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terça-feira, janeiro 24, 2017

Futebol Amador

BAIXADA FUTEBOL CLUBE
Santa Rosa


Fundado por um grupo de amigos,em 15 de dezembro de 1982, com o objetivo de se encontrar nas tardes de  sábado, para jogar futebol.  Iniciou, tendo como local para os jogos, o campo do Colégio Santa Rosa de Lima. As equipes eram formadas por ordem de chegada dos atletas, que aguardavam a chegada das irmãs franciscanas para abrir o portão, para que tivessem acesso ao campo.  Composto por 38 atletas, o grupo também começou a jogar futsal, de quarta feira, no Salão Paroquial da comunidade do Sagrado Coração de Jesus, no centro. Atualmente os jogos são disputados no campo do Sindicato dos Bancários de Santa Rosa. O grupo é regido por um regulamento interno.  O grande líder do grupo é o desportista Marcos Mauro Maicá. 



(Fonte Jornal Gazeta Regional e Facebook)

domingo, fevereiro 03, 2013

Memórias

JUVENTUS 5 X 3 PALADINO: A MAIOR VITÓRIA EM CLÁSSICOS NA DÉCADA DE 1950.

Por João Jayme Araujo

O Juventus Atlético Clube nasceu com um sonho da gurizada, principalmente de atletas do 2º time do Paladino, que vislumbraram assim uma oportunidade de tornarem-se titulares.
Serem protagonistas do espetáculo.
Viera a Santa Rosa para lecionar no Liminha (Colégio Santa Rosa de Lima), o Prof. ALBINO WERLANG, que depois se soube, fora marista em Uruguaina.
No Hotel Liberalli, onde se hospedara, o também eram hóspedes, Alceu Malmann, Heitor Lotário Saffi (Neco) ou residentes como Adroaldo e Nico Liberalli.
A notícia circulou e logo aderiram Flavio Machado, Júlio Rafael Pinto Silva, Benjamim Lunardi, Nique Zoehler, Antonio Leutschuck, Jayme Araujo, Ivo Stein e Lauro Fenner.
Eram jogos emocionantes pela rebeldia de novatos e pela experiência de escolados.

O JOGO: Juventus 5 x 2 Paladino

 Clique na matéria para ampliar o que foi publicado no Jornal  A SERRA de 1955, sobre o clássico.`

Comentário:

ESTEVÃO FOI O FATOR DE DESIQUILIBRIO DESTE JOGO.

Mas aos remanescentes foram acrescentados com destaque, Careca e Telmo vindos de Porto Alegre, Décinho da terra e principalmente Estevão (Polaco) que teria atuado no Grêmio, como aspirante, mas, estava quilômetros à frente dos amadores da terra.

Pela sua picardia, capacidade e qualidade superior fez a diferença entre os dois times.
Os golos foram marcados, como se vê, por Jayme, cobrando pênalti e Telmo e Estevão (Polaco), estes, duas vezes
Pelo Paladino Ernani, Décio e Charles.
O Juventus fez cinco contra três na partida, talvez, mais emocionante entre esses adversários.
Digno de destaque a estreia nesse clássico de Estevão a que já nos referimos e, pelo Paladino, Paulo Terra, como se diria então, sem observância do politicamente correto, um “colored” de alma banca como atleta e principalmente, como gente.
Abaixo, a maioria dos atletas que se fizeram presentes nesse clássico histórico, com exclusão dos irmãos Cappellari, Luiz e Sadí, que aparecem no lugar de Carlinhos e Estevão.
Mais uma raridade.



Não fez parte da equipe colorada, Nolly Jonner, possivelmente, a maior legenda do clube.
No Juventus de sua formação inaugural restaram, apenas, Jayme e Adroaldo. 

domingo, janeiro 20, 2013

Memórias

DECISÃO CAMPEONATO AMADOR DE 1958: Aliança e Quaraí – 3 jogos e 24 gols.

Aproveitando as minhas férias - estou em Atlântida - resolvi transcrever um texto a mim enviado e manuscrito pelo ex-ponteiro direito do E. C. Aliança, o Sr. ELOI PEREIRA, mais conhecido nos meios futebolísticos santa-rosenses pelo apelido de Taquariano (ele jogou somente no Aliança e foi sempre titular no período das maiores conquistas do Clube, ou seja, de 1957 até 1963.

