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sexta-feira, fevereiro 21, 2014

PROJETO

“CRÔNICAS DE FUTEBOL”

“Se o Brasil é o País do futebol, vamos transformá-lo no País da Leitura. Envie suas crônicas.”

A escritora Maira Beatriz Engers, radicada em Santa Rosa, em 2013, apresenta mais uma solicitação para resgate histórico-cultural, com a publicação de um livro inédito, uma coletânea de "Crônicas de Futebol, escritas por vinte times de futebol de Santa Rosa e convidados, tendo madrinha da coletânea.... e jogadores de futebol convidados ... , obra literária sugerida pelo amante incondicional do futebol Sr. Nildo Barros, projeto inspirado na intensidade do futebol do Zico(Arthur Antunes Coimbra _ “ Galinho de Quintino”), nosso goleiro Cláudio Taffarel(ídolo nacional) e na força que o esporte exerce no cotidiano de todas as idades, cruzando leitura como esporte, atitude. Assim, continua o escritor Aldyr Garcia Schelee, que publicou entre tantas obras: "Contos de Futebol", bilingue (Brasil e Uruguai)e ganhador do concurso para criação da camisa da seleção canarinho(a amarelinha), camisa da Seleção Brasileira de Futebol.

O futebol é uma das grandes paixões brasileiras, mas em nossa literatura de ficção são raros os livros que tratam desse tema. Em compensação, surge este projeto, que com a publicação da obra solicitada trará contos e crônicas em histórias divertidíssimas, mesclando fatos, leitura, literatura com o esporte maior: "o futebol", busca-se também dar ênfase a personagens anônimos que fizeram ou fazem a história de Santa Rosa e região através deste esporte, como num jogo de esconde-esconde, na entrega que fala dos dramas, amores, vivências do dia-a-dia destes homens, meninos, seres humanos que carregam em suas chuteiras barro e sangue, até de bombachas ou times de camisa contra os sem camisa, com a valorização cultural levando além fronteiras o nome de Santa Rosa e região. Dando extensão à História e à Literatura de Santa Rosa com o lúdico nas brincadeiras de futebol ou jogos de várzea, que nos diverte e nos leva a emoção do chute ao gol, em segundos como fôlegos de vida.
O momento da publicação, sessão de autógrafos teremos a presença ilustre dos jogadores/escritores e convidados que elevam o esporte e a leitura... Sessões de autógrafos em Santa Rosa, Porto Xavier, região e 59ª Feira do Livro de Porto Alegre nov./2014.

Para tanto, a escritora em parceria com o patrocínio de ... e (demais patrocinadores, se necessário for) visa com esta coletânea histórica organizada pela mesma escritora: Maira Beatriz Engers, o poeta Paulo Miguel Aquino, Volmei César, Sávio Hermes, Leila Pinto e demais colaboradores... elevar a cultura de Santa Rosa e região com fatos da História do Futebol em campos interioranos, na obra "CRÔNICAS DE FUTEBOL". Toda a publicação é procedida com acompanhamento da escritora, madrinha... alguns poetas santa-rosenses para diagramação(Sávio Hermes) e revisão com os autores da obra . O livro editado será entregue uma cota de 10 exemplares que serão destinados aos autores, a título de direitos autorais.
Esta obra literária terá cerca de 130 páginas, impresso em papel ofício, nas dimensões convencionais, com seleção de cores na capa e tiragem de oitocentos exemplares.
Trezentos exemplares aos organizadores do projeto para sessão de autógrafos, que ocorrerá em junho/2014(Copa Mundial de Futebol) no Município de Santa Rosa, junto a um time de várzea ou em Porto Xavier, tendo a empresa... como apoiadora principal ou demais apoiadores (Empresas de Comunicações, RBSTV.)

Caberá ao senhor Nildo ( que sugeriu o projeto) e a escritora Maira B. Engers buscar o Valor, sem qualquer ônus aos prosadores (autores) e times do contemplado projeto.
O contato com os presidentes ou dirigentes dos times de futebol para busca e/ou produção dos textos fica a cargo... Nenhum texto será publicado sem prévia autorização.
Certo de que seremos compreendidos, colocamo-nos à disposição para mais esclarecimentos.

Maira Beatriz Engers
Escritora responsável pelo Projeto
Contatos: Cel.: (55) 9139-7903 E-mail mairaengers@hotmail
OBS.: Os textos em (rascunhos) poderão ser deixados na Biblioteca Pública Municipal ou combina-se reuniões com times, grupos maiores, com minha presença.

Foto: 1954 no campo em macegas, onde atualmente é o Estádio do Uruguai Futebol Clube, em Porto Xavier. Quatro jogadores deste time estão vivos próximos dos 80 anos: Alcindo Roque Engers, Gumercindo Rigo, Arno Hauser e Chico Loco (Ernani Pereira

sábado, setembro 29, 2012

ARTIGO

FUTEBOL, EDUCAÇÃO E EXODO RURAL.


