quarta-feira, julho 20, 2016

Aniversário

PALADINO 70 ANOS - PARTE III

Aliança x Paladino: famoso clássico ALPALque agitava o futebol nas tardes de domingo

A rivalidade é o principal combustível do maior esporte mundia, o futebol! Seguindo esta linha de pensamento o Jornal Gazeta Regional entrevistou o Senhor Raul Meneguini, ex-jogador do E.C. Aliança, por nos contar um pouco das histórias desta rivalidade que havia entre o E.C. Aliança e o Paladino F.C. É a história do clássico contada por um rival.

1.Como eram os clássicos ALPAL?
Inicialmente necessário se dizer que a sigla ALPAL foi e continua sendo uma denominação simplificada para a identificação dos dois clubes de futebol de campo e de maior torcida da cidade de Santa Rosa, RS; assim usada quando dos confrontos entre as equipes do E. C. Aliança e o Paladino F. C., clássicos esses acontecidos, ininterruptamente, no período de 1952 até 1970.
Clássico é Clássico e o ALPAL não fugia a regra, havia muita rivalidade - dentro e fora do campo de jogo - entre os seus respectivos dirigentes, torcedores e atletas; os seus dirigentes se reuniam ordinariamente e até extraordinariamente na semana que antecedia o Clássico ALPAL, e, nelas articulavam, entre si, as possíveis ações do co-irmão, o seu maior rival; a qualquer manobra descoberta vindas do seu adversário - em muitas ocasiões eram até trazidas aos seus ouvidos pelos corneteiros de plantão - provocavam as devidas e indevidas reações; reciprocamente não se temiam, mas, se respeitavam; e, a rivalidade era de tamanha dimensão que era inconcebível que os atletas da dupla ALPAL – nas horas de folga pudessem andar juntos sob pena de se lançar a nódoa da extrema suspeição e o imediato enquadramento como atletas inconfiáveis aos interesses dos seus clubes; o coração batia mais forte, por vezes alguns mais exaltados. Às vezes confusões dentro e fora do campo de jogo. Era Clássico. Fazia parte do contexto. Mas, tudo era dominado e o Clássico continuava ou continuou e, infelizmente acabou no ano de 1970.
Guardadas as proporções, não era menos eletrizante quanto aquele disputado na Azenha e Menino Deus, na capital.
 Os estádios, inicialmente no Municipal do Pessegueiro (1952 até 1954), depois no Campo do 19º RCMEC (1955 e 1956) e finalmente no Municipal Carlos Denardin (1957 até 1970), ficavam com sua lotação esgotada; os ditos Clássicos sempre eram realizados nos domingos à tarde, era uma grande festa.
A divulgação do Clássico dava-se principalmente através da imprensa falada e escrita da cidade, nela o noticiário e as entrevistas com atletas e dirigentes, envolvendo matéria de todos os setores dos dois clubes e até com programas especiais, como o que era realizado na Rádio Sulina, com a sua programação, dirigida pelo departamento de esportes do E. C. Aliança, denominada CLARINADA TRICOLOR.
Os campeonatos municipais eram, naquele período, disputados entre 06 (seis) clubes, Paladino F. C., Juventus A. C.-  E. C. Aliança, G. E. Sepé Tiarajú, Bancários F. C. e o Juventude F. C. 
No período em que aconteceram os clássicos ALPAL (1952 a 1970), somente no ano de 1960 fugiu da dupla ALPAL o título de campeão - a única exceção aconteceu em 1960, conquistado pelo co-irmão o  G. E. Sepé Tiarajú.
Os títulos de campeão citadino de futebol pelo Paladino F. C. aconteceram nos anos de 1952,1953,1961,1962,1964,1966,1967,1970 – totalizando 08 (oito) títulos.
Os títulos de campeão citadino de futebol pelo E. C. Aliança aconteceram nos anos de 1954,1955,1956,1957,1958,1959, 1963, 1965, 1968 e 1969 - totalizando 10 (dez) títulos.

2. Em relação ao futebol atual, o que diferencia do futebol da época?
Nos dias de hoje tudo ajuda para que se jogue melhor o futebol, por exemplo: a bola, os gramados, os salários, os uniformes, as concentrações, os melhores hotéis, as chuteiras, as viagens, tudo. Até a variedade de jogos transmitidos pela TV colaboram no aprendizado, nas informações instantâneas que chegam de todos os centros futebolísticos do mundo. Entretanto, tem muitas coisas para serem aperfeiçoadas. Mas não dá para fazer comparações com antigamente nestes itens que mencionei.
Como lado negativo penso que está, ao meu juízo, nas constantes trocas de planteis, resultando, em conseqüência, na perda de identidade dos atletas na relação paixão ao Clube. Parece-me que antigamente os jogadores se apegavam mais ao clube; torcedores sabiam de cor as escalações do seu time e do adversário e, até a curiosidade do público torcedor que acorriam aos estádios porque queriam também ver os bons jogadores das equipes adversárias.
Outro lado negativo está na inexistência de jogadores que aliam mais a técnica ao físico; hoje quase não se vê mais o craque de futebol com técnica refinada; o que mais se vê nos estádios são atletas que não oferecem ao público o que ele público mais gosta, ou seja, a jogada aleatória (o drible desconcertante, a ginga de corpo, etc.), fugindo do sistema tático pragmático, das jogadas mecânicas.