O E. C. Aliança, na condição de penta-campeão citadino de Santa Rosa, habilitou-se a participar do Campeonato Estadual de Amadores do RGS do ano de 1958. Foi vice-campeão naquele ano, tendo disputado a final com o Quaraí F. C., representante da cidade de Quaraí. O relato abaixo, é de autoria do ex-atleta ELOI PEREIRA, ponta direita da linha atacante do E. C. Aliança, fato acontecido em 1958. De invejável memória, relembra os fatos ocorridos nos três jogos da final do campeonato daquele ano.

O primeiro jogo foi realizado no Estádio Municipal Carlos Denardin, em Santa Rosa, tendo o Aliança ganho a partida pelo placar de 7 a 5. A curiosidade, trazida e contada pelo então ponteiro direito do E. C. Aliança, Sr. Eloi Pereira (Taquariano), está no do placar, assim construído: Aliança 1 x 0 - Quaraí 2x1 - Aliança 2x2 - Quaraí 3x2 - Aliança 3x3 - Quaraí 4x3 - Aliança 4x4 - Quaraí 5x4 - Aliança 5x5 - Aliança 6x5 e Aliança 7x5. Totalizando 12 gols.

O segundo jogo foi realizado na cidade de Quaraí e o placar foi de 3x2 para o Quaraí em cujo jogo foi apitado por árbitro Uruguaio, o Aliança vencia por 2x0 até os 38 minutos do segundo tempo, quando, o então árbitro, resolveu dar uma mão ao time de Quaraí, prorrogando o jogo em mais 15minutos, em cujo acréscimo, o Quaraí virou o placar vencendo o jogo por 3x2. Total de 5 gols.

O terceiro jogo, a melhor de três, foi realizada na cidade de Santa Maria, tendo então o Quaraí ganho o jogo por 5x2, cujo placar foi assim construído: o Quaraí saiu com 3x0 em apenas 08(oito) minutos do primeiro tempo; o Aliança fez 02 gols e teve a grande oportunidade de empatar, aos 45 minutos do primeiro tempo, quando foi assinalado um pênalti a seu favor, porém, desperdiçado pelo atacante Alceu Mallmann, que bateu forte na bola que foi direta ao travessão. No segundo tempo o Aliança se perdeu no jogo e daí a vitória do Quaraí por 5x2. Total de sete gols. Se somarmos os gols das três partidas disputadas nas finais, chegamos a um total de 24 gols, tendo em média por partida de oito gols.

Curiosidade: O campo onde foi realizada tal partida estava completamente enlameado e o barro era tanto, que em diversos locais quase encobria as chuteiras dos jogadores, nos narra o ex-atleta do Aliança, que o Quaraí era um clube com muitos recursos financeiros, tendo, inclusive, para disputar a melhor de três em Santa Maria, se deslocado com uma semana de antecedência ao dito jogo e, tendo treinado, nas condições do campo enlameado, 03(três) vezes. Tal estádio (ou campo) ficava numa baixada, onde o lodo se conservava por vários dias, em tempos chuvosos. Relatou Eloi.

Comentário: Naquele tempo os resultados eram quase sempre construídos com muitos gols e a razão era que não havia a filosofia dos técnicos de hoje (retranqueiros); naquele tempo se jogava no esquema de 2 (dois zagueiros de área); linha intermediária com 3 jogadores, e a linha atacante com cinco jogadores – avançados, sempre na busca dos gols.

Colaboração de Raul Meneguini.
Obs: este texto se encontra também no blog do EC Aliança: http://ecalianca.blogspot.com

domingo, outubro 28, 2012

Memória



Jornal A SERRA (ano 1953)
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Reiniciado o campeonato da cidade

O JUVENTUS CONTINUA NA LIDERANÇA

Derrotado o ORIENTAL  por 2 a 1. -  Boa assistência ao prélio. – Regular a arbitragem do Tte. Troeto Scherer

