sexta-feira, novembro 30, 2012

Homenagem


DE HERÓI A VILÃO OU UMA INJUSTIÇA.

Depoimento de Raul Meneguini sobre a morte de seu amigo Alberto, goleiro do Grêmio, ocorrido há poucos dias, que está sendo publicado neste blog por sugestão dos amigos João Jayme Araujo e Alceu Medeiros.

Alceu Medeiros contata por e-mail a Raul sobre a perda do Alberto: “Não sei por que, mas lembrei-me de ti ao saber da morte do Alberto, ex-goleiro do Grêmio. O Alberto era o teu amigo e vi vocês jogando junto muitas vezes, inclusive na seleção de Santa Rosa. Aceite os meus pêsames pelo falecimento dessa admirável pessoa. Um abraço do Alceu”.
Comovido, Raul escreve um texto emocionado sobre a convivência no futebol com Alberto e a relação de amizade entre os dois, enviando para o Alceu. Este remete o texto a Porto Alegre ao Senhor Jayme Araujo, que sugere que seja publicado neste blog. Por gratidão a esta relação de amizade, entre o Alceu, o Jayme e o Raul, no qual me incluo e sinto-me na obrigação de assim o fazê-lo.
Alceu Medeiros reporta desta forma: “Dr. Jayme: envio-te cópia da resposta que o nosso amigo em comum, Raul Meneguini, me mandou, muito emocionado pela morte do Alberto, ex-goleiro do Grêmio, ocorrida na semana em que passou. Eu sabia que o Raul gostava muito do Alberto, só não sabia do tamanho da amizade entre os dois. Estou repassando essa mensagem sem saber da opinião dele, porém acho que o Raul gostaria que todo o mundo soubesse da amizade dele com o arqueiro tricolor. Um abraço. Alceu.”