3. Faça uma relação do Futebol atual x Futebol nos anos 60/70:
Hoje em dia no futebol tu tens que ser muito mais atleta, os espaços diminuíram, a competitividade é enorme. Nos anos 60/70 o mais comum era jogar no 4-3-3 clássico.

4. Conte-nos uma historia do clássico que lhe marcou
Em 1964 jogávamos pelo E. C. Aliança contra o Paladino F. C. o Clássico ALPAL, a partida era de final do campeonato citadino, quem ganhasse o jogo seria o campeão; pela metade do primeiro tempo o Paladino vencia pelo escore de 1x0; numa bola levantada na área do Aliança um choque casual, cabeceamos eu e o Canelão (a dupla de zaga do Aliança), batemos testa contra rosto. Ele continuou no campo de jogo. Eu saí do campo desacordado com corte no lábio superior, fui levado às pressas para o Hospital de Caridade, lá fui atendido pelo Dr. Livio Cecconi; quando retornei já pela metade do segundo tempo o escore do derby já estava em 3x0 para o Paladino F. C.; o nosso técnico Decio Zoehler me olhou e concluiu que mesmo como estava poderia ingressar no campo de jogo, ingressei só que a bola corria para um lado e eu para outro, continuava ainda desorientado. Obs. Naquela época não era permitido substituir qualquer atleta após início da partida. Hoje, tal fato, seria solucionado pela substituição do atleta. Éramos todos amadores no sentido de que queríamos apenas jogar, o que importava era jogar, acima de tudo. Não nos importávamos com mais nada.

domingo, julho 17, 2016

Aniversário

PALADINO 70 ANOS - Parte ll

Família Soares e o Paladino

A família Soares está na sua terceira geração de paladinenses. Seu Zeferino, o patriarca, a segunda representada por Clóvis e a terceira pelo Paulo Moacir. Zeferino, um ícone do clube, foi dirigente e torcedor fanático pelo clube.
Seu Zifa, como era conhecido, deixou sua marca, ao ser presidente em 1963. Durante sua trajetória no futebol, foi marcado pela famosa frase: “Quem não é do Paladino é contra o Paladino”, ao invadir um campo e reclamar da arbitragem.  Paulo Moacir Soares, neto de Zeferino é atualmente dirigente do clube e é representante da terceira geração no clube.
Das lendárias histórias do Seu Zifa, o neto Paulo Moacir, relata que estava por acontecer uma final do campeonato citadino. Um clássico AL-PAL (Aliança e Paladino). O arbitro deste jogo seria um militar. Acontece que o referido era viciado numa carpeta. A noite, perdeu tudo no carteado. Por volta das seis horas e meia da manhã, bateu na casa de um alfaiate e de lá ambos se dirigiram a casa do Seu Zifa. Onde, o militar (designado a apitar o clássico a tarde) relatou o que havia acontecido e que necessitava de dinheiro, pois a noite deveria embarcar a Porto Alegre.  Seu Zifa foi direto e logo indagou quanto precisava para amolecer o jogo para o Paladino. Então, o referido árbitro solicitou a quantidade suficiente para a diária e alguma coisa para o jogo. Tudo acertado. Às 16 horas da tarde estava ele em campo para mediar o clássico. Passados 30 minutos, o Aliança já contava com três atletas expulsos. E o jogo continuava com muitas faltas marcadas contra o Aliança. É claro, que o vitorioso foi o Paladino, tanto que o mesmo teve que ser escoltado pelos vitoriosos ao final do jogo até a rodoviária, local de seu embarque para evitar complicações.
A rivalidade entre o Paladino e o Aliança, era grandiosa. As torcidas desciam a Avenida Borges de Medeiros, uniformizadas, portando bandeiras, fazendo festa até a beira do Rio Pessegueiro, local do Estádio da Baixada. Clássico é clássico, muita rivalidade, é claro, o coração bate mais forte, por vezes alguns mais exaltados. Às vezes confusões dentro e fora do campo. Era clássico. Fazia parte do contexto. Mas, tudo era dominado. O clássico continuava.
Ainda, relata Paulo Moacir Soares, que o  Paladino tinha formado a “Ala Feminina”, com 15 moças, Assim,  como a  diretoria, acompanhavam o time na entrada em campo. Usavam um bonito uniforme: blusa vermelha, saia  e tênis brancos  (as cores oficiais do Paladino). Eram as Paladinetes. 
Perguntado sobre quem foi o melhor atleta que viu atuar, Paulo não teve duvidas ao responder destacando  Lotário Dreyer,  conhecido no mundo do futebol como Patrola. Relata que foi um atleta muito habilidoso, pois,  era detentor de boa qualidade técnica. 

Na foto abaixo, de 1957, em amistoso entre Paladino x Inter/POA, à esquerda aparece a ala feminina uniformizada do Paladino.


quarta-feira, julho 13, 2016

Aniversário

No dia 21 de julho próximo o Paladino Futebol Clube comemorará 70 anos. Em colaboração com o editor de esportes Fernando Kronbrauer, estaremos a partir de hoje  publicando uma série de quatro matérias sobre o clube.

