quarta-feira, 13 de julho de 2016

Aniversário

No dia 21 de julho próximo o Paladino Futebol Clube comemorará 70 anos. Em colaboração com o editor de esportes Fernando Kronbrauer, estaremos a partir de hoje  publicando uma série de quatro matérias sobre o clube.

PALADINO 70 ANOS  
PARTE I

Fundação
Com o desaparecimento do Uruguai F. B. C. (fundado em 1925), não haviam times de futebol na cidade de Santa Rosa. Foi quando chegou à cidade, vindo de Gravataí, Waldemar Simeão, que ficara lotado na Delegacia de Polícia. Juntou-se ao Senhor Norberto Moré, juntamente com os filhos deste, Dino e Arnildo, fundou em 21 de julho de 1946, o Paladino Futebol Clube, mesmo nome do clube que ele atuava em Gravataí, escolhendo como cores o vermelho e o branco.

Passada a fundação elegeu-se a primeira Diretoria que ficou assim constituída: Presidente: Norberto Moré; Vice-presidente: Alberto Samaniego (Paraguaio); 1º Secretario: Reneu Steffen; 2º Secretário: Jacob Mander; 1º Tesoureiro: Alfredo Moré: 2º Tesoureiro: Valdemar Simeão.

Jogos
O Paladino iniciou suas disputas com jogos no Estádio da Baixada do Pessegueiro, onde está hoje localizada a Fratelli (a fábrica nova). Em 1955, uma enchente destrói a Baixada e os jogos passaram para o campo do Exército. Com a construção do Estádio Carlos Denardin, os jogos passaram a ser disputados no estádio, onde eram realizados amistosos contra o Oriental de Três de Maio, Aurora de Cerro Largo, Grêmio e Elite de Santo Ângelo, dentre outros.

Rivalidade
Em 1952, nasce seu maior rival, o E.C. Aliança. Nas décadas dos anos 1950 e 1960 disputaram clássicos memoráveis, conhecido como AL-PAL, sempre com casa cheia e com torcidas inflamadas, originando uma grande rivalidade entre os dois clubes.  O que gerava grandes discussões entre os torcedores, para definir quem era o melhor.  Sendo o ponto de encontro  o Café Central, na Avenida Rio Branco, que além do futebol discutiam política e outros acontecimentos da cidade.

Campeonato Citadino
Nas décadas de 1950 e 1960 era disputadíssimo o Campeonato Citadino em que participavam o próprio Paladino FC, o EC Aliança, Juventus AC, GE Sepé Tiarajú, Juventude FC do Bairro Cruzeiro e ABC (Atlético Bancário Clube). A hegemonia era disputada mesmo pela dupla AL-PAL, apenas uma vez quebrada em 1960 pelo Sepé Tiarajú. O campeão representava a cidade no campeonato estadual de amadores.

Dupla Grenal
Em 1957, o Paladino trouxe para Santa Rosa, o SC Internacional de Porto Alegre, para um jogo amistoso. No Inter, jogavam: Alfeu. Kim, Joaquinzinho e Silveira entre outros. Também jogou com o Grêmio em 1965 (o Grêmio já havia estado aqui na inauguração do Carlos Denardin enfrentando a seleção local). No tricolor atuavam os atletas: o goleiro Alberto, mais Altemir, Sergio Lopes, Volmir, Joãozinho, Alcindo e o grande zagueiro Airton (o placar foi de 5 a 1 para o Grêmio).
Conquistas
O Paladino é detentor de um patrimônio de conquistas invejável: No Campeonato Citadino foi, Campeão em 1948; Tetracampeão em 1950, 1951, 1952 e 1953; Bicampeão em 1961 e 1962; Campeão em 1964; Bicampeão em 1966 e 1967 e Tricampeão em 1970, 1971 e 1972. Bicampeão da Taça Prefeitura de Santa Rosa em 1970 e 1971. Em 1964, foi campeão da Chave 4 - Série Amarela, do Campeonato Estadual de Amadores. Vice-campeão Estadual de Amadores em 1964, quando perdeu a decisão para o Pampeiro de Soledade, numa decisão de três jogos: o primeiro jogo em casa vencido por um a zero,  o segundo derrota em Soledade e o terceiro em campo neutro, Cruz Alta,  com um gol de penalidade máxima do adversário deixou escapar o titulo.

Patrimônio
Em 1973 acontece a fusão entre os clubes Paladino, Aliança, Juventus e surge a ASRE (Associação Santa-rosense de Esportes), mas o Paladino preserva a sede  seu maior patrimônio. Em 1976, nos festejos do 33° aniversário, inicia as obras da nova sede na Rua Santa Rosa, inaugurado em 1979, com a presença de autoridades locais. Segundo o seu presidente, Irineu Donini, o Paladino encerrou suas atividades no futebol em 1979.
Em 2014, com a atualização do estatuto pelo novo Código Civil, o Paladino cria o Departamento de Assistência Social, podendo então fazer prestação de serviços com cunho social, abrigando nas suas dependências os grupos dos Alcoólicos Anônimos e dos Narcóticos Anônimos. 
Presidentes
1946 – Norberto Moré; 1947 – Valdemar Zenni; 1948 – Mário Lucena Borges; 1949/1950 – Germano Wüst; 1951 – Salvager Maraskin; 1952 – Ernani Kotlinski; 1953/1954 - Germano Wüst; 1955 – Carlos Denardin; 1956 – Avelino Lavarda; 1957 - Ernani Kotlinski;  1958 - Salvager Maraskin; 1959 – Demetrio Barcellos Xavier; 1960 – Manuel Camilo dos Santos; 1961 – Monte Alvar Aurélio Rodrigues; 1962 – Wilson Gomes; 1963 – Zeferino Soares; 1964 a 1966 -  Monte Alvar Aurélio Rodrigues; 1967/1968 – Luiz Lopes Burmeister; !969 – Joaquim de Quadros; 1970/1971 – Paulo Laércio Soares Madeira; 1972 - Altidor Medeiros dos Santos; 1973 a 1990 – Monte Alvar Aurélio Rodrigues; 1991 a 1993 -  Paulo Laércio Soares Madeira; 1994 a 2016 – Irineu Elias Donini.
Quem não é do Paladino é contra o Paladino
O fato marcante para a história do clube foi protagonizado por Zeferino Soares, torcedor fanático, Segundo o historiador João Jayme Araújo a origem do fato, teria acontecido num jogo contra o Oriental na cidade de Três de Maio. Conta que em jogo amistoso, Zeferino entendeu que o árbitro estava prejudicando sua agremiação. Com os campos da época não havia alambrado, apenas corrimões, não teve dúvidas, invadiu o gramado de forma ostensiva se dirigiu ao arbitro do jogo, bradando: “Quem não é do Paladino é contra o Paladino”. É claro que o arbitro convidou a se retirar, mas o refrão ecoou pela idade e é lembrado até hoje pelos saudosos torcedores do Paladino.


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