quarta-feira, outubro 19, 2011

Giruá

INÍCIO DO INTERBAIRROS DE FUTSAL DE 2011.

DIA 20, INICIA A MAIOR COMPETIÇÃO DO MUNÍCIPIO, QUANDO 42 EQUIPES SE FARÃO PRESENTES, ÀS 19 HORAS NO GINÁSIO MUNICIPAL ELIAS SAFFI, APRESENTANDO-SE NA ABERTURA DESSA COMPETIÇÃO. A CADA EQUIPE PRESENTE, DESTINAR-SE-Á 3 PONTOS; AOS AUSENTES, INICIARÃO A COMPETIÇÃO COM ZERO PONTO.

PROGRAMAÇÃO DO DIA 20:

19,00 H. - APRESENTAÇÃO DE TODAS AS EQUIPES PARTICIPANTES;
19,40 H. - B.LEIMANN X B.SEGER - CATEGORIA PRÉ-MIRIM
20,10 H. - B.MORADA DO SOL X B.NOVA - CATEGORIA JUVENIL
21,00 H. - AMISTOSO INTER-ESTADUAL ENTRE O ATUAL CAMPEÃO DA EDIÇÃO DE 2010,
O BAIRRO MORADA DO SOL X ATLÂNTICO DE ERECHIM.
INGRESSO: 1 KG DE ALIMENTO NÃO PERECÍVEL.

PROGRAMAÇÃO DO DIA 21:

19,00 H.- SAFFI X POSTO MERCOSUL - CAT.MIRIM
19,30 H. - B.SANTA FÉ X CEGIL - INFANTIL
20,10 H. - ME/POSTO MARCOS X B.HORTÊNCIO PA - INFANTIL
20,50 H. - B.HORTÊNCIO ME X B.SÃO JOSÉ/L.BECKER - SÉRIE PRATA
21,50 H. - B.ZIMPEL X B.CANOVA/L.BECKER - SÉRIE OURO

Colaboração: MILTON HARVEY SCHWERZ

terça-feira, outubro 18, 2011

Giruá

Márcio Silva deixa a Terra dos Butiazais.

Alguns dias atrás o Milton H. Schwerz alertou-me sobre a saída do Márcio Silva da cidade de Giruá. Márcio foi responsável por projetar o esporte naquele município, via Rádio Giruá AM, através dos programas esportivos e transmissões de jogos, que o fazia muito bem e do seu Blog sobre esportes.


Sábado, foi a apresentação do último programa Giruá Esportes pela Rádio Giruá, com estas palavras: “Agradeço a todos que participaram dos quase 10 anos de jornadas radiofônicas no nosso município. Me despeço com o coração lacrimejando, mas com a certeza de que tentei fazer um bom trabalho! Foi muito bom o quando durou... Deixo aqui um grande abraço e muito obrigado, a todos que fizeram parte de minha história em Giruá! “


Ao Márcio sucesso na nova atividade, que conquistastes através de sua seriedade e do trabalho. Valeu!

sábado, outubro 15, 2011

ASTROS DA TERRA


MARCELO BARON POLANZICK


Jogou em dois times em Santa Rosa: o Colégio Santa Rosa de Lima (Liminha), Colégio D.Bosco e no Flamengo da Linha 7 de Setembro, em Guarani das Missões.

Atendendo um convite de Colovini, que havia jogado no Internacional, fez testes com 15 anos, sendo aprovado e ficou morando no próprio Clube. Quem o aprovou no teste foi Abílio dos Reis.

Jogou 3 anos no amador e l ano no profissional. Três ou 4 jogos em 1993, ano ruim.

Emprestado paras a Chapecoense, depois para o Santa Cruz de Santa Cruz. Emprestado pelo Internacional para um clube do Japão por 1 ano. Voltou para o Japão, onde ficou de 1998 a 2006.

Perguntado se há diferenças da preparação feita no Brasil disse:

- Treinamento em turno único por duas horas e meia a três horas. Não havia coletivos.

Exercitavam posse de bola em campo reduzido, com jogadas ensaiadas.

Voltou à sua terra, Santa Rosa, onde é coordenador da categoria de base do Juventus. Em 2010 foi treinador do time principal.

Tem um restaurante o Rockets Café Bar, defronte ao Parcão (Praça 10 de Agosto), na Rua Julio Rauber, nº 11.

Sua esposa chama-se Caroline e as filhas Valentina e Victoria. Marcelo Baron Polanzick, nasceu em 19 de janeiro de l974. Filho de Daniel Oscar Polanzik e Norma Baron Polanzick; Tem como hobbyes caça e pesca.