Alguém perguntará o que isto tem haver em comum? Qual a relação entre si? Do ponto de vista analisado, tem muito sim. Traço um registro histórico. Na colonização de Santa Rosa, a agricultura de forma mais  rudimentar e de subsistência, com a comercialização dos produtos como forma de renda familiar. O trabalho penoso fazia com que as comunidades, em mutirões resolviam os problemas. Construíram igrejas, escolas, fundaram times de futebol, salões comunitários, etc. No segundo momento, no final da década dos anos 1960 e inicio dos anos 1970, com fortes subsídios, a agricultura foi estimulada para a mecanização com a prática monocultura (trigo/soja). Grandes cooperativas, incentivadas pelo governo, foram criadas. Em contra partida acabaram-se as pequenas cooperativas e os bolichos das esquinas e dos cruzeiros, que compravam e vendiam ou trocavam mantimentos e insumos, abastecendo os agricultores. A mecanização gerou um excedente na mão de obra familiar. Muitas pessoas foram jogadas para as cidades através do êxodo rural. Houve um esvaziamento humano no campo. Não bastasse, através de programa, nuclearam as escolas, urbanizando a educação. As crianças e os jovens, carregadas pelo transporte escolar, são educados em outras comunidades, que não as de origem e na cidade.
Com isto, escolas cessaram obrigatoriamente suas atividades. O resultado de tudo foi a perda do vinculo e referencia das crianças e dos jovens com o meio rural. Com o fechamento das escolas, muitas comunidades rurais perderam também sua referencia. O professor, sempre uma expressiva liderança, a associação de pais e mestres, desapareceram. Com o somatório, o futebol organizado nas comunidades também foi sucumbindo, pois, com o esvaziamento, não existiam pessoas suficientes para a formação da diretoria e dos quadros. Por vezes, hoje, lideranças, por teimosia e persistência, carregam na garupa a responsabilidade de manter vivo o futebol em poucas comunidades.
Exemplos de patrimônios (campos, alambrados, vestiários, copas, etc.) esquecidos e desgastados pelo tempo deterioram-se. 





Foto a esquerda e  a abaixo -  Vestiários para o time local e visitante e túnel de acesso ao  campo  do Danúbio Azul em abandono. No canto da foto ao lado, a placa que celebra as melhorias em 1986.



Clubes de outrora gigantes e campeões, hoje estão na memória, daqueles que um dia fizeram a história. Quem não se lembra do Danúbio Azul do Lajeado Capoeira (Campeão em 1973), do 1º de Maio do Lajeado Assombrado, do Caxias do Lajeado Manchinha, do Radar  do Lajeado Tarumã, do Olaria do Lajeado Grande (Campeão em 1968), do Flor da Serra do Campo da Aviação. Um vazio que dificilmente será preenchido. Poderão dizer, existe ainda futebol no interior. Claro, existe. O Guarani do Lajeado Pessegueiro (Bicampeão em 1974/1975), o Farroupilha do Lajeado Reginaldo e o Esportivo de Bela União(Campeão 2010). Mas, é pouco. Quem dirige e quem joga nestes quadros? Muitos são urbanos que no final de semana, por laços de amizade e parentesco ou porque lá nasceu vão até as comunidades praticar o futebol. E mais, por estarem próximas da cidade com facilidade de acesso.

Hoje estamos num processo transitório na agricultura. Alternativas surgem para a agricultura familiar. Mas, e agora? Onde está a mão de obra necessária? Não temos mais jovens para as lides agrícola, como também não temos mais jovens atletas para a prática do futebol no meio rural.
Se dividirmos a área do município em dois hemisférios, tendo como linha divisória a ERS 344, do lado oeste não há futebol, incluindo o Distrito de Sete de Setembro; no lado leste ainda sobrevivem o Guarani, o Farroupilha e o Esportivo.

Visitamos as praças do Lajeado Assombrado (1º de Maio), Lajeado Capoeira (Danúbio Azul) e Lajeado Manchinha (Caxias), tomamos ciência do abandono total. Uma característica entre eles: igreja, escola e campo juntos nas comunidades do Lajeado Capoeira e do Lajeado Manchinha. Só a comunidade religiosa em atividade, mas com poucos associados.  Nas tres comunidades a escola (em ruínas) e campo esquecidos. Observamos a prova concreta da relação entre igreja, escola e futebol, que não existe mais, por conta de um modelo que desarticulou as comunidades do meio rural.

