sexta-feira, março 20, 2015

Futebol Amador

ESPORTE CLUBE CARAVELI


O Caraveli deve ter surgido por volta do ano de 1970. Recorremos, para saber mais, aos escritos do historiador, advogado, tradicionalista, político e desportista  Antonio Ailton Torres de Paula.

No seu livro que carrega o titulo  CAUSOS DE FATOS, relata sobre a existência desta agremiação esportiva. O autor, que no meio esportivo, na época, era conhecido como Airton, atuava como atleta, ainda moço, em pequenos campos de  meio terra e meio grama, até ser convidado pelos dirigentes do Caraveli, à integrar o plantel. Como ele mesmo narra, foi a primeira equipe organizada a atuar como atleta, que mais tarde jogou no Grêmio Santa-rosense, Olaria e o Prenda(veteranos). O Caraveli, naquele momento, era dirigido pelo presidente João Maria e o grupo era treinado pelo mestre Didi, antigo jogador meia-cancha  do Ipiranga.

Descreve, em sua obra: ”Comecei a jogar no segundo time do Caraveli, onde lembro de alguns companheiros, como o velho Marron, o Porco, o Hélio, Sérgio Massulini, Clóvis, Nego Luís, Airton, Niltinho Abreu, Cézar, Carlos e o Sérgio Polaco. Mais tarde, passei a integrar o time titular do Caraveli,  no qual jogavam o Ties(Arlindo), Tonho, Elpídio, Cabo Müller,  Airton, Osmar, Papá, Adão Beiço, Irany, Neri Bastos, Chicão, Caio Chitolina, Luís Marino, Nilton Paz, Cezar, Pelé e o Müller”.

Durante as andanças pelo interior, em jogos amistosos, um fato curioso aconteceu em Cândido Freire. Isto deve ter acontecido em dezembro de 1970. “Chegamos com o ônibus lotado, onde fomos recebidos com um caloroso foguetório e conduzidos para baixo de uma figueira, que serviu de “vestiário”. A poucos passos dali, uma cerca servia para alguns jogadores pendurarem suas roupas, enquanto jogavam”.

Segue dizendo: A peleja transcorria normal, quando Adão Beiço, correndo deixou o campo em direção à figueira. O motivo: uma vaca estava mascando sua camisa. Armou um confronto com o animal na tentativa de resgatar sua camisa. Com ajuda dos companheiros, Adão conseguiu reaver sua camisa em frangalhos, sobrando apenas a gola e as mangas em bom estado, pois o restante nada sobrou.  Quando da lamentação, Adão Beiço era consolado pelos amigos. Não houve outra forma, a não ser adquirir nova camisa e esquecer o infortúnio.  Quanto ao Caravelli, a muito tempo está extinto.

Fonte: Livro Causos de Fatos, de autoria de Antonio Ailton Torres de Paula.

sábado, março 14, 2015

Flâmulas

FLÂMULAS DE CLUBES DE SANTA ROSA 
 ANOS 1950














S.E. CONCORDIA
Campeão Estadual de Bolão em 1959



Em homenagem aos desportistas do vizinho município de Giruá, publicamos flâmula do 
E.C. AIMORÉ


terça-feira, março 03, 2015

Futebol Amador

ESPORTE CLUBE OLARIA
LAJEADO GRANDE 

  Acima, foto do time Campeão Municipal Invicto em 1968.

Tendo como sede um campo de futebol na área da indústria oleira pertencente à família Waldow, em 1951, surge o E.C. Olaria, que ficou mais conhecido como Olaria Waldow.  Obteve a sua maior conquista em 1968, com o titulo municipal de forma invicta, obtendo vitórias importantes sobre clubes tradicionais da cidade. 

 
A  colocação das faixas de campeão(foto acima) teve como padrinho o E.C. Aliança que disputava o estadual de amadores.   

Atleta Darci Pereira da Silva,  com a faixa de campeão em 1968.