PALADINO 70 ANOS  
PARTE I

Fundação
Com o desaparecimento do Uruguai F. B. C. (fundado em 1925), não haviam times de futebol na cidade de Santa Rosa. Foi quando chegou à cidade, vindo de Gravataí, Waldemar Simeão, que ficara lotado na Delegacia de Polícia. Juntou-se ao Senhor Norberto Moré, juntamente com os filhos deste, Dino e Arnildo, fundou em 21 de julho de 1946, o Paladino Futebol Clube, mesmo nome do clube que ele atuava em Gravataí, escolhendo como cores o vermelho e o branco.

Passada a fundação elegeu-se a primeira Diretoria que ficou assim constituída: Presidente: Norberto Moré; Vice-presidente: Alberto Samaniego (Paraguaio); 1º Secretario: Reneu Steffen; 2º Secretário: Jacob Mander; 1º Tesoureiro: Alfredo Moré: 2º Tesoureiro: Valdemar Simeão.

Jogos
O Paladino iniciou suas disputas com jogos no Estádio da Baixada do Pessegueiro, onde está hoje localizada a Fratelli (a fábrica nova). Em 1955, uma enchente destrói a Baixada e os jogos passaram para o campo do Exército. Com a construção do Estádio Carlos Denardin, os jogos passaram a ser disputados no estádio, onde eram realizados amistosos contra o Oriental de Três de Maio, Aurora de Cerro Largo, Grêmio e Elite de Santo Ângelo, dentre outros.

Rivalidade
Em 1952, nasce seu maior rival, o E.C. Aliança. Nas décadas dos anos 1950 e 1960 disputaram clássicos memoráveis, conhecido como AL-PAL, sempre com casa cheia e com torcidas inflamadas, originando uma grande rivalidade entre os dois clubes.  O que gerava grandes discussões entre os torcedores, para definir quem era o melhor.  Sendo o ponto de encontro  o Café Central, na Avenida Rio Branco, que além do futebol discutiam política e outros acontecimentos da cidade.

Campeonato Citadino
Nas décadas de 1950 e 1960 era disputadíssimo o Campeonato Citadino em que participavam o próprio Paladino FC, o EC Aliança, Juventus AC, GE Sepé Tiarajú, Juventude FC do Bairro Cruzeiro e ABC (Atlético Bancário Clube). A hegemonia era disputada mesmo pela dupla AL-PAL, apenas uma vez quebrada em 1960 pelo Sepé Tiarajú. O campeão representava a cidade no campeonato estadual de amadores.

Dupla Grenal
Em 1957, o Paladino trouxe para Santa Rosa, o SC Internacional de Porto Alegre, para um jogo amistoso. No Inter, jogavam: Alfeu. Kim, Joaquinzinho e Silveira entre outros. Também jogou com o Grêmio em 1965 (o Grêmio já havia estado aqui na inauguração do Carlos Denardin enfrentando a seleção local). No tricolor atuavam os atletas: o goleiro Alberto, mais Altemir, Sergio Lopes, Volmir, Joãozinho, Alcindo e o grande zagueiro Airton (o placar foi de 5 a 1 para o Grêmio).
Conquistas
O Paladino é detentor de um patrimônio de conquistas invejável: No Campeonato Citadino foi, Campeão em 1948; Tetracampeão em 1950, 1951, 1952 e 1953; Bicampeão em 1961 e 1962; Campeão em 1964; Bicampeão em 1966 e 1967 e Tricampeão em 1970, 1971 e 1972. Bicampeão da Taça Prefeitura de Santa Rosa em 1970 e 1971. Em 1964, foi campeão da Chave 4 - Série Amarela, do Campeonato Estadual de Amadores. Vice-campeão Estadual de Amadores em 1964, quando perdeu a decisão para o Pampeiro de Soledade, numa decisão de três jogos: o primeiro jogo em casa vencido por um a zero,  o segundo derrota em Soledade e o terceiro em campo neutro, Cruz Alta,  com um gol de penalidade máxima do adversário deixou escapar o titulo.