Campo do extinto E.C. Primeiro de Maio.
O gramado virou pasto para as vacas leiteiras, as traves de metal atacadas pela ferrugem, testemunham que ali se praticava futebol e   o fundo a escola como tantas outras, desativada.

domingo, setembro 23, 2012

Grêmio Sportivo 14 de Julho



GRÊMIO SPORTIVO 14 DE JULHO


João Jayme Araujo
e
Wilson Motta Codinotti


Um grande amigo nosso, da cidade de Santa Rosa, como todo aquele que deseja saber mais sobre a sua cidade tornou-se, sem demérito algum, muito antes pelo contrário, um "curioso por excelência".
Quando sobra um pouquinho de seu precioso tempo, debruça-se sobre antigos exemplares de jornais locais, do passado, onde tem descoberto valiosas pérolas.
A última: trouxe à vida um desconhecido ou pouco lembrado GRÊMIO SPORTIVO 14 DE JULHO. O nome, uma homenagem de esportistas locais a antiga denominação da Vila.
Até então, o que se sabia a cerca de futebol, cingia-se a memoráveis recordações do URUGUAY FOOT BALL CLUBE.
Pela "nominata" dos integrantes da nova agremiação, atrevo-me a afirmar que talvez, o novo clube tenha nascido por interesses antagônicos no esporte, na política ou em qualquer outra atividade humana, como seguido ocorre.
Mesmo porque o URUGUAY já estaria inativo. À guisa de comparação vejamos próceres do Uruguay, dentre outros: José Maciel, Luiz Kurkowski, Arthur de Carli, João Macluf, Fernando Albino da Rosa, Vergilio Lunardi, Dr. Belanca, Gomercindo Albrecht, Prof. Alfredo Andara, Augusto Matter, Dr. Bonifácio, José Macluf, Estanislau Kotlinsky, Antonio Cappellari,Vergilio LunardI, Constantino C. Liberali, Benjamin Vargas, Armando G Guindo, Luiz Zenni e outros. .
Notícias colhidas em A SERRA, jornal da época, destacam que o GS 14 de Julho foi fundado em 24 de março de 1941. Foram os fundadores e primeiros dirigentes: Capitão Pautilho Palhares, prefeito nomeado; Paulo Maia Pinho, engenheiro; Adolfo Ambros, de família tradicional; Dr. Darci Berbigier, promotor público; José Ferreira de Oliveira, Exator Federal; Lamartine Ribeiro Marques; Pedro Barbosa, juiz de direito; Luiz Giacomelli, advogado provisionado; Roberto Conte, joalheiro; Olvito Farias, datilógrafo do cartório do Major Santos; Antoninho Viana, funcionário policial; Avelino Lavarda, do comércio; Armando Hagg, viajante comercial; Dinarte Vasconcelos, advogado provisionado; Ten. Orlando Pacheco, datilógrafo do cartório do Major Santos; Reinholdo Jaeger, proprietário do Hotel Avenida; Roberto Schtaleker, oriundo de Porto Alegre, trajava com esmero, usando polaina, por cima do sapato. Casou com dona Elisa Pilz. Foram donos do A CIGANINHA, restaurante de muito prestígio. Voltando a P. Alegre, abriu um com o mesmo nome e foi o primeiro ecônomo do BARRIL e CHOPÃO casa de chope e shows, no complexo Beira Rio; Walter Loureiro, inspetor de policia vindo da capital do Estado,magrinho todo elegante.Alberi Machado, ourives; Dr. Vicente Cardoso um dos cérebros da região, engenheiro.


Moacir da Cunha Röesing, coletor federal. Fundou e dirigiu o semanário A SERRA. Foi através das páginas desse jornal que a comunidade engajou-se na campanha para emancipação de Santa Rosa, ocorrida em 1931. Jogou no Uruguay Futebol Clube, sociedade esportiva de Santa Rosa, fundada no ano de 1925. Sagrou-se campeão municipal por vários anos defendendo as cores dessa agremiação. A par de suas atividades profissionais e esportivas, dedicava seus esforços também para ações culturais. Em 1932 fundou a Sociedade Cultural de Santa Rosa, dirigindo-a até 1934. Nesse local, juntamente com outros violonistas, dentre esses meu pai, João Aguirre Araujo, lançou uma composição sua, das primeiras canções com temática gaúcha.               

Lembro o grupo de violonistas "adentrado" pela porta principal do Cultural já ponteando os pinhos para irem a um palco adrede preparado e aí lançarem “CAMPINAS DO RIO GRANDE, VENHO VINDO DAS CAMPINAS  ou MEU PAGO  que é o nome certo. Avô de Regis Rösing, atuante repórter da TV Globo e ancestral de Tânia Rösing criadora e condutora das Jornadas Literárias de Passo Fundo, evento realizado periodicamente e que converteu-se num dos maiores debates da literatura da América Latina; Ervino N. Vitê, engenheiro chefe da Comissão de Terras. Teria sido muito bom jogador de futebol, como seu irmão Carlitos, um perninha torta, exímio dançarino; Byron Cardoso, sobrinho do Dr. Vicente e filho de Altamiro Cardoso, agrimensor; José Lavarda, comerciante; Augusto Julio Matter, também do comércio; Nolar Kruel, tesoureiro da Prefeitura; Antonio Pereira Lima, inspetor de polícia; Dr. Francisco Niderauer Timm e Dr. Etiene Miroslav Gregoraief ( Dr.Russo) médicos; Luiz Fernando Berbigier, militar; Vicente Zöelehr, proprietário do jornal A SERRA; Agostinho Frainer, dono do cinema; Dr. Zavagna, advogado provisionado; Arthur de Carli, de origem uruguaia, do comércio tido, havido e reconhecido como excelente jogador de futebol, do Uruguay; José Pazzini, escriturário do cartório do major Santos; Deoclécio Silveira, trabalhou na prefeitura chegando a exercer o cargo de subprefeito e Vergilio Lunardi, do comércio. (jornal A SERRA de 30 de março de 1941)


