segunda-feira, setembro 21, 2015

Futebol Amador

RACING FUTEBOL CLUBE 
Vila Flores





O Racing da Vila Flores, como era conhecido pelos desportistas, foi fundado em dois de fevereiro de 1962, como uma extensão do Grêmio Esportivo Duque de Caxias.  




O tricolor da Vila Flores, usava as cores  vermelho, verde e o branco nos seus uniformes.
Talvez, pela proximidade da Corporação do Exército Brasileiro, o 19º RCMec, teve certa influência na formação da agremiação. O Racing, aos domingos movimentava a comunidade da vila. Famílias, adultos, jovens e crianças, aos domingos frequentavam o campo para assistir os jogos. 


O terreno onde estava localizado o campo de jogo do Racing, pertencia a Prefeitura de Santa Rosa. O município retomou o terreno e lá construiu uma bela praça, para a comunidade da vila ter o seu lazer. Mesmo sem campo, o Racing tentou dar sequencia e sobreviver com suas atividades, mas não resistiu e acabou cerrando as portas.
Como todo   time tem um líder que faz tudo, o Racing também tinha. Era o Seu Souto. Hoje, Souto, é o fiel depositário do patrimônio do time.  Guarda em sua casa, terno de camiseta, bandeiras, fichas de inscrição de atletas, troféus e algumas fotos de times numa paredes de sua casa. Este foi o Racing. Enquanto existiu, deixou sua história, com nos títulos conquistados:  Campeão Municipal de Aspirantes em 1970 e Campeão da Associação de Clubes do Bairro Cruzeiro e Santa Rosa em 1995.

Equipe Campeã de 1995. 

Troféu conquistado em 1995.

Em 1986, o antigo reduto do Racing, foi transformado pelo Poder Público Municipal, na bela Praça Assis Brasil, num local para a prática de esporte e lazer pelos moradores da Vila Flores.









terça-feira, junho 09, 2015

Futebol Amador

FERROVIÁRIO FUTEBOL CLUBE
Santa Rosa





História. Foi isso que o Ferroviário fez enquanto esteve em atividade. Criado por um grupo de descontentes do GE 1º de Maio, segundo Waldir Weiss, o Nuno: “Não lembro o ano, mas um grupo de desportistas deixou o 1º de Maio. Eu o Nêne Reihner, o Davi Schütler, os três irmãos da família Batista, o Valtair, o Valdir e o João Carlos, o João Wandenvert, o Canhoto, é os que me lembro e então fundamos o Ferroviário. Deixamos o que tinha, como,  fardamento, troféus, etc. para o 1º de Maio, que mais tarde transferiu-se na antiga Baixada e posteriormente para um campo na Vila Planalto, até encerrar suas atividades.  Então conseguimos uma área para o campo, que ficava na saída para Cândido Godoy, na propriedade da família Schütler, em frente hoje da Vila Auxiliadora. “ Estas foram as palavras de Waldir Weiss, para o futebol, o Nuno, que atuou como atleta no GE 1º de Maio, EC Aliança, GE Sepé Tiaraju,  Ferroviário FC e Associação Atlética Real, sobre o inicio do Ferroviário FC.
O Ferroviário, que não tem nada a ver com a viação férrea que liga Santa Rosa com outras cidades,  é o mesmo assumido mais tarde pelo saudoso Pedro Motta, nas décadas dos anos 1980 e 1990, o seu período glorioso.

As grandes conquistas:
Foi com o espírito de liderança de Pedro Motta, que sempre formava um bom plantel de atletas, que o Ferroviário chegou as  glorias. Em 1989, o Ferroviário havia pedido nos pênaltis a decisão para o Palmeiras da Vila Glória. Aliás, Palmeiras e Ferroviário fizeram grandes clássicos no Carlos Denardin, reeditando para os mais saudosos, o outrora o clássico dos anos 1980: Dínamo x Real Madri da Vila Oliveira.
Em 1990 o Ferroviário não deixa escapar o titulo, diante do mesmo Palmeiras. Após um grande jogo e empate em zero, foi a decisão para prorrogação e posteriormente pênaltis. Vitória do “ferrinho” por 3 a 1. Lali, o goleiro, defendeu três penalidades(Flavio, Caprinha e Givanildo), saindo consagrado pela torcida.
o time de Pedrinho Motta recuperou o título perdido no ano passado, para o próprio palmeiras e também nas cobranças de pênaltis.  O time comandado por Pedro Motta, foi campeão com Lalí, Jonha, Taborda, Flamengo, Norbe, Rufino, Fio, Neco, Toninho, Martins, Grilo, Caio, Marino e Giovani.


