sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Futebol Amador

FARROUPILHA 50 ANOS -   O COMEÇO FOI ASSIM.

No inicio da década dos anos 1960, um grupo de jovens do Lajeado Reginaldo composto por Aldino Kuyven, Hilário Schorr, Egon Sulzbach, Nelson Abegg e Ilton Schnepfleiter, entre outros, jogavam futebol nas noites de luar, num campinho localizado no potreiro do senhor Aloisio Schorr. Segundo relatos de Aldino Kuyven e Roque Baumgartner
Em 1965, este mesmo grupo de amigos, ainda sem denominação oficial, decidiu se aventurar e montar uma equipe de futebol de campo. No primeiro jogo, cada atleta usou o seu próprio fardamento, tendo como local a beira da hoje BR 472, num campo arrodeado de mato, que se localizava onde hoje está construído o Posto Coopermil, na saída para Três de Maio, tendo como adversário o Atlético da Olaria Dezordi que tinha sede em Laranjeira.  
Antonio Allebrandh (que atuava de zagueiro ou atacante conforme a necessidade do time), um dos líderes da equipe. Lembra que no dia do primeiro jogo, reuniu o grupo de atletas, e montou um esquema de jogo no papel, desenhando para cada atleta na posição que o mesmo deveria ficar no campo, pois, os mesmos não conheciam esquema de jogo. Conta Roque, que foi o goleiro daquela partida, o time corria para todos os lados, onde a bola ia, os atletas corriam atrás.  Frisa ainda, que alguns jogaram de chuteiras, outros de kichute e uns de pés descalços. Mesmo assim, o resultado compensou com uma vitória pelo placar de 2 a 1, com gols anotados por Antonio Allebrandt e Darci Jurach
Ilton Schnepfleiter se lembra da escalação daquele jogo, que foi escalada com: Roque Baungartner; Aldino Kuyven, Otávio Teixeira, Egon Sulzbach e Egon Kuyven; Guerino Weyler, Nelson Abegg e Darci Jurach; Antonio Alebrandt, Ilton Schnepfleiter e Hilario Schorr.

No primeiro jogo, alguns atletas atuaram assim, com os pés descalços.

Antônio lembra que a primeira bola comprada, foi a menor que a oficial (nº 5), pois os atletas não sabiam jogar, e com utilizassem a bola oficial, que era maior e pesada temia-se que os atletas não teriam força para bater na mesma. E o segundo jogo teve como adversário o Cacique de São Paulo das Tunas, em São Paulo Tunas.

Relata Ilton, que como Diretor Esportivo, possuidor de uma lambretta, reservava as quartas-feiras, acompanhado de outro dirigente do clube, para visitar as comunidades de municípios da região que possuíam times de futebol, para tratarem e ajustarem jogos amistosos com retribuição da visita. Relatando que era realizado um jogo em cada campo, esse era o trato, levando em consideração o calendário de jogos de cada time, frisando ainda, que sua viajem mais longa para marcar uma partida foi em Independência.


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