Primeiros jogos do 14 de Julho

As primeiras partidas foram contra o Grêmio de Santo Ângelo, Roque de São Luiz Gonzaga, Riograndense de Cruz Alta e Oriental de Três de Maio. São noticiadas as seguintes efemérides:
- Dia 18 de maio de 1941 - em Cruz Alta jogo contra o RIOGRANDENSE (foto abaixo). Não há referencia ao resultado.



- 22 de junho de 1941 - recebeu a visita do Roque de São Luiz Gonzaga. Os são-luizenses partiram de sua terra no sábado e, devido ao estado das estradas, somente aqui chegaram no dia seguinte. Nessa época excursão de clube de futebol sempre era acompanhada por grandes caravanas recebidas com festas, programa social e visitas a locais interessantes da cidade visitada. Dentre esses, os missioneiros visitaram as obras do hospital na atual avenida Dr. Francisco Niderauer Timm. Oradores se faziam ouvir. Na ocasião falaram Fernando Albino da Rosa, poeta, jornalista e escritor e o brilhante advogado Mirandolino Comarú.
- 29 de junho de 1941 - Revanche em São Luiz Gonzaga, em partida que foi acertada através de telegrama o meio mais rápido de comunicação. Quando atrasava vinha com um carimbo com a seguinte frase: DEMORADO DEFEITO LINHA. Tínhamos o JAZZ BAND, 'PULMÃO DE AÇO", assim conhecido devido à grande capacidade pulmonar do Maestro Krüger, o sax da orquestra e músico do  afamado conjunto da região, que acompanhou a delegação.

- 19 de agosto de 1941 - 14 de JULHO 3 x GRÊMIO DE SANTO ÂNGELO 1. A única partida registrada com as incidências dela.



- 15 de outubro de 1944 - ocorreu A PROCLAMAÇÃO DA MADRINHA, na Sociedade Cultural.A escolha recaiu na senhorita Neusa Reggiori com 698 votos. Como segunda e terceira colocadas Herta Mundstochk e Heide Gallas. Neusa Reggiori teve dois irmãos Bade e José. Sua mãe foi, por longo tempo, agente da Telefônica quando as comunicações eram difíceis.Seguidamente deve ter sido xingada por conterrâneos que teriam segundo eles, ligações importantíssimas!
Do time do URUGUAY, integraram o GRÊMIO SPORTIVO 14 de JULHO, os seguintes atletas:
- URUGUAINA: jogador de futebol veloz e rápido e de bolão, que teria aqui chegado em circunstâncias nunca bem esclarecidas. Era comum fronteiriços bandearem-se para o lado de cá. Como particularidade jogava usando sobre a testa uma vincha preta, lançando, talvez, a moda que se tornou famosa no mundo graças ao adorno - faixa - ostentado por RONALDINHO GAÚCHO.
- OSMAR CODINOTTI: das maiores revelações de nossa terra que graças ao seu futebol e ao interesse pela instrução foi estudar em Cruz Alta onde jogou nos três times de lá, NACIONAL, GUARANI E RIOGRANDENSE e ......        galgou o posto de Gerente do INPS, um dos nascedouros da atual Previdência Social.
- ANTONIO KIPER VIANA – (Antoninho). Consta ter jogado em Porto Alegre entre os reservas do Grêmio. Chegou a atuar pelo PALADINO FUTEBOL CLUBE.
- LEQUE - O primeiro atleta profissional em Santa Rosa. Adquirido, a peso de ouro, do futebol de Santa Maria, por João Macluf dos altos próceres do URUGUAY.
O 14 de Julho teve vida efêmera. Como surgiu, desapareceu.
 

domingo, setembro 16, 2012

Memórias do nosso futebol


 VILA DOS TAQUARIANOS

João Jayme Araujo
jjgaucho23@hotmail.com
www.joaojayme.com.br

Quando jovens nada era empecilho para alcançarmos a felicidade de jogar futebol, mesmo que para isso tivéssemos de andar por quilômetros e mais quilômetros.
Assim, íamos a pé até o Quilômetro Três  ou Vila dos Taquarianos, na estrada para Tuparendi, passando por Cruzeiro.
A denominação, deve-se, pela colonização ter sido feita por pessoas vindas da cidade de Taquari. (Uma leva de imigrantes, descendentes de açorianos, vindos da região de Taquari, se estabeleceram em algumas comunidades arredores da cidade, dentre elas o Quilometro Três.)
Íamos a pé, seguindo pela Vila Flores, em direção ao Norte.
Lá chegados jogávamos com os nativos, num campo de futebol, grande, de dimensões oficiais, mas todo de terra, nada de grama.
Terminada a refega, vínhamos pelo mesmo atalho,  para encurtar distancias, cansados pelo jogo e pela caminhada
Porém, no gozo da felicidade.
Éramos felizes e ainda não sabíamos!
                            
