NERI CAPPELLARI
sábado, outubro 03, 2015
segunda-feira, setembro 21, 2015
Futebol Amador
RACING FUTEBOL CLUBE
Vila Flores
O Racing da Vila Flores, como era conhecido pelos desportistas, foi fundado em dois de fevereiro de 1962, como uma extensão do Grêmio Esportivo Duque de Caxias.
O tricolor da Vila Flores, usava as cores vermelho, verde e o branco nos seus uniformes.
Talvez, pela proximidade da Corporação do Exército Brasileiro, o 19º RCMec, teve certa influência na formação da agremiação. O Racing, aos domingos movimentava a comunidade da vila. Famílias, adultos, jovens e crianças, aos domingos frequentavam o campo para assistir os jogos.
O terreno onde estava localizado o campo de jogo do Racing, pertencia a Prefeitura de Santa Rosa. O município retomou o terreno e lá construiu uma bela praça, para a comunidade da vila ter o seu lazer. Mesmo sem campo, o Racing tentou dar sequencia e sobreviver com suas atividades, mas não resistiu e acabou cerrando as portas.
Como todo time tem um líder que faz tudo, o Racing também tinha. Era o Seu Souto. Hoje, Souto, é o fiel depositário do patrimônio do time. Guarda em sua casa, terno de camiseta, bandeiras, fichas de inscrição de atletas, troféus e algumas fotos de times numa paredes de sua casa. Este foi o Racing. Enquanto existiu, deixou sua história, com nos títulos conquistados: Campeão Municipal de Aspirantes em 1970 e Campeão da Associação de Clubes do Bairro Cruzeiro e Santa Rosa em 1995.
Equipe Campeã de 1995.
Troféu conquistado em 1995.
terça-feira, junho 09, 2015
Futebol Amador
FERROVIÁRIO FUTEBOL CLUBE
Santa Rosa
História. Foi isso que o Ferroviário fez enquanto
esteve em atividade.
Criado por um grupo de descontentes do GE 1º de Maio, segundo
Waldir Weiss, o Nuno: “Não lembro o ano, mas um grupo de desportistas deixou o
1º de Maio. Eu o Nêne Reihner, o Davi Schütler, os três irmãos da família
Batista, o Valtair, o Valdir e o João Carlos, o João Wandenvert, o Canhoto, é
os que me lembro e então fundamos o Ferroviário. Deixamos o que tinha, como, fardamento, troféus, etc. para o 1º de Maio,
que mais tarde transferiu-se na antiga Baixada e posteriormente para um campo
na Vila Planalto, até encerrar suas atividades. Então conseguimos uma área para o campo, que
ficava na saída para Cândido Godoy, na propriedade da família Schütler, em
frente hoje da Vila Auxiliadora. “ Estas foram as palavras de Waldir Weiss,
para o futebol, o Nuno, que atuou como atleta no GE 1º de Maio, EC Aliança, GE
Sepé Tiaraju, Ferroviário FC e Associação Atlética Real,
sobre o inicio do Ferroviário FC.
O Ferroviário, que não tem nada a ver com a viação
férrea que liga Santa Rosa com outras cidades, é o mesmo assumido mais tarde pelo saudoso
Pedro Motta, nas décadas dos anos 1980 e 1990, o seu período glorioso.
As
grandes conquistas:
Foi com o espírito de liderança de Pedro Motta, que
sempre formava um bom plantel de atletas, que o Ferroviário chegou as glorias. Em 1989, o Ferroviário havia pedido
nos pênaltis a decisão para o Palmeiras da Vila Glória. Aliás, Palmeiras e
Ferroviário fizeram grandes clássicos no Carlos Denardin, reeditando para os
mais saudosos, o outrora o clássico dos anos 1980: Dínamo x Real Madri da Vila
Oliveira.
Em 1990 o Ferroviário não deixa escapar o titulo,
diante do mesmo Palmeiras. Após um grande jogo e empate em zero, foi a decisão
para prorrogação e posteriormente pênaltis. Vitória do “ferrinho” por 3 a 1.
Lali, o goleiro, defendeu três penalidades(Flavio, Caprinha e Givanildo),
saindo consagrado pela torcida.
o time de Pedrinho Motta
recuperou o título perdido no ano passado, para o próprio palmeiras e também
nas cobranças de pênaltis. O time
comandado por Pedro Motta, foi campeão com Lalí, Jonha, Taborda, Flamengo,
Norbe, Rufino, Fio, Neco, Toninho, Martins, Grilo, Caio, Marino e Giovani.
Com esse triunfo o
Ferroviário começou a desenhar uma grande a trajetória de títulos na década dos anos 1990.