1978 - jogo amistoso em Santa Cruz do Sul/RS: Gomercindo Pereira(um dos fundadores), Valdir Dani, Aroldi, Alfeu Camargo, Airton, Valdir Burro, Lotário e Gaspar Casagrande: Henrique, Dalgiro, Bliga Dani, Kika e Luís.


Em 26 de janeiro de 1986, conquistou  o titulo do Torneio da Amizade, ante o Radar do Lajeado Tarumã. O jogo acabou no empate com o placar com um gol para cada lado. O Torneio foi organizado pelo CMD  local. A final foi no campo do Olaria, que chegou a final num jogo extra contra o Danúbio Azul do Lajeado Capoeira, em campo neutro, na cidade de Tuparendi.  Na decisão o Olaria marcou primeiro através de Djaime aparando um cruzamento de Luizinho. O empate do Radar veio na segunda etapa com um gol contra de Paulo Castilhos, ao atrasar mal uma bola para o goleiro Danilo, acabou nos fundos da rede. Com o empate o Olaria conquistou o titulo do torneio. O time do título: Danilo: Cepo, Paulo Castilhos, Ico e Irineu(Aroldi)(Egon); Carlos Peixe e Djaime: Côco, Toni(Bliga) e Luizi

Mais fotos do E.C. Olaria:






Nota do  Blog: Além do Olaria do Lajeado Grande, por algum período, houve na historia do futebol de Santa Rosa, mais duas agremiações esportivas,  com tal nomenclatura: o Olaria da Esquina Guia Lopes, talvez o mais antigo, há décadas desativado e o Olaria do Lajeado Figueira. Este fundado por um grupo de trabalhadores, tendo, entre outros,  um dos lideres Paulino Curuta, da olaria localizada as margens do Lajeado Figueira, próximo a Vila Nossa Senhora Aparecida, no Bairro Cruzeiro, mas que tinha sua sede (campo) na comunidade do Lajeado Figueira, situada a mais ou menos dois quilômetros da indústria oleira. Muitos atletas do Paladino FC, da cidade, quando de folga dos campeonatos (amador do estado) ou amistosos, reforçavam o plantel do Olaria. Este manteve suas atividades na década dos anos 1960, posteriormente encerrado suas atividades.

terça-feira, fevereiro 24, 2015

POR ONDE ANDA?



SONY S. WELKE

O santa-rosense Sony S. Welke nasceu em 30 de abril de 1950, é filho de Reinaldo Welke e Hertas Welke. Desde criança gostou do futebol. Criado a beira do Rio Pessegueiro e a poucos metros do antigo Estádio da Baixada do Pessegueiro, onde hoje, está sendo construída a nova fábrica da Fratelli, na Avenida Borges de Medeiros. Entre uma braçada e outra nos poços do riacho, frequentava a sala de aula e os campinhos da redondeza para bater uma bolinha com a gurizada. Desde criança já se destacava e previa-se um futuro como atleta.
Seu primeiro clube amador,  em que começou a dar os primeiros passos para chegar ao profissionalismo, foi no GE 1º de Maio da Vila Planalto e na A.A. Real. 




 

 Vice-campeão estadual pelo EC Aliança em 1969. Sony é o último atleta agachado à esquerda da foto.

Em 1969, chegou a disputar o Campeonato Estadual Série Amarela, pelo EC Aliança de Santa Rosa, quando o tricolor ficou com  o vice-campeonato, perdendo o titulo para o Brasil de Vacaria. Pelo bom futebol apresentado no amador, em 1977, foi para o Elite Clube Desportivo de Santo Ângelo.   

 Na ASRE em 1973, o último agachado à esquerda.