Patrimônio
Em 1973 acontece a fusão entre os clubes Paladino, Aliança, Juventus e surge a ASRE (Associação Santa-rosense de Esportes), mas o Paladino preserva a sede  seu maior patrimônio. Em 1976, nos festejos do 33° aniversário, inicia as obras da nova sede na Rua Santa Rosa, inaugurado em 1979, com a presença de autoridades locais. Segundo o seu presidente, Irineu Donini, o Paladino encerrou suas atividades no futebol em 1979.
Em 2014, com a atualização do estatuto pelo novo Código Civil, o Paladino cria o Departamento de Assistência Social, podendo então fazer prestação de serviços com cunho social, abrigando nas suas dependências os grupos dos Alcoólicos Anônimos e dos Narcóticos Anônimos. 
Presidentes
1946 – Norberto Moré; 1947 – Valdemar Zenni; 1948 – Mário Lucena Borges; 1949/1950 – Germano Wüst; 1951 – Salvager Maraskin; 1952 – Ernani Kotlinski; 1953/1954 - Germano Wüst; 1955 – Carlos Denardin; 1956 – Avelino Lavarda; 1957 - Ernani Kotlinski;  1958 - Salvager Maraskin; 1959 – Demetrio Barcellos Xavier; 1960 – Manuel Camilo dos Santos; 1961 – Monte Alvar Aurélio Rodrigues; 1962 – Wilson Gomes; 1963 – Zeferino Soares; 1964 a 1966 -  Monte Alvar Aurélio Rodrigues; 1967/1968 – Luiz Lopes Burmeister; !969 – Joaquim de Quadros; 1970/1971 – Paulo Laércio Soares Madeira; 1972 - Altidor Medeiros dos Santos; 1973 a 1990 – Monte Alvar Aurélio Rodrigues; 1991 a 1993 -  Paulo Laércio Soares Madeira; 1994 a 2016 – Irineu Elias Donini.
Quem não é do Paladino é contra o Paladino
O fato marcante para a história do clube foi protagonizado por Zeferino Soares, torcedor fanático, Segundo o historiador João Jayme Araújo a origem do fato, teria acontecido num jogo contra o Oriental na cidade de Três de Maio. Conta que em jogo amistoso, Zeferino entendeu que o árbitro estava prejudicando sua agremiação. Com os campos da época não havia alambrado, apenas corrimões, não teve dúvidas, invadiu o gramado de forma ostensiva se dirigiu ao arbitro do jogo, bradando: “Quem não é do Paladino é contra o Paladino”. É claro que o arbitro convidou a se retirar, mas o refrão ecoou pela idade e é lembrado até hoje pelos saudosos torcedores do Paladino.


sábado, maio 21, 2016

Histórias e Memórias

Juventude FC. da Vila Cruzeiro, hoje Bairro de S.Rosa.

Hoje aniversário do Juventude, lembro da última ´participação do clube em jornadas esportivas que foi em 1970, no Campeonato Estadual de Amadores, com Tabajara de Tuparendi, Botafogo de Santo Cristo, Aurora de Cerro Largo, Paladino e Aliança de Santa Rosa. O último jogo foi em Cerro Largo, ganhamos de 2 x 1, com gol olímpico da ponta esquerda, por mim cobrado. O lateral esquerdo que depois jogou no Cruzeiro/MG, o Mariano, jogou naquela contenda. Eu era jogador, capitão, treinador, tesoureiro e até o fim do certame, eu era o faz de tudo da equipe. Lembro que, o Dr. Alvírio Scalco, do PTB, prefeito, adversário político de meu pai, bancou a metade do ônibus, senão não teríamos condições de enfrentar o último compromisso desse lindo e nostálgico clube, por onde passaram tantas gerações de futebolistas eméritos.

Giruá, RS, 10.05.2016
Mílton Harvey Schwerz

Hoje o Juventude estaria completando 61 anos.


terça-feira, maio 03, 2016

Lembranças....

Olá, amigos! Recebemos depoimento de um ex-atleta que integrou o plantel do EC Real Madri de Santa Rosa, nos bons tempos, que hoje à distância,  retém na memória os bons momentos vividos. Nego Marafiga, como era conhecido no futebol, hoje reside em Dourados/MS, nos enviou este depoimento, no qual o reproduzimos na íntegra: 



"Tive oportunidade de participar por muitos anos desse grande clube de futebol REAL MADRID eu sou o (NEGO MARAFIGA) estive em 1977 com apenas com 17 anos no banco de reservas quando SERGIO CACHORRO fuzilou ADÃO GNATTA goleiro da época do DÍNAMO em um jogo de muita luta por parte de ambas as equipes, também estive em campo em PORTO LUCENA onde após o jogo fomos atacados pela torcida adversária onde meu saudoso pai OLIVIO MARAFIGA foi atingido e acabou tendo seu braço esquerdo quebrado, estive em Campo também em SANTA ROSA quando em substituições erradas feitas pelo então treinador OSVALDINO me tirando juntamente com o saudoso TABORDA no intervalo do jogo onde o placar era favorável a nós por 1x0 acabamos por perder a final dentro do ESTADIO CARLOS DENARDIN pelo placar de 2x1 estive em campo também em SANTA ROSA e em CAMPINAS DAS MISSÕES nos dois jogos realizados naquela cidade onde ali se encontravam em torno de 3.000 pessoas sem nenhuma segurança aos jogadores e dirigentes do REAL MADRID. Realmente tínhamos uma equipe de respeito como saudoso SACI que ao findar o campeonato foi morar em CAMPINAS e defender as cores do clube daquela cidade, era escalado mais o menos assim CARLOS- VALCI- CLAUDIO MAROSTEGA- TATO MORONI- NEGO RECALCATTI- VALMOR- SACI- TABORDA- NANICO- NEGO MARAFIGA- SERGIO CACHORRO- CHICO TIMM opções de banco SANTINHO - VALMOR - MILTON MARAFIGA - LUIS COUTINHO - e muitos outros todos em condições de jogar igual aos que começavam jogando, tivemos uma semifinal contra uma equipe de TUCUNDUVA onde ganhamos lá o primeiro jogo por 1x0 e no jogo em casa perdíamos por 2x0 no primeiro tempo logo no inicio do segundo tempo fizemos o primeiro gol e num sufoco aos 45 minutos numa falta o CLAUDIO MAROSTEGA acertou grande chute de falta e empatou o jogo e classificamos para a grande final contra CAMPINAS, antes disso o Osvaldino havia dito no vestiário que caso perdêssemos colocaria fogo nas camisas após o jogo dentro de campo e acabaria com aquele clube, mas se caso classificássemos atravessaria o CARLOS DENARDIN virando cambalhota e foi o que fez ao terminar o jogo, são histórias que trazem muitas saudades nos dias de hoje e se ficar aqui escrevendo tenho assunto pra muitos dias. Então aqui ficam meus agradecimentos a todos que fundaram essa pagina e dizer que fiquei muito feliz quando a descobri e que podia ser mais divulgada para que cada um que contribuiu para que existisse essa história do futebol Santa-rosense pudesse colocar um pouco do que viveu nesses gramados da nossa região do Alto Uruguai, por exemplo meu cunhado NERI FERREIRA CORREA o (GRIFU) chegou a ser considerado melhor jogador do interior do RIO GRANDE DO SUL e não tem nenhuma divulgação pela grande contribuição que teve sua pessoa para história e tantos outros que fizeram história no gramado do ESTADIO CARLOS DENARDIN como por exemplo (PERIGOSO) que jogou no DINAMO (ZÉ PEDRO) do IPIRANGA DA SULINA (TONINHO) do Palmeiras da Glória (NANICO) Real Madrid (BAITACA) Dínamo e por ai a fora são tantos outros, mas fica aqui meu grande abraço a todos com quem tive o prazer de jogar junto ou mesmo como adversário que todos fiquem na Paz  DO NOSSO SENHOR DEUS."


