RS.
Vida esportiva – (onde iniciou – atuou em que clubes) – o que recorda desta fase.
A paixão pelo futebol começou ainda menino jogando nos campos improvisados da cidade de Alegrete, RS; em 1963, com 20 (vinte) anos de idade, me transferi para a cidade de Santa Rosa, RS, a convite do Dr. Monte Alvar Aurélio Rodrigues, alegretense de nascimento e na época já residente na cidade de Santa Rosa e presidente do Paladino F. C. daquela cidade do noroeste do Estado; tendo atuado no dito clube nos anos de 1963 e 1964, onde, em 1963, atuando como centro-médio, fui vice-campeão citadino e campeão citadino no ano de 1964, atuando como meia-direita; integrei - eleito pela crônica esportiva - a seleção dos melhores jogadores naquele campeonato de 1964 (fotos abaixo); em 1965/1966 joguei no E. C. Aliança, também daquela cidade de Santa Rosa; em paralelo ao futebol também fui funcionário da Rádio Santa Rosa e do Banco Industrial e Comercial S. A.; no período de 1963 até meados de 1964 residi em prédio de propriedade do Sr. Arthur Silva Ribas (técnico de futebol que dirigiu os dois clubes de maior rivalidade da cidade de Santa Rosa, RS, ou seja, o E. C. Aliança e Paladino F. C.), situado na Av. Borges de Medeiros; em 1965 e 1966 residi em prédio de propriedade da família de meu sogro Sr. Alberto Samaniego (ex-atleta e também fundador do Paladino F. C. de Santa Rosa, RS), no endereço da Rua Santo Ângelo; em 1967 me transferi para o Botafogo F. C. da cidade de Três de Maio, RS; o futebol fez com que retornasse para Alegrete, RS, minha cidade natal, passando a jogar no Flamengo F. C., onde, em paralelo ao futebol, fui admitido como funcionário da empresa denominada Termo Elétrica de Alegrete; em 1975, em razão da profissão, fui transferido para a cidade de Itaqui, RS, quando então ingressei no quadro de funcionários da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE); atuei como atleta, na cidade de Itaqui, pelo clube denominado 24 de Maio, onde fui campeão citadino no ano de 1975; em 1976 deixei a cidade de Itaqui vindo residir na cidade de São Gabriel, RS, onde mantenho meu domicílio até a presente data.

Time do 24 de Maio da cidade de Itaqui - Campeão citadino de Itaqui, RS, em 1975

Clube(s) pelo qual torce - E. C. Internacional de Porto Alegre, RS
Mantém atividade relacionada com o esporte? Somente na modalidade do jogo de Bocha.
Já foi treinador, dirigente ou algo similar? Sim, fui treinador do Clube Palmeiras aqui de São Gabriel.
O que faz atualmente?  Sou aposentado da Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE).


Vilmar e esposa Laci rodeados pelos filhos: Luciano,Marinei (nora); Gilmar, Bruna (neta) Werley (neto); a filha Catia e Euclides (genro).

Vilmar e sua esposa Laci com seus netos: Matheus, Bruna, Werley, Karine e Lucas -  2010

Vilmar e esposa Laci rodeados pelos filhos: Catia, Gilmar, Luciano, Rosane e Sandra.







No Paladino F. C. em 1963



Na seleção dos melhores do ano de 1964.



Estádio Carlos Denardin - Vilmar é o primeiro da esquerda para a direita.

Vilmar também atuou no futsal


Colaboração de Raul Meneguini

sábado, outubro 15, 2016

Na História




As "associações" contra a crise nos anos 1970


Não é de agora que fazer futebol no interior é difícil. Poucos recursos, pouco apoio do empresariado local, pouco dinheiro. Assim, se usa a criatividade e a união de esforços para superar a falta dos "pilas".

Na década de 1970, a solução encontrada para driblar a escassez de recursos foram as associações de clubes rivais. Unindo os departamentos de futebol e sem envolver os patrimônios físicos, formavam-se novos times para manter a representatividade da cidade no cenário do futebol gaúcho, direcionando esforços ao invés de dividi-los.

Entretanto, estas associações duraram pouco. A rivalidade falava mais alto e o que parecia uma boa ideia tornou-se um problema. Vamos resgatar algumas destas associações que brotaram no futebol gaúcho. Continue lendo...




sábado, setembro 24, 2016

Futebol Amador

GUARANI DO LAJEADO PESSEGUEIRO COMEMORA 55 ANOS  DE FUTEBOL

Por Fernando Kronbauer

A localidade de Pessegueiro: situada na antiga estrada que ligava a então Colônia 14 de Julho com o resto do Estado, por volta de 1910, ali se instalaram as primeiras famílias, como: Moura, Maciel, Leal e Zorzan. A Colônia de Pessegueiro, se estabeleceu durante a construção da estrada para Boca da Picada (Giruá). Com a divisão dos lotes, chegaram as famílias Schumacher, Khun, Rauber, Loeblein, Schnorr, Sost, Ritt, Cerutti, Knack, Weber, Schneider e Baungartner. Com os imigrantes veio o comercio e a indústria, tornando Pessegueiro economicamente forte e próspero. Com a construção da ERS 344, ligando Santa Rosa- e Giruá, a estrada que ora era transitável, se tornou ligação secundária. Com o êxodo rural e a imigração de famílias para outras regiões e estados, o comercio que ali havia estabelecido, com ferraria, serraria, alfaiataria, moinho e ervateira, foram cessando suas atividades.
A  Comunidade Católica Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está comemorando 89 anos de fundação e comemora esta data com os festejos juntamente com o aniversário do Guarani.
Atualmente a agricultura diversificada é a fonte de geração de renda das famílias, como o cultivo da soja, do trigo, do milho e da produção leiteira. Mesmo assim, continua sendo uma comunidade unida em torno de seus ideais, forte e organizada e com grandes lideranças.


O Guarani: com o objetivo de praticar o futebol, como forma de lazer e competição, um grupo de jovens agricultores, liderados pelo Professor Roberto Lúcio Schneider, em 03 de setembro de 1961, fundaram o Esporte Clube Guarani do Lajeado Pessegueiro – Santa Rosa. Mas, antes disso, já em 1957, surgiram os primeiros chutes na bola, quando aos domingos a tarde os jovens se reunião nos gramados dos potreiros e praticavam este esporte. O primeiro nome atribuído pelo professor foi Flor de Pessegueiro. Logo depois, numa inscrição de torneiro, quando perguntaram o nome do time, Ari Richter gritou Guarani, e assim ficou até hoje fazendo história no futebol regional. O primeiro presidente foi o Senhor Miron Ivoni Knap
Dentre os mais importantes títulos, o Guarani conquistou os seguintes títulos: Tricampeão do Municipal de 1974, 1975 e 2015, categoria de Titulares. Campeão Municipal de Aspirantes 2014. Campeão invicto, em 1992, da Associação de Clubes de Cruzeiro e Santa Rosa. Em 2010, Campeão Municipal da Categoria Veteranos. Em 2011 Campeão Futebol de Areia do Verão Mágico.


Filhos de Pessegueiro: no dia 25 de setembro, na comunidade de Lajeado Pessegueiro será realizado 1º Encontro Filhos de Pessegueiro, evento que vai homenagear os 55 anos do E.C. Guarani e os 89 anos da comunidade de Lajeado Pessegueiro. Durante o dia serão homenageados os atletas do Guarani campeões em 2014 e 2015, bem como, os primeiros moradores da localidade. Confira a programação: 9hrs – Missa. 12hrs – almoço. 14hrs – reunião Dançante. Maiores informações pelo fone (55) 9923-4800.