TAQUARIANOS

Originários da Vila do mesmo nome, pelos menos dois Taquarianos, fizeram historia no futebol da cidade. 



Na foto: à esquerda Eloy e a direira Adãozinho fizeram história no futebol.

Adãozinho apareceu em Cruzeiro e atuou, inicialmente, pelo Juventus. Por motivos ignorados – talvez problemas de deslocamentos – tanto aparecia como desaparecia. Ressurgiu depois, no Paladino, e deve ter encerrado a carreira no EC Aliança ou no Juventude. Avante todo desengonçado, corria como se viesse aos trambolhões, mas, normalmente comparecia no placar, como se diz hoje.
Eloy fez parte de uma onda de renovação no Aliança quando tal aconteceu no elenco.
Atuava pela ponta direita.  Foi campeão estadual.
Hoje, como fiscal fazendário, aposentado, vive em Tucunduva e trocou o futebol pela pescaria.
Deve ser daqueles que têm muita historia para contar!

sábado, agosto 18, 2012

Histórias do Futsal


RIVALIDADE... ÀS VEZES ATÉ DEMAIS!

Transcorria a primeira metade dos anos 80. O futsal ( na época futebol de salão, com suas regras próprias) em Santa Rosa e na região estava em alta. O Juventus, com extraordinário plantel, formado por atletas locais que representava muito bem nossa cidade. Todos, trabalhadores, estudantes, que convocados, praticavam um futebol coletivo, requintado, que encantava o torcedor que lotava as arquibancadas do ginásio municipal. Vale lembrar: Renato, no gol; Babá ala direita, Chico Faco(Zoelher) como fixo e na ala esquerda, ora Chico Tim com seu canhotaco,  e ora Alfredo Moroni com sua técnica apurada; na frente o  extraordinário Adonis, que com seus dribles encantava a todos; ainda tinha Luisinho Giordani(no gol), Kika, César, entre outros... e como técnico, o competente Edgar Massotti.
No que podia, acompanhava os jogos em casa. Relato um episódio que aconteceu aqui e em Horizontina. Lá se destacava um time formado por também pratas da casa, que carregava o nome de Os Insetos. Ambos integravam a mesma chave, pelo campeonato estadual daquele ano. O primeiro duelo aconteceu aqui. O nosso ginásio lotado, com torcedores dos dois lados, a maioria nossos. O juventinho, como era chamado carinhosamente, não jogava mal, mas esbarrava num ferrolho suíço, intransponível, armado pelo técnico adversário, pois, sabia da capacidade do nosso time. Num contra ataque, o frente deles, lembro até o nome,  Vicente, abre o placar, quase no final do jogo e o Juventus não consegue reação e a contenda termina com muitas provocações. Era clássico, e vencer o Juventus aqui, era uma façanha e tanto.
Poucos dias depois, num sábado à noite, foi o jogo na casa dos Insetos, no ginásio Edio Sthol, em Horizontina.  Vários ônibus lotados de torcedores juventinos se deslocaram para lá.  Foi organizado um forte policiamento nas cercanias e dentro do local do jogo, pois, o mesmo prometia. Os torcedores daqui, em bloco, protegidos pela policia, ficaram isolados na arquibancada, sem contato com o restante dos torcedores. Recém iniciado o jogo e os Insetos parte em massa e abre o placar. O ginásio, quase veio abaixo. Histeria total. Aos poucos, nossos meninos foram  acertando na quadra e tomaram conta do jogo. Já no primeiro tempo  encerrava com uma grande virada. Nós estávamos em êxtase. Na casa deles, lotada, e vencendo. Era o máximo. Mal podíamos esperar o que poderia acontecer. Nossos atletas, empurrados pela nossa torcida, continuaram fazendo gols. Não  lembro bem, mas acredito que já estávamos no sexto gol. O tumulto começou. O policiamento estava com dificuldade de conter os irados insetívoros pelo revés determinado por nossos garotos. Antes de terminar o jogo, faltando alguns minutos, o policiamento recolheu nossos torcedores e encaminharam sob sua proteção aos ônibus. Rumamos em comboio, também sob proteção policial em direção a Três de Maio. Nossa surpresa, quando já alguns quilômetros percorridos, de um barranco da estrada, na passagem dos ônibus, pedras espocaram sobre o teto dos coletivos. Prontamente a policia interveio, mas não surpreendeu ninguém. Nas proximidades de Três de Maio, o comboio foi liberado. Já era madrugada quando adentramos  na cidade, pelo Bairro Cruzeiro. Salvos? Ainda não! Numa mistura de alegria e apreensão, discorríamos sobre o jogo e os acontecimentos da noite, quando de repente, não sei como, no transcurso da Avenida Expedicionário Weber, houve um abalroamento entre os ônibus e mais alguns veículos do comboio. Foi tudo muito de repente. Houve alguns feridos, mas pouca coisa. Lembro que, quando do choque bati meu pescoço na guarda do banco a minha frente. Sem gravidade. Ficamos por um bom tempo parado. Fomos alcançados pela delegação dos atletas. Como a liberação dos veículos estava demorada, partimos, com mais dois amigos, a pé, pois, já era madrugada, quase de manha, até a Praça Independência, ponto de partida da excursão e onde estava estacionado nosso veículo. Foi uma noite inesquecível, de alegria e muita apreensão, mas que valeu pela experiência e dela tomar as lições. Foi o único jogo do Juventus que assisti jogando na casa do adversário. Foi uma experiência e tanto. Mas valeu...