Em 1973, foi contratado pela recém fundada ASRE – Associação Santa-rosense de Esportes (fusão de Paladino, Aliança e Juventus), quando organizou um plantel com base em atletas locais para disputar o campeonato gaúcho. Então, Sony já começou a aparecer um futebol de muita técnica e qualidade. Além de Sony, outros bons jogadores atuaram na ASRE: Lazarin, Franco, Tadeu Xavier, Paulo Catisca, Capitão, Miguel Amaral, João Gilberto, Jacaré, Edorildo, Chico Cappellari, Renato, Pedro Paulo, Aroldi, Irineu, Talvani,  entre tantos outros. 


No Palmeiras de Blumenau. Sony é o segundo em pé da esquerda para a direita.
Depois, em 1976, passou pelo Juventude de Caxias do Sul/RS, Em 1977 chegou no Blumenau/SC, (primeiro no Palmeiras local e depois no próprio Blumenau), onde, entre idas e vindas,  permaneceu por quatro temporadas. No Palmeiras jogou ao lado de Dito Cola, que foi ídolo no Coritiba. De lá, em 1979, chegou ao Marília/SP. Conta Sony, que a passagem pelo Marilia/SP, também foi das melhores de sua carreira. Lá, chegou a jogar ao lado do arqueiro Zecão, que havia atuado no Palmeiras/SP e Portuguesa/SP, do zagueiro Márcio Rossini, que ao final do campeonato foi para o Santos, depois seleção brasileira e Bangú. Outro atleta de destaque naquele ano no Marilia foi o Jorginho. Logo, que terminou o campeonato, foi para o Palmeiras e também chegou à seleção. Mais tarde jogou no Grêmio. Outro destaque foi Luís Silvio, ponta direita que foi vendido para um clube europeu. 

 Sony no Marília. O Segundo em pé da esquerda para a direita.

O time base do Marilia era: Zecão: Valdir, Márcio Rossini,Clodoaldo e Reinaldo: Sony, Nenê e Jorginho: Luis Silvio, Serginho e Ferreira. Em 1980, voltou ao Blumenau, mas no mesmo ano foi requisitado novamente pelo Marilia, pois, o  clube paulista não passava uma boa fase, prestes ao rebaixamento. Reforçado conseguiu permanecer no campeonato.



 Santo André, Campeão Paulista em 1981. A o lado do goleiro.
Em 1981, foi contratado pelo EC Santo André de São Paulo( quatro temporadas). Segundo Sony, foi a melhor fase como jogador de futebol, pois, em 1981, conseguiu o titulo de Campeão Paulista da Segunda Divisão, muito comemorado pelos torcedores do Ramalhão. O campeonato era integrado, segundo Sony,  por mais de 70 clubes, divididos em chaves, em fases eliminatórias, que a disputa perdurou o ano todo. A final foi uma disputa em três jogos contra o XV de Novembro de Piracicaba, no Parque Antártica. Os dois primeiros jogos deram empate: 1 a 1. Sony lembra que nestas duas partidas atuou de zagueiro, pois titular e reserva estavam lesionados. Na falta, prontificou-se ao técnico para atuar na posição. O jogo derradeiro foi em dezembro quando vencemos o XV, pelo placar de 3 a 1. No time campeão, jogava o Lance, que era centro avante do Corinthians e depois no Santo André, além de outros, como Radar que veio do Flamengo do Rio,  que se destacaram no futebol brasileiro por outros clubes. 

 Equipe do Santo André Campeão Paulista da Segundona em 1981.