Nosso agradecimento a Nego Marafiga.

quarta-feira, abril 13, 2016

Futebol Amador

ESPORTE CLUBE TARUMÃ
Bairro Timbaúva.

Conforme gravado no seu escudo o Esporte Clube Tarumã, foi fundado em nove de fevereiro de 1988.
O time da família Martins, do Bairro Timbaúva, sempre montou bons plantéis com o propósito de não só fazer boas campanhas, mas também conquistar títulos. E, foi o que aconteceu, enquanto esteve em atividade, tanto no futebol de campo como no futsal.
No futebol de campo, após tentativas frustradas não logrando êxito em finais disputadas, em 2007 chegou a sua vez. Num campeonato em que participaram doze agremiações do município de Santa Rosa, com uma equipe experiente e de boa qualidade técnica, na semifinal suplantou a equipe da Associação Atlética Real e se credenciou para disputar a final, tendo como adversário o Esporte Clube Farroupilha do Lajeado Reginaldo. Nesta mesma temporada ainda foi mais  vitoriosa, conquistando também o titulo na modalidade de Aspirantes.
Na final, um grande público se fez presente no Estádio Carlos Denardin, para festejar a vitória de goleada de 4 a 1 sobre o Farroupilha. Título este, muito festejado por direção, atletas e torcedores alvinegros do Bairro Timbaúva.
Outra modalidade do esporte coletivo que o Tarumã, mantém, em parceria com empresas locais, é o futsal, mas em situação sazonal, quando é disputada a Taça Noroeste de Futsal. Na modalidade futsal o Tarumã é pentacampeão, sendo que alcançou os títulos em 2001, 2006, 2007, 2011 e 2012, Para as conquistas sempre em seu plantel teve atletas que disputavam  campeonatos importantes no Brasil.

No Tarumã aturam atletas como Martins, que disputou o campeonato gaucho por varias temporadas em vários clubes, como Dínamo, São Luiz e Brasil/Pe. O arqueiro Danilo, que que passou pela base do Inter/POA, disputou futebol de campo no Dínamo como profissional e depois foi para o futsal,  atuando em grande equipes do Brasil e inclusive vestindo a camisa da seleção brasileira da modalidade. Danilo tem na sua carreira vitoriosa vários títulos nacionais e internacionais.

Títulos

Campeão Municipal Categoria Principal 2007
Campeão Municipal Categoria Aspirantes 2007

Campeão Taça Noroeste de Futsal 2001
Campeão Taça Noroeste de Futsal 2006
Campeão Taça Noroeste de Futsal 2007
Campeão Taça Noroeste de Futsal 2011
Campeão Taça Noroeste de Futsal 2012


Campeão Municipal de 2007

Campeão da Taça Noroeste de Futsal 2012



domingo, março 13, 2016

Futebol Amador

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA SULINA

Bairro Sulina


O Bairro Sulina sempre foi prodigo em criar grandes equipes de futebol. Podemos, sem sombra de duvidas, dizer que Ypiranga, Cruzeiro e Penharol, entre  outros, sempre representaram bem o futebol do bairro.

Em 1989, é fundada a Associação Atlética Sulina,  com sede também neste bairro, teve seu maior feito em 2011, quando chegou a final do Campeonato Municipal de Santa Rosa. O jogo final aconteceu no Estádio Carlos Denardin, e a Associação Sulina, foi vitoriosa ao vencer o Ouro Verde do Bairro Cruzeiro(campeão de 2009) pelo escore de 2 a 0. Ivo e Pato anotaram os gols que levaram o clube ao titulo. Vale salientar que o campeonato foi vencido de forma invicta, o que se tornou um fato ainda mais relevante para a agremiação que usa no seu uniforme as cores vermelho e branco. 