Adônis - atleta do Juventus que fez história no futsal gaúcho
(Foto Jornal Noroeste)

sábado, agosto 11, 2012

Histórias do Futsal

JUVENTUS ATLÉTICO CLUBE - FUTSAL 
                        
                                                                                                        João Jayme Araujo
­                                                                                        jjgaucho23@hotmail.com    
                                                                                                                   
Como interessado e curioso pela vida esportiva de nossa terra, iniciei, por diletantismo, escrever historinhas para o Blog do Juventus graças ao acolhimento do Prof. Atanagildo Rorato.
Por sugestão dele por mim acolhida, com satisfação, tive a felicidade de colocar no livro – BAÚ DE RFELIQUIAS – fatos, a maioria, jocosos, ligados ao futebol da década de 50.
Aventurei-me depois a colher subsídios para retratar a historia de outro esporte o FUTEBOL DE SALÃO desse mesmo período contando acontecimentos ligados a ATLAS, MONTESE, ALVORADA, BRASIL, REAL, PAMEIRAS, TIJUCA e SANTOS.
Pensei que a fonte houvesse secado. Apareceram outras, e a mais importante, JONALDO, que atuou com destaque, na seleção de Santa Rosa que com o nome de JUVENTUS que muito engrandeceu o município projetando-o com destaque nessa modalidade esportiva.
O período abrangido é com primordialmente, do ano de 1979, mas há os primórdios ocorridos em 1966. A matéria está retratada nos jornais da época de nossa cidade dos quais nos servimos. 
ANO DE 1979 - SELEÇÃO SALONISTA/JUVENTUS PREPARA-SE PARA O ESTADUAL
A seleção de futebol de salão que representará a cidade no Estadual jogou contra a seleção de Cruz Alta quando foi derrotada por 2 x 1.
O jogo foi disputado no Ginásio Municipal de Esportes que acolheu um  bom público e este pode apreciar os atletas que nos representarão.
Na equipe do Juventus Atlético Clube jogaram Alfredo, Claudio, Jonaldo, Lamar, Luizinho, Telmo, Kika, Sérgio e Talvani.
O time local, como não poderia deixar de acontecer numa equipe em formação, apresentou defeitos.



JUVENTUS DÁ GOLEADA 

A seleção de Santa Rosa que está disputando com o nome de Juventus, conseguiu diante do Jabaculê a maior goleada ocorrida até agora no Campeonato: 7 x 0.
A partida em sua primeira parte foi muito truncada, pois o time de Tucunduva  procurou mais se defender enquanto que o Juventus apesar de agressivo também esteve muito cauteloso tendo conseguido ao final dos primeiros vinte minutos a vantagem pelo escore mínimo num gol marcado em cobrança de falta por Jonaldo.
Na etapa complementar a equipe juventudina massacrou o adversário imprimindo um ritmo forte e rápido marcando outros seis gols por Jonaldo (2) Alfedo, Heinz, Babá e Bide.
O técnico Edgar Massoti escalou para este  jogo Renato, Telmo, (Kika),  Jonaldo (Babá), Heinz, (Bide) e Alfredo (Talvani).

NOVA GOLEADA DO JUVENTUS NO SALONISMO

A equipe de futebol do Juventus que está representando Santa Rosa no Estadual Salonista conquistou mais uma vitória expressiva ao golear por 6 2 a AFUBEBO de Três de Maio.
O quinteto santa-rosense não contou8 com dois de seus titulares Telmo e Heinz, seus substitutos Kika e Bide confirmaram o que deles se esperava.
O primeiro tento foi marcado pelos visitantes, mas logo após teve inicio  goleada através de Alfredo, seguindo-se dois de Bide, mais um de  Alfredo, um de Jonaldo e outro de Kika.
O segundo gol da Afubebo foi conseguido no último minuto.
O Juventus venceu com Renato, Kika, Jonaldo, Bide, e Alfredo.

