domingo, outubro 28, 2012

Memória



Jornal A SERRA (ano 1953)
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Reiniciado o campeonato da cidade

O JUVENTUS CONTINUA NA LIDERANÇA

Derrotado o ORIENTAL  por 2 a 1. -  Boa assistência ao prélio. – Regular a arbitragem do Tte. Troeto Scherer

    Reiniciando o campeonato da cidade, do ano de 1953, jogaram no domingo último, no Estádio Municipal, as representações do Oriental e do Juventus. Conforme se previra, foi bastante boa a apresentação dos dois times que, no entanto, poderia ser bem melhor, não fosse o estado lamacento que apresentava o gramado da baixada. Contudo, tanto      
Oriental como o Juventus, procuraram jogar o que sabem e o que podem.
    O jogo foi iniciado com os contendores se estudando mutuamente, à procura das brechas, para as explorarem e colher frutos no marcador. A vanguarda Juventina atirava freqüentemente, porém, o jovem arqueiro de Três de Maio, teve oportunidade de brilhar por diversas vezes. Aos 25 minutos do jogo o placard foi inaugurado. Jaime, lutou com Willy, e cedeu o couro a José. O extrema direita atirou com violência, a pelota passou pela frente do arco e Telmo surgiu para arrematar com extrema clama. Estava aberto o marcador.
     O Oriental, desde este momento, procurava empatar a contenda ao passo que o Juventus se esforçava para conseguir  novo tento, mas   os minutos iniciais se escoaram acusando o marcador – JUVENTUS 1 – ORIENTAL 0.
      Após o descanço regulamentar, voltaram ao campo as duas equipes. Nos primeiros momentos, o Oriental jogando no campo sêco, levou pânico por diversas vezes ao ultimo reduto do Juventus. Aos 15 minutos, Rui aparando uma bola que viajava pelo alto, empatou o prélio.
      Foi justamente neste momento que o prélio assumiu contornos sensacionais. Houve uma luta dramática entre a vanguarda dos visitantes e a retaguarda dos locais. A todo momento, o Oriental pintava o tento da vitória, mas lá apor volta dos 30 minutos o Juventus foi se firmando novamente para jogar de igual para igual com o contendor.   
     Observou-se então cargas revezadas de ambos os lados, pois tanto Oriental como Juventus, desejavam abandonar o gramado com as honras de vencedor. Os visitantes levaram tramas mais perigosas, pois a pelota em gramado sêco, podia ser melhor controlada. A vanguarda do Juventus, porem, jogava a base do individualismo, pois o gramado lamacento não permitia que as tramas fossem perfeitamente efetuadas.      
     Aos 35 minutos, Décio, ao tentar entrar na pequena área, foi derrubado. O arbitro acertadamente marcou tiro livre. Foi formada a barreira do Oriental. Jaime destacado para bater a falta o fez com extrema felicidade, pois o couro bateu na trave para tomar o endereço certo: as rêdes.
     Com as equipes dando tudo para conseguir  mais um tento, os minutos foram se escoando e o juiz deu por terminado o jogo, com a vitoria do Juventus por 2 a 1, que assim se firmou na liderança do campeonato. A equipe vencedora, formou com a seguinte constituição: Paulo, Adão e Adroaldo  - Hector, Careca e Carlinhos – José, Décio, Luiz, Jaime e Telmo. Na arbitragem esteve o Tte. Troeto Scherer, que teve regular atuação. 

Preliminar

A preliminar, jogada entre os aspirantes, foi vencida pelos rapazes do Oriental, que depois de estarem perdendo de 2 tentos a 0, reagiram, vencendo o prélio por 4 a 3.(Nota: a matéria foi reproduzida conforme escrita na época de sua edição pelo jornal A Serra).



Comentário de  João Jayme Araujo

O Oriental Futebol Clube de Três de Maio foi fundado em 1925  no mesmo ano do surgimento do Uruguay F.B.C.