No ano 1992, foi a vez do Noroeste do Rincão dos Rolins conhecer a força do
Ferroviário, na decisão daquele ano. O Noroeste havia conquistado seu
campeonato em 1983, diante do Grêmio Santa-rosense e buscava outra vez o triunfo,
mas não foi possível, diante da qualidade dos comandados de Pedrinho Motta. Martins,
aos 30 minutos da segunda fase, marca e dá a vitória e mais um titulo – o
bi. O Ferroviário atuou na final com: Cristiano; Lamar(Jonha), Paulo,
Juca e Venildo; Ito, Neco(Pato) e Jean;
Pipoca(Joel Nunes), Grilo e Martins. O Noroeste ficou com o vice com:
Mota; Rogério, Beto, Luiz e Maders; Valmir, Fio e Macalé; Dani(Fernando), Lepe
e Casagrande.
Em 1993, Ferroviário e Palmeiras reeditaram a final do
Campeonato de 1990. Com dois gols de Grilo, aos 11 e 46 minutos da
etapa derradeira, deu ao Ferroviário mais uma vês o campeonato, utilizando para
a final a seguinte esquadra: Cristiano; Rufino, Caçula, Paulo Berger e Grilo; Ito,
Neco e Jean; Joel Nunes, César e Pato.
No biênio 1994/95, o Ferroviário foi arrasador. Pedro Motta mantinha o plantel de anos anteriores,
mas sempre o qualificando: Grilo, Joel Nunes, Vagão, Flamengo, Jean, Lamar,
Ito Rufino, Marcelo, Aranha, Macalé,
Samarone, Gélson, Luisinho, Neco, Venildo, Paulo Timm e Junior Baiano.
A saga de títulos voltou em 1998. Agora a final era
gente ao
Cruzeiro da Vila Sulina. O
Ferroviário com uma equipe de mais qualidade técnica, goleou pelo placar de
quatro a um, não dando chances ao adversário que foi brioso. Os gols da decisão
foram anotados por Emersom em duas oportunidades e por João Luiz e Pipoca.
Foto
O time campeão de 1998:
Bagio, Danilo, Pipoca, João Luiz, Ito, Emerson, Macalé, Marinho, Beto Rolin,
Gelson e Milla.
Ano de 1999. Ferroviário e Comercial do Bairro Cruzeiro, por méritos, chegaram para a disputa final. Em jogo muito disputado e empatado em 2 tentos para cada lado e se encaminhando para o final, veio o terceiro gol, anotado aos 32 minutos da segunda etapa através de Macalé que deu ao Ferroviário o sétimo título em oito disputados desde 1989.
O Ferroviário,
comandado por Pedrinho Motta, foi o time que mais títulos conquistou na década
dos anos 1990. Para os torcedores, era carinhosamente o “Ferrinho”, era o
“furacão vermelho” chegando e causando terror
em campo para os adversários.
Além
dos títulos na categoria principal o Ferroviário foi campeão nas seguintes
categorias: em 1999, nos aspirantes; em 1997 e 1999 na categoria de veteranos e
em 1999, na categoria mirim. Em 1990 e 1999, conquistou por duas vezes o
campeonato regional.
Estas
foram as conquistas do ferrinho, que
infelizmente cessou suas atividades para o futebol.
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Campeonato Municipal,
Ferroviário,
Futebol Amador,
História,
Memórias
domingo, maio 10, 2015
sábado, abril 25, 2015
Futebol Amador
ESPORTE CLUBE FLOR DA SERRA
CAMPO DA AVIAÇÃO
No
final da década dos anos 1950, Santa Rosa vivia um forte processo de
desenvolvimento econômico, onde grandes empresas iniciaram suas atividades Em
função deste crescimento, em 1957, na administração de Carlos Denardin, foi
construído o aeroporto municipal, com o objetivo de melhorar o transporte do que aqui era produzido e que ficou conhecido na época popularmente como Campo da Aviação.
Famílias
foram se agregando nas proximidades, até se formar uma comunidade, como tantas
outras no meio rural, que ficou conhecida como comunidade do Campo da Aviação,
as margens da atual RST 307, que liga Santa Rosa a Cândido Godoy. Surgiu, então, a igreja, o salão comunitário,
a escola e um time de futebol.
A
fundação deste último ocorreu em 1958, quando um grupo de pessoas liderado por
Santo
Correia Leite (fundador, primeiro presidente e atleta da agremiação),
somado a Nelson Correia Leite, Norberto Reihner, Nerí Fucelin, Antonio Fucelin,
Davi Schutler, Ricardo Moura e Rodolfo Goemel, com o objetivo da pratica do
futebol como forma de integrar as famílias da comunidade e entre as comunidades
vizinhas.
Criado
o clube de futebol, havia necessidade de uma identificação, de cores do
uniforme, etc.