Com esse triunfo o Ferroviário começou a desenhar uma grande a trajetória de títulos  na década dos anos 1990.
No ano 1992, foi a vez do Noroeste do Rincão dos Rolins conhecer a força do Ferroviário, na decisão daquele ano. O Noroeste havia conquistado seu campeonato em 1983, diante do Grêmio Santa-rosense e buscava outra vez o triunfo, mas não foi possível, diante da qualidade dos comandados de Pedrinho Motta. Martins, aos 30 minutos da segunda fase, marca e dá a vitória e mais um titulo – o bi.  O Ferroviário atuou na  final com: Cristiano; Lamar(Jonha), Paulo, Juca e Venildo; Ito, Neco(Pato) e Jean;  Pipoca(Joel Nunes), Grilo e Martins. O Noroeste ficou com o vice com: Mota; Rogério, Beto, Luiz e Maders; Valmir, Fio e Macalé; Dani(Fernando), Lepe e Casagrande.


Em 1993, Ferroviário e Palmeiras reeditaram a final do Campeonato  de 1990.  Com dois gols de Grilo, aos 11 e 46 minutos da etapa derradeira, deu ao Ferroviário mais uma vês o campeonato, utilizando para a final a seguinte esquadra: Cristiano; Rufino, Caçula, Paulo Berger e Grilo; Ito, Neco e Jean; Joel Nunes, César e Pato.
No biênio 1994/95, o Ferroviário foi arrasador. Pedro Motta mantinha o plantel de anos anteriores, mas sempre o qualificando: Grilo, Joel Nunes, Vagão, Flamengo, Jean, Lamar, Ito  Rufino, Marcelo, Aranha, Macalé, Samarone, Gélson, Luisinho, Neco, Venildo, Paulo Timm e Junior Baiano.
A saga de títulos voltou em 1998. Agora a final era gente ao
Cruzeiro da Vila Sulina. O Ferroviário com uma equipe de mais qualidade técnica, goleou pelo placar de quatro a um, não dando chances ao adversário que foi brioso. Os gols da decisão foram anotados por Emersom em duas oportunidades e por  João Luiz e Pipoca.
Foto
O time campeão de 1998: Bagio, Danilo, Pipoca, João Luiz, Ito, Emerson, Macalé, Marinho, Beto Rolin, Gelson e Milla.


Ano de 1999. Ferroviário e Comercial do Bairro Cruzeiro, por méritos, chegaram para a disputa final.  Em jogo muito disputado e empatado em 2 tentos para cada lado e se encaminhando para o final, veio o terceiro gol, anotado aos 32 minutos da segunda etapa através de Macalé  que deu ao Ferroviário o  sétimo título em oito disputados desde 1989.
O Ferroviário, comandado por Pedrinho Motta, foi o time que mais títulos conquistou na década dos anos 1990. Para os torcedores, era carinhosamente o “Ferrinho”, era o “furacão vermelho” chegando e causando terror  em campo para os adversários.
Além dos títulos na categoria principal o Ferroviário foi campeão nas seguintes categorias: em 1999, nos aspirantes; em 1997 e 1999 na categoria de veteranos e em 1999, na categoria mirim. Em 1990 e 1999, conquistou por duas vezes o campeonato regional.
Estas foram as conquistas do ferrinho, que infelizmente cessou suas atividades para o futebol.