 Equipe do Oriental - 1969 (crédito blog do Oriental)

Não podemos nos esquecer que  Três de Maio foi distrito de Santa Rosa quando também o eram as atuais cidades de Porto Lucena, Alecrim, Santo Cristo, Candido Godoy, Horizontina, Tuparendi, Porto Mauá, Cinquentenário e outros. 
Segundo relatos de Waldemar Zenni, eram celebres os jogos entre os dois times.
O campo de terra se situava onde hoje está o Cemitério Municipal.
Conta que tal como hoje e  com mais paixão, era ferrenha a rivalidade entre eles.
Houve brigas homéricas quando, inclusive mulheres, brigavam com as visitantes usando como arma sombrinhas e guarda-chuvas.
Historia, historia, historias...
A rivalidade futebolística perdurou pelos anos a fio e era comum que as pugnas terminassem em conflitos tanto lá, como aqui.
A propósito da partida em referencia apenas relembramos que a Baixada tinha ao Oeste o rio Pessegueirinho e a Leste o Pessegueiro, que logo depois do campo se uniam, formando um novo rio.
Na parte do campo que entesta com o Pessegueirinho, por haver um declive, a água empossava mais, por isso o terreno se apresentava úmido e, às vezes, alagado.
O Oriental sempre teve times fortes e consta, quando de partidas amistosas, mas importantes, não raro se fazia "enxertar," por atletas de outras plagas, como Santo Ângelo e Três Passos.
Dos jogadores da equipe que me vêm a mente destacavam-se:
Dari Simm, ainda jovem mas das maiores promessas  na posição de goleiro, de toda a região;
Picolé, zagueiro rude, com poucos recursos que dava bico para todo o lado;
Itamar, vindo de Santo Ângelo, centro médio, técnico;
Nuto Nagel, outro que se iniciava e no qual se poderia apostar algumas fichas;
Cassol, meia-direita, arisco e brigador que numa partida, mesmo sendo adversário, nos brindou com um dos mais belos lances que a Baixada assistiu. Aparou uma bola de sem-pulo a la Bebeto, marcando um gol, inesquecível;
Carlitos meio gordinho;  usava o corpo como ninguém, técnico, calmo e ótimo jogador.
Desses, Nuto e Itamar chegaram a se acertar com o Presidente Severino Grechi para jogarem pelo Juventus.
Os componentes da equipe do Juventus formavam um dos melhores conjuntos que  representaram suas cores.    
A propósito, arrisco-me a escalar a melhor formação do Juventus:      Flavio, Julio Silva e Benjamin. Nique, Careca e Prof. Albino. Jayme, Décinho, Lauro Fenner, Alceu Mallmann e Plínio Tonel.      

terça-feira, outubro 16, 2012

Por onde anda?

 ADEMIR



Nome: ADEMIR HORBACH
Apelido: Diabo Loiro
Data nascimento: 13 de setembro de 1.952
Local: Vila Pratos – Tucunduva  - RS.
Filiação: Ivone Horbach
INFANCIA - Dos 13 anos até 17 sempre praticando esportes.JUVENTUDE -  músico da Banda The Betther e   Grupo Terceira Dimensão.ADVERSÁRIOS EM SANTA ROSA - Aliança - Paladino -SRE - AESA - Botafogo de Coronel Bicaco etc. Dirigentes: Caieira. Atletas: Chico, Pradebon, Roberto Gaucho etc.