Equipe que conquistou o titulo, recebendo após o jogo, a sua premiação pela grande conquista.

domingo, fevereiro 28, 2016

CARIRIS FUTEBOL CLUBE
Santa Rosa





O CARIRIS FOI UM DOS EMBRIÕES  DO EC ALIANÇA.


Os alunos do Ginásio dos Irmãos Maristas (hoje Colégio Santa Rosa de Lima) faziam parte de um clube denominado CARIRIS, de outro lado, existia outro clube que era denominado GUARANI e, que também era formado por alguns alunos deste mesmo educandário. Segundo o historiador João Jayme Araujo, em 1952 disputavam o campeonato municipal de futebol de Santa Rosa o PALADINO F. C. e JUVENTUS A. C. Organizada pelo desportista Bonifácio Lopes Camões, foi então realizada uma reunião com cidadãos de Santa Rosa, que também participaram os clubes CARIRIS e GUARANI, Dessa reunião surgiu o EC Aliança, que já no ano seguinte se federalizou para disputar o campeonato estadual de amadores.

Futebol Amador

ASSOCIAÇÃO ATLÉTICA BIG BOYS
Santa Rosa





segunda-feira, fevereiro 01, 2016

Futebol Amador

FRIGOROSA/PRENDA



Campeã 1969-1970-1971

Liderando um grupo de investidores de Santa Rosa, em 1956, Pedro Carpenedo cria o Frigorifico Santarrosense Sociedade Anonima. Já no ano seguinte, 1957, inicia o abate de suínos. Com o crescimento do setor da suinocultura na região, o frigorifico se tornou o maior abatedouro de suínos do estado do Rio Grande do Sul. Com a marca registrada Prenda em seus produtos, tornou-se conhecida no Brasil. Tanto, que a empresa ficou conhecida pela marca. Em 1986, incorpora o nome da marca como nome da empresa, passando então de Frigorifico Santarrosense S.A. para Prenda S.A.  Posteriormente a empresa foi vendida e a denominação atual é Alibem Comercial de Alimentos. A empresa é uma das maiores geradoras de postos de trabalho e de impostos no município de Santa Rosa.
Atualmente o Prenda possui organizada somente a categoria de veteranos que disputa jogos amistosos e participa do campeonato municipal na categoria veteranos.


Campeã 1972


E dentro desta grande empresa, um grupo de colaboradores amantes do futebol, criam uma agremiação esportiva, que leva o seu nome, formando bons times e se tornando uma das entidades esportivas mais vitoriosas da cidade.


Recebendo as faixas de campeã

1969 - Campeã municipal de Aspirantes.
1969 - Campeã Municipal Categoria Principal.
1970 - Campeã Municipal Categoria Principal.
1971 - Campeã municipal de Aspirantes.
1971 - Campeã Municipal Categoria Principal.
1972 - Campeã Municipal Categoria Principal.
1972 - Campeã Taça Prefeitura Municipal.
1987 - Campeã Municipal Categoria Veteranos.
1990 - Campeã Municipal Categoria Veteranos.
1996 - Campeã Municipal Categoria Veteranos.
1998 - Campeã Municipal Categoria Veteranos.
2013 - Campeã Municipal Categoria Veteranos.




Mandava seus jogos no campos a margem direita do Rio Pessegueirinho, próximo da sede da empresa.



Campeã Categoria Veteranos 2013



Alguns atletas, antes de serem profissionais, atuaram no elenco,  sendo o mais importante foi o zagueiro Argel, que atuou no Inter/POA., na Seleção Brasileira e em vários clubes brasileiros e europeus.  Argel está à esquerda do goleiro(1989).


sexta-feira, janeiro 22, 2016

Reportagem

   
O Dínamo do Sul




Com o título acima,  o clube de Santa Rosa, é lembrado em recente reportagem, pela sua bravura nos campos do Rio Grande do Sul, quando disputou a primeira divisão do futebol gaúcho, nos anos de 1991/1992 e 1993. A matéria relata que o Dínamo não foi um mero coadjuvante, pois chegou a liderar o campeonato e seu nome aparecer no Fantástico da rede Globo: O líder do campeonato gaúcho é o surpreendente Dínamo de Santa Rosa, frase dita por Léo Batista. Vale a pena conferir, clicando aqui. A reportagem é do site: https://decadadeouro90.wordpress.com/

quarta-feira, janeiro 13, 2016

Artigo


Por: Ezequiel Redin(*)