JUVENTUS ESTÁ CLASSIFICADO

Com a vitória de 4 x 2 obtida pelo Juventus, jogando em Três Passos o time que está representando Santa Rosa no estadual de Salão assumiu a liderança isolada da chave.
Jogando um excelente futebol o Juventus provou em Três Passos que Santa Rosa possui um dos melhores “futebol de salão” no Estado.
O Juventus no inicio de jogo foi surpreendido com gol do Minuano. Empatou aos 7 minutos com Heinz. Novamente o Minuano pulou na frente marcando o  seu segundo. Ao final do primeiro tempo, Heinz, o goleador do time fazia novamente o gol do empate.
No segundo tempo a supremacia do melhor futebol do Juventus foi suficiente para derrotar a garra da equipe de Três Passos. Santinho que substituíra o excelente Alfredo conseguiu  através de um bonito gol colocar a equipe santa-rosense à frente e Jonaldo aos 18 minutos consolidava a goleada.

JUVENTUS CAMPEÃO DO 1º TURNO

O Juventus Atlético Clube encerrou sua participação no primeiro turno do Estadual de salonismo enfrentando no Ginásio Municipal de Esportes o Tamoio de Santo Ângelo.
O jogo foi o mais difícil que o Juventus enfrentou na fase. O primeiro tempo foi todo do Juventus.  Aos dois minutos Jonaldo recebeu um passe de Talvani e com categoria marcou o primeiro gol da partida. Aos  5 minutos, Jonaldo fez a torcida levantar-se com gritos e aplausos, quando em conclusão de uma jogada individual dele marcava o segundo gol do Juventus. Aos 15 o Tamoio, por intermédio de Sadi, descontou. Edgar Massoti usou Renato, Jonaldo, Kika (Telmo) Talvani (Chico Timm) e Heinz (Alcibiades).
Para conquistar o primeiro título no Estadual o Juventus fez a seguinte campanha: Aliança 2 x Juventus 0. Juventus 3 x 0, Insetos. Juventus 7 x 0 Jabaculê. Juventus 6 x 2 Afubebo.  Minuano 2 x 4 Juventus. Juventus 2 x 1 Tamoio.


Em  pé: Bide Moroni, Telmo Rigo, Alfredo Moroni, Luizinho, Chico Timm e Edgar Massoti (treinador).
Agachados: Heinz Lorentz, Jonaldo, Kika, Renato e Talvani.

GOLEADA DO JUVENTUS

Depois de empatar contra o Clube do Comércio em Itaqui, na estreia da segunda fase do Estadual de Salonismo, a equipe do Juventus em seu segundo jogo não encontrou dificuldades para golear o Aliança de Giruá, por 5x0.
A goleada começou a ser construída, logo aos 4 minutos com Jonaldo aproveitando-se de uma falha da zaga. Em nova falha da zaga o mesmo Jonaldo marcou o segundo gol aos 9 minutos. Aos 14 Kika marcou o terceiro. Um minuto depois Heinz marcava o quarto. Com a equipe completamente descaracterizada, por modificações o brilho, ao final, não foi o  mesmo. Chico Timm completou o escore.
O Juventus venceu jogando com Renato (Luizinho), Jonaldo (Babá), Kika (Telmo), Chico Timm (Talvani) e Heinz (Lica).

JUVENTUS ASSUMIU A LIDERANÇA DO 2º TURNO

O Juventus que representa Santa Rosa no estadual de salão vem mostrando a cada jogo que é uma das melhores equipes da região. Venceu o Aliança da cidade de Giruá, por 5 x 2 .
Logo ao primeiro minuto o goleador da equipe e uma das estrelas do salonismo de Santa Rosa, Jonaldo, abriu o marcador. Antes que o Aliança esboçasse qualquer tipo de reação Tallvani, mais precisamente aos 4 minutos fazia o segundo.  Heinz, aos doze ampliava o marcador.
No segundo tempo Talvani, o goleador da noite, logo aos 4 minutos, fazia o quarto.  Alcebiades que substituiu Heinz finalizou a goleada no décimo quinto minuto da etapa final. O gol de honra da equipe giruaense foi marcado por Rio Grande aos 15 minutos do primeiro tempo.
Juventus: Renato (Luizinho), Jonaldo, Kika, Heinz I(Alcebiades) e Talvani (Alfredo).

JUVENTUS ENFRENTOU UMA BARRA PESADA

O Juventus Atlético Clube disputou seu segundo compromisso pelo segundo turno do Estadual de Salonismo empatando em zero com o Insetos de Horizontina.
A partida foi toda tumultuada, tendo nas disputas, a equipe da casa abusado com jogadas violentas. Com muita moral  e com a técnica já conhecida o Juventus suportou todos os problemas surgidos e  jogo terminou em empate. O Juventus não contou nesta partida com o concurso de seus dois melhores jogadores, Alfredo e Heinz. O empate foi conseguido com Luizinho, Jonaldo, (Baba), Kika, Talvani e Alcebíades.