VIDA ESPORTIVA
1971 - Aos18 anos prestei serviços militar na cidade de Itaqui -RS, convocado para seleção do III Exército sendo campeão brasileiro contra a seleção paulista no estádio do Mineirão.
1972 -  campeão pelo Gaúcho de Tucunduva no estádio da AESA em Santo Ângelo contra o Coronel Bicaco, junto ao meu amigo, (in memorian),  Jarbas Tonel. Teste no Aimoré de São Leopoldo com Felipão e Rubens ex-Grêmio e Esportivo de Bento Gonçalves, mas não acertamos.
1973 - Associação Horizontina de Horizontina. - RS
1974 Juventude S. .L. - PR
 975 Pratense Nova Prata-RS.
1976 – Saniza -Santa Izabel -PR.
1977 E.C. Cacique - Perola- PR.
1978 Juventude S.L. - PR
1979 SERPA (Palmeiras)PR.
1979 Campeão Regional do PR.1.981 Bi-campeão-PR.
1980 E.C. Cacique Perola - PR.
1981 E.C. Pinheiros - PR.
1982 E.C. Pinheiros - PR.
1983 E.C. Pinheiros - PR.
1984 - E.C. Pinheiros- hexacampeão
1985 -  Breve passagem pelo Coritiba sendo campeão brasileiro junto com a massa coxa branca, mas não assinei contrato porque  um empresário estava acertando meu passe como Sport Clube Corinthians,  que acabou dando em nada.
1985/88 -  E.C. Pato Branco-PR.
1988 - encerrando a carreira no Pato Branco-PR e Tangará da Serra - MT-
1989 E.C. União - Mato Grosso.
1990 E.C. União - Mato Grosso.1991.
1996 Diretor do Sport clube Tangará, tendo ido aos jogos Olímpicos de Atlanta, junto com os meus colegas Rivelin, Montanaro, Zagalo e outros.
1997/99 Diretor Sport Clube Tangará,
CONTATOS -
 PSG- (França) - Marcio e Leonardo.
Stugart(Alemanha)  Elber (ex seleção brasileira).
 Miami (USDA) Cezar Lopes ex-jogadores de outros países.
2000 - Campeão da Primeira Copa Centro América de Futsal.
2003/04 Diretor Financeiro Sport Clube Tangará e técnico,
2010 Técnico Associação Atlética Serras - MT.
2011 Montei uma escola de futebol com garotos entre 10 a 18 anos aproximadamente 55 alunos.
Conheci a Europa (França,  Alemanha,  Itália,  Suíça,  Inglaterra, Holanda e  Áustria) e também os Estados Unidos.
ATIVIDADE ATUAL - Faço um trabalho social dentro das minhas limitações.
FAMÍLIA - Familiares maravilhosos que sempre estão do meu lado.  Agradeço a "Deus" por isso. Dois filhos que são a razão do meu ser.  A filha- Simone Horbach Zanata, casada, formada em Bio Química  com dois cursos de pós-graduação, que nos deu uma neta, Mariana (dois anos) e Igor Carvalho Horbach, 12 anos, que nada quer com a bola.  Deseja ser piloto de avião. Formação em Administração de Empresas(incompleto).
Sou (Broker) Bolsa de Chicago (soja e milho).


Meu hobby hoje é pescar. Tenho um pesqueiro nas margens do Rio Paraguai, para mim e meus amigos.

 GAÚCHO FUTEBOL CLUBE  TUCUNDUVA/RS.


A pequena Tucunduva, no Rio Grande do Sul, é conhecida como a capital da lavoura mecanizada. Quando o assunto é futebol, no qual não tem muita tradição, o primeiro clube que vem a cabeça dos tucunduvenses é o Gaucho FC. A equipe que foi fundada em 14 de agosto 1952, jamais disputa uma competição profissional. Sua maior conquistafoi o titulo estadual da Série Amarela em 1967.




sábado, setembro 29, 2012

ARTIGO

FUTEBOL, EDUCAÇÃO E EXODO RURAL.