Vamos então ao depoimento do Raul que assim escreve: “Estimado Alceu Medeiros! Recebo emocionado a tua solidariedade, pelo falecimento do querido amigo Alberto Silveira. Tal notícia, da morte do Alberto, tomei conhecimento na madrugada do dia 16 do corrente mês ao ler a Zero Hora, via internet; te cumprimento pela boa memória que tens sobre o fato da minha amizade com o Alberto, que era, para mim, além de amigo,  um  irmão que não tive. Pela sua generosidade, fui levado a treinar no Aymoré de São Leopoldo em 1963(quando ainda o Alberto era goleiro do índio capilé). No mesmo ano de 1963 ele foi comprado pelo Grêmio e foi heptacampeão pelo tricolor. Quando esteve aqui em Santa Rosa, em visita a familiares, por parte das suas genitoras, o Alberto Silveira e Airton Capaverde eram primos. Isso aconteceu em janeiro de 1963 e a ele Alberto fui apresentado pelo Airton Capaverde (eu trabalhava no escritório contábil do Nelson Gomes de Almeida, lembras?); daí, em razão de sermos adeptos do futebol e ele na necessidade de manter a forma é que o convidei para treinar com a seleção de Santa Rosa, que estava se preparando para um jogo amistoso contra a seleção de Cruz Alta. Os treinos foram realizados no campo do Exército e ele pegava tudo. Lembro-me que o Queixinho (centro avante do Paladino) num desses treinos, conseguiu fazer um gol no Alberto, fato que o Queixinho passou a gabar-se para todos sobre tal feito. Num domingo, sem sol, foi realizado tal jogo no Carlos Denardin entre as ditas seleções. Santa Rosa venceu pelo escore de 2x0. Como me saí bem, o Alberto interessou-se  em me levar a fazer um período de testes no Aymoré. Lá,  fiquei aproximadamente 90 dias, fazendo exercícios físicos sob a batuta do Mario Dornt e treinando no time considerado reserva, contra os titulares e sob a batuta do técnico Carlos Froner.  Ao final  Itacir Mandelli (presidente do Aymoré) me propôs ficar o ano de 1963, treinando até quando o quarto zagueiro titular Daudt sairia de São Leopoldo, vez que, lá, se encontrava e permaneceria somente até do fim do ano de 1963 (o Daudt estava se  formando em  Medicina Veterinária). A dita proposta não incluía naquele período remuneração pecuniária, somente habitação e alimentação. Aí, perguntei para o Alberto, quanto ele ganhava e ele me disse que eram aproximadamente cinco salários mínimos. Fato este, que me desencorajou, pois já tinha o diploma de técnico em contabilidade (1962, no Machado de Assis) e havia uma proposta para ser o batedor de diário do Supermercado Santos, em substituição ao Antonio de Oliveira, em que o Airton Capaverde era o responsável pela contabilidade. No decorrer dos tempos, sempre quando viajava   a Porto Alegre, nos encontrávamos e costumeiramente íamos até o restaurante Mosqueteiro (anexo ao Olímpico). Lá, ficávamos conversando e bebendo chopp. O Alberto era daqueles amigos considerados por mim, de exceção à regra, vez que se importava  comigo ao ponto de seguidamente, me contatar por telefone, para saber como eu estava. Ele tinha uma casa de veraneio na Praia de Oásis, pertinho de Tramandaí. Alberto, tinha também, uma oficina de chapeamento e pintura de veículos automotores, cuja denominação era AlKari e sua sede era  na Avenida Icaraí, ao fim do Jóquei Clube, no sentido centro bairro. O Alberto  era um apaixonado pela sua esposa, a Maria Celeste, tinha um filho, Christian e uma filha, Taiane. Tenho muitas fotos com ele e outros jogadores do Aymoré daquela época e tais fotos estão fazendo parte, juntamente, com outras fotos dos times, inclusive do teu querido Sepé Tiarajú, do Paladino FC, do EC Aliança e outros, em uma galeria que tenho em meu salão de festas, onde estou residindo.
Te afirmo, meu estimado Amigo Alceu Medeiros: a morte do Alberto me deixou muito abalado, meio que alquebrado, meio que curvado, meio que enfraquecido. Porém, quando se recebe de outro estimado amigo, da mesma qualificação, uma mensagem de solidariedade, tal mensagem faz um enorme efeito  e  restabelece a verticalidade, tão necessária numa hora dessas. ”
Transcrito o depoimento do Raul, fui à busca de um pouco da historia do Alberto. Lembro-me muito dele, pois na época eu já acompanhava o futebol, principalmente o Grêmio. Vamos, lá. 
Alberto Silveira foi um grande goleiro. Atuou no Aymoré de São Leopoldo, no Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense e no América do Rio de Janeiro, nos anos 60 e 70.  As 74 anos de idade, vítima de falência múltipla dos órgãos, em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral), faleceu no dia 16 de novembro de 2012, em Porto Alegre.
Nos
anos 1960, Alberto se destacou no Grêmio, quando  se revezava com Arlindo, outro grande goleiro. Fazia parte de uma das maiores defesas da história do Grêmio, juntos com os laterais Altemir e Ortunho e os zagueiros Airton Pavilhão e Áureo. Alberto chegou a jogar pela Seleção Brasileira.  Atuou como titular num jogo entre Brasil e México, no Mineirão. Foi sete vezes campeão gaúcho pelo Grêmio.  Em 1968, foi considerado o melhor goleiro do Torneio Roberto Gomes Pedrosa, hoje Campeonato Brasileiro.  Cotado  como possível convocação para a Copa do Mundo de 1970, disputada no México, em 1969, porém, um impasse na renovação do  contrato com o Grêmio, acabou complicando a sua  convocação e sua carreira de goleiro. Não acordado com o Grêmio, foi colocado na "geladeira",  permanecendo sem atuar por mais de um ano. O ex-goleiro participou do clássico Gre-Nal de 1969, nas festividades de inauguração do Estádio Beira-Rio, que ficou famoso, pois apenas Alberto e Dorinho, este do Inter, não foram expulsos.  Depois da “geladeira” foi jogar no América carioca até 1972. Era um goleiro seguro e pegador de pênalti. O titulo desta matéria, por sugestão do João Jayme Araujo, caracteriza bem a história futebolística do amigo Alberto.



