terça-feira, 17 de outubro de 2017

POR ONDE ANDA

FRANCISCO MELLO GARCIA


Nome, local de nascimento e filiação: FRANCISCO MELLO GARCIA  nasceu em Passo Fundo em 21 de maio de 1945. Filho de Felipe da Silva Garcia e de Carolina de Mello Garcia.
Casamento, com quem, quantos filhos, netos: Casado com Renati I. W. Garcia, uma filha Caroline Garcia Silva e uma neta Isadora Luísa Garcia Silva.
Grau de escolaridade: Superior completo em Ciências Contábeis e Pós graduado em Arteterapia.
Como foi a infância (descrever onde e quando) o que lembra com saudade: Foi em Colônia Miranda, Distrito de Coxilha hoje município, que na época pertencia ao município de Passo Fundo. De tantas coisas que acredito que a forma de retratar essa fase, não tenho outra maneira mais abrangente do que senão usar uma de minhas tantas poesias musicadas que leva o título justamente de “INFÂNCIA” e que enfoca com muita sinceridade o que acredito que tenha sido a minha.
Para abrir o arquivo da música Infância, clicar  aqui:

Vida esportiva (onde iniciou em que clubes jogou, o que recorda desta fase): Iniciei minha vida esportiva, ainda bem jovem no interior conforme é documentado na música Infância. Ao vir morar em Passo Fundo, joguei no time da Vila onde morava de nome Esporte Clube Ercílio Luz, após no Santos Futebol Clube, no qual disputei o campeonato da várzea. Subsequentemente joguei no Aymoré Futebol Clube que pertencia a outro bairro de Passo Fundo. Incorporei no 1º do 20º RC, joguei no time de futebol de campo como zagueiro e de salão como goleiro, pertencia a seleção da unidade onde servia e também fui goleiro reserva da seleção de Passo Fundo. Por estas características de atleta de futebol tanto de campo como de salão, consegui com muita facilidade minha transferência para o 1ºRCM de Santa Rosa. Fato que gerou muita expectativa nos esportistas de Santa Rosa, de forma que quando aí cheguei a diretoria do Esporte Clube Aliança já sabia do meu perfil como zagueiro, tanto que na segunda semana após minha chegada, já iniciei meus treinos no estádio municipal, sob a direção de Francisco José Berta e Milton Souza, joguei por vários anos no Aliança sob a direção de vários diretores e técnicos, fomos vice-campeão estadual contra o Brasil de Vacaria. O time do Aliança me gerou muita facilidade de interagir prazerosamente na comunidade de Santa Rosa, tanto na camada de jovens como em todos os níveis de idade, patrimônio sublime que ainda hoje mantenho e guardo com muita saudade. Na minha vida de caserna como militar, fui titular da seleção do 1º RCM, dos campeonatos internos da unidade, sendo que esta mesma seleção em disputa entre outros quartéis que pertenciam a 1ª DC que computava outras unidades do exército saímos campeões em São Luiz Gonzaga. Após isto fui convocado para pertencer a Seleção do 3º Exército para a disputa do campeonato, sendo que das unidades da 1ª DC foram convocados somente dois atletas o cabo Bergolli de uma unidade de Santo Ângelo e eu do regimento de Santa Rosa. Por duas oportunidades joguei numa formação de uma seleção do Alto Uruguai, envolvendo todos os municípios da região. Esta seleção jogou contra juvenis do Internacional, onde me lembro de alguns jogadores: Jangada, Escurinho, que tive a missão de marcá-lo, Mosquito. Também joguei contra veteranos do Grêmio, onde atuavam Tupãzinho,  Volmir Maçaroca e outros. Também joguei no Paladino Futebol Clube, por um ou dois anos, atendendo a uma motivação que me era dirigida pelo carismático técnico do Paladino, Artur Silva Ribas, o popular Caiera. Também joguei no Esporte Clube Real Madri da Vila Oliveira e Esporte Clube Frigorosa/Prenda. O futebol por um “tempo”, muito significante na minha existência teve uma contribuição de grande significado em todos os seguimentos daquilo que me gerava satisfação e prazer. Durante a trajetória que vivi no grande Santa Rosa, em tantas participações na sociedade como na minha vida de caserna como militar, aonde o esporte, a prática e a exigência de um perfil atlético me era cobrado com intensidade e sem sombra de dúvida, o que mais me colocava num grau de maior valia era o meu perfil de jogador de futebol, isto dentro daquilo que na época a minha profissão de militar, as atividades físicas, eram exercidas em diferentes e variadas atividades. Porém, ao chegar na querida Santa Rosa, logo houve um grande momento esportivo que era a Olimpíada Estudantil, entre colégios, a minha transferência como estudante do 1º Científico foi para o Colégio Concórdia. Fui selecionado para integrar a equipe de futebol de salão do Colégio Concórdia, para quem era um desconhecido da terra, tive nisto uma grande vitrine para de imediato me tornar conhecido. Pois, entre o ano de 1967, quando aí cheguei e até 1992 quando retornei para minha cidade natal, Passo Fundo, isto somou 25 anos, para quem não vai durar 400, aí cultuei, vivenciei, participei de tantas coisas importantes de minha trajetória de vida, quem sabe o miolo do bolo de uma “VIVÊNCIA”, título do meu primeiro livro de poesia, entre os quinze que faço parte como autor.