    Reiniciando o campeonato da cidade, do ano de 1953, jogaram no domingo último, no Estádio Municipal, as representações do Oriental e do Juventus. Conforme se previra, foi bastante boa a apresentação dos dois times que, no entanto, poderia ser bem melhor, não fosse o estado lamacento que apresentava o gramado da baixada. Contudo, tanto      
Oriental como o Juventus, procuraram jogar o que sabem e o que podem.
    O jogo foi iniciado com os contendores se estudando mutuamente, à procura das brechas, para as explorarem e colher frutos no marcador. A vanguarda Juventina atirava freqüentemente, porém, o jovem arqueiro de Três de Maio, teve oportunidade de brilhar por diversas vezes. Aos 25 minutos do jogo o placard foi inaugurado. Jaime, lutou com Willy, e cedeu o couro a José. O extrema direita atirou com violência, a pelota passou pela frente do arco e Telmo surgiu para arrematar com extrema clama. Estava aberto o marcador.
     O Oriental, desde este momento, procurava empatar a contenda ao passo que o Juventus se esforçava para conseguir  novo tento, mas   os minutos iniciais se escoaram acusando o marcador – JUVENTUS 1 – ORIENTAL 0.
      Após o descanço regulamentar, voltaram ao campo as duas equipes. Nos primeiros momentos, o Oriental jogando no campo sêco, levou pânico por diversas vezes ao ultimo reduto do Juventus. Aos 15 minutos, Rui aparando uma bola que viajava pelo alto, empatou o prélio.
      Foi justamente neste momento que o prélio assumiu contornos sensacionais. Houve uma luta dramática entre a vanguarda dos visitantes e a retaguarda dos locais. A todo momento, o Oriental pintava o tento da vitória, mas lá apor volta dos 30 minutos o Juventus foi se firmando novamente para jogar de igual para igual com o contendor.   
     Observou-se então cargas revezadas de ambos os lados, pois tanto Oriental como Juventus, desejavam abandonar o gramado com as honras de vencedor. Os visitantes levaram tramas mais perigosas, pois a pelota em gramado sêco, podia ser melhor controlada. A vanguarda do Juventus, porem, jogava a base do individualismo, pois o gramado lamacento não permitia que as tramas fossem perfeitamente efetuadas.      
     Aos 35 minutos, Décio, ao tentar entrar na pequena área, foi derrubado. O arbitro acertadamente marcou tiro livre. Foi formada a barreira do Oriental. Jaime destacado para bater a falta o fez com extrema felicidade, pois o couro bateu na trave para tomar o endereço certo: as rêdes.
     Com as equipes dando tudo para conseguir  mais um tento, os minutos foram se escoando e o juiz deu por terminado o jogo, com a vitoria do Juventus por 2 a 1, que assim se firmou na liderança do campeonato. A equipe vencedora, formou com a seguinte constituição: Paulo, Adão e Adroaldo  - Hector, Careca e Carlinhos – José, Décio, Luiz, Jaime e Telmo. Na arbitragem esteve o Tte. Troeto Scherer, que teve regular atuação. 

Preliminar

A preliminar, jogada entre os aspirantes, foi vencida pelos rapazes do Oriental, que depois de estarem perdendo de 2 tentos a 0, reagiram, vencendo o prélio por 4 a 3.(Nota: a matéria foi reproduzida conforme escrita na época de sua edição pelo jornal A Serra).



Comentário de  João Jayme Araujo

O Oriental Futebol Clube de Três de Maio foi fundado em 1925  no mesmo ano do surgimento do Uruguay F.B.C.

 Equipe do Oriental - 1969 (crédito blog do Oriental)