Jornal  A SERRA, de Santa Rosa, dia 1 de janeiro de 1963, que relata a história do jogo e a prova de que Alberto participou daquele jogo como arqueiro da Seleção de Santa Rosa. Clique para ampliar e ler a matéria.


Paladino e Grêmio Portoalegrense se defrontaram no Estádio Carlos Denardin em Santa Rosa, no dia 14 de fevereiro de 1965. O Placar foi favorável ao Grêmio: 8 a 1. Alberto participou deste jogo, é o quarto na fila em pé da esquerda para a direita (de uniforme de goleiro de cor escura). Além do goleiro alberto jogavam no Grêmio: Cléo, Osmarino, Volmir, Airton Pavilhão, Sérgio Lopes, Altemir, Babá,  Joãozinho, Alcindo, entre outros.
Fontes: Blog Terceiro Tempo,  Zero Hora/Clicrbs e Jornal  A SERRA

domingo, novembro 18, 2012

Farroupilha Campeão 2012

 Decisão contra o Palmeiras foi nesta tarde no Carlos Denardin.

Com gol de Lucas aos 10 minutos da segunda etapa, o EC Farroupilha sagrou-se campeão de Santa Rosa em 2012. O título foi conquistado de forma invicta. Numa tarde muito quente, em que um bom público presenciou a final, com um jogador a menos a partir dos 20 minutos finais, pois Luther foi expulso, o Farroupilha após macar o gol soube segurar o resultado. O Palmeiras, multi-campeão do Bairro Glória, que com a derrota leva o vice-campeonato, lutou bravamente valorizando o titulo do rubro-negro do Lajeado Reginaldo. O campeonato foi organizado pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer de Santa Rosa.


 Colaboração de Milton H.Schwerz
miltonhschwerz@yahoo.com.br

Fui convidado pelo Presidente Armin Jähn, o popular Lambari, no dia 16 último, a me fazer presente no Estádio Municipal Carlos Denardin de Santa Rosa, quando, no dia 18, haveria as finais do certame municipal de futebol de campo.
Como ex- atleta do 'farrapo', nos idos anos de 1975/76, antes de me domiciliar aqui em Giruá, fui prestigiar tamanho evento. O Presidente Armin estendeu o convite para depois do jogo, ir com seu grupo de atletas e simpatizantes, congraçar com o título obtido, lá no Bairro Cruzeiro. Já que foi um título inédito do Clube, fundado em 20.09.1966, conquistando em três oportunidades o vice-campeonato, em 1983, 2008 e 2009, não poderia recusar tamanho convite, já que a euforia era comovedora.
Na preliminar jogaram os aspirantes do E. C. Barcelona e SER Comercial de Cruzeiro, com vitória do primeiro pelo elástico placar de 4x0, conquistando o troféu dessa categoria.
No jogo de fundo, participaram da final da categoria titulares, os esquadrões do Palmeiras FC do Bairro Glória e o E C Farroupilha do Lajeado Reginaldo/Bairro Cruzeiro.
Com um futebol envolvente, de habilidade e muito preparo físico, o esquadrão rubro-negro do farrapo venceu a contenda pelo marcador de 1x0, gol assinalado pelo meia atacante Lucas, aos 10 minutos da 2ª etapa de jogo. Foi uma vitória justa, já que o Palmeiras não se encontrava em campo, somente lançando bolas à área de seu oponente, esbarrando nas boas saídas e defesas do arqueiro John do Farroupilha, como na defesa de seu opositor.
O Farroupilha mereceu a conquista, já que foi de forma invicta, através de seis jogos e todos eles com vitórias.
Formou o elenco vencedor com: John - Dierli, Vermelho, Chico Dias II e Dé – Fagner, Luther, Teco e Luca - Evandro e Leonardo. Jogaram ainda: Pelé, Rodrigo Meinerz, Maikel e Cristian. Estavam inscritos ainda: Guilherme, Elias, Rafael, Armin, Anderson, Zaghetti, Ernani, Murilo, Costinha e Leandro. Treinador:  Marcos Knorst (Migui). 