Desse tempo tão prazeroso e inesquecível na minha trajetória de existência, se hoje não jogo mais futebol, mas o resultado dele continua a interagir na minha vida, tanto quanto que recordo resgatando-o de outra forma, como é a satisfação que estou tendo em testemunhar para os colegas que tive como atletas desse esporte e outros como adversários, mas sem sombra de dúvida, o que tem um significado muito tocante são as amizades que aí conquistei. Estas tão especiais e emblemáticas que nesta terra encontrei a moça que até hoje me acompanha na condição de esposa, mãe e avó. Isto tudo transformei em inspiração e força para continuar noutra atividade que me gera muito prazer de viver que é compor música, escrever poesias com retórica que enfocam as coisas que já vivi tanto no lado positivo e até aquelas que nos atingem negativamente, porém todas são importantes para refletirmos sobre o que é a vida na trajetória do que enfoco com o título “O TEMPO” e para que reflitam comigo isto, gostaria que me emprestassem parte do precioso tempo para escutar minha poesia musicada. 
Para abrir o arquivo  da música O Tempo, clicaaqui   

Por alguns momentos de vivência em Santa Rosa, cheguei a ter a impressão de que aí era também a minha terra natal, dado ao envolvimento que tive com a comunidade que daria para se dizer num total, de corpo e alma, porém existe um ditado popular que a terra mãe ela tem carisma de cordão umbilical e à medida que tive oportunidade de retornar para minha Passo Fundo foi indescritível a sensação que me envolveu, sem descolorir a bem querência que tive por Santa Rosa. Sendo que aqui chegando de retorno, era de que voltei para ficar e estou acreditando que vai ser assim, pois já passei dos 72 anos e inspirado na minha Passo Fundo, compus para retratar este retorno “Mãe e Terra Querência”.

Para abrir o arquivo Mãe e Terra Querência, clicar  sobre o link abaixo.



Clube pelo qual torce: Esporte Clube Internacional do Rio Grande do Sul.
O que faz atualmente? Sou aposentado. Continuo escrevendo poesias e compondo músicas. Sendo que através da literatura poetizada ganhei vários concursos nacionais, organizados em Brasília também pela revista denominada “Brasília”, o primeiro concurso que lá me classifiquei entre milhares de poetas nacionais, coincidentemente foi com uma poesia denominada “O Corrupto e o Corrompido”, penso que o tema foi classificado pelo ineditismo de lá não conhecerem este título e lá não ter esta espécie ou seja, corruptos e corrompidos. Mesmo assim com este enfoque analítico e crítico da nossa realidade evolutiva de atuação dos desonestos tenho hoje abrangência mundial com um tema que retrata na essência a nossa realidade brasileira e que hoje está sendo escutado ou compartilhado por todos os países e se tratando de uma poesia musicada, totalizando quase 40.000 acessos cujo nome é “Recado ao Falecido Pai” e tenho outros vídeos para tanto podem acessar Xiko Garcia no Youtube e no meu Blog.
Para abrir o arquivo Recado ao Falecido Pai, clicar aqui:

Também é importante dizer que desde guri sempre tive a motivação de ser um pescador, porém aqui na minha região não tive oportunidade de me envolver com peixes de tamanho diferenciados, ou seja, lambari, jundiá, cará e algumas traíras e não passava disso. Com a minha ida para Santa Rosa, encontrei aí um farto material de preenchimento de minha inspiração como pescador, que não sabia como pescar. Porém, encontrei vários amigos e companheiros de pesca, de pesca pesada, que tinha como o maior ambiente, O Rio Uruguai. Onde se destacavam como os principais líderes e conhecedores da atividade de pescaria, o meu sogro, Herbert H.Walter, o irmão dele, Albino G.Walter, o Eduardo Woichiekoski. Os locais onde costumávamos pescar abrangiam de Porto Mauá a Itaqui. Sendo que desse convívio de pescadores e pescarias surgiu a inspiração de compor uma música que retratasse ambiguamente um dizer que enfocasse não só o ato ou o fato de pescar peixes, no sentido literal da palavra, mas sim, também aquilo que não é propriamente uma pescaria de rio. Embora esta última observação só capta pessoas muito antenadas e atentas no que diz o tema e esta música me deu um título em 1996, de campeão gaúcho num festival realizado em Bento Gonçalves.
Para abrir o arquivo Peixes do Rio da Vida, clicar  aqui:

Devido ao meu trabalho artístico como poeta, escritor e compositor musical, em 2006 ingressei na Academia Passofundense de Letras, mantém um colegiado de 40 Acadêmicos de ambos os sexos.