Alguém perguntará o que isto tem haver em comum? Qual a relação entre si? Do ponto de vista analisado, tem muito sim. Traço um registro histórico. Na colonização de Santa Rosa, a agricultura de forma mais  rudimentar e de subsistência, com a comercialização dos produtos como forma de renda familiar. O trabalho penoso fazia com que as comunidades, em mutirões resolviam os problemas. Construíram igrejas, escolas, fundaram times de futebol, salões comunitários, etc. No segundo momento, no final da década dos anos 1960 e inicio dos anos 1970, com fortes subsídios, a agricultura foi estimulada para a mecanização com a prática monocultura (trigo/soja). Grandes cooperativas, incentivadas pelo governo, foram criadas. Em contra partida acabaram-se as pequenas cooperativas e os bolichos das esquinas e dos cruzeiros, que compravam e vendiam ou trocavam mantimentos e insumos, abastecendo os agricultores. A mecanização gerou um excedente na mão de obra familiar. Muitas pessoas foram jogadas para as cidades através do êxodo rural. Houve um esvaziamento humano no campo. Não bastasse, através de programa, nuclearam as escolas, urbanizando a educação. As crianças e os jovens, carregadas pelo transporte escolar, são educados em outras comunidades, que não as de origem e na cidade.
Com isto, escolas cessaram obrigatoriamente suas atividades. O resultado de tudo foi a perda do vinculo e referencia das crianças e dos jovens com o meio rural. Com o fechamento das escolas, muitas comunidades rurais perderam também sua referencia. O professor, sempre uma expressiva liderança, a associação de pais e mestres, desapareceram. Com o somatório, o futebol organizado nas comunidades também foi sucumbindo, pois, com o esvaziamento, não existiam pessoas suficientes para a formação da diretoria e dos quadros. Por vezes, hoje, lideranças, por teimosia e persistência, carregam na garupa a responsabilidade de manter vivo o futebol em poucas comunidades.
Exemplos de patrimônios (campos, alambrados, vestiários, copas, etc.) esquecidos e desgastados pelo tempo deterioram-se. 





Foto a esquerda e  a abaixo -  Vestiários para o time local e visitante e túnel de acesso ao  campo  do Danúbio Azul em abandono. No canto da foto ao lado, a placa que celebra as melhorias em 1986.



Clubes de outrora gigantes e campeões, hoje estão na memória, daqueles que um dia fizeram a história. Quem não se lembra do Danúbio Azul do Lajeado Capoeira (Campeão em 1973), do 1º de Maio do Lajeado Assombrado, do Caxias do Lajeado Manchinha, do Radar  do Lajeado Tarumã, do Olaria do Lajeado Grande (Campeão em 1968), do Flor da Serra do Campo da Aviação. Um vazio que dificilmente será preenchido. Poderão dizer, existe ainda futebol no interior. Claro, existe. O Guarani do Lajeado Pessegueiro (Bicampeão em 1974/1975), o Farroupilha do Lajeado Reginaldo e o Esportivo de Bela União(Campeão 2010). Mas, é pouco. Quem dirige e quem joga nestes quadros? Muitos são urbanos que no final de semana, por laços de amizade e parentesco ou porque lá nasceu vão até as comunidades praticar o futebol. E mais, por estarem próximas da cidade com facilidade de acesso.

Hoje estamos num processo transitório na agricultura. Alternativas surgem para a agricultura familiar. Mas, e agora? Onde está a mão de obra necessária? Não temos mais jovens para as lides agrícola, como também não temos mais jovens atletas para a prática do futebol no meio rural.
Se dividirmos a área do município em dois hemisférios, tendo como linha divisória a ERS 344, do lado oeste não há futebol, incluindo o Distrito de Sete de Setembro; no lado leste ainda sobrevivem o Guarani, o Farroupilha e o Esportivo.

Visitamos as praças do Lajeado Assombrado (1º de Maio), Lajeado Capoeira (Danúbio Azul) e Lajeado Manchinha (Caxias), tomamos ciência do abandono total. Uma característica entre eles: igreja, escola e campo juntos nas comunidades do Lajeado Capoeira e do Lajeado Manchinha. Só a comunidade religiosa em atividade, mas com poucos associados.  Nas tres comunidades a escola (em ruínas) e campo esquecidos. Observamos a prova concreta da relação entre igreja, escola e futebol, que não existe mais, por conta de um modelo que desarticulou as comunidades do meio rural.