Com o título de campeão o Farroupilha se credencia a representar a cidade no Campeonato Estadual de Várzea 2013, o maior certame de futebol de campo amador do mundo.

quinta-feira, novembro 08, 2012

ARTIGO



URUGUAY FOOT BALL CLUBE: 
ATLETAS, CARTOLAS E ALMOFADINHAS
            
João Jayme Araújo
jjaraujo23@hotmail.com


Ao redigir a história, mesmo que parcial, do GRÊMIO SPORTIVO 14 DE JULHO, notei que  na nominata dos dirigentes do novo clube, constava como fundadores e atletas, santarrosenses que não aparecem como diretivos do URUGUAY F.B.C.

ATLETAS

As exceções eram: Antoninho Viana, funcionário policial;. Moacir da Cunha Röesing, coletor federal, Arthur de Carli, Osmar Codinotti  e Vergilio Lunardi. Os quatro primeiros como atletas de nomeada.
ANTONIO KIPER VIANA - Antoninho. Consta ter jogado em Porto Alegre entre os reservas do Grêmio. Chegou a atuar pelo PALADINO FUTEBOL CLUBE;
MOACIR RÖESING -  Sagrou-se campeão municipal por vários anos defendendo as cores da agremiação.
OSMAR CODINOTTI, das maiores revelações de nossa terra que graças ao seu futebol e ao interesse pela instrução, jogou nos três times de Cruz Alta, NACIONAL, GUARANI E RIOGRANDENSE e, naquela cidade, galgou o posto de Gerente do INPS, nascedouro da atual
URUGUAYANA, ponteiro esquerdo, vindo da terra de seu nome em circunstâncias não bem esclarecidas.
VERGILIO LUNARDI iniciou em atividades comerciais através de um moinho e serraria, movidos a energia vinda de um gerador próprio e que, serviu como primeiro meio de se ter luz elétrica na então Vila 14 de Julho. 
Cheguei a essa conclusão ao examinar fotografias do velho Uruguay, que, segundo penso, além de lídimo representante da VILA 14 DE JULHO, servia de elo entre os moradores, numa amizade gostosa.
Encontravam-se, a pretexto, de interesses do clube. Mas aproveitavam-se desses  momentos para atividades de lazer.

CARTOLAS

Numa das fotos ilustrativas, colhida junto a uma cancha de bocha, que existiu junto ao Hotel Liberalli, reconhecemos:

 Prof. Alfredo Andara, Silvio D Martins, José Maciel, João Macluf, Estanislau Kotlinsky, Antonio Cappellari, Vergilio Lunardi, Constantino C. Liberali, Luiz Kurkowsky, Pias, Fernando Albino da Rosa, José Macluf, Dr Bellanca, Benjamin Vargas, Armando G Guindo, Luiz Zenni e Gomercindo Albrecht.
Na frente de Gomercindo Albrecht, o menor Lidio Liberalli. Ao fundo o "nego" Leque, tendo no colo Saul Dante Liberalli. 



Dentre outros: José Maciel, Luiz Kurkowski, Moacir Rësing, Arthur de Carli, João Macluf, Fernando Albino da Rosa, Vergilio Lunardi, Dr. Belanca e Gomercindo Albrecht.

ALMOFADINHAS 

Significado: rico, mauricinho, com a roupa bem arrumadinha.
Homem que se veste com excessivo apuro. Janota
" Em frente dele (do prédio), há sempre almofadinhas de vária idades que tomam sol horas a fio só pra dizerem piadas as moças que passam desacompanhadas" (Antonio de Alcântara Machado, Cavaquinho e Saxofone)
“Depois que o Tião ganhou na loteria, virou um tremendo de um almofadinha”.
Classifico como Almofadinhas os simpatizantes ou dirigentes abaixo, em duas fotos. Uma com chapéus e outra sem estes, como era comum, vestir-se com esmero naqueles anos.



De pé: Prof. Alfredo Andara, Dr. Belanca, Augusto Matter, Gomercindo Abrecht.  Sentados: Dr. Bonifácio, Joao Macluf e Sr. Pohl.