Não podemos nos esquecer que  Três de Maio foi distrito de Santa Rosa quando também o eram as atuais cidades de Porto Lucena, Alecrim, Santo Cristo, Candido Godoy, Horizontina, Tuparendi, Porto Mauá, Cinquentenário e outros. 
Segundo relatos de Waldemar Zenni, eram celebres os jogos entre os dois times.
O campo de terra se situava onde hoje está o Cemitério Municipal.
Conta que tal como hoje e  com mais paixão, era ferrenha a rivalidade entre eles.
Houve brigas homéricas quando, inclusive mulheres, brigavam com as visitantes usando como arma sombrinhas e guarda-chuvas.
Historia, historia, historias...
A rivalidade futebolística perdurou pelos anos a fio e era comum que as pugnas terminassem em conflitos tanto lá, como aqui.
A propósito da partida em referencia apenas relembramos que a Baixada tinha ao Oeste o rio Pessegueirinho e a Leste o Pessegueiro, que logo depois do campo se uniam, formando um novo rio.
Na parte do campo que entesta com o Pessegueirinho, por haver um declive, a água empossava mais, por isso o terreno se apresentava úmido e, às vezes, alagado.
O Oriental sempre teve times fortes e consta, quando de partidas amistosas, mas importantes, não raro se fazia "enxertar," por atletas de outras plagas, como Santo Ângelo e Três Passos.
Dos jogadores da equipe que me vêm a mente destacavam-se:
Dari Simm, ainda jovem mas das maiores promessas  na posição de goleiro, de toda a região;
Picolé, zagueiro rude, com poucos recursos que dava bico para todo o lado;
Itamar, vindo de Santo Ângelo, centro médio, técnico;
Nuto Nagel, outro que se iniciava e no qual se poderia apostar algumas fichas;
Cassol, meia-direita, arisco e brigador que numa partida, mesmo sendo adversário, nos brindou com um dos mais belos lances que a Baixada assistiu. Aparou uma bola de sem-pulo a la Bebeto, marcando um gol, inesquecível;
Carlitos meio gordinho;  usava o corpo como ninguém, técnico, calmo e ótimo jogador.
Desses, Nuto e Itamar chegaram a se acertar com o Presidente Severino Grechi para jogarem pelo Juventus.
Os componentes da equipe do Juventus formavam um dos melhores conjuntos que  representaram suas cores.    
A propósito, arrisco-me a escalar a melhor formação do Juventus:      Flavio, Julio Silva e Benjamin. Nique, Careca e Prof. Albino. Jayme, Décinho, Lauro Fenner, Alceu Mallmann e Plínio Tonel.      

sábado, agosto 25, 2012

Memórias do nosso futebol

PALADINO 3 X 1 JUVENTUS 
(História do jogo realizado a 59 anos. Colaboração: João Jayme Araujo) 
 
Data: 27 de setembro de 1953
Local: Estádio Baixada do Pessegueiro – Santa Rosa/RS

                                                                                                    
A  equipe do Paladino FC que disputou o jogo
 

A equipe do Juventus AC que disputou o jogo

(Ao fundo, a direita, o time do Paladino entrando em campo.)

Leia o que diz o Jornal A SERRA sobre o jogo no final de semana seguinte: 
 Clique na foto para ampliar.



Graças à colaboração de Elton Zielke e de Joca, filho de meu querido amigo LUIZ CAPPELLARI, assim como o foram todos os seus irmãos, resgata-se por fotos e noticias de A SERRA, um dos clássicos mais esperados no futebol de nossa terra.
Paladino e Juventus eram os expoentes do futebol em Santa Rosa.
O clássico de 1953 decidiria, possivelmente, o campeonato.
Como atrativo extra, a disputa da condição de artilheiro do ano, entre Charles e Jayme, que estavam empatados. Com dois marcados nesse jogo Charles conseguiu o galardão.
O Juventus era comandado pelo técnico Barcellos, que viera de Porto Alegre, trabalhar na construção civil e com eles dois atletas que logo se incorporaram aos periquitos, CARECA E TELMO.
CARECA um centro médio com as características dos center-halfs, de então.
Daqueles que tendo a bola sob seu domínio, normalmente, de cabeça erguida, lançavam em ótimas condições seus atacantes, para que esses desempenhassem a respectiva missão.
TELMO, um ponta-esquerda arisco que buscava e encontrava a linha de fundo. Um dos trunfos do Juventus, mas, nessa partida, por contusão, não pode atuar o que se constituiu num sério desfalque.
Examinando-se hoje as fotos da pugna, chega-se à conclusão que o PALADINO tinha melhor time.
Sobressaiam DÉCIO e NIQUE irmãos, zagueiros comprados depois, por uma geladeira a cada, pelo Aliança.
Os irmãos Charles e Nolly,, este, como se diz, sabia e Charles um ponteiro-direito, depois centroavante. Velocista e dono de um chute potente. Tinha o faro do gol.
Como goleiro, Júlio, discreto, mas efetivo.
Nino, zagueiro que tinha passagem por bons clubes de centros maiores.
Ernani, tosco, mas, se impunha em sua área.
Napoleão, bom lateral, marcador implacável.
Lauro Fenner, que atuara antes, com destaque no próprio Juventus e no Tuiuti de Santo Ângelo e Paulo Terra, um porto alegrense colored, como se dizia, antes do politicamente correto, dono de uma visão de jogo destacada, bom jogador, melhor caráter.
No Juventus eram destaques, Careca, Antonio, Jayme, Décinho, este o cérebro do time, dos maiores jogadores da região e Luiz Cappellari, bom jogador, mas, genioso.
Pela comparação, vê-se a superioridade do vencedor. 