Lembranças boas os títulos que conquistou quando era amador no Inter, como o Campeonato de Santiago-RS, Taça Romeu Goulart Jacques e o Campeonato Gaúcho de Juniores, bem como o de Campeão Juvenil.

No Japão, foi Campeão da Copa do Imperador.

No Maranhão, no Sampaio Correa foi campeão da serie C e campeão Maranhense.

Foram seus companheiros na base do Internacional: Argel, Anderson, Caíco, Celso Vieira, Lico, Eder e Dirceu.

FATOS & FOTOS ANTIGAS XI

PARTE XI

1 – PREMIO ESSO DE REPORTAGEM CARLOS KOLECZA



CARLOS KOLECZA, jornalista com destacada atuação na imprensa do Rio Grande do Sul, Premio Esso de Reportagem, humilde como ele, na sua juventude enganava como goleiro no campo da Tuna, na saída velha para Santo Cristo, campinho berço do Sepé Tiarajú.

As traves laterais eram demarcadas por chinelo, gorro, camisa ou o que fizesse às vezes de tal.

Tinha a intenção de tornar-se um ídolo na posição. Torcedor fanático do Flamengo, quando fazia suas defesas, para ele, memoráveis, gritava :

– Agarraaaaaaa Chamooooooorro!!! ou

– Agarraaaaaa Garciaaaaaaaa!!! – que eram os guarda-metas do Mengão, ambos paraguaios.


2 – CELESTE DOS REIS


Logo após a fundação do Juventus, veio trabalhar em Santa Rosa, como gerente do Banco Agrícola Mercantil.

Á convite seu, penso, também chegou Giovani Paternostro, para desempenhar as funções de Tesoureiro.

Orgulhava-se Reis, de ter sido sua cidade, Novo Hamburgo, a terra que lançara Sérgio Moacir Torres Nunes, que, vindo do Floriano, começava a se destacar como goleiro do Grêmio.

Afeiçoaram-se, os dois, pelo Juventus e dali foi um pulo. Admitiram jogadores como Jambalaia, Brasílio, Arante, Diomarte, Bircke e outros para trabalharem no Banco e jogarem no Juventus.

Desempenhou, no clube, as funções de treinador e entendia do assunto, caso raro na época.


3 – JUVENTUS – TORCIDA FEMININA



CHEFE – Ascânio Oscar Buys Pinto

Integrantes: dentre outras,

Claudete, Águeda e Negra Araujo.

Evinha, Lisete, Neiva Hofmann,

Maria Carmen Acioli e Laís Albrecht


4 – JUVENTUS – HINO DA TORCIDA FEMININA


Verde e rubro pendão tão bonito

Te saúdam os teus torcedores

As mulheres te cobrem de flores

E a tua torcida é um só grito...

Juventus meu time querido

Juventus tuas cores seduzem

E o nosso grito de guerra

É Deus no céu

E o Juventus na terra.

(baseado no Hino do Roque de São Luiz Gonzaga)


5 – GURIZADA NA ZONA

Como se sabe na época de 50, a gurizada atravessava a cidade, para treinar no campo do Pessegueiro.

No trajeto passava-se na frente de um cabaré.

O piazedo ia se espiando, espreitando, aguçando seu sentido de curiosidade.

As “moças” não se lhes apareciam, a não ser uma que outra, desavisada à janela.

Nada se descobria; a ilusão desaparecia e esperava-se uma próxima oportunidade, num novo treino.

Já como adultos foram sabedores que, a não exposição delas era determinada pela dona Garzona, a pedido dos respectivos pais dos garotos para que não se atirassem cedo nas garras da luxúria.


6 – NENÊ CANHA


Atuou por aqui, Santo Ângelo, e Três de Maio, um bom meia cancha, que tinha, por motivos óbvios, o apelido de Nenê Canha.

Na capital missioneira, jogara com LAMBARI, no Tamoio.

Saindo da terra, LAMBARI jogou em Rio Grande, de onde se transferiu ao Internacional.

No colorado, foi autor do primeiro gol do Internacional contra o Corinthians, em São Paulo, sendo, por isso, a chuteira que usara para tal, selecionada como um troféu e lá está para quem quiser ver no Museu do clube.

Estando em Porto Alegre Nenê Canha foi aos Eucaliptos, ver se arranjava uma grana com seu ex-colega.

Encontrei-o nas cercanias do Estádio, deitado ao chão, já em estado etílico.