Como já havíamos escrito especificamente sobre a parte esportiva, julgamos que ao abordarmos o tema por outro angulo, aproveitaríamos fotos de época para "retratar" a grei diretiva, associativa, atletas e de torcedores do URUGUAY F.B.C.

domingo, outubro 28, 2012

Memória



Jornal A SERRA (ano 1953)
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Reiniciado o campeonato da cidade

O JUVENTUS CONTINUA NA LIDERANÇA

Derrotado o ORIENTAL  por 2 a 1. -  Boa assistência ao prélio. – Regular a arbitragem do Tte. Troeto Scherer

    Reiniciando o campeonato da cidade, do ano de 1953, jogaram no domingo último, no Estádio Municipal, as representações do Oriental e do Juventus. Conforme se previra, foi bastante boa a apresentação dos dois times que, no entanto, poderia ser bem melhor, não fosse o estado lamacento que apresentava o gramado da baixada. Contudo, tanto      
Oriental como o Juventus, procuraram jogar o que sabem e o que podem.
    O jogo foi iniciado com os contendores se estudando mutuamente, à procura das brechas, para as explorarem e colher frutos no marcador. A vanguarda Juventina atirava freqüentemente, porém, o jovem arqueiro de Três de Maio, teve oportunidade de brilhar por diversas vezes. Aos 25 minutos do jogo o placard foi inaugurado. Jaime, lutou com Willy, e cedeu o couro a José. O extrema direita atirou com violência, a pelota passou pela frente do arco e Telmo surgiu para arrematar com extrema clama. Estava aberto o marcador.
     O Oriental, desde este momento, procurava empatar a contenda ao passo que o Juventus se esforçava para conseguir  novo tento, mas   os minutos iniciais se escoaram acusando o marcador – JUVENTUS 1 – ORIENTAL 0.
      Após o descanço regulamentar, voltaram ao campo as duas equipes. Nos primeiros momentos, o Oriental jogando no campo sêco, levou pânico por diversas vezes ao ultimo reduto do Juventus. Aos 15 minutos, Rui aparando uma bola que viajava pelo alto, empatou o prélio.
      Foi justamente neste momento que o prélio assumiu contornos sensacionais. Houve uma luta dramática entre a vanguarda dos visitantes e a retaguarda dos locais. A todo momento, o Oriental pintava o tento da vitória, mas lá apor volta dos 30 minutos o Juventus foi se firmando novamente para jogar de igual para igual com o contendor.   
     Observou-se então cargas revezadas de ambos os lados, pois tanto Oriental como Juventus, desejavam abandonar o gramado com as honras de vencedor. Os visitantes levaram tramas mais perigosas, pois a pelota em gramado sêco, podia ser melhor controlada. A vanguarda do Juventus, porem, jogava a base do individualismo, pois o gramado lamacento não permitia que as tramas fossem perfeitamente efetuadas.      
     Aos 35 minutos, Décio, ao tentar entrar na pequena área, foi derrubado. O arbitro acertadamente marcou tiro livre. Foi formada a barreira do Oriental. Jaime destacado para bater a falta o fez com extrema felicidade, pois o couro bateu na trave para tomar o endereço certo: as rêdes.
     Com as equipes dando tudo para conseguir  mais um tento, os minutos foram se escoando e o juiz deu por terminado o jogo, com a vitoria do Juventus por 2 a 1, que assim se firmou na liderança do campeonato. A equipe vencedora, formou com a seguinte constituição: Paulo, Adão e Adroaldo  - Hector, Careca e Carlinhos – José, Décio, Luiz, Jaime e Telmo. Na arbitragem esteve o Tte. Troeto Scherer, que teve regular atuação. 

Preliminar

A preliminar, jogada entre os aspirantes, foi vencida pelos rapazes do Oriental, que depois de estarem perdendo de 2 tentos a 0, reagiram, vencendo o prélio por 4 a 3.(Nota: a matéria foi reproduzida conforme escrita na época de sua edição pelo jornal A Serra).



