terça-feira, 9 de junho de 2015

Futebol Amador


FERROVIÁRIO FUTEBOL CLUBE
Santa Rosa


História. Foi isso que o Ferroviário fez enquanto esteve em atividade. Criado por um grupo de descontentes do GE 1º de Maio, segundo Waldir Weiss, o Nuno: “Não lembro o ano, mas um grupo de desportistas deixou o 1º de Maio. Eu o Nêne Reihner, o Davi Schütler, os três irmãos da família Batista, o Valtair, o Valdir e o João Carlos, o João Wandenvert, o Canhoto, é os que me lembro e então fundamos o Ferroviário. Deixamos o que tinha, como,  fardamento, troféus, etc. para o 1º de Maio, que mais tarde transferiu-se na antiga Baixada e posteriormente para um campo na Vila Planalto, até encerrar suas atividades.  Então conseguimos uma área para o campo, que ficava na saída para Cândido Godoy, na propriedade da família Schütler, em frente hoje da Vila Auxiliadora. “ Estas foram as palavras de Waldir Weiss, para o futebol, o Nuno, que atuou como atleta no GE 1º de Maio, EC Aliança, GE Sepé Tiaraju,  Ferroviário FC e Associação Atlética Real, sobre o inicio do Ferroviário FC.
O Ferroviário, que não tem nada a ver com a viação férrea que liga Santa Rosa com outras cidades,  é o mesmo assumido mais tarde pelo saudoso Pedro Motta, nas décadas dos anos 1980 e 1990, o seu período glorioso.

As grandes conquistas:
Foi com o espírito de liderança de Pedro Motta, que sempre formava um bom plantel de atletas, que o Ferroviário chegou as  glorias. Em 1989, o Ferroviário havia pedido nos pênaltis a decisão para o Palmeiras da Vila Glória. Aliás, Palmeiras e Ferroviário fizeram grandes clássicos no Carlos Denardin, reeditando para os mais saudosos, o outrora o clássico dos anos 1980: Dínamo x Real Madri da Vila Oliveira.
Em 1990 o Ferroviário não deixa escapar o titulo, diante do mesmo Palmeiras. Após um grande jogo e empate em zero, foi a decisão para prorrogação e posteriormente pênaltis. Vitória do “ferrinho” por 3 a 1. Lali, o goleiro, defendeu três penalidades(Flavio, Caprinha e Givanildo), saindo consagrado pela torcida.
o time de Pedrinho Motta recuperou o título perdido no ano passado, para o próprio palmeiras e também nas cobranças de pênaltis.  O time comandado por Pedro Motta, foi campeão com Lalí, Jonha, Taborda, Flamengo, Norbe, Rufino, Fio, Neco, Toninho, Martins, Grilo, Caio, Marino e Giovani.


Com esse triunfo o Ferroviário começou a desenhar uma grande a trajetória de títulos  na década dos anos 1990.
No ano 1992, foi a vez do Noroeste do Rincão dos Rolins conhecer a força do Ferroviário, na decisão daquele ano. O Noroeste havia conquistado seu campeonato em 1983, diante do Grêmio Santa-rosense e buscava outra vez o triunfo, mas não foi possível, diante da qualidade dos comandados de Pedrinho Motta. Martins, aos 30 minutos da segunda fase, marca e dá a vitória e mais um titulo – o bi.  O Ferroviário atuou na  final com: Cristiano; Lamar(Jonha), Paulo, Juca e Venildo; Ito, Neco(Pato) e Jean;  Pipoca(Joel Nunes), Grilo e Martins. O Noroeste ficou com o vice com: Mota; Rogério, Beto, Luiz e Maders; Valmir, Fio e Macalé; Dani(Fernando), Lepe e Casagrande.


Em 1993, Ferroviário e Palmeiras reeditaram a final do Campeonato  de 1990.  Com dois gols de Grilo, aos 11 e 46 minutos da etapa derradeira, deu ao Ferroviário mais uma vês o campeonato, utilizando para a final a seguinte esquadra: Cristiano; Rufino, Caçula, Paulo Berger e Grilo; Ito, Neco e Jean; Joel Nunes, César e Pato.
No biênio 1994/95, o Ferroviário foi arrasador. Pedro Motta mantinha o plantel de anos anteriores, mas sempre o qualificando: Grilo, Joel Nunes, Vagão, Flamengo, Jean, Lamar, Ito  Rufino, Marcelo, Aranha, Macalé, Samarone, Gélson, Luisinho, Neco, Venildo, Paulo Timm e Junior Baiano.
A saga de títulos voltou em 1998. Agora a final era gente ao
Cruzeiro da Vila Sulina. O Ferroviário com uma equipe de mais qualidade técnica, goleou pelo placar de quatro a um, não dando chances ao adversário que foi brioso. Os gols da decisão foram anotados por Emersom em duas oportunidades e por  João Luiz e Pipoca.
Foto
O time campeão de 1998: Bagio, Danilo, Pipoca, João Luiz, Ito, Emerson, Macalé, Marinho, Beto Rolin, Gelson e Milla.


Ano de 1999. Ferroviário e Comercial do Bairro Cruzeiro, por méritos, chegaram para a disputa final.  Em jogo muito disputado e empatado em 2 tentos para cada lado e se encaminhando para o final, veio o terceiro gol, anotado aos 32 minutos da segunda etapa através de Macalé  que deu ao Ferroviário o  sétimo título em oito disputados desde 1989.
O Ferroviário, comandado por Pedrinho Motta, foi o time que mais títulos conquistou na década dos anos 1990. Para os torcedores, era carinhosamente o “Ferrinho”, era o “furacão vermelho” chegando e causando terror  em campo para os adversários.
Além dos títulos na categoria principal o Ferroviário foi campeão nas seguintes categorias: em 1999, nos aspirantes; em 1997 e 1999 na categoria de veteranos e em 1999, na categoria mirim. Em 1990 e 1999, conquistou por duas vezes o campeonato regional.
Estas foram as conquistas do ferrinho, que infelizmente cessou suas atividades para o futebol.

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