Nas últimas duas décadas, o processo de modernização rural tem se expandido e consolidado, o núcleo familiar tem reduzido e o futebol de campo no rural suprimido. Boas lembranças dos consolidados times de futebol amadores formados nas localidades rurais. Equipes expressivas cunhavam o nome da localidade rural, marca estampada na camiseta de sua equipe de futebol. Gloriosos tempos em que jogadores da comunidade elaboravam jogados de alto nível técnico, armavam estratégias táticas para desarmar o adversário, faziam belas pinturas de gol nos campos rurais. Épocas em que um chute torto na bola poderia lançá-la para o famoso “mato”.  gíria: “bola pro mato que o jogo é de campeonato”, quiçá, deve ter origem dos campos de futebol no rural. Equipe A e Equipe B jogavam amistosos, torneios, campeonatos municipais, disputavam taças em jogos de alto nível técnico e também de alto vigor físico. A força do futebol rural culminou a tal ponto que o seu auge foram os Campeonatos Municipais de Futebol de Campo (Varzeanos), anteriormente disputados apenas na cidade, no decorrer da década de 90 foram distribuídos nos campos das localidades rurais, de suas respectivas equipes participantes. Fator que endossou a socialização no rural, fortaleceu a rede de relações interpessoais, dinamizou as sociedades e organizou verdadeiros tours esportivos entre as comunidades. O domingo era dia abençoado. Dia de ir à igreja pela manhã e dia de ir para o jogo de futebol pela tarde – duas missões sagradas. Os campos eram rodeados de torcedores que chegavam nas mais diversas formas: a pé, a cavalo, de bicicleta, de carro ou de caminhão. Geralmente, o time adversário e sua torcida deslocavam-se em caminhões lotados, os mesmos que transportavam soja. No local do jogo existia um galpão (estilo cabana), ponto de comercialização das bebidas (cerveja, refrigerantes e cachaças), das guloseimas (chicletes, balas, pipocas, merendinhas), dos lanches (cachorro-quente e pastel) e outras delicias de final de semana para o público presente. A torcida se acomodava atrás das goleiras, nas laterais do campo e, em geral, embaixo de árvores ou coqueiros em busca de alguma sombra para suportar a tarde calorosa. Homens, mulheres, jovens e crianças, a família toda reunida para uma partida de futebol no rural. A bola rolava. Primeiro, no alto sol da tarde, jogava a equipe B, teoricamente menos habilidosa e, posteriormente, a equipe A, teoricamente com atletas mais habilidosos. Os jogos eram acirrados, nervos a flor da pele e provocações constantes tanto entre os atletas quanto entre as torcidas. Torcedores ferrenhos, aqueles mais convictos na vitória de seu time. Nem tudo eram flores, existiam brigas entre jogadores ou entre torcidas. Ás vezes, tijolos ou garrafas voavam alto demais. Excetuando essas externalidades, o futebol de campo, sem dúvida, dinamizava o meio rural. 


Foto oficial do E.C Paleta em jogo amistoso (1974)  

Aliás, no campo de futebol também afloravam um campo de poder entre as famílias e entre as localidades rurais, isso é inegável. A rivalidade do campo é ludicamente representada também pelo contexto local. Em outras palavras, a rivalidade entre os moradores de distintas localidades rurais se traduzia num espetáculo, em uma disputa de quem tem a maior força econômica, quem tem a melhor escola, a melhor bodega, a melhor igreja, o melhor salão, o melhor campo, a melhor posição social e, claro, quem tem a melhor equipe de futebol de campo no rural. Aí emergem, portanto, relações de jocosidade (zombarias ou brincadeiras) entre jogadores e entre torcidas que vicejam o espetáculo. A galeria de troféus, medalhas e o quadro de fotos do time ficam expostos no salão da comunidade, símbolo de orgulho e também de distinção social. Aliás, a galeria é a única que permanece viva para atos memoráveis, aqueles que clamam por causos pitorescos da conquista futebolística no passado. Aos poucos a cultura futebolística de campo no meio rural tem se esvaído. As famílias rurais reduziram o número de filhos – antigamente, entre cinco a oito para dois a três nos dias de hoje. Consequentemente, menos jovens habitam o rural. Não é possível mais formar dois times de futebol de campo numa mesma localidade, mas é claro, há exceções. Os campos de futebol viraram potreiros, os potreiros se transformaram em legítimas lavouras de soja. Nas localidades rurais em que existem ginásios esportivos, os jovens rurais mantêm os times de futsal, pois não precisam mais de 22 atletas, mas apenas 10 para rolar o futsal no rural. Do futebol ao futsal, do campo para as quadras, das famílias grandes para as famílias diminutas, do maior para o menor. Futebol de campo, hoje, só rola novamente na cidade, numa mescla de jogadores rurais de distintas localidades, estratégia para tornar o time competitivo. O rural perdeu este espetáculo para o urbano. A única que expande fronteiras, abocanha os campos de futebol, invade os potreiros e até as estradas no rural é a leguminosa, ou seja, a soja. Estamos presenciando um processo de sojificação do rural, uma verdadeira sojificação dos campos de futebol. A mesma que destruiu as taipas é aquela que está acabando com os espaços de sociabilização no rural. São tempos imemoriais que ficam no passado. Daquele passado do Preto e Branco (P&B) para o presente do colorido. O verde dos campos de futebol para o verde da soja. Realmente, os tempos são outros! 

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Ezequiel Redin, reside no municipio de Arroio do Tigre/RS. É Doutorando em Extensão Rural (PPGExR/UFSM).
Este texto foi publicado no dia 18 de agosto de 2014 (Segunda-feira) no blog http://ezequielredin.blogspot.com.br.
Texto posteriormente publicado dia 25 de Dezembro de 2014 no Jornal Gazeta da Serra. Para visualizá-lo direcione-se à página 20/60, clicando aqui.