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JUVENTUS JÁ É CAMPEÃO DA CHAVE

O Juventus de Santa Rosa venceu o Minuano de Três Passos por um a zero na penúltima rodada do returno e, por antecipação, conquistou o titulo de campeão da Chave Alto Uruguai.
O gol da vitória foi marcado aos 12 minutos do primeiro tempo através de Alcebiades  No segundo tempo,quando faltavam 7 minutos para o encerramento Talvani escapou pela esquerda e chutou forte, marcando aquele que seria o segundo gol do Juventus. O juiz anulou marcando falta vencida. Nesse lance,  iniciou-se um principio de tumulto, tendo sido três atletas do Minuano desclassificados e seu treinador expulso.  O Minuano abandonou a quadra por não ter número suficiente para substituir os três atletas desclassificados. Com a decisão o Juventus ganhou dois pontos e,  por antecipação, conquistou o titulo de Campeão da Chave Alto Uruguai.
Jogou e venceu com: Luizinho, Jonaldo, Kika, Talvani e Alcebíades (Lica)



Em pé: Oswaldino, Santos, Argemiro, Alfredo, Claudio, Jonaldo, Lamar, Edgar Massotu e Volmir Silveira. Agachados: Luizinho, Telmo, Kika, Sérgio e Talvani. (Foto São José)


 “O Juventus participou do Campeonato Estadual de Futsal por muitos anos sempre se mantendo entre as melhores equipes de Futsal do Estado.
Também colocou diversos Atletas em equipes como Grêmio e outras. Formou varias revelações durante estes anos.
Posso dizer que nos anos de 1970/80 foi a melhor época do Futsal de Santa Rosa a nível Estadual.” (Volmir Joner Silveira).


Em Pé: Chico Timm, Massotti, Cico Zoehler, Lica, Renato Scalco ,(...), Gilmar, Volmir Silveira ( presidente ), Waldir Dani e Edegar Masotti( Técnico ),
Agachados: Babá, Heinz, Toni, (...) Adonis, Kika, Alcebides Moroni, Talvani , Eduino.

JONALDO

Veraneando em Capão da Canoa, este ano, tive oportunidade de conhecer Jonaldo, seguramente um dos melhores jogadores de Futsal e futebol, também, de nossa terra.
Graças ao seu acervo de recortes de jornais e fotos, a matéria sobre a seleção de Santa Rosa – Juventus – vai contada com muitos detalhes e ilustrações.
Relatou-nos: “ tudo iniciou nos Campeonatos de Verão, com Losca, Secos e Molhados, Seje Bobo de Cruzeiro.
Esses clubes são o embrião do Santa Rosa, seleção que disputou o Campeonato Estadual de Futebol de Salão. 

Fases regional e final.

Nessa época a seleção disputou como nome de Juventus, no período de 1978 a 1985.
Da equipe Renato Scalco e Heinz  Lorentz foram para o Grêmio de Porto Alegre. Tato Moroni jogou no Vasco.
Compunham a equipe, Luizinho ( da Massey Fergusson) e Renato Scalco, do Losca (junção de Lorentz e Scalco), no gol.
Babá Lorentz,  alas direitas.
Fixos:  Argemiro Kreibich e Chico Zoehler.
Na ala esquerda  Talvani Abreu e   Alcebiades Moroni.
Na frente, Talvani, Heinz Lorentz e Jonaldo, entre outros.

Essa Seleção enfrentou o Internacional de Porto Alegre, tricampeão brasileiro formado por Eugenio, Branco, Branquinho, Gauer e Larri e venceu, no D. Bosco, por 4 a 2, com gols de Alfredo Moroni (2) e  Jonaldo (2).
A seleção vestiu a camiseta da APESUL, de cor azul e a torcida viu no confronto um GRENAL e gritava GRÊMIO, GRÊMIO!
O feito repercutiu junto à sociedade quando então, passaram a disputar o Campeonato Estadual com a denominação de Juventus, na quadra do D. Bosco, com as dependências completamente lotadas.
Começava por um Regional e da chave com Horizontina, Erechim, Uruguaina, por exemplo.
 Na segunda fase enfrentaram o Cosmos de Passo Fundo, depois Universidade de Passo Fundo.
No time de Uruguaiana jogavam Choco e Itaqui.
Um quadrangular final foi disputado em Santa Rosa  e  a Seleção sagrou-se vice-campeã, perdendo a final para o Internacional, por 1 a 0, gol do Biazzeto.
Claudio Duarte, já tendo abandonado o futebol de campo, jogava na lateral direita.
Os outros dois times eram o Ipiranga de Rio Grande e, possivelmente, o Gondoleiros, também, de Porto Alegre.
A estratégia dos Santa-rosenses era treinar no D. Bosco  e jogar no Ginasião  para uma retranca amiga.
Depois, muito depois, quando a maioria dos jogadores da equipe já tinha parado, surgiu a Sociedade Esportiva Concordia, para representar a cidade.”

Fonte jornalisticada época: Jornal Noroeste. 
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