Comentário de  João Jayme Araujo

O Oriental Futebol Clube de Três de Maio foi fundado em 1925  no mesmo ano do surgimento do Uruguay F.B.C.

 Equipe do Oriental - 1969 (crédito blog do Oriental)

Não podemos nos esquecer que  Três de Maio foi distrito de Santa Rosa quando também o eram as atuais cidades de Porto Lucena, Alecrim, Santo Cristo, Candido Godoy, Horizontina, Tuparendi, Porto Mauá, Cinquentenário e outros. 
Segundo relatos de Waldemar Zenni, eram celebres os jogos entre os dois times.
O campo de terra se situava onde hoje está o Cemitério Municipal.
Conta que tal como hoje e  com mais paixão, era ferrenha a rivalidade entre eles.
Houve brigas homéricas quando, inclusive mulheres, brigavam com as visitantes usando como arma sombrinhas e guarda-chuvas.
Historia, historia, historias...
A rivalidade futebolística perdurou pelos anos a fio e era comum que as pugnas terminassem em conflitos tanto lá, como aqui.
A propósito da partida em referencia apenas relembramos que a Baixada tinha ao Oeste o rio Pessegueirinho e a Leste o Pessegueiro, que logo depois do campo se uniam, formando um novo rio.
Na parte do campo que entesta com o Pessegueirinho, por haver um declive, a água empossava mais, por isso o terreno se apresentava úmido e, às vezes, alagado.
O Oriental sempre teve times fortes e consta, quando de partidas amistosas, mas importantes, não raro se fazia "enxertar," por atletas de outras plagas, como Santo Ângelo e Três Passos.
Dos jogadores da equipe que me vêm a mente destacavam-se:
Dari Simm, ainda jovem mas das maiores promessas  na posição de goleiro, de toda a região;
Picolé, zagueiro rude, com poucos recursos que dava bico para todo o lado;
Itamar, vindo de Santo Ângelo, centro médio, técnico;
Nuto Nagel, outro que se iniciava e no qual se poderia apostar algumas fichas;
Cassol, meia-direita, arisco e brigador que numa partida, mesmo sendo adversário, nos brindou com um dos mais belos lances que a Baixada assistiu. Aparou uma bola de sem-pulo a la Bebeto, marcando um gol, inesquecível;
Carlitos meio gordinho;  usava o corpo como ninguém, técnico, calmo e ótimo jogador.
Desses, Nuto e Itamar chegaram a se acertar com o Presidente Severino Grechi para jogarem pelo Juventus.
Os componentes da equipe do Juventus formavam um dos melhores conjuntos que  representaram suas cores.    
A propósito, arrisco-me a escalar a melhor formação do Juventus:      Flavio, Julio Silva e Benjamin. Nique, Careca e Prof. Albino. Jayme, Décinho, Lauro Fenner, Alceu Mallmann e Plínio Tonel.      

terça-feira, outubro 16, 2012

Por onde anda?

 ADEMIR



Nome: ADEMIR HORBACH
Apelido: Diabo Loiro
Data nascimento: 13 de setembro de 1.952
Local: Vila Pratos – Tucunduva  - RS.
Filiação: Ivone Horbach
INFANCIA - Dos 13 anos até 17 sempre praticando esportes.JUVENTUDE -  músico da Banda The Betther e   Grupo Terceira Dimensão.ADVERSÁRIOS EM SANTA ROSA - Aliança - Paladino -SRE - AESA - Botafogo de Coronel Bicaco etc. Dirigentes: Caieira. Atletas: Chico, Pradebon, Roberto Gaucho etc.