Campo do extinto E.C. Primeiro de Maio.
O gramado virou pasto para as vacas leiteiras, as traves de metal atacadas pela ferrugem, testemunham que ali se praticava futebol e   o fundo a escola como tantas outras, desativada.

domingo, setembro 23, 2012

Grêmio Sportivo 14 de Julho



GRÊMIO SPORTIVO 14 DE JULHO


João Jayme Araujo
e
Wilson Motta Codinotti


Um grande amigo nosso, da cidade de Santa Rosa, como todo aquele que deseja saber mais sobre a sua cidade tornou-se, sem demérito algum, muito antes pelo contrário, um "curioso por excelência".
Quando sobra um pouquinho de seu precioso tempo, debruça-se sobre antigos exemplares de jornais locais, do passado, onde tem descoberto valiosas pérolas.
A última: trouxe à vida um desconhecido ou pouco lembrado GRÊMIO SPORTIVO 14 DE JULHO. O nome, uma homenagem de esportistas locais a antiga denominação da Vila.
Até então, o que se sabia a cerca de futebol, cingia-se a memoráveis recordações do URUGUAY FOOT BALL CLUBE.
Pela "nominata" dos integrantes da nova agremiação, atrevo-me a afirmar que talvez, o novo clube tenha nascido por interesses antagônicos no esporte, na política ou em qualquer outra atividade humana, como seguido ocorre.
Mesmo porque o URUGUAY já estaria inativo. À guisa de comparação vejamos próceres do Uruguay, dentre outros: José Maciel, Luiz Kurkowski, Arthur de Carli, João Macluf, Fernando Albino da Rosa, Vergilio Lunardi, Dr. Belanca, Gomercindo Albrecht, Prof. Alfredo Andara, Augusto Matter, Dr. Bonifácio, José Macluf, Estanislau Kotlinsky, Antonio Cappellari,Vergilio LunardI, Constantino C. Liberali, Benjamin Vargas, Armando G Guindo, Luiz Zenni e outros. .
Notícias colhidas em A SERRA, jornal da época, destacam que o GS 14 de Julho foi fundado em 24 de março de 1941. Foram os fundadores e primeiros dirigentes: Capitão Pautilho Palhares, prefeito nomeado; Paulo Maia Pinho, engenheiro; Adolfo Ambros, de família tradicional; Dr. Darci Berbigier, promotor público; José Ferreira de Oliveira, Exator Federal; Lamartine Ribeiro Marques; Pedro Barbosa, juiz de direito; Luiz Giacomelli, advogado provisionado; Roberto Conte, joalheiro; Olvito Farias, datilógrafo do cartório do Major Santos; Antoninho Viana, funcionário policial; Avelino Lavarda, do comércio; Armando Hagg, viajante comercial; Dinarte Vasconcelos, advogado provisionado; Ten. Orlando Pacheco, datilógrafo do cartório do Major Santos; Reinholdo Jaeger, proprietário do Hotel Avenida; Roberto Schtaleker, oriundo de Porto Alegre, trajava com esmero, usando polaina, por cima do sapato. Casou com dona Elisa Pilz. Foram donos do A CIGANINHA, restaurante de muito prestígio. Voltando a P. Alegre, abriu um com o mesmo nome e foi o primeiro ecônomo do BARRIL e CHOPÃO casa de chope e shows, no complexo Beira Rio; Walter Loureiro, inspetor de policia vindo da capital do Estado,magrinho todo elegante.Alberi Machado, ourives; Dr. Vicente Cardoso um dos cérebros da região, engenheiro.


Moacir da Cunha Röesing, coletor federal. Fundou e dirigiu o semanário A SERRA. Foi através das páginas desse jornal que a comunidade engajou-se na campanha para emancipação de Santa Rosa, ocorrida em 1931. Jogou no Uruguay Futebol Clube, sociedade esportiva de Santa Rosa, fundada no ano de 1925. Sagrou-se campeão municipal por vários anos defendendo as cores dessa agremiação. A par de suas atividades profissionais e esportivas, dedicava seus esforços também para ações culturais. Em 1932 fundou a Sociedade Cultural de Santa Rosa, dirigindo-a até 1934. Nesse local, juntamente com outros violonistas, dentre esses meu pai, João Aguirre Araujo, lançou uma composição sua, das primeiras canções com temática gaúcha.               