Momento festivo na Academia Passofundense de Letras em que interpretei uma das minhas poesias. .



Fotos do Campeonato de Futebol de Salão realizado no Ginásio Municipal saímos campeões com o time Esporte Clube Aliança de Santa Rosa.






Campeonato de Futebol de Salão dos profissionais liberais, realizado no Ginásio Municipal de Santa Rosa, bacharéis em Contabilidade, saímos campeões.



Aqui momentos em que joguei para o time da A. A. União da Vila Oliveira, liderado pelo grande amigo Olímpio Zamin.


Meu Caro amigo Dr. Raul Meneghini, fiquei muito feliz e lisonjeado pela lembrança dos amigos esportistas dessa terra, principalmente aos que fizeram parte do saudoso e querido Esporte Clube Aliança. À medida que apreciei o resgate histórico de tantas alegrias que fizeram parte da vida de tantas pessoas que integraram este valoroso e saudoso time de Santa Rosa. Cheguei as raias da emoção ao constatar a paisagem presente da trajetória do tempo naqueles que ainda vivem e a tocante e saudosa lembrança dos que já nos deixaram e estão talvez compondo outras equipes nos times do além. Quero lamentar que durante o tempo que fiz parte como atleta do nosso saudoso Aliança, fui fotografado em muitas e muitas oportunidades como atleta do time. Porém por desapego ou desleixo pensei que como digo no meu tema “O TEMPO”, pensei que ele não passaria, mas passou e não me documentei com verdadeiras relíquias que seria para o meu documentário histórico, ter resgatado no mínimo uma foto das tantas que fiz parte. Lamento por não ter este valoroso documental histórico da minha caminhada esportiva por esta terra, onde esta atividade me propiciou tantas e tantas amizades do povo que compõe o tão famoso e cantado O Grande Santa Rosa. Portanto o material que encontrei na minha posse e domínio, estou anexando, espero contar com a possibilidade de que eu esteja na companhia de fotos de algum outro colega de time que ao ilustrar o seu blog particular lá eu conste também. Por outro lado, quero parabenizá-lo por ter lembrado de mim e agradecer pelo gesto de carinho e reconhecimento pelo que fiz como atleta de futebol do Esporte Clube Aliança de Santa Rosa. Parabéns pela tua dedicação, um forte abraço.


  Bino,  Garcia,  Neri  e Gonsalves (Bola Sete).

Em pé: Garcia e Neri Grifu. 
Agachados: Bino e Gonsalves (Bola Sete)


Aproveito a oportunidade de registrar as presenças dos grandes colegas e atletas de futebol que foram meus amigos e parceiros tanto na vida militar quando saímos campeão da 1ª Divisão de Cavalaria na cidade de São Luiz Gonzaga jogando pelo 1ºRCM de Santa Rosa. Os mesmos também estiveram comigo compondo a grande Equipe do Aliança Futebol Clube quando saímos vice-campeão estadual contra o Brasil de Vacaria na cidade do mesmo nome. O nosso grande goleiro Gonsalves (Bola Sete) outro exímio jogador e o raro ponta esquerda que já vi jogar e chutar tão forte Neri Grifu, muitas vezes também fui socorrido pelo o aparente frágil  que era o meia cancha Bino,porém era uma muralha na frente de uma saga central.





(Clique nas fotos para ampliar)

Por FRANCISCO MELLO GARCIA
Colaboração RAUL MENEGUINI
e ATANAGILDO G. RORATO


Um comentário:

  1. Para o meu ilustre amigo Dr.Raul Meneguini, quero oferecer em forma de agradecimento, por ter lembrado de mim para esta oportunidade, em que minha vida fez parte de um período tão marcante e saudoso. O qual nos inspira a refletirmos sobre nosso passado, não que sejamos velhos, mas sim pessoas que guardamos com muito carinho e respeito aquilo que fez parte de nossa juventude.Ainda hoje serve de inspiração e subsídio para manutenção de amizades significantes e fonte de oportunidade para novas, como é o caso do Sr.Atanagildo Rorato, o qual me motiva a ter muitas considerações de amizade por sua pessoa e para reflexão envio este tema: Como Velho Sonhei que Morri, "SÓ SONHEI",

    https://youtu.be/r4WdreyUWOs

    (Para abrir o link, sombrear ele e clicar com o botão direito e optar para ir para Youtube).








    ResponderExcluir