Equipe do Juventus entrando no Estádio: na frente Jayme. Fila da esquerda, Hectore, Carlinhos, Careca e Luiz Cappellari. Na direita: Adão, Antonio e Decinho. De chapéu, no lado, Telmo ponteiro esquerdo que, por contusão, não atuou. 

A TORCIDA FEMININA 

Foram destaque nessa partida, as torcidas femininas. Admiradoras do Juventus, tendo Ascânio Pinto como chefe da torcida e Claudete Araujo à frente, resolveram marcar presença, devidamente uniformizadas.
O vestido era de cor verde, com golas e punhos vermelhos e completando o visual um chapéu de palha enorme.
Para saudar sua equipe, percorreram o comércio em busca de auxilio, destinado a compra foguetes, com os quais receberam os atletas na entrada em campo.
Nas fotos abaixo das torcedoras, vêem-se três incidências, como: entrada em campo, entrega de uma "corbeille" para o capitão da equipe, Careca e este acompanhando Águeda e Claudete Araujo, quando estas deixavam o campo. 



Ascânio Pinto, chefe da torcida do Juventus. Aparecem, dentre outras, Claudete, Águeda e Negra Araujo, Evinha, Lisete Koch,Neiva Hoffmann, Maria do Carmo Acioli e Laís Albrecht.



Careca, capitão da equipe do Juventus  recebendo uma corbelia de flores. Vê-se, entre os chapéus, os atletas Adroaldo Liberalli e Paulo Pinto que não apareceram n a foto da entrada no Estádio.



Capitão do Juventus Careca, acompanha Águeda e Claudete Araujo, quando elas se retiravam do campo em direção ao Pavilhão.



Torcida feminina do Paladino: Janete Berta, Liége e Dione Zenni; Vera Maria, Stella,Maria de Lourdes Cardoso, Miriam e Eda Zenni; Lilian (de mãos erguidas) e Luze Koch, Ruth Matter, Ila Andrade...".
Como em cidade do interior é difícil guardar-se segredo, as torcedoras do Paladino descobriram o movimento das adversárias e também se fizeram presente uniformizadas.
A história contada por VERA CARDOSO WIENANDTS: " Eu, era menina de tranças, ainda. As mais velhas conseguiram motivar a turma então apaixonada pelo Paladino, determinando que todas usariam roupa branca e vermelha de
preferência a saia branca e blusa vermelha. Quem não tivesse colocaria alguma roupa onde se destacassem essas cores.
Outra coisa, lembro bem, confeccionamos bandeiras de tiras vermelhas e brancas de papel crepon, presas numa madeirinha por percevejo.
As menores, as amigas minhas,Dione,Liége, fomos arrecadar as hastes dessas lá no Scalco Móveis que cortaram exatamente como pedimos.
Todo mundo se juntou pelas casas para confeccionar as ditas bandeirinhas.
Entramos pela lateral do campo em direção às arquibancadas. Agitávamos as bandeirolas gritando frases e palavras de efeito visando um bom desempenho de nosso time. Vitória do nosso time.
O Paladino estava no auge e nós meninas que frequentávamos o estádio do Pessegueirinho junto com as manas maiores, claro, resolvemos apoiar o time com uma grande torcida feminina. E, assim foi, num determinado domingo para espanto de todos, adentramos pelas laterais do gramado. onde havia o campo e onde o Paladino enfrentaria (Juventus) vestidas "para matar" de branco e vermelho. A saia rodada(da época, com armação) era branca e a blusa vermelha ou vice versa como havíamos combinado em reunião da turma.
.Ah, aquilo deu uma vida na torcida que não parava de gritar palavras de incentivo, de força aos jogadores que também havíamos combinado.
Uma começava e as outras iam fazendo um coro, espetacular, o povo aplaudia e co-participava.
Foi inédita esta atividade com relação a um time de futebol, enfim, mais ou menos 30 meninas, adolescentes e as mais maduras.
O máximo, numa época em que o futebol era uma grande atração, um bom programa de domingo à tarde, nas pequenas cidades e os jogadores nativos do local, todos conhecidos e alguns namorados.
Espero que gostem do que contei, pois, para mim estasatividades,foram inesquecíveis.(Vera Cardoso Wienandts) 