Os jogos finais: - Primeiro jogo, em 25/novembro/81 - Santo André 1 X  1 XV De Piracicaba. Local: Parque Antártica (São Paulo);  Juiz: Jose de Assis Aragão; Renda: Cr$ 3 874 500,00;  Público: 16 231;  Gols: Lance 33 do 1.° e Brandão 7 do 2.°; Cartão amarelo: Fernandinho, Brandão e Ailton. Santo André: Tonho, Zé Carlos, Soni, Rubão e Dodô; Fernandinho, Arnaldo e Bona (Radar, 33 do 2.°); Paulo Borges, Lance e Rubens (Da Silva, 16 do 2.°). Técnico: Sebastião Lapola. XV de Piracicaba: Pizeli, Alã, Aílton, China e Alcir; Vadinho, Rogério e Zezinho; Serginho, Oriel e Brandão (Tarugo, 35 do 2.°). Técnico: Dema. O segundo jogo, foi em  28/novembro/81  XV de Piracicaba 1 X  1 Santo André  - Local: Parque Antártica (São Paulo);  Juiz: Jose de Assis Aragão;  Renda: Cr$ 5 313 300,00;  Público: 23 805;  Gols: Arnaldo 12 e Brandão 30 do 1.°; Cartão amarelo: China, Oriel e Arnaldo;  Expulsão: Alcir 35 do 1.°, Eduardo e Bona 40 do 2.° XV de Piracicaba: Pizeli, Alã, Aílton, China e Alcir; Vadinho, Rogério e Zezinho; Serginho (Eduardo, 39 do 2.°), Oriel e Brandão. Técnico: Dema Santo André: Tonho, Zé Carlos, Soni, Rubão e Dodô; Fernandinho (Bona, intervalo), Arnaldo e Piorra (Rubens, 29 do 2.°); Paulo Borges, Lance e Da Silva. Técnico: Sebastião Lapola
Na terça-feira seguinte aconteceu  o terceiro jogo e o XV de Piracicaba, caso haveria  prorrogação e terminada empatada, seria declarado vencedor,mas o Santo André foi o vitorioso.
A decisão - ultima partida:  Santo André 3 X 1 XV de Piracicaba  Local: Parque Antártica (São Paulo);  Juiz: Oscar Scolfaro;  Renda: Cr$ 3 868 400,00; Público: 16 225;  Gols: Paulo Borges 7 do 1.0; Rubão 7. Radar 26 e Vadinho 41 do 2.°;  Cartão amarelo: Paulo Borges, China e Radar Santo André: Tonho. Zé Carlos, Tutu. Rubão e Dodô; Soni, Arnaldo e Piorra; Paulo Borges (Radar. 21 do 2.°). Lance (Freitas, 14 do 2.°) e Da Silva. Técnico: Sebastião Lapola XV de Piracicaba: Pizeli. Alã. Ailton Luis. China e Ademir (Carlos. Intervalo); Vadinho. Rogério e Zezinho; Serginho (Tarugo. 10 do 2.°), Oriel e Brandão. Técnico: Dema.
Dentre os treinadores que trabalhou, Sony destaca Jair Picerni, que trabalhou em grandes clubes, bem como Sebastião Lapola e José Carlos Fescina (todos no Santo André).  Também destaca Urubatan dos Santos (foi atleta e treinador do Santos FC) com quem trabalhou.
No ano de 1985 voltou ao Blumenau, onde permaneceu por duas temporadas., encerrando sua carreira como atleta profissional. Sony tem orgulho de dizer que sempre foi destaque nos times que trabalhou.
Indagado sobre os gols que marcou, nos disse que em função de sua posição tática no
campo, primeiro como meia-direita e que em São Paulo, passou a atuar como médio-volante fez poucos gols, mas lembra de um anotado para o Santo André. Conforme depoimento de Sony o jogo foi em casa, no Ramalhão, mas muito  complicado. O adversário era o São Bento de Sorocaba e precisávamos da vitoria. Tive muita felicidade, pois num chute muito forte de fora da área fiz o único gol. Foi só um a zero, mas nos deu a vitória, que foi muito comemorada pelo time e torcida.
Perguntado se tinha preferência, como torcedor,  por algum clube gaúcho, disse que não, que como ex-jogador de futebol, não tinha essa pretensão. Apenas deseja sorte para ambos, para que desempenhem uma boa campanha nos campeonatos que disputam.
Das lembranças de quando atuava em Santa Rosa, nos revela de sua admiração pela organização do EC Aliança, quando lá atuava. Chegou a ser vice-campeão estatal pelo tricolor da Praça Berlim, no ano de 1969. Em 1959, o Aliança, já havia conquistado o titulo de campeão estadual, jogando a ultima partida  em Tenente Portela. Era um clube amador, mas com estrutura de profissional. O atleta era bem tratado e o clube dava todas as condições de trabalho para nós, além de prestar assistência também às famílias dos atletas.
Atuou também, quando serviu o exercito brasileiro, em Santa Rosa, pela seleção regional, que disputavam campeonatos militares no sul do Brasil. 


