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terça-feira, maio 27, 2014

Por Onde Anda?

ZILMAR GONÇALVES DE OLIVEIRA (GIBA)


Nome, local de nascimento, filiação: ZILMAR GONÇALVES DE OLIVEIRA(foto ao lado) , nasci 15 de outubro de 1940, em Cerro Largo, RS,  filho de Manoel Olmiro Gonçalves e Elísia Gonçalves  de Oliveira

Apelido: Giba

Casamento: Em primeiras núpcias com VILMA DOS SANTOS DE OLIVEIRA (já falecida); filhos MARISETE, DOLORES, SÁVIO, JANETE e MOISÉS. Temos 10 (dez) netos. Em segundas núpcias com MARICÉIA PARAÍBA DE OLIVEIRA(foto abaixo),

Grau de escolaridade: Ginasial.

Como foi a infância: Desde a idade de 05 (cinco) anos, vivida em Santa Rosa, RS, residindo nas proximidades de antiga pedreira localizada na Avenida Borges de Medeiros, depois na Rua Giruá, na companhia de meus pais, até 18 anos de idade. Estudei no Colégio Visconde de Cairú, localizado na Avenida Borges de Medeiros, próximo ao Colégio Santa Rosa de Lima, depois estudei no colégio Machado de Assis, situado à Rua Santo Ângelo, em prédio que depois foi sede social do G. E. Sepé Tiarajú. RS.

Vida esportiva:  Iniciei como jogador de futebol da várzea, no antigo Estádio Municipal do Pessegueiro, situado às margens dos rios Pessegueiro e Pessegueirinho. Fui jogador do G. E. Sepé Tiarajú de Santa Rosa/RS, nos anos de 1957 até 1961. Em 1962/1963, joguei pelo Juventude F. C. de Cruzeiro, fazendo parte do elenco em que jogavam os irmãos Ivar e Ivanir Taffarel, o Willy Dias, os irmãos Plínio e Jarbas Tonel, o Mido e tantos outros. Em meados de 1963, retornei, encerrando a carreira, como jogador de futebol, jogando pelo G. E. Sepé Tiarajú, onde atuei até o ano de 1968. Sempre atuei como meia-direita, articulador; fui, no ano de 1960, campeão citadino de futebol de Santa Rosa/RS, pelo G. E. Sepé Tiaraju. Exerci a atividade de auxiliar de topógrafo - na companhia do grande amigo Jose Luis Fortes Rodrigues, de apelido Gordo - na Prefeitura de Santa Rosa/RS, e, posteriormente, fui vigilante na mesma Prefeitura de Santa Rosa, onde acabei me aposentando. Hoje sou membro da Igreja Assembleia de Deus, com sede em Santa Rosa/RS. Gostamos do tradicionalismo gaúcho - somos frequentadores dos eventos sociais, promovidos pelo Centro de Tradições Gaúchas Chama Crioula, com sede social em Santa Rosa/RS.

Clube(s) pelo qual torce: Torcedor do S. C. Internacional de Porto Alegre.

Atividade atual: Aposentado, pelo Município de Santa Rosa, RS.

Mantem atividade relacionada com o esporte? Não.
Já foi treinador, dirigente ou algo similar?Não. 

O que faz atualmente? Aposentado
GE Sepé Tiarajú campeão de 1960 com a seguinte formação: Darci Kanitz (goleiro), Montenegro, Luis Fortes Rodrigues (Gordo), Vitélio Pedrolo, Machado, Miro, João Gangorra, Waldemar, Engo Medeiros, Zilmar Gonçalves de Oliveira (Giba) e João Batista Ribeiro da Silva (Tita). 

Giba no Juventude FC do Bairro Cruzeiro

Data de 8 de novembro de 2013 - Noite da História e Memória do nosso Futebol. Representação dos homenageados do GE Sepé Tiarajú. À esquerda Giba e sua esposa,  presentes no ato de homenagem aos ex-atletas, dirigentes, técnicos e torcedores.

Colaboração de Raul Meneguini

sexta-feira, agosto 30, 2013

Por Onde Anda?


SANTO BASTOS

Nasci em Santa Rosa, sou filho de Jovino Bastos e Senhorinha Alves Bastos. Casei com Eva Machado Bastos e temos sete filhos, quatro netos e u bisneto. Tenho estudado até a quinta série do primário.
Quanto a minha infância posso dizer que foi muito sofrida, em função da separação de meus pais e por levar uma vida muito atribulada na roça.
Como atleta de futebol, inicie jogando no Ipiranga da Vila Sulina, depois fui para o Sepé Tiarajú. Mais tarde, fui jogar no time do Frigorífico Santarrosense. Não tive nenhuma atividade ligada a um clube como dirigente ou treinador.
Torço pelo Internacional de Porto Alegre, como clube do meu coração.
Na atualidade sou microempresário. 


Santo integrou a equipe do Sepé Tiaraju, que no ano de 1960, quebrou a hegemonia do E. C.Aliança, vencendo o campeonado citadino daquele ano.  Jogava como lateral esquerdo e meia esquerda e foi de grande valia para a dita conquista.  