N.R. Em 29 de setembro 2012,  a editoria deste blog publicou um artigo sobre o assunto, mas com destaque para o futebol do interior de Santa Rosa, com o título: FUTEBOL, EDUCAÇÃO E ÊXODO RURAL. Vale a pena ler.


quinta-feira, dezembro 10, 2015

Campeões de Santa Rosa 2015

Guarani e Corinthians são os Campeões do Municipal de Futebol de Campo de Santa Rosa



GUARANI do Lajeado Pessegueiro, Campeão da Categoria Principal


CORINTHIANS do Bairro Auxiladora, Campeão da Categoria Aspirantes.

segunda-feira, dezembro 07, 2015

FUTEBOL AMADOR

ESPORTE CLUBE RADAR
Lajeado Tarumã


O Esporte Clube Radar foi fundado  por moradores da comunidade do Lajeado Tarumã, a 10 quilômetros da cidade de Santa Rosa. O nome Tarumã é por ali cruzar um pequeno rio com esta denominação, que anteriormente foi chamado de Pedra Rachada. A colonização começou na década dos anos 1930. A comunidade tem como padroeiro São João Batista. Ao lado da igreja católica,  está sepultado num memorial  o corpo do Padre Arcangelo Moratelli(1916-2003), um grande líder espiritual de Santa Rosa e que optou, quando em vida, ser lá  sepultado. As famílias que ali residem se reúnem periodicamente no  Centro de Tradições Gauchas Rancho Crioulo(CTG), onde desde cedo as crianças aprendem a cultura gaucha.
O EC Radar, hoje desativado das atividades esportivas, por muitos anos,  nos domingos a tarde, movimentou o Lajeado Tarumã,  quando jogava partidas amistosas com times da região. Segundo Cladimir Massaia, o Chico, o grande líder do Radar foi Evaldi Magdans. Mesmo não morando na comunidade e sim na cidade,trabalhou por quase duas décadas em prol do futebol, tendo feito de tudo no Radar.   Aos domingos pela manhã , Evaldi, com sua família e se dirigia ao Lajeado Tarumã. Fazia a marcação das linhas, organizava a copa, instalava as redes nas goleiras, enfim deixava tudo pronto para o jogo da tarde. Logo após o almoço retornava ao campo. Começava então a organização dos quadros de Aspirantes e Titulares, escalando-os. Evaldi era goleiro do grupo principal. Por vezes, se houvesse necessidade, fazia a arbitragem do jogos dos aspirantes. Além disso, fazia as vezes de roupeiro, se encarregando da lavagem dos uniformes dos atletas.
Conta Chico Massaia, que ao lado do campo, havia um pântano. Então, para a bola ser reposta rapidamente, era indicado ou de forma espontânea  um garoto ou jovem, para que ficasse na espreita e esta voltar ao jogo. Recebia refrigerantes, como pagamento.
Magdans, mesmo residindo na cidade, ainda continua fazendo parte da comunidade de Lajeado Tarumã.
Em 1985, o Radar,  com objetivo maior, reforçou o plantel para disputar a Taça Amizade. Chegou a final, disputada em 25 de janeiro de 1986, contra o Esporte Clube Olaria do Lajeado Grande. O jogo final foi disputado  na casa do adversário, por  ser beneficiado pela melhor campanha. Com arbitragem de Joares Veschia, foi um jogo muito disputado. No final o empate em 1 a 1 deu o titulo aos donos da casa, pois, este, tinha o maior numero de vitorias, como fator de desempate. Na final o Radar atuou sagrando-se vice-campeão, com: Evaldi; Vladimir, Salsicha, Romeu e Celso; Valdemar, Sérgio e Antonio; Altamiro(Valdir), Cladimir e Toninho.  O Radar saiu perdendo ainda na primeira etapa, mas com um gol contra do zagueiro Paulo Castilhos do Olaria, empatou,  não sendo o suficiente para lograr  a conquista.
O Radar possuia um grupo de atletas na categoria denominada mirim. Nela despontou o atleta Vitor  (filho de Clademir Massaia), que foi para a base do Juventus Atlético Clube de Santa Rosa e Goiás Esporte Clube. Atualmente, Vítor disputa o campeonato português pelo Sporting Covilhã.


sábado, novembro 21, 2015

FUTSAL

Internacionalzinho: meninos bons de bola.



Para os saudosistas e para quem não conheceu, este era o Internacionalzinho. O treinador era o Seu Adão, um pai pra gente. O time era de futsal, ou melhor, futebol de salão (se dizia assim antes das mudanças da modalidade). Jogávamos em quadras de concreto e "excursionávamos" para Tuparendi e outros municípios vizinhos com a Kombi do Seu Willi Lorentz, pai dos atletas Babá e Heinz.
Citando um por um da foto: Treinador seu Adão; Amauri Ribeiro (goleiro) Cirano (irmão da Xuxa), recentemente faleceu; Toni e Jandir;
Embaixo: Babá; Heinz; Vitor Abreu; Michael e Cati. Um timaço que rivalizava com o Palmeirinhas. Destes atletas, os irmãos Babá e Heinz , fizeram historia nas quadras do futsal gaúcho, atuando pelo Juventus AtléticoClube, na década dos anos 1980. Ambos atuaram também no Losca, que serviu de base para a formação histórica juventina. (Fonte: Vítor de Abreu, a quem agradecemos)

Saiba mais, clicando  abaixo:

HISTÓRIA JUVENTUS - TERCEIRA FASE -  FUTSAL (1979 a 1983)