Na
Vila Quaraim, um distrito do interior de Três de Maio, próximo ao Rio Santa
Rosa, cujo curso faz divisa com o município de Santa Rosa, um time de futebol
estava sendo desativado e se desfazendo do seu fardamento. Pela proximidade de
amizade com Brasiliano Machado, do time de Quaraim, Santo Correia Leite,
negociou por um bom preço o material e o trouxe para Santa Rosa. O nome da
agremiação da Vila Quaraim era Flor da Serra, então, trouxeram junto o nome de
batismo. As cores: vermelho e branco, sendo a camisa de cor branca com lista
transversal vermelha. O primeiro campo situava-se as margens do Rio Pessegueiro
na propriedade de Norberto Reihner. Mais tarde, mudou-se para outra sede, na
esquina Central. E foi assim, que começou a historia do E.C. Flor da Serra do
Campo da Aviação, que por muitas décadas, nos finais de semana, disputou jogos
amistosos com agremiações da região e vários campeonatos da cidade, levando
alegria para seus torcedores, até encerrar suas atividades no final da década
dos anos 1980.
Nota: As informações sobre a fundação,
foram repassadas por Santo Correia Leite, quando acompanhado de Luis Fernando
Rabuske, em outubro de 2013, o visitamos, no seu comércio, com o objetivo de
convidá-lo, para “A Noite da História e Memória
do Futebol: Homenagem a Atletas e Personagens que Contribuíram para o Futebol
de Santa Rosa”, que foi realizado no dia 8 de novembro de 2013. Um abraço ao
abnegado desportista Santo Correia Leite e agradecimento pela sua contribuição
ao futebol de Santa Rosa.
Grande foi o número de presentes à solenidade. Naquela época as estradas eram vicinais, apenas.
A orientação fornecida àqueles que lá queriam chegar era mais ou menos, a seguinte:
“Segue em frente em direção da Colônia Penal Agrícola. Cruze a ponte do Pessegueiro, ali nos matos do Libano. Vá em frente até a propriedade dos Zorzan. Por aquela altura siga à direita e em frente. O Campo estará logo em diante.”
A frequência de voos era reduzida. De quando em quando aparecia algum teco-teco e houve mesmo alguém que por aqui permanecessem por mais tempo ensinando os interessados a pilotarem.
Depois na década de 50 a VARIG instalou um escritório na parte térrea do Edifício Bozzeto. De primeiro os “viajantes” eram transportados a expensas da companhia até o aeroporto de Santo Ângelo, para lá operarem os embarques.
No desembarque agia-se de maneira contrária.
Os passageiros eram apanhados em Santo Ângelo e transportados até a nossa terra.
Quando a rota tornou-se regular os que viajavam eram apanhados em casa e levados até o Campo de Aviação, também, em condução cedida pela VARIG.
Aqui estiveram como seus representantes, PLINIO e EDÚ DA VARIG.
O primeiro, grande fazedor de amizades. O segundo, um gentleman que era assíduo frequentador das quadras de tênis da Sociedade Cultural.
CAMPO DE AVIAÇÃO
Por João Jayme Araujo
No fim da década de 30, Santa Rosa foi ligada a
outras cidades do Estado e principalmente a Porto Alegre, por meio de
“potentes” aviões da VARIG. Antes se tinha de apanhar a aeronave em Santo
Ângelo.
Constatando o progresso da cidade foi construído
o CAMPO DE AVIAÇÃO. Grande foi o número de presentes à solenidade. Naquela época as estradas eram vicinais, apenas.
A orientação fornecida àqueles que lá queriam chegar era mais ou menos, a seguinte:
“Segue em frente em direção da Colônia Penal Agrícola. Cruze a ponte do Pessegueiro, ali nos matos do Libano. Vá em frente até a propriedade dos Zorzan. Por aquela altura siga à direita e em frente. O Campo estará logo em diante.”
A frequência de voos era reduzida. De quando em quando aparecia algum teco-teco e houve mesmo alguém que por aqui permanecessem por mais tempo ensinando os interessados a pilotarem.
Depois na década de 50 a VARIG instalou um escritório na parte térrea do Edifício Bozzeto. De primeiro os “viajantes” eram transportados a expensas da companhia até o aeroporto de Santo Ângelo, para lá operarem os embarques.
No desembarque agia-se de maneira contrária.
Os passageiros eram apanhados em Santo Ângelo e transportados até a nossa terra.
Quando a rota tornou-se regular os que viajavam eram apanhados em casa e levados até o Campo de Aviação, também, em condução cedida pela VARIG.
Aqui estiveram como seus representantes, PLINIO e EDÚ DA VARIG.
O primeiro, grande fazedor de amizades. O segundo, um gentleman que era assíduo frequentador das quadras de tênis da Sociedade Cultural.
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