 No time do Exército Brasileiro em Santa Rosa. O segundo agachado da esquerda para a direita.

Foi campeão  regional militar, ganhado a final da guarnição de São Borja, onde no time da fronteira despontava Cassiá, Aguiar, Ciro, Canega, entre outros, que mais tarde foram profissionais.
Segundo desportistas que viram Sony atuar, relatam que era um jogador técnico e que sabia conduzir a bola com os dois pés sempre para frente para frente. Foi um dos melhores atletas do futebol que a cidade produziu.
Em 1990, retornou a sua terra natal, Santa Rosa. Logo após sua chegada foi convidado para trabalhar no Dínamo FC, onde fez parte da comissão técnica como auxiliar, em 1991, quando o alvinegro subiu para a Primeira Divisão do futebol gaúcho. Também fez parte da comissão técnica do Juventus AC.
Perguntado se tem saudade dos bons tempos de atleta, nos relata que sim, mas foi uma fase da vida, tudo ficou no passado. E, diz mais: os atletas devem estar preparados emocional e psicologicamente, para quando chegar a hora de pendurarem as chuteiras, pois uma nova fase da vida começa, agora longe dos campos, da torcida, da imprensa. Fica a historia e o legado que deixou, nos clubes que passou.
Atualmente, Sony vive tranquilo, junto a seus familiares e amigos na sua terra natal.

Mais fotos:

 ASRE

ASRE

ASRE

ASRE: (?), Vitorino Carazzo e Sony.
 
  
ASRE; Morron, Catisca e Sony.

 BRUSQUE


 No Juventude de Caxias do Sul.


                               Blumenau de SC, Sony está em pé, à direita do goleiro.

sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Futebol Amador



GRÊMIO ESPORTIVO 1º DE MAIO
BAIRRO PLANALTO



Em 1959 é fundado o Grêmio Esportivo  1º  de Maio, quando um grupo de desportista se reuniu na sede  de um  sindicato, que se localizava nas proximidades da Praça Berlim, mais conhecida como Praça Alemã. Como os fundadores eram trabalhadores, foi sugerido o nome de G.E. 1º de Maio.
A  primeira sede foi Vila Nova, o inicio de tudo. Posteriormente, transferiu-se para  sua nova sede, campo localizado a esquerda da Avenida Borges de Medeiros, na baixada, próximo do Rio Pessegueiro. Suas cores eram azul e branco.
O  clube sempre montava equipes competitivas. Do 1º de Maio surgiu o atleta Sony S. Welke.  Além do 1º de Maio, jogou no E.C.  Aliança, sendo vice campeão estadual da série amarela em 1969. Sony foi atleta profissional, atuou em vários clubes brasileiros, como: ASRE de Santa Rosa, Elite de Santo Ângelo, Juventude de Caxias do Sul, Palmeiras de Blumenau,  Marília  e Santo André de São Paulo.  Seu melhor momento foi quando campeão da segunda divisão de São Paulo pelo Santo André.Hoje o 1º de Maio está inativo. Ocupou seu lugar, a Associação Atlética Real, que tem sede na Vila Vicente Cardoso, Bairro Planalto, que tem em Nuno, ex-atleta do 1º de Maio, sua maior liderança. 

Fotos do G.E. 1º de Maio.



Fotos gentileza de Nuno.