Lembro o grupo de violonistas "adentrado" pela porta principal do Cultural já ponteando os pinhos para irem a um palco adrede preparado e aí lançarem “CAMPINAS DO RIO GRANDE, VENHO VINDO DAS CAMPINAS  ou MEU PAGO  que é o nome certo. Avô de Regis Rösing, atuante repórter da TV Globo e ancestral de Tânia Rösing criadora e condutora das Jornadas Literárias de Passo Fundo, evento realizado periodicamente e que converteu-se num dos maiores debates da literatura da América Latina; Ervino N. Vitê, engenheiro chefe da Comissão de Terras. Teria sido muito bom jogador de futebol, como seu irmão Carlitos, um perninha torta, exímio dançarino; Byron Cardoso, sobrinho do Dr. Vicente e filho de Altamiro Cardoso, agrimensor; José Lavarda, comerciante; Augusto Julio Matter, também do comércio; Nolar Kruel, tesoureiro da Prefeitura; Antonio Pereira Lima, inspetor de polícia; Dr. Francisco Niderauer Timm e Dr. Etiene Miroslav Gregoraief ( Dr.Russo) médicos; Luiz Fernando Berbigier, militar; Vicente Zöelehr, proprietário do jornal A SERRA; Agostinho Frainer, dono do cinema; Dr. Zavagna, advogado provisionado; Arthur de Carli, de origem uruguaia, do comércio tido, havido e reconhecido como excelente jogador de futebol, do Uruguay; José Pazzini, escriturário do cartório do major Santos; Deoclécio Silveira, trabalhou na prefeitura chegando a exercer o cargo de subprefeito e Vergilio Lunardi, do comércio. (jornal A SERRA de 30 de março de 1941)


Primeiros jogos do 14 de Julho

As primeiras partidas foram contra o Grêmio de Santo Ângelo, Roque de São Luiz Gonzaga, Riograndense de Cruz Alta e Oriental de Três de Maio. São noticiadas as seguintes efemérides:
- Dia 18 de maio de 1941 - em Cruz Alta jogo contra o RIOGRANDENSE (foto abaixo). Não há referencia ao resultado.



- 22 de junho de 1941 - recebeu a visita do Roque de São Luiz Gonzaga. Os são-luizenses partiram de sua terra no sábado e, devido ao estado das estradas, somente aqui chegaram no dia seguinte. Nessa época excursão de clube de futebol sempre era acompanhada por grandes caravanas recebidas com festas, programa social e visitas a locais interessantes da cidade visitada. Dentre esses, os missioneiros visitaram as obras do hospital na atual avenida Dr. Francisco Niderauer Timm. Oradores se faziam ouvir. Na ocasião falaram Fernando Albino da Rosa, poeta, jornalista e escritor e o brilhante advogado Mirandolino Comarú.
- 29 de junho de 1941 - Revanche em São Luiz Gonzaga, em partida que foi acertada através de telegrama o meio mais rápido de comunicação. Quando atrasava vinha com um carimbo com a seguinte frase: DEMORADO DEFEITO LINHA. Tínhamos o JAZZ BAND, 'PULMÃO DE AÇO", assim conhecido devido à grande capacidade pulmonar do Maestro Krüger, o sax da orquestra e músico do  afamado conjunto da região, que acompanhou a delegação.

- 19 de agosto de 1941 - 14 de JULHO 3 x GRÊMIO DE SANTO ÂNGELO 1. A única partida registrada com as incidências dela.