sábado, abril 25, 2015

Futebol Amador

ESPORTE CLUBE FLOR DA SERRA
CAMPO DA AVIAÇÃO

No final da década dos anos 1950, Santa Rosa vivia um forte processo de desenvolvimento econômico, onde grandes empresas iniciaram suas atividades Em função deste crescimento, em 1957, na administração de Carlos Denardin, foi construído o aeroporto municipal, com o objetivo de melhorar o transporte do  que aqui era produzido e  que ficou conhecido na época popularmente  como Campo da Aviação.
Famílias foram se agregando nas proximidades, até se formar uma comunidade, como tantas outras no meio rural, que ficou conhecida como comunidade do Campo da Aviação, as margens da atual RST 307, que liga Santa Rosa a Cândido Godoy.  Surgiu, então, a igreja, o salão comunitário, a escola e  um time de futebol.
A fundação deste último ocorreu em 1958, quando um grupo de pessoas liderado por Santo
Correia Leite (fundador, primeiro presidente e atleta da agremiação), somado a Nelson Correia Leite, Norberto Reihner, Nerí Fucelin, Antonio Fucelin, Davi Schutler, Ricardo Moura e Rodolfo Goemel, com o objetivo da pratica do futebol como forma de integrar as famílias da comunidade e entre as comunidades vizinhas.
Criado o clube de futebol, havia necessidade de uma identificação, de cores do uniforme, etc.
Na Vila Quaraim, um distrito do interior de Três de Maio, próximo ao Rio Santa Rosa, cujo curso faz divisa com o município de Santa Rosa, um time de futebol estava sendo desativado e se desfazendo do seu fardamento. Pela proximidade de amizade com Brasiliano Machado, do time de Quaraim, Santo Correia Leite, negociou por um bom preço o material e o trouxe para Santa Rosa. O nome da agremiação da Vila Quaraim era Flor da Serra, então, trouxeram junto o nome de batismo. As cores: vermelho e branco, sendo a camisa de cor branca com lista transversal vermelha. O primeiro campo situava-se as margens do Rio Pessegueiro na propriedade de Norberto Reihner. Mais tarde, mudou-se para outra sede, na esquina Central. E foi assim, que começou a historia do E.C. Flor da Serra do Campo da Aviação, que por muitas décadas, nos finais de semana, disputou jogos amistosos com agremiações da região e vários campeonatos da cidade, levando alegria para seus torcedores, até encerrar suas atividades no final da década dos anos 1980.
Nota: As informações sobre a fundação, foram repassadas por Santo Correia Leite, quando acompanhado de Luis Fernando Rabuske, em outubro de 2013, o visitamos, no seu comércio, com o objetivo de convidá-lo, para  “A Noite da História e Memória do Futebol: Homenagem a Atletas e Personagens que Contribuíram para o Futebol de Santa Rosa”, que foi realizado no dia 8 de novembro de 2013. Um abraço ao abnegado desportista Santo Correia Leite e agradecimento pela sua contribuição ao futebol de Santa Rosa.


CAMPO DE AVIAÇÃO

                                                                                                          Por João Jayme Araujo 



No fim da década de 30, Santa Rosa foi ligada a outras cidades do Estado e principalmente a Porto Alegre, por meio de “potentes” aviões da VARIG. Antes se tinha de apanhar a aeronave em Santo Ângelo.
Constatando o progresso da cidade foi construído o CAMPO DE AVIAÇÃO. 
Grande foi o número de presentes à solenidade. Naquela época as estradas eram vicinais, apenas.
A orientação fornecida àqueles que lá queriam chegar era mais ou menos, a seguinte: 
“Segue em frente em direção da Colônia Penal Agrícola. Cruze a ponte do Pessegueiro, ali nos matos do Libano. Vá em frente até a propriedade dos Zorzan. Por aquela altura siga à direita e em frente. O Campo estará logo em diante.”
A frequência de voos era reduzida. De quando em quando aparecia algum teco-teco e houve mesmo alguém que por aqui permanecessem por mais tempo ensinando os interessados a pilotarem.
Depois na década de 50 a VARIG instalou um escritório na parte térrea do Edifício Bozzeto. De primeiro os “viajantes” eram transportados a expensas da companhia até o aeroporto de Santo Ângelo, para lá operarem os embarques. 
No desembarque agia-se de maneira contrária.
Os passageiros eram apanhados em Santo Ângelo e transportados até a nossa terra.
Quando a rota tornou-se regular os que viajavam eram apanhados em casa e levados até o Campo de Aviação, também, em condução cedida pela VARIG.
Aqui estiveram como seus representantes, PLINIO e EDÚ DA VARIG. 
O primeiro, grande fazedor de amizades. O segundo, um gentleman que era assíduo frequentador das quadras de tênis da Sociedade Cultural.