quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Fatos e Fotos Antigas

jjgaucho23@bol.com.br

PARTE XVI


1 - MOTOCICLO DO ALCEU MALLMANN

Pilotando uma bela moto que ganhara do Aliança, a titulo de luvas, Alceu Malmann, aos sábados, ia a Santa Rosa visitar a Maria de Lourdes Cardoso, sua namorada, filha do Dr.Vicente e D. Tida.

Pelas 21,00 h, despedia-se da família dela e ao ligar a máquina D. Tida recomendava:

- Boa viagem Alceu, vá com Deus e Nossa |Senhora ( ele morava em Tuparendi.)

Antes de arrancar ele respondia: - não dá D.Tida! Só tem lugar pra mais um.

Jesus e Nossa Senhora ainda estão na garupa do moto do Alceu com a sua família em Itapema-SC.

(Walter Wienandts)


2 - HELIO CHAVES LOPES

Conta Alceu Medeiros: muitas vezes tivemos que apelar para o capitão Hélio Chaves Lopes, comandante da BM, para soltar dois jogadores do Sepé, que estavam recolhidos ao presídio.

Um deles era o Dide Rontani, centro-médio, conhecido também como amigo do alheio. O Dide era solto com uma condição: terminado o jogo de futebol deveria retornar imediatamente para atrás das grades.

Fizemos isso também com o Waldemar, irmão do Paulo Régis.

Não me lembro por que o Waldemarzinho estava preso, mas estava.gente pedia para o cap.Hélio soltar, pois ele, o Waldemar, era muito importante para o nosso time, o Sepé. Coisas do futebol (Alceu Medeiros)


3 - ADROALDO LIBERALI

Meu saudoso irmão Adroaldo sempre andava armado. Culpada disso foi minha avó. Ela tinha um canivete de estimação, usado para descascar frutas. Ele deveria ter uns 8 ou 9 anos. Toda a vez que ele a via com o canivete, sempre pedia para ela dar a ele;ao que a avó dizia "o dia em que eu morrer, vou deixá-lo para ti".

Isso se repetiu por muitas vezes, até que um dia depois do pedido, minha mãe estando próximo, ele disse para a minha avó: "tu sempre me diz que vai me dar no dia em que vai morrer, mas tu não morre nunca". Levou uma chinelada da nossa mãe e minha avó deu uma risada. A promessa dela foi cumprida. (Saul Dante Liberalli)


4 – LUDIBRIANDO A POLÍCIA

Quando dos jogos no velho Pessegueirinho, lá no portão estava sempre um dos Inspetores de Polícia - Francklin ou Loro Garcia.

Chegando lá ADROALDO acintosamente me entregava as armas e eu por ser Sargento eles não faziam nada, senão sorrir.

Uma das broncas de andar armado era uma diferença que ele tinha com um tal de Rubens, por causa de uma prostituta do cabaré da Garzona.

Uma vez a Garzona esteve lá em casa pedindo providências para a minha mãe e casualmente chegava eu e as encontrei falando uma com a outra..

Fiquei perplexo quando ela disse para a mãe que eu era um sujeito respeitoso, quando ia lá não causava nenhum desconforto a ninguém.

Ficou pior a emenda que o soneto. E o Adroaldo perdeu a moça para seu desafeto.

(Relato de Saul Dante Liberalli)


5 - ESPOLIO DO PRESIDENTE

Quem já foi dirigente de clube de interior, da categoria amador e que deseja ver seu time alcançar os píncaros da gloria, sabe sobre o que vou falar.

Esse tipo de cartola, em primeiro lugar é um abnegado, um fanático, um lunático, um doente um apaixonado, um louco ou coisas assim.

O amadorismo sobe de uma categoria, não no ranking da federação, mas na realidade da vida e encontramos então, o amadorismo “marrom”.

Craques sem ficha ou com ficha em outras equipes, os ciganos do futebol, aparecem prometendo mundos e fundos.

E o Presidente cai no canto da sereia.

A principio tudo certo, mas depois a máscara cai e ele, o presidente é ”mordido” de todas as formas.

O seu Elibio Fredrich, possivelmente o melhor que o Juventus, na época teve, tomou a precaução de garantir os “empréstimos” retendo algo do craque em garantia.

Sua esposa D. Ela, nada sabia ou fazia que não sabia.

Quando seu marido faleceu, foi procurar pelo espolio dele, encontrando em um lugar secreto, óculos, luvas, boinas, chapéus e tudo o mais que se possa imaginar.

Deu uma ordem para incinerar tudo que dissesse respeito ao Juventus,

Ai se foi também parte do acervo do clube, como bolas, camisetas e coisas do gênero.

Grande perda.

Mas mãe, mulher, esposa, sempre têm razão no que fazem.!


6 - TREINO DO AIMORÉ

O que hoje ainda se vê. As rádios numa disputa feroz de audiência inventavam situações como se estivessem dentro dos acontecimentos. (Vide transmissão via tubo, quando há narrador, comentarista, árbitro e todo o staf, como se estivessem no local da partida)

Fiz uma gravação debaixo de uma escada nas dependências da Rádio Gaúcha, como se estivesse falando do treino da tarde, do Aimoré, na Taba Índia. Apresentei a gravação ao José Matzembacher.Fui reprovado. Ouvi:

- Tá certo que não poderias ter em fundo o ruído de torcida.