VIDA ESPORTIVA
1971 - Aos18 anos prestei serviços militar na cidade de Itaqui -RS, convocado para seleção do III Exército sendo campeão brasileiro contra a seleção paulista no estádio do Mineirão.
1972 -  campeão pelo Gaúcho de Tucunduva no estádio da AESA em Santo Ângelo contra o Coronel Bicaco, junto ao meu amigo, (in memorian),  Jarbas Tonel. Teste no Aimoré de São Leopoldo com Felipão e Rubens ex-Grêmio e Esportivo de Bento Gonçalves, mas não acertamos.
1973 - Associação Horizontina de Horizontina. - RS
1974 Juventude S. .L. - PR
 975 Pratense Nova Prata-RS.
1976 – Saniza -Santa Izabel -PR.
1977 E.C. Cacique - Perola- PR.
1978 Juventude S.L. - PR
1979 SERPA (Palmeiras)PR.
1979 Campeão Regional do PR.1.981 Bi-campeão-PR.
1980 E.C. Cacique Perola - PR.
1981 E.C. Pinheiros - PR.
1982 E.C. Pinheiros - PR.
1983 E.C. Pinheiros - PR.
1984 - E.C. Pinheiros- hexacampeão
1985 -  Breve passagem pelo Coritiba sendo campeão brasileiro junto com a massa coxa branca, mas não assinei contrato porque  um empresário estava acertando meu passe como Sport Clube Corinthians,  que acabou dando em nada.
1985/88 -  E.C. Pato Branco-PR.
1988 - encerrando a carreira no Pato Branco-PR e Tangará da Serra - MT-
1989 E.C. União - Mato Grosso.
1990 E.C. União - Mato Grosso.1991.
1996 Diretor do Sport clube Tangará, tendo ido aos jogos Olímpicos de Atlanta, junto com os meus colegas Rivelin, Montanaro, Zagalo e outros.
1997/99 Diretor Sport Clube Tangará,
CONTATOS -
 PSG- (França) - Marcio e Leonardo.
Stugart(Alemanha)  Elber (ex seleção brasileira).
 Miami (USDA) Cezar Lopes ex-jogadores de outros países.
2000 - Campeão da Primeira Copa Centro América de Futsal.
2003/04 Diretor Financeiro Sport Clube Tangará e técnico,
2010 Técnico Associação Atlética Serras - MT.
2011 Montei uma escola de futebol com garotos entre 10 a 18 anos aproximadamente 55 alunos.
Conheci a Europa (França,  Alemanha,  Itália,  Suíça,  Inglaterra, Holanda e  Áustria) e também os Estados Unidos.
ATIVIDADE ATUAL - Faço um trabalho social dentro das minhas limitações.
FAMÍLIA - Familiares maravilhosos que sempre estão do meu lado.  Agradeço a "Deus" por isso. Dois filhos que são a razão do meu ser.  A filha- Simone Horbach Zanata, casada, formada em Bio Química  com dois cursos de pós-graduação, que nos deu uma neta, Mariana (dois anos) e Igor Carvalho Horbach, 12 anos, que nada quer com a bola.  Deseja ser piloto de avião. Formação em Administração de Empresas(incompleto).
Sou (Broker) Bolsa de Chicago (soja e milho).


Meu hobby hoje é pescar. Tenho um pesqueiro nas margens do Rio Paraguai, para mim e meus amigos.

 GAÚCHO FUTEBOL CLUBE  TUCUNDUVA/RS.


A pequena Tucunduva, no Rio Grande do Sul, é conhecida como a capital da lavoura mecanizada. Quando o assunto é futebol, no qual não tem muita tradição, o primeiro clube que vem a cabeça dos tucunduvenses é o Gaucho FC. A equipe que foi fundada em 14 de agosto 1952, jamais disputa uma competição profissional. Sua maior conquistafoi o titulo estadual da Série Amarela em 1967.




sábado, setembro 29, 2012

ARTIGO

FUTEBOL, EDUCAÇÃO E EXODO RURAL.