Reconheceu-me e depois de pedir algo, destratou ao Lambari, dizendo: esse fdp negou-se a me socorrer não reconhecendo que, graças a mim, aprendeu a jogar bola!


7 – PELAS PLATIBANDAS

Colaboração PHF

O Dr. Monte Alvar – legenda do Paladino F. C. – decidiu, por indicação de Vado, um atacante do Clube, contratar Arthur da Silva Ribas, popular Caieira, ex-jogador do Nacional de Cruz Alta, para treinar o “colorado santa-rosense”. Caieira, que logo se popularizou em Santa Rosa, exercia liderança eficiente ante os “boleiros” do Clube e granjeou logo a simpatia da torcida.

Na sua estréia, fez um “h”:

– Não tenho nada a esconder, os amigos da imprensa estão convidados para assistir a minha “preleição, antes da partida”.

Lá foram Paulo Araújo, Pedro Comaru, Geová Müller, Francisco Delmar... E eu.

Caieira, sem cerimônia, distribuiu as camisetas e falou, alto e bom som:

– É aquilo que já eu expliquei nos treinos: vamos sentar os baques e arrecuar os alfes; fechado para não levar – quem abre, toma. Quando tivermos a bola, vamos atacar pelas platibandas e cruzar para o mosquedo - no entrevero é que morre gente. Em úrtima análise: cada um agarrra seu homem e bola pra frente. Seja o que Deus quiser!

– Seu Arthur – indagou Mido, que também é cruz-altense – se chover, seu Arthur, é o mesmo jogo:

– Aí, vamos fazer como em Cruz Alta.

Comaru, atento, esclarecendo:

– Caieira, para bem informar aos ouvintes da rádio: como o Sr. fazia em Cruz Alta, quando chovia?

– Nada, deixava chover e jogava o mesmo futebol... Boa sorte pra todos, moçada!


8 – SEM NÓIS, ELES NÃO JOGA!

Colaboração PHF

O Internacional, de Porto Alegre, à época campeão estadual, foi cumprir uma apresentação amistosa, em Santa Rosa, em comemoração ao aniversário do Paladino. Era eu, então, cônsul do S. C. Internacional, no município. Empenhei-me em ajustar condições razoáveis para que o Paladino pudesse promover o amistoso e lucrar alguns. Antes do jogo, houve um ligeiro tumulto frente ao Estádio (estudantes, que reivindicavam a meia entrada, impediam os torcedores de entrarem no estádio), que o Dr. juiz de direito e uns policiais resolveram, garantindo o direito dos estudantes. O Dr. Gildo Russowski, que chefiava a delegação do Inter, apelou-me para que a partida não atrasasse, pois o avião só poderia decolar, de retorno a P. Alegre, até às 18;25 horas. Fui, com Zeferino Soares (“quem não é do Paladino, é contra o Paladino”) ao vestiário (ou vestuário, como dizia Caieira) e instei o treinador a botar o time em campo, onde já batia bola o Inter.

Caieira, tranquilamente, respondeu-me:

– Calma, doutor, sem nóis eles não joga.

Depois dos primeiros 45 minutos, Caieira, no vestiário, reclamou:

– Vocês não tão chutando a gol; sem chutar, ninguém vaza.

– Ah, seu Arthur, o Sr. esqueceu que Gainete é goleiro menos vazado do Brasil?

– Não cheje bobo! É só chegar de cima e chutar forte, rasteiro, no canto, vamos ver se ele pega!!??


9 – SEM SOTAQUE



Caieira, ao telefone:

– Alô, é o Dr. Monte?

– Alô, aqui é Monte Alvar; fala Caieira.

– Dr., ta tudo bem, o pessoal tá concentrado, tudo bem mesmo.

– Sim e aí?

– Mas tem um poblema, doutor...

– Problema? Que problema? Então, não está tudo bem.

– Coisa pouca, doutor; a tevê que o Waldemar Zenni trouxe para a concentração não está bem.

– É? Qual é o problema?

– O aparelho tem semblante, mas não tem sotaque.

Waldemar Zenni, depois, explicou que os atletas não “eram mansos” de comando do volume de som.


10 – COM “INGNORANTE”, NÃO DÁ!

Colaboração PHF

Véspera de clássico, Caieira, olha atento, para um quadro negro, na parede externa do Café Central e reclama:

- Maraschin, deveria escrever o que eu falei, mas não adianta, eu digo uma coisa e ele escreve outra.

– Qual é o problema Caieira? O escrito está muito claro: “Atenção, treino do Paladino, apronto, 16 horas.”