sábado, agosto 27, 2011

Memórias

SANTA ROSA - A BAIXADA DO PESSEGUEIRO

João Jayme Araujo
jjgaucho23@hotmail.com

Por intermédio de um amigo – Prof. Atanagildo - recebo uma foto, de um local terraplanado onde fora campo de futebol, velho reduto do Mato do Líbano, depois apelidado de CAMPO DA BAIXADA, talvez com inspiração da velho Fortim Tricolor do Grêmio Porto Alegrense, na atual rua Mostardeiro e onde funciona hoje o Grupo Escolar Uruguai.

Ontem: A velha Baixada, ao fundo o pórtico, de madeira (como todo estádio), com as bandeiras em domingo de jogo.

Hoje: o terreno da antiga Baixada ao lado do Rio Pessegueiro, sendo aterrado para instalação de uma fábrica.

Deixemos elucubrações de lado e fixemo-nos no velho CAMPO DO PESSEGUEIRO.

Assisti ai, defesas monumentais de goleiros como ARI, do Paladino que tinha a peculiaridade de em vez de encaixar um chute forte, responder com um soco com as duas mãos fechadas, para a frente, na bola, como a dizer ao atacante: - Chuta de novo.

O Guaiquíca, vindo de Santo Ângelo, arqueiro espetáculo que, para ganhar a vida instalou-se com Sapataria em uma das dependências que serviram para hospedagem no velho Hotel Joner, já desativado.

O Neter, surgido no Ipiranga, jogava de fardamento branco e era louco por ser o protagonista da pugna.

O Julio Andrade longevo, sóbrio, mas bom arqueiro.

O Paulo Araujo que imitando Sergio Moacir Torres, guarda-valas do Grêmio, saia um pouco paro o lado para ia ao encontro da bola, fazendo a chamada ponte,

Mas o melhor de todos? – Sabiá. Humilde, quietão, jogando como se estivesse pescando ou pintando paredes..

Dos zagueiros, direito, central ou de espera, destacaram-se, dando balão para o lado do qual a bola vinha, Hilário Zenni e Jacob Louco.

A zaga mais consistente no Paladino e no Aliança, foi dos irmãos Decio e Nique.

Como laterais direito, dignos de menção pelo arrojo, coragem e mordendo todas Pinga e Napoleão.

Na meia-cancha vem-me a lembrança o Prof. Albino e Careca, ambos center halfs do Juventus.

E no ataque muitos destaques, despontando como “primus inter pares”, Penicilina que iniciou como Fritz num campinho de várzea e aqui só ficou por fazer ouvidos de mercador ignorando o canto de sereia que sempre chegava aos seus ouvidos.

Alguns outros que lhe seguiram como Heitor Lotario Saffi seu primeiro meia- direita.

Decinho dos maiores dribladores e jogando sempre para a frente, em direção ao gol adversário.

Alceu Mallmann que despontou como craque no Renner, o Papão de 1954.

Charkes e Noly Joner. Charles destacado ponta-direita e depois como centroavante, com rara velocidade e senso de oportunismo.

Noly, conhecido e reconhecido como o homem da virada, o que fazia com perfeição, seguindo o exemplo que Luiz Carvalho do Grêmio que imortalizou essa jogada.

Pela ponta esquerda Koplin o homem do chute mais forte que a memória me traz, tal como o fazia Jair da Rosa Pinto no Vasco e na seleção brasileira.

O mais técnico, craque é, para mim o Plínio Tonel.

A SELEÇÃO DA MEMORIA: Sabiá, Decio e Nique. Napoleão, Careca e Pinga. Lotario Saffi, Decinho, Penicilina, (Charles), Alceu (Noly) e Plínio(Koplin).