- 15 de outubro de 1944 - ocorreu A PROCLAMAÇÃO DA MADRINHA, na Sociedade Cultural.A escolha recaiu na senhorita Neusa Reggiori com 698 votos. Como segunda e terceira colocadas Herta Mundstochk e Heide Gallas. Neusa Reggiori teve dois irmãos Bade e José. Sua mãe foi, por longo tempo, agente da Telefônica quando as comunicações eram difíceis.Seguidamente deve ter sido xingada por conterrâneos que teriam segundo eles, ligações importantíssimas!
Do time do URUGUAY, integraram o GRÊMIO SPORTIVO 14 de JULHO, os seguintes atletas:
- URUGUAINA: jogador de futebol veloz e rápido e de bolão, que teria aqui chegado em circunstâncias nunca bem esclarecidas. Era comum fronteiriços bandearem-se para o lado de cá. Como particularidade jogava usando sobre a testa uma vincha preta, lançando, talvez, a moda que se tornou famosa no mundo graças ao adorno - faixa - ostentado por RONALDINHO GAÚCHO.
- OSMAR CODINOTTI: das maiores revelações de nossa terra que graças ao seu futebol e ao interesse pela instrução foi estudar em Cruz Alta onde jogou nos três times de lá, NACIONAL, GUARANI E RIOGRANDENSE e ......        galgou o posto de Gerente do INPS, um dos nascedouros da atual Previdência Social.
- ANTONIO KIPER VIANA – (Antoninho). Consta ter jogado em Porto Alegre entre os reservas do Grêmio. Chegou a atuar pelo PALADINO FUTEBOL CLUBE.
- LEQUE - O primeiro atleta profissional em Santa Rosa. Adquirido, a peso de ouro, do futebol de Santa Maria, por João Macluf dos altos próceres do URUGUAY.
O 14 de Julho teve vida efêmera. Como surgiu, desapareceu.
 

domingo, setembro 16, 2012

Memórias do nosso futebol


 VILA DOS TAQUARIANOS

João Jayme Araujo
jjgaucho23@hotmail.com
www.joaojayme.com.br

Quando jovens nada era empecilho para alcançarmos a felicidade de jogar futebol, mesmo que para isso tivéssemos de andar por quilômetros e mais quilômetros.
Assim, íamos a pé até o Quilômetro Três  ou Vila dos Taquarianos, na estrada para Tuparendi, passando por Cruzeiro.
A denominação, deve-se, pela colonização ter sido feita por pessoas vindas da cidade de Taquari. (Uma leva de imigrantes, descendentes de açorianos, vindos da região de Taquari, se estabeleceram em algumas comunidades arredores da cidade, dentre elas o Quilometro Três.)
Íamos a pé, seguindo pela Vila Flores, em direção ao Norte.
Lá chegados jogávamos com os nativos, num campo de futebol, grande, de dimensões oficiais, mas todo de terra, nada de grama.
Terminada a refega, vínhamos pelo mesmo atalho,  para encurtar distancias, cansados pelo jogo e pela caminhada
Porém, no gozo da felicidade.
Éramos felizes e ainda não sabíamos!
                            
TAQUARIANOS

Originários da Vila do mesmo nome, pelos menos dois Taquarianos, fizeram historia no futebol da cidade. 



Na foto: à esquerda Eloy e a direira Adãozinho fizeram história no futebol.

Adãozinho apareceu em Cruzeiro e atuou, inicialmente, pelo Juventus. Por motivos ignorados – talvez problemas de deslocamentos – tanto aparecia como desaparecia. Ressurgiu depois, no Paladino, e deve ter encerrado a carreira no EC Aliança ou no Juventude. Avante todo desengonçado, corria como se viesse aos trambolhões, mas, normalmente comparecia no placar, como se diz hoje.
Eloy fez parte de uma onda de renovação no Aliança quando tal aconteceu no elenco.
Atuava pela ponta direita.  Foi campeão estadual.
Hoje, como fiscal fazendário, aposentado, vive em Tucunduva e trocou o futebol pela pescaria.
Deve ser daqueles que têm muita historia para contar!