Mas com todo este teu entusiasmo quem vai acreditar que estavas no local?

Faça, de novo, a gravação, ao menos com maior vibração.

E há ainda há gente acreditando que a vida de radialista é um mar de rosas.

7 - CONTERRANEO NA RÁDIO GAUCHA

O escrivinhador dessas histórias, quando garoto, atou como locutor comercial, redator, apresentador de noticiários e, eventualmente, como narrador esportivo quando havia interesse comercial e esportivo em determinadas pugnas, com o pseudônimo de ARAUJO JUNIOR.

Tendo sido transferido para Porto Alegre, como militar que era, conduzido foi por um amigo seu, Rivadavia Soria, para fazer estagio a fim de integrar ou não os quadros esportivos da “maior e melhor”.

Diga-se a bem da verdade que sempre sonhou em abrir uma transmissão de futebol na, Radio Gaúcha de Porto Alegre.

Tinha sempre presente na sua mente o prefixo da emissora o PRC-2.

Escalado foi para abrir uma jornada da radio no antigo campo do Cruzeiro, a Colina Melancólica e hoje cemitério João XXIII.

O plantão da radio fez um intróito e deu a palavra a ARAUJO JUNIOR

Este plenamente concentrado na sua missão, falou alto e bom som: - Bem ouvintes, a ZYZ-2 – que era o prefixo da Rádio Sulina, o que o fez com toda a pompa, para narrar as incidências do jogo que disputarão aqui, a partir das 16,00 horas, Cruzeiro e Juventude.

Um amigo seu que acompanhava a transmissão deu-se conta da mancada e avisou o narrador, que até hoje duvida ter cometido essa gafe.


8 - PAULO LUMUMBA


Araujo Junior – pseudônimo – na Radio Sulina, sempre sonhou em fazer parte da equipe esportiva da Rádio Gaúcha, conhecida na época como a MAIOR E MELHOR.

Com o auxilio de Rivadávia Soria, amigo de Ary dos Santos, Chefe da equipe lá ficou para um período de testes,

Recebeu a incumbência de ir até o Olímpico para fazer entrevista com algum jogador, de sua livre escolha.

Amedrontado como bom interiorano lá se foi, nervoso.

O estádio já estava às escuras. Nenhum jogador.

Quando frustrado e triste porque não cumpriria a missão que lhe fora confiada, avistou numa sacada, junto à concentração PAULO LUMUMBA.

O atleta depois de uma relutância concordou em descer as escadas e conceder a entrevista, quando já estava em vias de ser emprestado ao São José.

O entrevistador com pouca experiência conseguiu o seu intento.

No dia seguinte apresentou o resultado de sua conquista ao José Matzembacher, sub-chefe do Departamento. A entrevista nunca soube se foi ao ar.

Lumumba nos anos que aqui jogou só fez por ser reconhecido por seus altos méritos não só como futebolista, mas, principalmente, como gente.


9 - OQUELÉSIO – PAI DO MAURO GALVÃO


Jogou em Santa Rosa, no Paladino no ano de 1964. Jogara antes no Tristezense, clube da várzea com destaque no campeonato que se disputava, na categoria. Foi procurado pelo Dr. Monte Alvar, para contratá-lo para jogar no PALADINO.

Veio a Santa Rosa para conhecer a cidade, gostou e aqui esteve pelo espaço de um ano. Foram seus companheiros de esquadra CANJICA, zagueiro central, MINEIRINHO, um ponta esquerda muito bom de bola, MIGUEL,um zagueiro que viera do Alegrete e LOTARIO DREHER. Lembra que jogaram contra o Grêmio e levaram oito gols.

Residiu, com a família, inclusive o seu filho MAURO GALVÃO, que teria 4 ou 5 anos, numa casa que era de propriedade de ASTRON, ecônomo da sede social e técnico do clube. Trabalhou com os irmãos Silvio, que teriam uma “fabrica” de rodas, nas proximidades do Hotel Real, no centro da cidade.

Atuava na meia-esquerda com seu nome próprio, sem apelidos.


10 - ENXERTO NO TIME DO COLÉGIO

La por l956 ou l957 foi disputado um torneio inter colegial. A partida era entre o Colégio Marista de Santa Rosa versus Colégio dos Padres de Três de Maio. O jogo era no quartel.

Estávamos nos fardando de baixo de um pé de cinamomo ao lado do pórtico juntamente com pessoal de Três de Maio. Era nosso reforço JAYME ARAUJO, bem mais taludinho. Os adversários já estavam desconfiados do enxerto. O BENITO RODRIGUES, tremendo gozar lascou:

- JAYME tu já fez o tema de matemática? Podias me emprestar?

JAYME começou a ficar vermelho e preferiu sair correndo, como se fosse fazer aquecimento do que responder.

O BENITO que tinha cara de chorão e bobão era na verdade era um baita espertalhão e gozador.

(Plinio Tonel)

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