– Pois é, eu falei que o treino tava marcado para as 4 horas da tarde... Ele mudou tudo, depois os atletas, não todos, mas alguns menos ingnorantes não vão saber a hora certa e fartarão ao treino, ou chegarão atrasados... Isso não é bom para a disciprina.

sábado, outubro 01, 2011

ASTROS DA TERRA

JAIME CODINOTTI

(Depoimento de seu irmão Major Wilson Codinotti)

“O Jaime serviu ao Exército em Santa Rosa e jogava no Paladino. Caracterizava-se mais pela força. Era um jogador forte, atuava de half direito. Normalmente o ponteiro esquerdo não passava mesmo.

Seguiu os passos de se irmão - Osmar - o Alma de Gato - e mandou-se para Cruz Alta, onde fez parte das equipes do Nacional e Guarany. De Cruz Alta, foi para Porto Alegre onde jogou no Nacional com Pinga e Ortunho. Acompanhou o ferrinho, enxertado com Tesourinha em uma excursão a S. Paulo, onde se destacou.

Na volta atuaram no Paraná. Contraiu uma hepatite. Voltou a Santa Rosa, para tratamento.” Naquele tempo a medicina tava meio devagar”. Tratou-se com o Dr. Lang ou Cecconi. Depois que sarou voltou a Cruz Alta, contratado pelo Nacional.

A exemplo de seu irmão também fez um ping pong atuando dois anos no Gurany, dois anos no Nacional. “ Por não se ter recuperado da doença essa fez uma recidiva e o levou mais cedo do convívio dos seus amigos e afetos.

OSMAR CODINOTTI

Osmar Codinotti – ALGA DE GATO - filho de Archimedes e Isolina Codinotti. Quando concluiu o primário não havia nem ginásio em Santa Rosa. Foi para Cruz Alta a fim de continuar seus estudos. Estudou no colégio Cristo Redentor.

Cresceu rapidamente e como jogava em várias posições, com o mesmo brilho apelidaram-no de Alma de Gato. Center half, Center foward e back Center. Despontou no Clube Piratini dos irmãos maristas em Cruz Alta. Jogava com os conterrâneos Noly Joner, Antoninho Viana e Clovis Soares.

Nas férias, juntamente com Antoninho Viana, Avelino Lavarda e Arthur de Carli, atuava no Uruguay Futebol Clube. Grande era a rivalidade com o Oriental de Três de Maio. Os jogos eram no atual cemitério. Acabada a pugna, as mulheres torcedoras de ambos os clubes terminavam se surrando, de sombrinhas.

Aos 16 anos, com Leque, Zorzan, Arthur De Carli, Avelino Lavarda, assombrou jogando pelo Uruguay, quando da primeira vez, em Santo Angelo. Naquele tempo o jogador de futebol não tinha valor nenhum. Teve proposta do Internacional e do Grêmio.

Chegou a receber uma carta de recomendação do Sr. Zeferino Soares, para teste no colorado. Teve convites do Vasco, Flamengo e América do Rio, mas nunca aceitou. A mãe não deixava. Concluiu o Cientifico e iria para o Vasco ou para o América.

Chegam, no Nacional, a lhe oferecer um salário de trezentos mil reis e a possibilidade de um emprego no IAPETEC. Submeteram-no a um teste para auferir seu conhecimento. Gabaritou, pois já tinha o Cientifico.

Mandaram a prova para o Rio em 8 ou 12 dias, veio a nomeação. Assim, esquecendo-se de Porto Alegre, ficou em Cruz Alta onde consolidou sua carreira. Jogava ora no Nacional, ora no Guarany, como num jogo de ping-pong. Se ele fosse desta época com toda essa estrutura, médicos, fisioterapeutas, seria destaque, com certeza.Jogava muito desde pequeno.

Foi contratado pelo Dr. Aécio Nascimento, presidente do Nacional, assessorado pelo Dr. Ércio Morais. Chegou a exercer a gerencia regional da previdência. Teve por intermédio de correspondência recebida por João Macluff, correspondente do Banco do Rio Grande do Sul, convites para testes no Grêmio e Inter, pelo prazo de 15 dias.

Era um jogador completo. Dominava a bola na cabeça, trazia para o peito e para os pés. Era ambidestro e com um chute muito violento.

Por sua atuação num jogo contra o Atlântico de Erechim, no qual marcou dois gols de fora da área, as chuteiras que usou estão na Galeria do Nacional de Cruz Alta. Optou por ficar no Rio Grande do Sul.