Foto tirada no Estádio Carlos Denardin, acredito do ano de 1962 ou 1963. Em pé da esquerda para a direita: Uca, Sergio Weremchuk, Jorge, Joãozinho, Iba, Engo Medeiros, Professor Toledo(técnico). Agachados: Alceu Medeiros, Waldemar, Montenegro, Tita, Santo e (?). Esta foto nos foi enviada pelo próprio Santo.

Colaboração de João Jayme Araujo/POA e Raul Meneguini/SRO.

sexta-feira, julho 19, 2013

Por Onde Anda?

ALCEU MEDEIROS


Nasci em Santa Rosa/RS., no ano de 1941, filho de  Paulino Medeiros e Dorcina Portinho Medeiros. Tive o apelido de Tigrinho.  Sou formado em Direito e cursei dois anos de Economia.

A minha infância foi muito difícil e 
ao mesmo tempo muito boa. Difícil porque a gente não tinha calçados para usar. O primeiro calçado que usei se chamava alpargatas. Muito boa (a vida), porque tinha um riacho perto da minha casa (o rio Pessegueirinho), que quando transbordava, enchia à várzea de peixes e bastava pegá-los no tapa (traíras, jundiás e muitos lambaris). Também, tinha um campinho de futebol onde se jogava de pés no chão. O problema é que tinha um pé de tuna atrás de uma goleira e quando a bola chegava lá, furava. O pé de tuna (perto da casa do Raul Meneguini, o xerifão da área do Aliança) também é chamado de cacto. O mais divertido é que tinha um canal de água perto de casa, para impulsionar uma roda gigante, de um curtume de couros (do Fenner) e a gente se largava no canal, até bem pertinho da roda e antes de chegar nela, a gente se agarrava numa trava que tinha bem no final e voltava pelo canal, mesmo para repetir a proeza. Hoje, chamam isso  de esportes radicais. Depois, o pai que trabalhava no curtume, se mudou para a Rua Caxias, bem ali onde a polícia matou o Pala Branca, o Robin Hood missioneiro. A cruz, que assinalava o local da morte do Pala Branca, ficava bem defronte à casinha, (sabe aquela onde antigamente a gente fazia as necessidades) e de noite, era um problema para gente ir até lá..., pois ficava (a cruz) na cara da gente. Uma vez, meu pai ficou cheio da situação e jogou um punhado de bolitas (bolas de gude) na tal de casinha e eu não tive dúvidas. Enterrei-me até os joelhos e catei uma por uma das minhas bolitas. Fiquei cheirando mal por uma semana. O bom era que a gente só tomava banho uma vez por semana, naqueles chuveiros improvisados, ou seja, uma lata de querosene que a gente enchia de água fria e depois botava água quente. A operação era muito cansativa, daí a razão de tomar só um banho por semana. Bola, a gente jogava sábado de manhã e de tarde e ainda domingo pela manhã, no tal campinho das tunas ou então no estádio do Pessegueiro, lá perto do cemitério. Sempre tinhas uns torneios. A bola era de tento e tinha que ser cheia com um bico próprio e uma bomba de encher pneu de bicicleta. As chuteiras eram de bico duro. Valia tudo nesses jogos, menos xingar a mãe do outro. Depois, veio o Sepé Tiaraju, time de pobres, dos pés no chão. Os times que existiam em Santa Rosa, eram dos engomados e não deixavam nem a gente treinar. A maior alegria foi o dia em que o Sepé ganhou um campeonato citadino em cima do bicho papão, que se chamava Aliança. O Meneguini não se conforma até hoje e diz que a gente comprou o juiz daquele jogo. Bobagem.  Choro de perdedor é assim mesmo. À noite houve um baile na sede do Sepé e quebrou o maior pau entre os associados, pois tinha muitos jogadores do EC Aliança  (e também do Paladino), que eram associados do Sepé e não gostaram das flautas.

Torcia pelo Paladino, porém sempre joguei no Sepé, onde a gente era meio jogador e meio dirigente. A diretoria do Sepé era constituída, quase só de Medeiros (Aldo Medeiros, Engo Medeiros, Dino Medeiros e Alceu Medeiros. Eu, por exemplo, jogava com um olho na pelota e com o outro na bilheteria, caso contrário sobrava pra eu pagar tudo. Sou torcedor do Sport Clube Internacional, é claro, campeão de tudo. Aposentado da Secretaria da Fazenda do Estado, desde 1989, depois a gente virou operador do Direito (advogado).
Minha atividade esportiva, hoje, é só na arquibancada (quando joga o Esportivo) e depois torcedor fanático defronte da TV, quando joga o Inter ou o Grêmio (secando).
Fui dirigente só do Sepé Tiaraju. Depois disso, nunca mais. Valeu a lição. Maior feito: contratei o Paulinho Araujo, como treinador, depois que ele saiu do Grêmio, onde foi preparador físico.

Foto 01 - Com a esposa Vera e a filha Maria Eduarda na colação de grau em Direito, na UCS, da Vera. 
Foto 02 - Com o uniforme do Grêmio Esportivo Sepé Tiarajú de Santa Rosa. 

Colaboração de João Jayme Araujo/POA.