Alguém perguntará o que isto tem haver em comum? Qual a relação entre si? Do ponto de vista analisado, tem muito sim. Traço um registro histórico. Na colonização de Santa Rosa, a agricultura de forma mais  rudimentar e de subsistência, com a comercialização dos produtos como forma de renda familiar. O trabalho penoso fazia com que as comunidades, em mutirões resolviam os problemas. Construíram igrejas, escolas, fundaram times de futebol, salões comunitários, etc. No segundo momento, no final da década dos anos 1960 e inicio dos anos 1970, com fortes subsídios, a agricultura foi estimulada para a mecanização com a prática monocultura (trigo/soja). Grandes cooperativas, incentivadas pelo governo, foram criadas. Em contra partida acabaram-se as pequenas cooperativas e os bolichos das esquinas e dos cruzeiros, que compravam e vendiam ou trocavam mantimentos e insumos, abastecendo os agricultores. A mecanização gerou um excedente na mão de obra familiar. Muitas pessoas foram jogadas para as cidades através do êxodo rural. Houve um esvaziamento humano no campo. Não bastasse, através de programa, nuclearam as escolas, urbanizando a educação. As crianças e os jovens, carregadas pelo transporte escolar, são educados em outras comunidades, que não as de origem e na cidade.
Com isto, escolas cessaram obrigatoriamente suas atividades. O resultado de tudo foi a perda do vinculo e referencia das crianças e dos jovens com o meio rural. Com o fechamento das escolas, muitas comunidades rurais perderam também sua referencia. O professor, sempre uma expressiva liderança, a associação de pais e mestres, desapareceram. Com o somatório, o futebol organizado nas comunidades também foi sucumbindo, pois, com o esvaziamento, não existiam pessoas suficientes para a formação da diretoria e dos quadros. Por vezes, hoje, lideranças, por teimosia e persistência, carregam na garupa a responsabilidade de manter vivo o futebol em poucas comunidades.
Exemplos de patrimônios (campos, alambrados, vestiários, copas, etc.) esquecidos e desgastados pelo tempo deterioram-se. 





Foto a esquerda e  a abaixo -  Vestiários para o time local e visitante e túnel de acesso ao  campo  do Danúbio Azul em abandono. No canto da foto ao lado, a placa que celebra as melhorias em 1986.



Clubes de outrora gigantes e campeões, hoje estão na memória, daqueles que um dia fizeram a história. Quem não se lembra do Danúbio Azul do Lajeado Capoeira (Campeão em 1973), do 1º de Maio do Lajeado Assombrado, do Caxias do Lajeado Manchinha, do Radar  do Lajeado Tarumã, do Olaria do Lajeado Grande (Campeão em 1968), do Flor da Serra do Campo da Aviação. Um vazio que dificilmente será preenchido. Poderão dizer, existe ainda futebol no interior. Claro, existe. O Guarani do Lajeado Pessegueiro (Bicampeão em 1974/1975), o Farroupilha do Lajeado Reginaldo e o Esportivo de Bela União(Campeão 2010). Mas, é pouco. Quem dirige e quem joga nestes quadros? Muitos são urbanos que no final de semana, por laços de amizade e parentesco ou porque lá nasceu vão até as comunidades praticar o futebol. E mais, por estarem próximas da cidade com facilidade de acesso.

Hoje estamos num processo transitório na agricultura. Alternativas surgem para a agricultura familiar. Mas, e agora? Onde está a mão de obra necessária? Não temos mais jovens para as lides agrícola, como também não temos mais jovens atletas para a prática do futebol no meio rural.
Se dividirmos a área do município em dois hemisférios, tendo como linha divisória a ERS 344, do lado oeste não há futebol, incluindo o Distrito de Sete de Setembro; no lado leste ainda sobrevivem o Guarani, o Farroupilha e o Esportivo.

Visitamos as praças do Lajeado Assombrado (1º de Maio), Lajeado Capoeira (Danúbio Azul) e Lajeado Manchinha (Caxias), tomamos ciência do abandono total. Uma característica entre eles: igreja, escola e campo juntos nas comunidades do Lajeado Capoeira e do Lajeado Manchinha. Só a comunidade religiosa em atividade, mas com poucos associados.  Nas tres comunidades a escola (em ruínas) e campo esquecidos. Observamos a prova concreta da relação entre igreja, escola e futebol, que não existe mais, por conta de um modelo que desarticulou as comunidades do meio rural.

Campo do extinto E.C. Primeiro de Maio.
O gramado virou pasto para as vacas leiteiras, as traves de metal atacadas pela ferrugem, testemunham que ali se praticava futebol e   o fundo a escola como tantas outras, desativada.